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30 de outubro de 2018

  • Veja 6 dicas para uma boa implantação das lavouras de soja

    Faltando ainda mais da metade da área de 36,3 milhões de hectares, para para ser plantada com soja no país, a Embrapa preparou, a pedido do Projeto Soja Brasil, um manual completo com dicas para garantir uma boa safra. A ideia é trazer dicas para que o sojicultor se prepare e consiga ter uma temporada ainda melhor que as anteriores.

    Todos os dias desta semana, o Projeto Soja Brasil divulgará um tópico diferente deste documento, desde os cuidados com o solo, métodos de plantio, combate à pragas, doenças e ervas daninhas, até chegar os cuidados com a colheita.

    Neste primeiro dia, separamos 5 dicas para garantir um bom plantio da oleaginosa e também pontos de atenção no cuidado com o solo. “Nesta fase de estabelecimento da cultura, faz-se necessário atentar-se para os requisitos relacionados, principalmente, ao manejo do solo, escolha das cultivares, qualidade da semente, ajuste da semeadora, entre outros”, diz a Embrapa.

    Veja abaixo as 6 dicas para o plantio da soja:

    A entidade ressalta antes de qualquer dica que a semeadura da soja não deve ser realizado em solo sem a umidade necessária, mesmo que haja previsão de chuvas posteriormente.

    1 – Em solos muito argilosos, sugere-se semear 3 dias após a chuva; em solos mais leves pode ser 2 ou até 1 dia após a chuva, depende do volume precipitado.
    Todos os dias desta semana, o Projeto Soja Brasil divulgará um tópico diferente deste documento, desde os cuidados com o solo, métodos de plantio, combate à pragas, doenças e ervas daninhas, até chegar os cuidados com a colheita.

    2 – A população ideal de plantas por hectare varia entre as cultivares, mas fica próxima a 300 mil unidades, o que corresponde a 12 a 14 plantas por metro, semeadas em fileiras distantes de 45 a 50 centímetros entre elas.

    3 – Em plantios muito antecipados, cuidado com a escolha da cultivar; nem todas se adaptam bem quando semeadas muito cedo.

    4 – Uma mesma região pode apresentar diferentes altitudes e, em função disto, demandar cultivares com diferentes características.

    5 – Por causa da temperatura do solo, é mais lenta a germinação da soja em grandes altitudes e latitudes.

    6 – A soja “safrinha” não é permitida para evitar a dispersão e sobrevivência dos esporos da ferrugem. A alta exposição dos fungicidas e risco de surgimento de resistência é um dos principais motivos para esse impedimento, embora se reconheça que a semente produzida na safrinha poderia ser de melhor qualidade, por causa do clima seco e ameno na colheita.

    Manejo do solo
    O solo é o fator de produção mais importante na definição da produtividade dos cultivos; depois da água, porque sem ela não há produção. Como neste momento já não há tempo hábil para fazer o manejo, vale as dicas para o planejamento da próxima temporada, que começa agora com a rotação de culturas. Confira as 13 dicas abaixo:

    1 – Solo bem manejado não apresenta compactação, erosão e é rico em matéria orgânica, razão pela qual armazena muita água, podendo suportar deficiências hídricas não muito prolongadas.

    2 – Implantar o Sistema de Plantio Direto (SPD) é uma maneira inteligente de melhorar as qualidades do solo.

    3 – Solos com problemas de acidez devem ser corrigidos antes da implantação do SPD para não precisar revolvê-los posteriormente.

    4 – Após anos de cultivo no SPD a acidez pode voltar, sendo recomendável distribuir o calcário na superfície, para não revolver o solo.

    5 – Respeitar os princípios básicos do SPD: não revolvimento do solo, rotação de culturas e formação de abundante palhada.

    6 – Antes de realizar o plantio de uma nova safra, refazer os terraços danificados ou erroneamente eliminados, para conter a erosão.

    7 – Evitar operar as máquinas no sentido da declividade do terreno para evitar a erosão do solo.

    8 – A rotação com culturas de espécies diferentes é desejável para melhorar as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, além de reduzir os problemas fitossanitários.

    9 – Cultivos sucessivos de uma mesma cultura intensificam os problemas com insetos-praga, doenças e plantas daninhas.

    10 – A integração da lavoura com a pecuária (ILP) recupera as pastagens degradadas e melhora a qualidade do solo.

    11 – A ILP é a maneira mais eficiente de fazer um pecuarista fertilizar o seu pasto, através da adubação da lavoura. Pasto que virou lavoura e voltou a ser pasto, pode engordar até 5 X mais bois.
    12 – Solos muito arenosos não são apropriados para o cultivo da soja por causa da sua baixa capacidade de reter água. Mas, com muita palhada, pode valer a pena.

    13 – O ajuste dos equipamentos de plantio é necessário para garantir plantabilidade.

    Fonte: Projeto Soja Brasil/Canal Rural

  • Trigo: Compradores brasileiros pressionam valores

    Compradores brasileiros, atentos à colheita de trigo no Sul do País e na Argentina e à desvalorização do dólar frente ao Real, têm pressionado os valores de aquisição do trigo em grão. Esses demandantes indicam que a menor paridade de importação pode favorecer as compras externas. Por enquanto, as quedas nos preços ao produtor têm sido mais intensas que no atacado, de acordo com levantamento do Cepea. Quanto aos derivados, as cotações do farelo avançaram na semana passada, enquanto os valores das farinhas recuaram.

    Fonte: Cepea

  • Soja trabalha com ligeiros ganhos em Chicago nesta 3ª feira e ainda caminha de lado

    O mercado da soja na Bolsa de Chicago trabalha com leves altas nesta manhã de terça-feira (30). Os preços recuperam parte das baixas do pregão anterior e, por volta de 7h30 (horário de Brasília), subiam entre 1,75 e 2,25 pontos. O movimento, porém, ainda é técnico e o caminhar do mercado continua de lado.

    Assim, o vencimento novembro/18, que ainda é o mais negociado na CBOT, era cotado a US$ 8,40 por bushel. No maio/19, que serve como referência para a nova safra do Brasil, eram US$ 8,67.

    Os principais fundamentos da oleaginosa seguem pesando sobre os preços. A colheita nos EUA e o plantio na América do Sul se desenvolvem bem, enquanto a demanda pela soja norte-americana se mantém fraca e chamando a atenção dos traders. Os embarques do país são, no acumulado da temporada, os mais baixos dos últimos 10 anos.

    “Nos Estados Unidos, a demanda pela oleaginosa para exportação continua fraca, sem qualquer perspectiva de reaquecimento sem uma “reconciliação” entre Trump e Xi Jinping”, explicam os analistas da AgResource Mercosul (ARC). Os dois líderes deverão se encontrar novamente nas próximas reuniões do G20, mas ainda sem as perspectivas de um acordo.

    As especulações continuam acontecendo, porém, Donald Trump segue afirmando que a “China não está pronta” para o acordo. E para o presidente americano, será um “grande acordo”.

    Até o último domingo (28), a colheita norte-americana da soja estava concluída em 72% da área, contra uma expectativa do mercado de 68%. O índica ainda fica abaixo do ano passado e da média dos últimos cinco anos, quando o índice era de 81%. Na semana passada, o total era de 53%.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Desenvolvimento de plantas depende de produção de hormônios

    Um estudo realizado recentemente pela North Carolina State University indicou que o desenvolvimento das plantas depende diretamente da produção local de hormônios. De acordo com Javier Ceras, pesquisador de pós-doutorado no estado de Carolina do Norte e autor do estudo, as raízes ficam fortalecidas com a produção do hormônio vegetal auxina.

    “Sabíamos como auxina é transportado dentro da planta e como as plantas respondem a auxina, mas, surpreendentemente, até recentemente, não sabíamos como e onde auxina é produzido na planta”, explica.

    O estudo esclarece a importância de quando e onde o hormônio é produzido e explora a interação entre a síntese de auxina e o transporte que a move através da planta. Especificamente, a pesquisa mostra que a produção local de auxina é necessária para manter as plantas saudáveis.

    Isso significa que se o processo de produção e transporte da auxina não ocorrer de forma natural e fluida, as raízes da planta podem se degenerar, assim como as flores podem crescer estéreis. “Isso levou à questão de quão importante é a produção local de auxina na raiz, ou seja, a auxina que se move de uma célula da raiz para outra em vez de ser transportada da parte aérea, para o desenvolvimento da planta”, comenta.

    Segundo José Alonso, professor de biologia vegetal e micróbios e autor do estudo, a pesquisa colabora para o desenvolvimento de alternativas que tornam as plantas mais produtivas. “A mensagem deste estudo é que a produção local de auxinas e o transporte trabalham juntos para manter as plantas saudáveis. Por meio dessa ação cooperativa, as plantas podem manter nichos robustos de células-tronco e, portanto, podem sobreviver e crescer mesmo em condições difíceis”, conclui.

    Fonte: Agrolink