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8 de novembro de 2018

  • Milho rico em proteína resiste a erva daninha

    Pesquisadores da África Austral identificaram diversas variedades de milho, ricos em proteínas, resistentes à erva daninha Striga. De acordo com esses cientistas, na África Subsaariana, 20% a 80% da produção de milho pode ser perdida devido a essa planta invasora.

    Segundo, Peter Setimela, co-autor do estudo e cientista do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo em Harare, Zimbábue, a combinação de tolerância ao Striga e melhor nutrição é fundamental. Isso porque essa praga está fazendo com que muitos produtores da África abandonarem suas lavouras.

    “Sabe-se que a Striga afeta campos com baixa fertilidade do solo. Suas sementes podem permanecer no solo por mais de 15 anos. Muitos pequenos agricultores não podem financeiramente comprar substâncias químicas para controlar a Striga. Eles também podem ser incapazes de comprar fertilizantes químicos”, comenta.

    Além disso, ele informou que o conteúdo nutricional melhorado dessas variedades de milho também ajuda no combate dessa praga. Porque as variedades descobertas têm uma ampla variedade de aminoácidos, os blocos de construção da proteína.

    “Normalmente, o milho é pobre em aminoácidos essenciais. Corpos humanos e animais não podem produzir esses aminoácidos. Eles devem ser obtidos da comida “, diz Setimela. “A falta de aminoácidos essenciais pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento. Também pode enfraquecer o sistema imunológico”, conclui.

    Os experimentos de campo foram realizados em três lugares no Zimbábue sob várias condições. Os pesquisadores testaram oito variedades de alta proteína e quatro variedades típicas de milho. Eles mediram várias características da planta, incluindo rendimento, altura, vigor e peso de grãos.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil, EUA e mais 11 países se juntam na OMC para apoiar inovação agrícola

    Treze países se juntaram para apoiar políticas que possibilitem inovação agrícola, inclusive a edição de genomas. As nações assinaram a Declaração Internacional para Aplicação Agrícola de Biotecnologia de Precisão (International Statement on Agricultural Applications of Precision Biotechnology, em inglês). O documento foi divulgado em Genebra, no comitê da Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC), informa o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em comunicado.

    A iniciativa, liderada pela Argentina, também tem apoio de Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, República Dominicana, Guatemala, Honduras, Jordânia, Paraguai, Estados Unidos, Uruguai, Vietnã e o Secretariado de Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental. O projeto está aberto para inserção de outros países.

    O secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, disse no comunicado que “biotecnologias de precisão, como edição de genomas, trazem grandes benefícios tanto para agricultores como para consumidores ao redor do mundo. Essas ferramentas podem ter um papel crucial para ajudar produtores a lidar com muitos problemas de produção agrícola que eles enfrentam, ao mesmo tempo em que pode melhorar a qualidade e o valor nutricional dos alimentos disponíveis para consumidores no mundo”.

    Fonte: Broadcast Agro

  • Soja: Chuvas em excesso podem provocar aparecimento de doenças nas lavouras

    Em períodos de chuvas intensas, o produtor que cultiva soja deve ficar atento em relação ao aparecimento de doenças devido ao excesso de umidade. O coordenador técnico da Integrada em Londrina, Aleandro de Carvalho, afirma que as chuvas trazem benefícios, mas também podem trazer doenças.

    Respingos – O agrônomo explica que quando a água da chuva cai sobre o solo, os respingos d´ água que incidem sobre as folhas das plantas podem levar inóculos de doenças para a soja, o que resulta em um aparecimento de doenças mais cedo na cultura. Para prevenir que doenças não se espalhem pela lavoura, o coordenador técnico recomenda a aplicação de fungicidas um pouco mais cedo.

    Orientação – Vale lembrar que, antes de qualquer atitude sobre o manejo da lavoura, é recomendada a orientação de um engenheiro agrônomo.

    Ferrugem da soja – O clima quente e úmido já fez com que aparecesse o primeiro foco de ferrugem em uma lavoura paranaense. De acordo com informações da Embrapa Soja, além desse foco em área comercial, o site do Consórcio tem mostrando a presença de soja voluntária com ferrugem em várias regiões produtoras, indicando a presença do fungo.

    Fonte: Cenário MT

  • Soja opera estável em Chicago nesta 5ª feira à espera dos novos números do USDA

    O dia é de novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e à espera de sua divulgação, as cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago trabalham com estabilidade no pregão desta quinta-feira (8). Por volta de 8h15 (horário de Brasília), os preços subiam entre 1,25 e 2,25 pontos, com o novembro/18 valendo US$ 8,70 e o maio/19 sendo cotado a US$ 9,06 por bushel.

    O mercado se comporta de forma técnica, à espera dos novos números que chegam na tarde de hoje. ” O lado especulador aposta na possibilidade de uma redução nas produtividades do milho e soja nos Estados Unidos, porém que não irão inflar os estoques
    domésticos, uma vez que as exportações continuam em “passos lentos”, explicam os analistas da ARC Mercosul.

    O mercado espera algumas ligeiras mudanças entre os números da soja e do milho, principalmente com um novo aumento nos estoques finais norte-americanos de soja e uma redução do milho, ao passo em que poderia reduzir suas estimativas para a produção de ambas as culturas.

    As expectativas do mercado apontam para uma produção de 127,26 milhões de toneladas, contra 127,64 milhões estimadas em outubro. O intervalo das projeções é de 126,2 a 128,08 milhões de toneladas. A produtividade esperada para a oleaginosa, em média, é de 59,4 sacas por hectare, contra 59,51 do mês passado.

    Fonte: Notícias Agrícolas