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outubro 2018

  • Tecnologia poderá tornar agricultura mais sustentável

    Um relatório desenvolvido pela recém-criada Comissão de Adaptação Global (CGA) indica que a modernização dos sistemas agrícolas poderá ser fundamental para tornar a agricultura mais sustentável e menos agressiva ao meio ambiente. De acordo com Laura Meza, especialista principal do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e coautora do relatório, a Comissão será muito importante para os agricultores das Américas.

    “A adaptação do sistema de produção de alimentos é urgente nas Américas, não apenas devido à alta vulnerabilidade do setor às mudanças climáticas, mas também depende da manutenção e aumento da oferta de alimentos que o continente fornece ao mundo. Felizmente, não começamos do zero. Este documento dá conta de vários exemplos bem-sucedidos e comprovados que servem de base para promover uma transformação eficaz no campo “, explica.

    Segundo a especialista do IICA, o relatório é dirigido a governos, setor privado, sociedade civil, organizações intergovernamentais e instituições de pesquisa, para que possam orientar seus esforços de adaptação na agricultura. Além disso, faz parte das ações do Instituto em seu compromisso de construir uma resiliência e ampliar as ações necessárias para a adaptação da agricultura no Continente.

    “Em seu relatório mais recente, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) observou que as comunidades que dependem da agricultura são desproporcionalmente afetadas pelos impactos e riscos associados às mudanças climáticas. Um aspecto particularmente preocupante é que, como sociedade, não estão se adaptando à forma e escala necessária para enfrentar os desafios colocados pelas alterações climáticas, daí a importância do documento preparado “, concluiu.

    Fonte: Agrolink

  • Pesquisa avança na busca pela tolerância da soja a pulgões

    Um estudo financiado pelo Departamento de Agricultura, pelo Conselho de Pesquisa e Promoção de Soja e pelo Centro de Pragas e Pragas Invasivo, ambos de Minnesota, nos Estados Unidos, avançou na busca pela identificação de genes que podem conceder resistência natural à pulgões para a soja. De acordo com Aaron Lorenz, agrônomo e geneticista de plantas na Universidade de Minnesota, o estudo se destaca por ser um dos percursores na busca pela resistência da soja a esses insetos.

    “Descobrir novos genes de resistência ajudará a desenvolver variedades de soja com uma resistência mais forte aos pulgões. Há pouquíssimas variedades de soja comercialmente disponíveis com genes de resistência a pulgões. Os genes recém-identificados podem servir como fontes alternativas de resistência, se os usados atualmente não forem mais úteis “, afirma.

    Atualmente, os inseticidas são a única alternativa utilizada pelos agricultores para controlar populações de pulgões e, assim, reduzir os danos. No entanto, foram encontradas populações da praga resistentes a inseticidas amplamente usados, o que, segundo o especialista. pode causar problemas ambientais que virão a se converter em restrições para o uso de pesticidas no futuro.

    “Mas o pulgão da soja é uma espécie geneticamente diversa. É capaz de superar rapidamente a resistência da planta. Portanto, temos que identificar novas fontes de resistência ao pulgão da soja”, diz ele comentando que é preciso ter uma certa atenção na hora de fazer o trabalho o mais perfeito possível.

    Para fazer isso, os pesquisadores examinaram o genoma da soja em busca de pequenos pontos de referência genética, chamados SNIPs. Eles então testaram se algum desses pontos de referência estava presente com mais frequência em variedades de soja resistentes a pulgões.

    “Acho que a resistência aos pulgões será cada vez mais importante para manter a produção de soja. Os agricultores de soja devem saber sobre eles. A resistência exigente ao pulgão da soja nas variedades que eles usam ajudará seu desenvolvimento e disponibilidade”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: projeção da safra 18/19 é suficiente para atender demanda global

    Até o final do ano, é provável que os produtores brasileiros sintam pressão maior na demanda de soja. Isso acontece porque, com o embate comercial entre China e Estados Unidos, o espaço cresceu para o Brasil, único país com capacidade de abastecer o gigante asiático diante da blindagem ao produto norte-americano.

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) calcula os estoques de passagem entre dez/18 a jan/19 de 1,4 mil toneladas, número suficiente para atender o cenário atual. “Apesar de ser um número historicamente baixo, o balanço de oferta e demanda mostra que o Brasil conseguirá suprir a toda a demanda com a produção doméstica e baixo nível de importações” avalia Daniel Furlan Amaral, gerente de economia da ABIOVE. “Agora, é fazer o planejamento para ano que vem e continuar atendendo o mercado”, diz.

    Fonte: Agrolink

  • Milho mantém tom cauteloso e de estabilidade na Bolsa de Chicago nesta 5ª feira

    Nesta quinta-feira (25), o mercado internacional do milho ainda não exibe oscilações muito intensas e continua operando com estabilidade na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal, por volta de 9h40 (horário de Brasília), recuavam entre 1,75 e 2 pontos, com o dezembro/18 sendo cotado a US$ 3,66 por bushel.

    O equilíbrio dos traders e o “banho-maria” dos preços continua diante da falta de novidades e de fatores com força suficiente para direcionar as cotações de forma diferente.

    Enquanto isso, a demanda intensa pelo grão norte-americano e o melhor ritmo da colheita nos Estados Unidos seguem no foco das atenções e, nesta quinta-feira, os traders se atentam ainda aos novos números das vendas semanais norte-americanas que serão atualizadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As projeções do mercado são para um intervalo de 400 mil a 800 mil toneladas vendidas na última semana.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja em Chicago segue com especulação moderada e operando com estabilidade nesta 5ª feira

    O momento de calmaria no mercado internacional de grãos continua e, no pregão desta quinta-feira (25), as cotações da soja praticadas na Bolsa de Chicago registravam uma nova manhã de estabilidade. Por volta de 8h10(horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam pouco mais de 1 ponto, com o novembro/18 valendo US$ 8,49 por bushel.

    “A especulação tem passado por dias de “banho-maria” com a falta de notícias que poderiam alimentar uma tendência temporária
    de curto-prazo. No atual momento, o foco do mercado tem sido os resultados de produtividade dos campos estadunidenses e o progresso de plantio no Brasil”, explicam os analistas de mercado da AgResource Mercosul (ARC).

    Os executivos explicam ainda que há problemas pontuais com a nova safra norte-americana de soja onde, por conta da umidade excessiva, parte das lavouras já estariam com os grãos perdendo peso e qualidade.

    Da mesma forma, a semeadura no Brasil evolui de forma também bastante satisfatória, com percalços que também são pontuais. ” A equipe de campo da ARC Mercosul e estima que 47,5% da safra de soja brasileira já foi semeada até a atual semana. O ritmo é bem acima dos 32% no mesmo período em 2017; 40,3% em 2016; e 36% de média dos últimos 5 anos”, informa a consultoria.

    Atenção dos traders também voltada às vendas semanais para exportação dos EUA que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira. As expectativas do mercado apontam para algo entre 300 mil e 700 mil toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Mulheres contribuem para bons resultados do agro, afirma diretor da Abag

    O diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, disse na manhã desta terça-feira (23/10) que a participação feminina no agronegócio tem contribuído para o bom desempenho do setor no Brasil.

    “O agronegócio vem ganhando dinâmica, muito visibilidade por todo o seu resultado, e a diversidade auxilia muito a alcançar os resultados que o setor vem proporcionando ao país”, disse o diretor na abertura do 3º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que será realizado entre esta terça e quarta-feira (24/10), em São Paulo.

    Fonte: Globo Rural

  • Mercado da soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira e espera mudanças

    O mercado internacional da soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago e, nesta quarta-feira (24), testam pequenas baixas de pouco mais de 2 pontos nos principais vencimentos. Os traders continuam esperando por novidades.

    Dessa forma, por volta de 7h15 (horário de Brasília), o vencimento novembro/18, que ainda é o mais negociado, era cotado a US$ 8,54 por bushel, enquanto o contrato referência para a nova safra brasileira, o maio/19, tinha US$ 8,95.

    As movimentações seguem técnicas e, mais cedo, não só a soja, mas milho e trigo também registraram pequenas altas com compras por rápidas feitas pelos fundos de investimentos.

    “As expectativas de uma grande colheita nos EUA e a falta de novas notícias de suporte estão impedindo quaisquer ganhos substanciais aos preços durante o pregão”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Além da grande colheita nos EUA, o mercado também sente a pressão do plantio brasileiro, que registra seu ritmo mais acelerado da história. São mais de 30% da área já semeada no país, de acordo com números da AgRural.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja modificada tem óleo mais saudável

    Agricultores dos Estados Unidos estão preparados para colher, pela primeira vez, 6.500 hectares de soja geneticamente modificada que produz um óleo mais saudável, com 80% de ácido oleico, 20% menos ácidos graxos saturados e zero de gordura trans. A variedade é desenvolvida pela empresa Calyxt, de Minessota, e será usada em molhos para saladas, barras de granola e óleo de fritura.

    De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), não será necessária uma rotulagem especial para esse produto já que não é inserido nenhum tipo de DNA estranho na planta. O que acontece é que as enzimas que agem como tesouras moleculares são utilizadas para modificar o sistema operacional genético da planta para impedir que problemas aconteçam.

    O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, afirmou que seu departamento não tem planos para regulamentar novas variedades de plantas desenvolvidas com edição genética, contrariando a decisão da União Europeia de equiparar na regulação, edição genética e culturas transgênicas. Em sua declaração, Perdue chamou a edição de genes de uma técnica “inovadora” que “não pode ser distinguida daquelas desenvolvidas através de métodos tradicionais de reprodução”.

    Zach Luttrell, diretor de consultoria da indústria StraightRow LLC, vê a edição de genes como um caminho para a indústria continuar a reduzir custos. Ele afirma que um produto desenvolvido usando a nova técnica poderá ser lançado no mercado dentro de três anos, a um custo entre US$ 10 e US$ 20 milhões, comparando-o a uma safra transgênica que pode custar US$ 100 milhões por uma década.

    “A agricultura tem sido historicamente dominada por alguns grandes players, mas agora empresas muito menores poderão aparecer e desenvolver essas novas culturas. No futuro, teremos realmente culturas diferentes”, comenta.

    Fonte: Agrolink

  • Preço do trigo deverá seguir em alta impulsionado pelo clima

    Os preços do trigo nas cotações de Chicago devem manter a perspectiva de alta até o final deste ano de 2018, motivados pela atual situação do clima que acabou afetando as principais regiões produtoras do cereal mundo afora. De acordo com a consultoria INTL FCStone, quando comparado com a média dos três anos anteriores, o atual patamar das cotações está 14,3% acima do observado.

    “Esse movimento é atípico, considerando-se que a sazonalidade dos preços do trigo no hemisfério norte sugere uma queda acentuada nos preços do cereal a partir do mês de agosto, tendência que se estende até o mês de dezembro”, diz a consultoria.

    Segundo a INTL FCStone, a seca que acometeu as regiões dos EUA, Argentina, Rússia e Ucrânia fez com que outros produtores secundários passassem a ser o alvo dos compradores, como Austrália, Canadá, União Europeia e até mesmo Brasil. “Nos meses mais recentes, as chuvas voltaram com certa regularidade a boa parte das áreas de cultivo da União Europeia, dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil, beneficiando as lavouras desses países”, informa

    Contudo, mesmo com os preços elevados, o País importou um volume maior do que a média dos três anos anteriores desde novembro de 2017, com exceção apenas dos meses de maio e junho deste ano. Em julho, a consultoria afirma que houve um aumento registrado de 68,9% no volume importado apenas de trigo argentino pelo Brasil.

    “Mesmo com a reaplicação das tarifas na Argentina, as exportações argentinas continuam bastante elevadas, principalmente porque o Brasil, país beneficiado pela vigência da Tarifa Externa Comum (TEC) entre os países do Mercosul, depende do produto argentino para o seu abastecimento interno”, indica.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo: Apesar de maior produção, produtividade pode recuar

    Na atual temporada, apesar de estimativas apontarem maior produção de trigo no Brasil, a produtividade deve recuar, devido ao clima desfavorável, segundo pesquisadores do Cepea. A qualidade do cereal está comprometida nas lavouras brasileiras, especialmente nas paranaenses. Esse cenário pode dificultar a comercialização do grão, visto que o interesse de compra da indústria por esse trigo de menor qualidade pode diminuir. Quanto às cotações dos derivados, oscilaram nos últimos dias. Para os farelos, a movimentação distinta dos preços refletiu as comercializações pontuais do ensacado, enquanto para o a granel, houve estabilidade.

    Fonte: Cepea