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outubro 2018

  • Especialistas debatem rentabilidade e gestão rural

    O Seminário Nacional do Projeto Campo Futuro, que acontece na próxima quarta (24), vai reunir especialistas do setor agropecuário e professores de universidades e centros de pesquisa para debater o panorama da rentabilidade no campo e propostas para a melhoria da gestão rural.

    Este será um dos painéis do evento, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para apresentar os resultados dos levantamentos de informações sobre custos de produção das principais culturas contempladas pelo projeto em 2018.

    Para o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Minas Gerais (Senar Minas), Christiano Nascif, há três vertentes para o desenvolvimento do setor rural: gestão dos custos de produção, estratégia de comercialização e sucessão familiar. “Gestão rural e técnicas de negociação comercial são caminhos para a melhoria da rentabilidade e do profissionalismo do produtor. Muitas vezes ele sabe produzir, mas não entende de ferramentas de mercado e comercialização”.

    Já o diretor do Pecege/Esalq/USP, Pedro Marques, acredita que a rentabilidade na agricultura possui dois fatores básicos: produção e preço. Segundo ele, para aumentar a produção e a produtividade agrícola, é necessário investir em tecnologia. “O uso de máquinas, rede de internet, análise de dados e equipamentos tecnológicos pode contribuir para a evolução na gestão do negócio e na forma como se pratica a agricultura. Quanto mais produtividade no campo, mais alimento na mesa do consumidor”.

    O coordenador do Cepea/Esalq/USP, Geraldo Sant’Ana Barros, afirmou que a agricultura brasileira evoluiu nos últimos anos graças ao avanço tecnológico, impulsionado pelo crescimento das exportações. “Com a expansão da venda de produtos agropecuários brasileiros para o exterior, muitos produtores investiram em insumos, maquinário e equipamentos modernos, aumentando assim a produção na mesma área e melhorando a gestão rural”. O coordenador do Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), Luiz Gonzaga de Castro, também participará dos debates.

    Durante o Seminário, haverá apresentações sobre a atuação do Sistema CNA/SENAR para auxiliar os produtores rurais na tomada de decisão no campo e o comportamento das principais culturas analisadas pelo projeto. O encontro é gratuito. Inscrições abertas: https://goo.gl/NychTx

    Campo Futuro – É um projeto realizado pela CNA e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com universidades e centros de pesquisa para levantamento do custo de produção de diferentes atividades agropecuárias.

    A iniciativa alia a capacitação do produtor rural à geração de informação para a administração de custos, de riscos de preços e gerenciamento da produção.

    Fonte: Agrolink

  • Tratamento biológico de sementes: um mercado milionário

    O mercado global de produtos biológicos agrícolas foi de US$ 4,8 bilhões em valor de receita de mercado em 2017 e deve atingir US$ 10,7 bilhões até 2025, subindo a uma taxa de crescimento anual composta de 11,5%. De acordo com Pieter Oosters, Gerente de Produtos Microbianos da Koppert Sistemas Biológicos, o setor ainda é um nicho de mercado que, no entanto, está crescendo rapidamente.

    “Embora os produtos no mercado ainda sejam limitados, algumas das maiores empresas de sementes já estão começando a incluir tratamentos biológicos de sementes em seu pacote de tratamento, alguns deles mostrando bons efeitos. Isso ocorre principalmente sob estresse abiótico em solos pobres”, comenta.

    Segundo Marcelo de Godoy Oliveira, CEO da Simbiose, a maioria das tecnologias biológicas para tratamento de sementes foi projetada sem muito estudo para esse fim. “Felizmente, entre essas poucas empresas, existem aquelas que possuem tecnologia de ponta para esse fim e ainda condições de produção em escala para atender dezenas de milhões de hectares, satisfazendo assim a necessidade do mercado”, afirma.

    Para o futuro, Ioana Tudor, Diretora Global da Syngenta Seedcare, afirma que existem muitas oportunidades que aparecerão rapidamente. “Um desafio com o qual lidamos hoje e esperamos ter mais clareza no futuro, é o panorama regulatório, uma vez que ainda existem muitas visões inconsistentes sobre como produtos como esses precisam ser registrados e os requisitos variam muito de um país para outro”, lamenta.

    Nesse cenário, Oliveira acredita que algumas tecnologias deverão ser desenvolvidas para que o produtor se sinta seguro em apostar nessa questão, como “equipamentos exclusivos para a aplicação de produtos orgânicos no sulco de plantio, sem restringir o volume do xarope, aplicando onde o produto deveria estar (próximo às sementes) mantendo durante a aplicação os microorganismos 100% viáveis, sendo mais práticos, rápidos e racionais”.

    Fonte: Agrolink

  • Soja recua em Chicago nesta 3ª feira com bom avanço da colheita no Meio-Oeste americano

    Os números de evolução da colheita da soja nos Estados Unidos apresentado no fim do dia ontem, pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), vieram dentro das expectativas do mercado e, apesar de mostrar um atraso em relação ao ano passado e à média dos últimos cinco anos, pesaram sobre as cotações.

    No pregão desta terça-feira (23), os futuros da oleaginosa recuavam entre 4,25 e 4,50 pontos nos principais vencimentos, com o novembro/18 valendo US$ 8,54 e o maio/19 com US$ 8,95 por bushel, por volta de 7h25 (horário de Brasília).

    Na última semana, a colheita da soja foi de 38% a 53% da área norte-americana, contra 67% de 2017 e 69% da média plurianual. A expectativa do mercado era de 52%.

    Com essas baixas, segundo explicam analistas internacionais, os preços da soja marcam suas mínimas em duas semanas na CBOT. No entanto, ainda segundo executivos, o mercado segue na necessidade de um fator mais forte para motivar um caminhar mais intenso das cotações.

    E enquanto esse novo motivo não chega, ficam as atenções divididas entre a conclusão da colheita norte-americano – e as condições de clima em que os trabalhos se desenvolvem – a continuidade da guerra comercial entre chineses e americanos e o plantio brasileiro.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Guerra comercial estimula avanço da área de soja na América do Sul

    O mercado de soja vive um período de perspectiva de oferta muito grande em meio a um contexto de guerra comercial entre EUA e China, o que vem penalizando as exportações norte-americanas da oleaginosa e pressionando as cotações da soja em Chicago. Ao mesmo tempo, estimativas apontam para o crescimento da área plantada com a oleaginosa na América do Sul, tanto no Brasil, quanto na Argentina, uma vez que a demanda chinesa pelo produto brasileiro está muito aquecida, e a Argentina vem de uma quebra de safra, além de o governo do país ter anunciado mudanças nas taxas de exportações (retenciones), que podem acabar beneficiando o cultivo da soja.

    “Esse cenário da demanda pela soja norte-americana em comparação à da América do Sul, em especial a brasileira, acaba sendo um incentivo ao cultivo da oleaginosa, mesmo num contexto geral de oferta elevada, com estimativas de estoques mundiais em 110,04 milhões de toneladas, de acordo com o USDA”, afirma a INTL FCStone, em relatório.

    A tarifa de 25% sobre a soja norte-americana importada pela China, que entrou em vigor no último dia 6 de julho, além de continuar pesando sobre os preços, já modificou as estimativas de exportações dos EUA para o ciclo 2018/2019, atualmente em 56 milhões de toneladas, contra expectativa anterior de 62,3 milhões de toneladas.

    “Não se espera que essa queda da demanda pelo grão norte-americano seja plenamente compensada pela compra em outros países, como o Brasil. A China está se ajustando para evitar ao máximo a compra de soja dos EUA, já tendo reduzido suas estimativas de importações para 84,66 milhões de toneladas, uma queda de pouco mais de 9 milhões de toneladas em relação ao número anterior e ao estimado pelo USDA”, explica a consultoria. Com isso, não somente os estoques dos EUA devem ser recordes como também os mundiais.

    O principal ponto que pode modificar o cenário para as cotações da soja, com os preços no mercado doméstico voltando a ficar mais correlacionados com Chicago, é algum acordo entre China e EUA que suspenda a taxação de 25% imposta ao produto norte-americano, ou que o país asiático acabe importando volumes significativos de soja norte-americana, mesmo com a tarifa. Em novembro, ocorrerá a eleição de meio de mandato nos EUA, o que poderia resultar em perda de maioria do partido republicando, enfraquecendo o apoio às decisões de Donald Trump, em direção a uma maior reaproximação dos EUA com os chineses.

    “Sem tarifas de importação, a China tenderia a voltar a comprar soja dos EUA, abrindo espaço para uma reação mais consistente dos preços em Chicago. Outra possibilidade seria ocorrer algum problema durante o desenvolvimento da safra da América do Sul, principalmente no Brasil, que restringisse a oferta de maneira significativa. Mas, por enquanto, as perspectivas são de um clima dentro da normalidade ao longo do desenvolvimento da safra no país”, pondera a consultoria.

    Plantio
    Apesar do bom andamento do plantio de soja no Brasil, o excesso de umidade no sul de Mato Grosso do Sul, partes do Paraná e do Rio Grande do Sul podem provocar atrasos nos trabalhos e dificultar o início da aplicação de fertilizantes e defensivos. “O clima no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) também traz algumas preocupações. Há perspectiva de chuvas mais fracas na região, o que pode ser um efeito do (fenômeno climático) El Niño que, por enquanto, está fraco”, comentou o analista de Inteligência de Mercado da INTL FCStone, João Macedo.

    Para novembro, segundo a INTL FCStone, a previsão climática é favorável ao desenvolvimento das lavouras em Goiás, Mato Grosso, porção leste de Mato Grosso do Sul e São Paulo, com volume de chuvas dentro da média esperada para o período. Para partes do norte e noroeste do Rio Grande do Sul, a estimativa é de grandes volumes de chuvas, assim como no oeste de Mato Grosso do Sul.

    Fonte: INTL FCStone/Portal DBO

  • Maggi assina normas para facilitar o comércio internacional

    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinou ontem (17/10) normas que visam facilitar o comércio agropecuário, como a que dispensa a exigência de Certificado Fitossanitário para importações em Áreas de Controle Integrado (ACI) no âmbito do Mercosul. Em nota, a pasta diz que a medida vai desburocratizar a fiscalização e promover celeridade dos fluxos de cargas em fronteiras como as de Foz do Iguaçu e Santa Helena (PR), Uruguaiana e São Borja (RS) e Dionísio Cerqueira (SC), entre outras.

    Ainda segundo o ministério, Maggi também assinou proposta de Instrução Normativa Conjunta com a Receita Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que institui as Comissões Locais de Facilitação de Comércio (Colfacs) vinculadas ao Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac). O Comitê é integrante da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e foi criado em 2016.

    Fonte: Broadcast Agro

  • Soja recua em Chicago nesta 5ª feira já sentindo o clima mais favorável à colheita no Corn Belt

    Os preços da soja recuam hoje na Bolsa de Chicago. No pregão desta quinta-feira (18), os futuros da commodity cediam entre 6,75 e 7 pontos nos principais vencimentos, com o novembro/18 de volta aos US$ 8,78 por bushel. O maio/19 ainda se sustetava acima dos US$ 9,00 e era cotado a US$ 9,18.

    O mercado internacional intensificou seu movimento de baixa, segundo explicam analistas internacionais, depois que as condições de clima para o Corn Belt começaram a se mostrar mais favoráveis para a retomada do ritmo da colheita. Além disso, as previsões para os próximos dias também já mostram um cenário mais confortável para os trabalhos de campo no país.

    As adversidades das últimas semanas foram importante fator de suporte para as cotações em Chicago, porém, exerceram um efeito bem pontual. A mudança no quadro acaba, portanto, trazendo a volta do recuo na CBOT.

    Também nesta quinta, os traders voltam suas atenções às novas informações de demanda – que também têm sido bastante importantes nos últimos dias – com a chegada do novo reporte semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As expectativas do mercado variam de 600 mil a 1 milhão de toneladas para o grão, de 150 mil a 450 mil para o farelo e de 5 mil a 25 mil para o óleo de soja.

    No paralelo, permanecem as preocupações com a China. A guerra comercial continua e a negociações entre os dois países nesta semana foram, mais uma vez, paralisadas e voltam a preocupar o mercado internacional.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Grãos: Investir em boas práticas de armazenagem é garantir a qualidade do grão

    Armazenar adequadamente consiste em manter a guarda e conservação dos produtos alimentícios de acordo com os padrões de qualidade. A armazenagem de grãos é parte importante do agronegócio, portanto, deve ser incorporada ao processo da cadeia produtiva, que vai desde o plantio até a comercialização e industrialização. Estima-se que no Brasil 20% da produção anual de grãos seja perdida entre a colheita e o armazenamento.

    O Brasil nos últimos anos tem se destacado no comércio internacional como exportador de commodities agrícolas. E grande parte da produção de grãos do Brasil é destinada as cadeias produtivas de carnes, como é o caso da produção de milho estimada em 55 milhões de toneladas ano, em que 70% é destinada a avicultura, 24% à suinocultura, 4% à bovinocultura e 2% à alimentação humana e exportação. O Brasil apresenta crescimento da produção de grãos a cada ano, suprindo o mercado interno e ainda atuando no internacional. No entanto, a capacidade de armazenagem continua estática, muitas vezes não comportando toda a produção de grãos e, mais ainda, com a qualidade que o mercado exige.

    Os equipamentos de armazenagem inseridos na unidade armazenadora de grãos é um dos itens essenciais para a garantia da qualidade demandada para a comercialização destes grãos. As pragas são os principais contaminantes dos grãos durante a armazenagem que comprometem a comercialização, pois é exigido que os grãos a serem comercializados, tanto no mercado interno, quanto externo, estejam isentos destes contaminantes, ou seja devem atender a um padrão de qualidade. Para tanto, na atualidade, são notórias as exigências dos consumidores finais e importadores quanto à qualidade físico-química, nutricional e sanitária de alimentos, o que às vezes são causas de barreiras comerciais quando padrões vigentes não são considerados.

    Em Mato Grosso, quando o assunto é armazenamento de grãos, a história não é diferente do resto do Brasil. Apesar de ter uma histórico agrícola relativamente novo, o estado revelou ao país e ao mundo sua vocação para a produção de grãos e a cada ano surpreende com números recordes. Líder nacional na produção de soja, milho, algodão e girassol, tem uma área plantada que cresce a cada ano. Isso acontece porque os produtores rurais, incluindo agricultores e pecuaristas, estão cada vez mais bem informados no que se refere às tecnologias para aumentar a produtividade e a produção.

    Considerando a margem de segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura (FAO), que é de 20% em cima de tudo que se produz em grãos, em 2018, o déficit de armazenagem deve aumentar 38 milhões em Mato Grosso. O país tem capacidade para estocar até 157,6 milhões de toneladas, o que significa dizer que falta espaço para estocar mais de 32% do que já foi colhido, o que equivale a cerca de 75 milhões de toneladas.

    Em Mato Grosso, os produtores buscam alternativas para armazenar o produto de forma adequada e mantê-lo com qualidade. A construção de armazéns nas fazendas é uma alternativa, mas para ser rentável é preciso que seja por meio de condomínio associação com vizinhos ou cooperativas formadas pelos agricultores. Caso contrário, o proprietário pode ter prejuízos ou uma preocupação a mais para manter a estrutura bem utilizada e sem causar prejuízo.

    O processo de armazenagem de grãos exige mão de obra qualificada. Diante desta necessidade, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT), oferece o treinamento de Classificação, armazenagem e preservação de produtos de origem agrossilvipastoril. Este curso tem como objetivo mostrar aos participantes como armazenar grãos e oleaginosas, granel e em sacaria.

    O conteúdo, que tem carga horária de 40 horas, é bem intensa e inclui assuntos como unidades armazenadoras de grãos, planejamento da unidade armazenadora e impactos ambientais. Mas não é só isso, os participantes têm a oportunidade de conversar sobre riscos e acidentes que podem ocorrer durante o trabalho, infraestrutura de recebimento dos grãos e beneficiamento da unidade armazenadora. Máquinas de limpeza, avaliação da qualidade dos grãos como características físicas, fisiológicas e sanitárias, métodos de conservação dos grãos, funcionamento de fornalhas e secadores, manutenção preventiva de unidades armazenadoras e até métodos de controle de pragas de grãos fazem parte do conteúdo.

    Fonte: Cenário MT

  • Pesquisadores divulgam informações sobre a estria bacteriana do milho no Paraná

    Pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) em parceria com o corpo técnico da Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol) lançaram o Informe da Pesquisa No 160 “Estria bacteriana do milho no Paraná”. A doença exótica causada pela bactéria Xanthomas vasicola pv. vasculorum já foi constatada em 15 municípios das regiões Oeste, Centro-Oeste e Norte do Paraná em campos de milho segunda safra. Segundo os pesquisadores, a doença foi observada, sob condições naturais de ocorrência, em pelo menos 30 diferentes híbridos comerciais de milho apresentando diferentes níveis de severidade.

    Segundo o fitopatologista do IAPAR Adriano Custódio, a estria-bacteriana é uma doença foliar, de ocorrência recente em algumas regiões produtoras de milho ao redor do mundo. “No Brasil, foi detectada, este ano, pela primeira vez, nas lavouras do Paraná. Anteriormente, havia sido identificada em 1949, na África do Sul, e, em 2016, nos Estados Unidos”, disse. Além destes países, a Argentina também registrou casos, em 2017, em pelo menos 10 províncias.

    “Os sintomas da estria-bacteriana-do-milho podem ser observados em plantas jovens, no estágio vegetativo de 7 folhas. Além disso, as lesões necróticas podem se expandir, cobrindo grande área foliar, e disseminar a bactéria para as folhas inferiores. Em casos mais severos, em híbridos altamente suscetíveis, as lesões podem tomar significativa área foliar”, ressaltou Custódio.

    As informações sobre a estria-bacteriana-do-milho e seu agente patogênico, a bactéria X. vasicola pv vasculorum, ainda são relativamente limitadas, por elas ocorrerem em poucas regiões produtoras de milho. “A bactéria pode sobreviver em restos de cultura infectados e, possivelmente, também em plantas daninhas. Embora ainda não haja estudos detalhados da importância da transmissão por sementes, existem evidências de que essa pode ser uma importante via de disseminação. A bactéria pode, também, ser disseminada pelo vento, água de chuva e, provavelmente, por água de irrigação”, explicou o pesquisador.

    Algumas recomendações são importantes para a prevenção e o controle da doença, baseadas nas medidas gerais de controle de doenças causadas por bactérias do gênero Xanthomonas spp. Entre elas, adotar medidas fitossanitárias como rotação de cultura; controlar potenciais plantas hospedeiras alternativas, incluindo as plantas daninhas e plantas de milho voluntárias da entressafra; desinfectar os equipamentos agrícolas e garantir a qualidade sanitária da semente.

    Este assunto foi tema de uma palestra ministrada pelo fitopatologista Adriano Custódio, na tarde de 13 de setembro, durante o XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, realizado em Lavras, Minas Gerais. O congresso foi promovido pela Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS), Embrapa Milho e Sorgo e Universidade Federal de Lavras.

    A publicação “Estria bacteriana do milho no Paraná” está disponível no site do IAPAR.

    Fonte: Agrolink

  • Aprosoja Brasil orienta produtor a emitir certidão negativa de débito na RFB

    A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) orienta os produtores rurais de todo o país a solicitarem à Receita Federal a emissão da Certidão Negativa de Débito (CND) enquanto o presidente Michel Temer não sancionar a MP 842/2018, aprovada nesta terça-feira (16/10), pelo Senado, e que prorroga até 31 de dezembro deste ano o prazo de adesão ao Refis do Funrural.

    O objetivo é permitir que os produtores viabilizem a aquisição de insumos para o plantio da próxima safra ao comprovarem que não possuem débitos junto aos órgãos públicos, mesmo sem a adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (Refis do Funrural).

    Com validade de 180 dias, o documento mostra também que o requerente não tem pendências com a Previdência Social nem débitos previdenciários junto à Receita Federal.

    O presidente Michel Temer tem até 15 dias para assinar a MP a partir da data de recebimento do texto.

    A certidão pode ser emitida nas unidades de atendimento da Receita Federal do domicílio tributário do produtor, em um prazo de até dez dias, ou pode ser emitida imediatamente pela internet, nos endereços www.receita.fazenda.gov.br e www.pgfn.fazenda.gov.br.

    Fonte: Aprosoja Brasil

  • Clima faz mercado norte-americano fechar em baixa

    O clima está dificultando a colheita da soja nos Estados Unidos e, com isso, o mercado norte-americano da oleaginosa fechou novamente em baixa. De acordo com o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, os contratos futuros da soja devolveram alguns dos lugros da última segunda-feira (15.10).

    “Os futuros de soja devolveram alguns dos ganhos de segunda-feira na ‘Terça-Feira da Volta’, como costumam chamar os Traders este dia da semana que quase sempre é contrário ao da Segunda-Feira. Com isto, o contrato de novembro fechou em queda de 6 cents/bushel”, escreveu o analista.

    Ainda segundo Pacheco, os contratos mais próximos de farelo de soja também caíram $4,70/ton curta e os de óleo de soja caíram 10 pontos. As previsões para a próxima semana são de clima seco na maior parte do Cinturão do Milho, o que poderá permitir que a colheita seja retomada em breve.

    “Em Iowa e em Minneapolis o atraso é de 31%, em Nebraska de 16% e em Illinois, de 5% Tudo isto permitiu aos Fundos de Investimento realizarem sua tomada de lucros, depois das fortes altas das três últimas sessões”, informou.

    De acordo com a análise da Consultoria AgResouce (ARC), os fundos especulativos estavam revertendo parte das posições abertas na venda nas primeiras horas do dia da terça-feira. No entanto, o movimento foi desconstruído ao longo do dia, que encerrou com reduzido volume de operações.

    “O centro e norte do Cinturão Agrícola tem sido o principal prejudicado com este padrão meteorológico de precipitações constantes. O total colhido da soja norte-americana já atinge 39%, passando de um ritmo recorde semanal para o pior progresso no período, em uma semana encharcada”, conclui a consultoria.

    Fonte: Agrolink