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29 de outubro de 2018

  • Nova geração está modificando produção de alimentos

    O modo de consumo de alimentos das novas gerações, especialmente os chamados Milleniuns, está influenciando em uma mudança na maneira em que se produz alimentos em todo o mundo. De acordo com o especialista Remi Schmalz, em um artigo publicado no agfundernews.com, é preciso manter-se sempre à frente das necessidades dos consumidores.

    “Manter-se à frente da mudança nas preferências do consumidor é uma ótima maneira de gerar valor para as próximas gerações e colher os frutos. Ficando atrás, no entanto, pode ser prejudicial para um negócio. Isto é especialmente verdadeiro para a agricultura, onde as mudanças nas preferências dos consumidores podem afetar o que os produtores produzem e como eles operam suas fazendas”, escreveu.

    Isso porque, os consumidores mais jovens estão dispostos a pagar um valor mais alto por um alimento mais específico ou de melhor qualidade, fato que era mais raro no passado, onde não existiam tantas opções. Segundo ele a noção de saúde e de velhice e a preocupação com o corpo está cada vez mais influenciando no comportamento de consumo dos jovens.

    “A geração do milênio também pagará um prêmio por alimentos saudáveis e é mais provável que leia os rótulos dos alimentos do que qualquer geração. Eles estão comendo mais frutas e verduras frescas do que as gerações precedentes e abandonaram em grande parte os alimentos embalados, processados e congelados”, afirma.

    Segundo o especialista, isso significa que o abastecimento e a cadeia de suprimento alimentar mudaram à medida que as preferências da geração do milênio permeiam as indústrias de supermercados e restaurantes. Nesse cenário, Schmalz dá algumas dicas de como a cadeia produtiva deve se comportar para conseguir uma adaptação.

    “Para atender às demandas da geração do milênio e da geração Z, os produtores precisarão produzir produtos mais diversificados, rastrear e certificar esses produtos e entregá-los frescos aos consumidores em uma cadeia de suprimentos simplificada”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: EUA intensificam colheita, Brasil e Argentina avançam semeio

    Enquanto os Estados Unidos intensificam a colheita de soja, favorecidos pelo clima, no Brasil e na Argentina produtores avançam com o plantio, segundo informações do Cepea. No Paraná, as atividades estão mais adiantadas, seguido por Mato Grosso. Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o semeio ainda está no início. Além de a janela de semeio ser mais tarde nestes dois últimos estados, as frequentes precipitações têm impedido os trabalhos de campo. Quanto aos preços, entre 19 e 26 de outubro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) recuou 2,15%,  nessa sexta-feira. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou queda de 2,6%, no dia 26.

    Fonte: Cepea

  • Soja: Mercado trabalha em alta na CBOT nesta 2ª feira e busca se recuperar das últimas baixas

    O mercado da soja trabalha em alta na manhã desta segunda-feira (29) na Bolsa de Chicago. Os futuros da commodity subiam entre 5,75 e 6,50 pontos nos principais contratos, por volta de 7h30 (horário de Brasília), e o novembro/18 tinha US$ 8,50 por bushel. Servindo como referência para os negócios da nova safra do Brasil, o maio/19 tinha US$ 8,91.

    Segundo explicam analistas e consultores internacionais, o mercado dá início à semana na busca de uma recuperação, após terminar a anterior acumulando uma baixa de mais de 1% entre seus contratos mais negociados.

    Apesar disso, pode continuar sentindo a pressão da evolução da colheita nos Estados Unidos, uma vez que o clima favoreceu os trabalhos de campo no Meio-Oeste americano nestes últimos dias, o que poderia ser confirmando pelo reporte semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final do dia.

    As atenções, porém, ainda estão voltadas também para alguns pontos do Corn Belt que seguiram recebendo chuvas e até neve na última semana.

    Ainda no radar dos traders também permanecem os desdobramentos da guerra comercial com a China, o avanço do plantio no Brasil e o andamento do dólar.

    No Brasil, são esperadas novas baixas do dólar com a vitória de Jair Bolsonaro para a presidência da República, o que poderia provocar mais pressão sobre as cotações da soja nacional.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Tecnologia poderá tornar agricultura mais sustentável

    Um relatório desenvolvido pela recém-criada Comissão de Adaptação Global (CGA) indica que a modernização dos sistemas agrícolas poderá ser fundamental para tornar a agricultura mais sustentável e menos agressiva ao meio ambiente. De acordo com Laura Meza, especialista principal do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e coautora do relatório, a Comissão será muito importante para os agricultores das Américas.

    “A adaptação do sistema de produção de alimentos é urgente nas Américas, não apenas devido à alta vulnerabilidade do setor às mudanças climáticas, mas também depende da manutenção e aumento da oferta de alimentos que o continente fornece ao mundo. Felizmente, não começamos do zero. Este documento dá conta de vários exemplos bem-sucedidos e comprovados que servem de base para promover uma transformação eficaz no campo “, explica.

    Segundo a especialista do IICA, o relatório é dirigido a governos, setor privado, sociedade civil, organizações intergovernamentais e instituições de pesquisa, para que possam orientar seus esforços de adaptação na agricultura. Além disso, faz parte das ações do Instituto em seu compromisso de construir uma resiliência e ampliar as ações necessárias para a adaptação da agricultura no Continente.

    “Em seu relatório mais recente, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) observou que as comunidades que dependem da agricultura são desproporcionalmente afetadas pelos impactos e riscos associados às mudanças climáticas. Um aspecto particularmente preocupante é que, como sociedade, não estão se adaptando à forma e escala necessária para enfrentar os desafios colocados pelas alterações climáticas, daí a importância do documento preparado “, concluiu.

    Fonte: Agrolink