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novembro 2018

  • Problemas exigem identificação de defensivos legais

    Os problemas da disseminação do uso de defensivos agrícolas ilegais nas lavouras brasileiras estão exigindo que os produtores saibam como identificar um pesticida que está registrado e não representa perigo para a lavoura e para o aplicador. Nesse cenário, a CropLife Latin America CLLA criou um vídeo que serve como um manual de identificação para auxiliar os agricultores.

    O primeiro passo, de acordo com as instruções publicadas pela CropLife, é verificar se o lacre da embalagem do defensivo agrícola não está alterado. Na sequência é necessário conferir se a etiqueta está bem colada no frasco do produto e se a mesma se encontra escrita obrigatoriamente na língua portuguesa.

    “Verifique a data de fabricação e a data de validade. Rejeite produtos sem registro no Ministério da Agricultura. Verifique na etiqueta o nome do fabricante e os dados do órgão registrante. Verifique os cuidados com o meio ambiente e as precauções de uso, primeiros socorros, e tratamento e atente-se aos pictogramas para preparo da calda e aplicação”, informa o vídeo.

    Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), é recomendável que o produtor só adquira esses produtos em locais de confiança, como cooperativas e revendas autorizadas. Além disso, é preciso suspeitar de produtos com um preço muito atrativo, que se encontram muito abaixo que está sendo disponibilizado atualmente no mercado.

    “Denuncie qualquer ilegalidade às autoridades brasileiras através do disque denúncia (0800 947-7030). Os produtos registrados aliados às boas práticas agrícolas protegem seus cultivos, o meio ambiente, a sua saúde e de sua família”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Após valorização média de 5 pontos, milho inicia pregão de Chicago em leve baixa nesta quinta-feira

    Os valores do milho futuro negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (29) registrando leve desvalorização. As principais posições apontam queda entre 0,25 e 0,50 pontos por volta das 08h47 (horário de Brasília). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,60 por bushel e março/19 apontava US$ 3,72 por bushel.

    As cotações retomam o patamar próximo da estabilidade, que vinha sendo regra na semana, após registrarem altas médias de 5 pontos no final da quarta-feira (28). A estabilidade é influenciada pela apreensão do mercado na véspera do início da reunião de cúpula do G20, onde os presidentes de Estados Unidos e China devem se encontrar.

    Outra expectativa é pela divulgação do relatório de vendas semanais para exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações. As projeções indicam algo entre 400 mil e 950 mil toneladas de milho.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Adubação verde diminui o uso de defensivos agrícolas na cultura

    A adubação verde intercalar é uma prática sustentável, que gera renda ao produtor e qualidade às plantações. Os pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, descobriram, por meio de pesquisas, que a adubação serve para a plantação de milho e, nesta cultura, melhora o solo e diminui os danos na espiga causados por pragas. Assim, reduz a utilização de agroquímicos e não é necessário fazer a adubação química e nem a correção do solo.

    “No estudo houve um aumento do Ph do solo de 5,6 para 6,0 quando usamos o feijão-de-porco, feijão-mungo e feijão caupi. Isto indica uma melhoria do solo e dispensa o uso de corretivos da acidez, uma vez que o adubo verde já corrigiu”, garantiu Edmilson Jose Ambrosano, pesquisador da Apta.

    No Polo Regional de Desenvolvimento dos Agronegócios do Centro-Sul, em Piracicaba, foram realizados estudos pela equipe de Edmilson Ambrosano com cultivos de adubos verdes, em sistemas de plantio direto. A adubação orgânica em cultivar de milho influencia nas características químicas do solo, favorecendo no aumento dos teores de micronutrientes, como o zinco. “Favorecido pela adubação verde, o milho, passou de 7,1 na fase de testes, para 10,2 quando usamos o feijão-mungo e 10,4 quando usamos outra espécie, a mucuna-anã”, destacou o pesquisador.

    Ambrosano revelou que a “adubação verde promove, primeiro, um equilíbrio sobre os insetos e doenças e, realizando a prática durante anos, também o equilíbrio do solo. Sendo assim, a prática traz sustentabilidade ao cultivo, dispensando o uso de agroquímicos e adubos químicos”.

    Segundo a pesquisa feita pela Apta, o milho orgânico que recebeu o tratamento de adubação verde, em rotação com leguminosas, não precisou de adubação com composto e adubo químicos.

    “A adubação verde no milho contribui com a sustentabilidade, a partir do momento em que diminui o ataque de pragas e melhora a fertilidade do solo”, concluiu o pesquisador Ambrosano.

    Fonte: Sec. de Agricultura de SP/Notícias Agrícolas

  • Soja: Antes do G20, mercado corrige últimos ganhos e recua em Chicago nesta 5ª feira

    Em uma correção já esperada para esta quinta-feira (29), os preços da soja trabalham em baixa na Bolsa de Chicago na manhã de hoje, após subirem mais de 1% no pregão anterior. As cotações, por volta de 8h45 (horário de Brasília), perdiam entre 4,50 e 5,25 pontos com o janeiro/19 valendo US$ 8,85 por bushel.

    O mercado segue na espera pelas novidades do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping que começa amanhã, na Argentina, durante a reunião do G20. Nenhum outro fator tem tido força para mudar o direcionamento dos preços até este momento.

    As expectativas sobre um acordo entre os dois líderes são as mais variadas e contribuem para manter o mercado ainda volátil. O objetivo dos traders tem sido, principalmente, o de estarem bem cobertos antes das definições.

    “Fundos de gestão ativa ainda possuem a maioria dos contratos abertos no lado da venda para a soja aqui em Chicago, sendo que a mentalidade de aversão ao risco traz as intenções de reversão parcial destas posições (reverter a venda é adicionar compras!). A ARC lembra que sempre será de alta complexidade prever política, principalmente em casos que relacionam uma personalidade excêntrica como de Trump”, explicam analistas da ARC Mercosul.

    Ainda nesta quinta, o mercado espera também pelo boletim semanal de vendas para exportação que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As expectativas são de 400 mil a 900 mil toneladas de soja em grão, 175 mil a 400 mil toneladas de farelo e 8 mil a 30 mil toneladas de óleo.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Demanda por milho deverá crescer em 2019

    A expectativa é de aumento da produção de milho no Brasil entre 11,4% e 12,6% na comparação com a safra passada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    No entanto, do lado da demanda interna, a Conab estima um incremento de 4,4% em 2019, frente a 2018, com o consumo doméstico saindo de 59,84 milhões de toneladas este ano para as 62,50 milhões de toneladas no ano que vem.

    Para as exportações, a previsão é de um forte aumento, de 34,8% na comparação anual. O país deverá embarcar 31 milhões de toneladas em 2018/2019, frente as 23 milhões de toneladas exportadas em 2017/2018.

    Fonte: Scot Consultoria

  • Planejamento e acompanhamento de safra: o que fazer para ampliar o rendimento de sua produção

    Passado o mês de novembro, muitos produtores já finalizam a fase de plantio ou, pelo menos, entram na etapa final dessa fase. Com isso, chega o momento de acompanhar a lavoura e se atentar a eventuais necessidades de “correções de rota” para que a safra 2018/19 não tome rumos indesejáveis. Além disso, é importante já colocar em prática o planejamento para a safrinha, que começa em janeiro.

    A produção brasileira de grãos na safra 2018/19, de acordo com o 2º Levantamento de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), está estimada entre 233,7 e 238,3 milhões de toneladas. Já a área plantada pode variar entre 61,9 e 63,1 milhões de hectares, representando uma safra entre 2,5% a 4,5% superior à registrada no período passado. Com as condições climáticas favoráveis até o momento, especialmente para a soja, muitos produtores avançaram rapidamente no plantio, o que favorecerá o milho safrinha lá na frente, uma vez que o plantio ocorrerá em uma janela mais propícia.

    Apesar desse contexto, é sempre importante tomar algumas precauções para ajudar a potencializar o rendimento da lavoura, como, ter um vasto conhecimento sobre tudo que acontece dentro da fazenda. Para isso, organização é fundamental. O planejamento detalhado de toda a safra e a simulação da viabilidade financeira e mercadológica da produção são medidas importantes.

    Os dados financeiros são poderosas ferramentas e podem ser utilizados para controlar despesas, projetar investimentos e provisionar o lucro, por exemplo. Lembre-se de considerar o estoque – estoques grandes podem significar recurso financeiro imobilizado e pequenos estoques podem significar risco para a produção – e, também, os gastos com a mão de obra.

    Apesar dos híbridos, nesse momento de pré-safrinha, já terem sido escolhidos, é importante escolher sempre sementes certificadas. Quando o produtor compra sementes certificadas, ele tem a segurança que elas cumprem com todas as condições fisiológicas, sanitárias e físicas pré-estabelecidas. Outro ponto relevante é dispor do conhecimento e do suporte de um engenheiro agrônomo na propriedade para auxiliar na tomada de decisão. Por isso, conte sempre com fornecedores confiáveis e capazes de acompanhar o desenvolvimento de sua lavoura.

    Durante a semeadura, além das condições ideias de clima – evitando períodos chuvosos -, é importante observar as condições do solo, profundidade da semeadura, população de plantas e a posição da semente e do adubo. Além disso, para extrair o máximo potencial produtivo da lavoura, é de extrema importância adotar Boas Práticas Agrícolas, como a prática do refúgio, o Monitoramento Integrado de Pragas (MIP) e o Monitoramento Integrado de Doenças (MID), ambos até a fase reprodutiva, o manejo adequado de ervas daninhas antes do plantio, durante a produção e pós-colheita, entre outros mecanismos de controle.

    Todas as dicas abordadas são de extrema importância, em longo prazo, para auxiliar o agricultor a atingir o máximo potencial produtivo em sua lavoura e, também, contribuir na manutenção dos benefícios trazidos pela tecnologia. É essencial que o produtor plante área de refúgio, pois ela permitirá fazer o manejo da resistência, postergando, assim, o surgimento de insetos-praga capazes de causar danos expressivos ao milho Bt.

    Fonte: Grupo Cultivar

  • Milho: Chicago inicia pregão de quarta-feira mantendo tendência de leve alta

    Os valores do milho futuro negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quarta-feira (28) registrando leve alta seguindo a tendência do dia anterior. As principais posições apontam ganhos entre 0,50 e 0,75 pontos por volta das 08h03 (horário de Brasília). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,57 por buschel e março/19 apontava US$ 3,69 por buschel.

    As cotações mantém o ritmo lento de crescimento após fechar o pregão de terça-feira (27) com altas menores do que 1 ponto. De acordo com informações da Reuters Internacional essa estabilidade nos preços deve seguir nos próximos dias com o mercado esperando o encontro dos presidentes de Estados Unidos e China na reunião de cúpula do G20 na Argentina que acontece nesta sexta-feira (30) e sábado (01).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com estabilidade em Chicago nesta 4ª feira após início de semana volátil

    Segue a espera pela definição do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na reunião do G20 no final deste mês e, nesse compasso, o mercado da soja na Bolsa de Chicago segue se ajustando. A semana começou agitada para os preços, com baixas de mais de 2% na segunda-feira (26) e altas de mais de 1,5% nesta terça (27).

    Assim, nesta quarta-feira (28), os traders parecem buscar uma estabilidade e um alinhamento de posições, com as cotações com variações bem tímidas na manhã de hoje. Por volta de 8h (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam pouco mais de 1 ponto.

    O vencimento janeiro/19 valia US$ 8,77 por bushel, sendo esse o mais negociado desse momento, enquanto o maio/19, referência para os negócios aqui no Brasil, tinha US$ 9,04.

    Os líderes chinês e americano têm endurecido seus discursos nos últimos dias, afastando, segundo analistas internacionais, a possibilidade maior de um acordo entre as duas maiores economias do mundo. Caso isso de fato aconteça, pode se intensificar a pressão sobre as cotações em Chicago.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho transgênico neutraliza efeitos do clima

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual do Kansas, nos Estados Unidos, mostrou que as variedades de milho transgênicas excederam as questões emergentes da mudança climática mais facilmente do que as variedades convencionais. De acordo com Jesse Tack, um dos responsáveis pela pesquisa, ainda há trabalho a ser feito para entender os possíveis efeitos com outras culturas de interesse agrícola e em países onde os agricultores podem cultivar culturas transgênicas.

    “É importante quando você tem uma cultura que é altamente produzida nos Estados Unidos e foi produzida por um longo tempo (…) Isso nos dá um conjunto suficientemente grande para nós para fazer estimativas (…) de dados e se é uma cultura que importante do ponto de vista global, vale a pena estudar”, comenta.

    O estudo mostra que depois de 20 anos de adaptação de produção de milho transgénico, ele se adaptou às mudanças em quase 70%. O documento também indica que tecnologias como a engenharia genética aplicada ao melhoramento genético das culturas pode ajudar a aumentar a produtividade e garantir a segurança alimentar.

    Além disso, ele observou que o estudo analisou os rendimentos de milho de 1981 a 2015 em oito estados e 500 municípios. Em seguida, observando as condições climáticas para os mesmos anos, os pesquisadores construíram linhas de tendência que lhes deram uma ideia melhor de como as condições climáticas afetaram os rendimentos antes e depois da adoção do milho transgênico.

    Nesse cenário, essa descoberta pode ser tornar uma alternativa muito eficaz para o desenvolvimento de variedades das culturas mais importantes do mundo que resistam às mudanças do clima.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Condições são favoráveis à safra gaúcha

    Com área plantada em queda nos últimos anos, o milho gaúcho tem, para a safra 2018/2019, boas perspectivas pelo menos na produtividade. Ainda na parte inicial da temporada, com 86% do terreno já plantado, segundo a Emater-RS, as condições climáticas tem sido favoráveis para o desenvolvimento das plantas, com temperaturas altas durante o dia e amenas durante a noite. Em relação à safra passada, a projeção da Emater-RS é de aumento de 4,5% na área plantada e de 6,2% em produção, chegando a 5,02 milhões de toneladas.

    “Sempre tem uma ou outra questão mais pontual, mas, em termos gerais, as condições climáticas têm sido favoráveis. Esperamos que isso continue até o fim do ciclo para que as produtividades se consolidem”, comenta o assistente técnico estadual da Emater-RS, Alencar Paulo Rugeri. A estimativa da entidade para a produtividade média da cultura nesta temporada é de 6.807 kg/ha, aumento de 5,27% em relação ao ano passado. A área deve chegar a 738 mil hectares (a Companhia Nacional de Abastecimento estima o cultivo entre 714 mil e 757 mil hectares), ante 706 mil hectares cultivados em 2017/18, que geraram 4,565 milhões de toneladas.

    No Rio Grande do Sul, a dinâmica do plantio acontece do Oeste em direção ao Leste. Em regiões como Fronteira, Missões e o Alto Uruguai, o plantio já está encerrado, com os pés em fases mais avançadas de seu desenvolvimento. O terreno ainda não plantado está em áreas como os Campos de Cima da Serra. Grande parte do Estado, segundo o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro-RS), Paulo Pires, ainda se encontra em fase decisiva para a cultura, com um risco elevado. “Quinze dias sem chuva pode comprometer o potencial produtivo”, comenta Pires. O dirigente ainda credita ao campo econômico, em específico na comparação da rentabilidade em relação com a soja, a redução na área plantada nos últimos anos.

    O terreno do milho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abriu a década relativamente estabilizado em torno de 1,1 milhão de hectares plantados, patamar que já vinha abaixo dos 1,4 milhão de hectares cultivados em 2003, por exemplo. A nova trajetória de queda se iniciou, de maneira gradual, a partir de 2013, até chegar ao seu pior resultado na safra passada, e causa problemas inclusive na sojicultura. “Estamos tendo muito problema de replantio de soja, causado pela falta de rotação de culturas. Para o plantio do milho, devem ser analisados outros fatores, não só o econômico”, argumenta Pires. A situação pode começar a mudar se as previsões para essa temporada se confirmarem, segundo Hamilton Jardim, da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

    “Se tivermos uma safra boa, podemos ter uma reversão dessa monocultura da soja em detrimento do milho”, aposta Jardim, que, entretanto, afirma ser ainda muito cedo para determinar o sucesso da safra. Caso consiga “estancar a sangria”, a safra viria como um alento, acrescenta Rugeri. “Conseguir aumentar essa área e atender à demanda seria a redenção do Estado”, afirma o engenheiro agrônomo. A afirmação leva em conta o fato de ser o milho essencial para as cadeias produtivas de aves e suínos.

    Fonte: Agrolink