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31 de outubro de 2018

  • Mercado favorece compradores de milho

    A situação de momento do mercado do milho pode acabar favorecendo os compradores neste fim de mês de outubro. De acordo com o especialista Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, alguns movimentos bem definidos estão sendo notados na questão do milho e a maioria deles está pressionando os preços.

    “De um lado os vendedores retraídos ao máximo, tentando elevar os preços pela falta de ofertas (mas elevando os estoques). De outro, os compradores percebendo a grande disponibilidade de produto existente (cerca de 3 milhões de toneladas acima da disponibilidade do ano passado)”, informa o analista.

    Além disso, ele explica que, entre esses dois fatores, existe um cenário de queda na demanda de milho por parte dos setores de ração e de produção de carne, diante das reduções na exportação de aves e suínos ocorrida neste ano. Outro fator importante também é “a proximidade da colheita da safra de verão daqui a dois meses, período no qual o país terá que se livrar dos altos estoques de milho de safra velha que ainda ocupam os armazéns”

    “Jogando por fora estão os exportadores, importantes agentes de escoamento do grande excedente de milho do país que, no entanto, está menor (o escoamento) do que inicialmente previsto por duas razões: redução da competitividade do preço do milho brasileiro (vide tabela de preços FLAT abaixo) e forte queda do dólar que depreciou as ofertas para a exportação nos últimos 30 dias”, completa.

    Em relação ao milho B3, as cotações voltaram a fechar em alta nesta terça-feira (30.10), com os preços do atingindo níveis mais compatíveis com os custos de produção das indústrias de ração e dos produtores de carne, “mas, como o prejuízo acumulado foi grande, há que fazer muita margem para recuperar os lucros”.

    Fonte: Agrolink

  • Soja tem manhã de estabilidade em Chicago nesta 4ª feira e mantém variações limitadas

    A movimentação lateral e fraca dos preços da soja na Bolsa de Chicago continua nesta quarta-feira (31). Os futuros da commodity, por volta de 8h40 (horário de Brasília), subiam entre 0,25 e 0,75 ponto, com o novembro/18 valendo US$ 8,34 por bushel. O maio/19, que é referência para os negócios com o produto brasileiro, era cotado a US$ 8,74.

    Sem novidades fortes, os traders esperam por uma nova rodada de boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para movimentar as cotações.

    Enquanto isso, o mercado mantém seu foco em seus fundamentos e segue pressionado pelo bom avanço da colheita americana, do plantio brasileiro e da fraca demanda pela soja dos Estados Unidos.

    Os olhos do mercado se voltam também para o andamento do dólar no Brasil, principalmente depois da confirmação de Jair Bolsonaro como o novo presidente do Brasil.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Quatro benefícios dos híbridos precoces, superprecoces e hiperprecoces

    Ao longo da safra, é preciso que o agricultor tome diversas decisões e todas elas poderão influenciar, direta ou indiretamente, no resultado da lavoura. No momento do planejamento, uma das primeiras decisões do agricultor é o ciclo do híbrido: normal, precoce, superprecoce ou hiperprecoce.

    Apesar do plantio já ter começado, muitos produtores ainda planejam a safrinha 19, que começa a ser plantada em janeiro. Pensando nisso, o líder comercial da Dekalb, Tiago de Biase, explica abaixo os principais benefícios dos híbridos precoces, superprecoces e hiperprecoces, e como eles podem ser versáteis, ajustando-se à necessidade do produtor e, consequentemente, contribuindo com os resultados de sua lavoura.

    Segundo de Biase, é possível definir ciclo como o número de dias entre a germinação da semente até a maturação fisiológica da cultura. Com isso em mente, o agricultor pode ajustar a sua escolha à sua realidade e se beneficiar com as características dos híbridos com ciclo rápido para, por exemplo, escapar de condições climáticas adversas. Esta, inclusive, é a principal característica desse tipo de híbrido e tem ainda mais importância na safrinha, já que os produtores podem sofrer com as consequências das geadas – predominante nas regiões ao Sul – e secas na região Norte/Nordeste.

    Para os agricultores que têm interesse em plantar uma cultura subsequente, como feijão, trigo ou, até mesmo, uma cobertura verde, a super ou hiperprecocidade pode ser uma característica interessante, permitindo até 3 safras no ano, em especial, em áreas irrigadas. Nesse ponto, também é preciso analisar o “Dry-Down” dos híbridos, pois uma rápida taxa de perda de umidade após a maturação fisiológica terá grande importância.

    Outro ponto relevante é que, se o produtor acabar perdendo a janela de plantio do milho segunda safra e realizar a partir de meados de fevereiro, período em que já se verifica a redução das temperaturas médias, poderá utilizar híbridos superprecoces e hiperprecoces. Estes tipos de híbridos o ajudará a reduzir os riscos de ter sua lavoura afetada por geadas e secas na época da colheita, uma vez que não haverá o prolongamento do ciclo.

    Por outro lado, em safras onde a janela de plantio está adequada, escolher um híbrido precoce pode resultar em um maior potencial produtivo e sanidade, tendo em vista que estes híbridos apresentam maior capacidade de recuperação em situações de clima adverso ao longo do ciclo.

    Além disso, as características genéticas não devem ser deixadas de lado no momento de escolher os híbridos. Porte reduzido, melhor qualidade de raízes e colmo, que podem conferir maior resistência aos ventos e adversidades climáticas, são essenciais para um híbrido apresentar alto potencial de produtividade.

    Fonte: Cultivar