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12 de novembro de 2018

  • Soja opera em queda na Bolsa de Chicago nesta 2ª feira e corrige altas da última semana

    O mercado da soja na Bolsa de Chicago dá início a esta nova semana trabalhando em campo negativo. As cotações da oleaginosa, por volta de 7h50 (horário de Brasília), perdiam entre 1,50 e 4 pontos nos principais contratos, com o janeiro/19 valendo US$ 8,82 por bushel.

    Os preços devolvem, nesta segunda-feira (12), parte das altas registradas no fechamento da última sessão, quando o mercado subiu motivado pela boa demanda interna norte-americana.

    Além disso, espera ainda por dois novos reportes do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), sendo o primeiro o de embarque semanais de grãos e o segundo, depois do fechamento do mercado, de acompanhameno de safras dos EUA.

    No paralelo, seguem as expectativas para o novo encontro de Xi Jinping e Donald Trump nas reuniões do G20 que acontecem no final deste mês na Argentina. Segundo explicam analistas da ARC Mercosul, o governo americano tem buscado trabalhar na estruturação de um possível acordo com a nação asiática.

    “O Mercado não espera que uma resolução concreta seja presente no curto-prazo, ou até mesmo no encontro presidencial programado para o fim do mês na Argentina. No entanto, será um fator de sustento especulativo caso novas reuniões para tratar deste assunto possam ser agendada no começo de 2019”, explica a consultoria.

    Além disso, ainda de acordo com a ARC, Trump não gostaria de arrastar isso até 2020, “para que o tema não se torne parte de sua campanha política para a tentativa de reeleição”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Produção agrícola depende da biotecnologia, diz especialista

    O uso da biotecnologia no campo está completando vinte anos e sua preservação está se mostrando fundamental para a produção de alimentos ao redor do mundo. É isso que afirma o engenheiro agrônomo formado pela Universidade Estadual paulista (Unesp) e líder de Proteção a Biotecnologias de INTACTA RR2 PRO®, Cláudio Oliveira.

    “Passados 20 anos desde a aprovação da primeira biotecnologia para a soja, quase 100% da produção brasileira de soja (92%), milho (87%) e algodão (94%) é transgênica, com 53 milhões de hectares plantados. Para os produtores, o resultado foi um lucro acumulado de R$ 35,8 bilhões, a redução do uso de defensivos agrícolas (cerca de 839 mil toneladas deixaram de ser aplicadas nas lavouras) e de gastos e o aumento de produtividade, conforme dados da Agroconsult divulgados em setembro de 2018”, informa.

    De acordo com ele, são muitos os beneficiados com o uso da biotecnologia na cadeia produtiva. No entanto, algumas técnicas devem ser desenvolvidas com êxito para que ela seja preservada, como o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que é considerado o principal meio para a manutenção da tecnologia.

    “O MIP é composto por importantes pilares, como rotação de culturas, mudas sadias, eliminação de plantas doentes, época de plantio e o controle genético (variedades resistentes), porém o protagonista deles é o refúgio estruturado, fundamental para a preservação dos benefícios da tecnologia Bt”, comenta o especialista.

    Para finalizar ele afirma que o grande erro dos agricultores é tratar a biotecnologia como a solução de todos os problemas do campo. “Ela é mais um dos componentes ou ferramentas que podem facilitar a vida do produtor, mas se todos nós não contribuirmos para preservar seus benefícios e longevidade, correremos o risco de perdermos esta ferramenta que tem sido grande aliada do agricultor brasileiro nos últimos 20 anos”, finaliza.

    Fonte: Agrolink