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23 de outubro de 2018

  • Trigo: Apesar de maior produção, produtividade pode recuar

    Na atual temporada, apesar de estimativas apontarem maior produção de trigo no Brasil, a produtividade deve recuar, devido ao clima desfavorável, segundo pesquisadores do Cepea. A qualidade do cereal está comprometida nas lavouras brasileiras, especialmente nas paranaenses. Esse cenário pode dificultar a comercialização do grão, visto que o interesse de compra da indústria por esse trigo de menor qualidade pode diminuir. Quanto às cotações dos derivados, oscilaram nos últimos dias. Para os farelos, a movimentação distinta dos preços refletiu as comercializações pontuais do ensacado, enquanto para o a granel, houve estabilidade.

    Fonte: Cepea

  • Especialistas debatem rentabilidade e gestão rural

    O Seminário Nacional do Projeto Campo Futuro, que acontece na próxima quarta (24), vai reunir especialistas do setor agropecuário e professores de universidades e centros de pesquisa para debater o panorama da rentabilidade no campo e propostas para a melhoria da gestão rural.

    Este será um dos painéis do evento, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para apresentar os resultados dos levantamentos de informações sobre custos de produção das principais culturas contempladas pelo projeto em 2018.

    Para o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Minas Gerais (Senar Minas), Christiano Nascif, há três vertentes para o desenvolvimento do setor rural: gestão dos custos de produção, estratégia de comercialização e sucessão familiar. “Gestão rural e técnicas de negociação comercial são caminhos para a melhoria da rentabilidade e do profissionalismo do produtor. Muitas vezes ele sabe produzir, mas não entende de ferramentas de mercado e comercialização”.

    Já o diretor do Pecege/Esalq/USP, Pedro Marques, acredita que a rentabilidade na agricultura possui dois fatores básicos: produção e preço. Segundo ele, para aumentar a produção e a produtividade agrícola, é necessário investir em tecnologia. “O uso de máquinas, rede de internet, análise de dados e equipamentos tecnológicos pode contribuir para a evolução na gestão do negócio e na forma como se pratica a agricultura. Quanto mais produtividade no campo, mais alimento na mesa do consumidor”.

    O coordenador do Cepea/Esalq/USP, Geraldo Sant’Ana Barros, afirmou que a agricultura brasileira evoluiu nos últimos anos graças ao avanço tecnológico, impulsionado pelo crescimento das exportações. “Com a expansão da venda de produtos agropecuários brasileiros para o exterior, muitos produtores investiram em insumos, maquinário e equipamentos modernos, aumentando assim a produção na mesma área e melhorando a gestão rural”. O coordenador do Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), Luiz Gonzaga de Castro, também participará dos debates.

    Durante o Seminário, haverá apresentações sobre a atuação do Sistema CNA/SENAR para auxiliar os produtores rurais na tomada de decisão no campo e o comportamento das principais culturas analisadas pelo projeto. O encontro é gratuito. Inscrições abertas: https://goo.gl/NychTx

    Campo Futuro – É um projeto realizado pela CNA e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com universidades e centros de pesquisa para levantamento do custo de produção de diferentes atividades agropecuárias.

    A iniciativa alia a capacitação do produtor rural à geração de informação para a administração de custos, de riscos de preços e gerenciamento da produção.

    Fonte: Agrolink

  • Tratamento biológico de sementes: um mercado milionário

    O mercado global de produtos biológicos agrícolas foi de US$ 4,8 bilhões em valor de receita de mercado em 2017 e deve atingir US$ 10,7 bilhões até 2025, subindo a uma taxa de crescimento anual composta de 11,5%. De acordo com Pieter Oosters, Gerente de Produtos Microbianos da Koppert Sistemas Biológicos, o setor ainda é um nicho de mercado que, no entanto, está crescendo rapidamente.

    “Embora os produtos no mercado ainda sejam limitados, algumas das maiores empresas de sementes já estão começando a incluir tratamentos biológicos de sementes em seu pacote de tratamento, alguns deles mostrando bons efeitos. Isso ocorre principalmente sob estresse abiótico em solos pobres”, comenta.

    Segundo Marcelo de Godoy Oliveira, CEO da Simbiose, a maioria das tecnologias biológicas para tratamento de sementes foi projetada sem muito estudo para esse fim. “Felizmente, entre essas poucas empresas, existem aquelas que possuem tecnologia de ponta para esse fim e ainda condições de produção em escala para atender dezenas de milhões de hectares, satisfazendo assim a necessidade do mercado”, afirma.

    Para o futuro, Ioana Tudor, Diretora Global da Syngenta Seedcare, afirma que existem muitas oportunidades que aparecerão rapidamente. “Um desafio com o qual lidamos hoje e esperamos ter mais clareza no futuro, é o panorama regulatório, uma vez que ainda existem muitas visões inconsistentes sobre como produtos como esses precisam ser registrados e os requisitos variam muito de um país para outro”, lamenta.

    Nesse cenário, Oliveira acredita que algumas tecnologias deverão ser desenvolvidas para que o produtor se sinta seguro em apostar nessa questão, como “equipamentos exclusivos para a aplicação de produtos orgânicos no sulco de plantio, sem restringir o volume do xarope, aplicando onde o produto deveria estar (próximo às sementes) mantendo durante a aplicação os microorganismos 100% viáveis, sendo mais práticos, rápidos e racionais”.

    Fonte: Agrolink

  • Soja recua em Chicago nesta 3ª feira com bom avanço da colheita no Meio-Oeste americano

    Os números de evolução da colheita da soja nos Estados Unidos apresentado no fim do dia ontem, pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), vieram dentro das expectativas do mercado e, apesar de mostrar um atraso em relação ao ano passado e à média dos últimos cinco anos, pesaram sobre as cotações.

    No pregão desta terça-feira (23), os futuros da oleaginosa recuavam entre 4,25 e 4,50 pontos nos principais vencimentos, com o novembro/18 valendo US$ 8,54 e o maio/19 com US$ 8,95 por bushel, por volta de 7h25 (horário de Brasília).

    Na última semana, a colheita da soja foi de 38% a 53% da área norte-americana, contra 67% de 2017 e 69% da média plurianual. A expectativa do mercado era de 52%.

    Com essas baixas, segundo explicam analistas internacionais, os preços da soja marcam suas mínimas em duas semanas na CBOT. No entanto, ainda segundo executivos, o mercado segue na necessidade de um fator mais forte para motivar um caminhar mais intenso das cotações.

    E enquanto esse novo motivo não chega, ficam as atenções divididas entre a conclusão da colheita norte-americano – e as condições de clima em que os trabalhos se desenvolvem – a continuidade da guerra comercial entre chineses e americanos e o plantio brasileiro.

    Fonte: Notícias Agrícolas