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27 de novembro de 2018

  • Milho transgênico neutraliza efeitos do clima

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual do Kansas, nos Estados Unidos, mostrou que as variedades de milho transgênicas excederam as questões emergentes da mudança climática mais facilmente do que as variedades convencionais. De acordo com Jesse Tack, um dos responsáveis pela pesquisa, ainda há trabalho a ser feito para entender os possíveis efeitos com outras culturas de interesse agrícola e em países onde os agricultores podem cultivar culturas transgênicas.

    “É importante quando você tem uma cultura que é altamente produzida nos Estados Unidos e foi produzida por um longo tempo (…) Isso nos dá um conjunto suficientemente grande para nós para fazer estimativas (…) de dados e se é uma cultura que importante do ponto de vista global, vale a pena estudar”, comenta.

    O estudo mostra que depois de 20 anos de adaptação de produção de milho transgénico, ele se adaptou às mudanças em quase 70%. O documento também indica que tecnologias como a engenharia genética aplicada ao melhoramento genético das culturas pode ajudar a aumentar a produtividade e garantir a segurança alimentar.

    Além disso, ele observou que o estudo analisou os rendimentos de milho de 1981 a 2015 em oito estados e 500 municípios. Em seguida, observando as condições climáticas para os mesmos anos, os pesquisadores construíram linhas de tendência que lhes deram uma ideia melhor de como as condições climáticas afetaram os rendimentos antes e depois da adoção do milho transgênico.

    Nesse cenário, essa descoberta pode ser tornar uma alternativa muito eficaz para o desenvolvimento de variedades das culturas mais importantes do mundo que resistam às mudanças do clima.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Condições são favoráveis à safra gaúcha

    Com área plantada em queda nos últimos anos, o milho gaúcho tem, para a safra 2018/2019, boas perspectivas pelo menos na produtividade. Ainda na parte inicial da temporada, com 86% do terreno já plantado, segundo a Emater-RS, as condições climáticas tem sido favoráveis para o desenvolvimento das plantas, com temperaturas altas durante o dia e amenas durante a noite. Em relação à safra passada, a projeção da Emater-RS é de aumento de 4,5% na área plantada e de 6,2% em produção, chegando a 5,02 milhões de toneladas.

    “Sempre tem uma ou outra questão mais pontual, mas, em termos gerais, as condições climáticas têm sido favoráveis. Esperamos que isso continue até o fim do ciclo para que as produtividades se consolidem”, comenta o assistente técnico estadual da Emater-RS, Alencar Paulo Rugeri. A estimativa da entidade para a produtividade média da cultura nesta temporada é de 6.807 kg/ha, aumento de 5,27% em relação ao ano passado. A área deve chegar a 738 mil hectares (a Companhia Nacional de Abastecimento estima o cultivo entre 714 mil e 757 mil hectares), ante 706 mil hectares cultivados em 2017/18, que geraram 4,565 milhões de toneladas.

    No Rio Grande do Sul, a dinâmica do plantio acontece do Oeste em direção ao Leste. Em regiões como Fronteira, Missões e o Alto Uruguai, o plantio já está encerrado, com os pés em fases mais avançadas de seu desenvolvimento. O terreno ainda não plantado está em áreas como os Campos de Cima da Serra. Grande parte do Estado, segundo o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro-RS), Paulo Pires, ainda se encontra em fase decisiva para a cultura, com um risco elevado. “Quinze dias sem chuva pode comprometer o potencial produtivo”, comenta Pires. O dirigente ainda credita ao campo econômico, em específico na comparação da rentabilidade em relação com a soja, a redução na área plantada nos últimos anos.

    O terreno do milho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abriu a década relativamente estabilizado em torno de 1,1 milhão de hectares plantados, patamar que já vinha abaixo dos 1,4 milhão de hectares cultivados em 2003, por exemplo. A nova trajetória de queda se iniciou, de maneira gradual, a partir de 2013, até chegar ao seu pior resultado na safra passada, e causa problemas inclusive na sojicultura. “Estamos tendo muito problema de replantio de soja, causado pela falta de rotação de culturas. Para o plantio do milho, devem ser analisados outros fatores, não só o econômico”, argumenta Pires. A situação pode começar a mudar se as previsões para essa temporada se confirmarem, segundo Hamilton Jardim, da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

    “Se tivermos uma safra boa, podemos ter uma reversão dessa monocultura da soja em detrimento do milho”, aposta Jardim, que, entretanto, afirma ser ainda muito cedo para determinar o sucesso da safra. Caso consiga “estancar a sangria”, a safra viria como um alento, acrescenta Rugeri. “Conseguir aumentar essa área e atender à demanda seria a redenção do Estado”, afirma o engenheiro agrônomo. A afirmação leva em conta o fato de ser o milho essencial para as cadeias produtivas de aves e suínos.

    Fonte: Agrolink

  • Em Chicago, soja reage e testa leves altas nesta 3ª feira após baixas intensas na sessão anterior

    Os preços da soja sobem levemente nesta terça-feira (27) após as perdas de mais de 2% na Bolsa de Chicago na sessão anterior e, por volta de 9h20 (horário de Brasília), os ganhos variavam entre 3 e 3,25 pontos. Assim, o janeiro/19 tinha US$ 8,65 e o maio/19, US$ 8,93 por bushel.

    O mercado segue seu movimento de ajuste antes do encontro de Xi Jinping e Donald Trump na cúpula do G20 e até que uma definição entre os dois países seja divulgada, o mercado deverá seguir caminhando de lado, com os traders buscando estar bem posicionados.

    “Os bastidores da CBOT continuam concentrados nas possiblidades de resolução da retórica comercial entre Trump e Xi Jinping. Não há novos direcionadores políticos para a especulação, uma vez que o encontro marcado entre os líderes para a próxima semana será o foco principal do Mercado, após o feriado”, dizem os analistas da ARC Mercosul.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Quem desmata a Amazônia são “bandidos da floresta, não o produtor”, diz Tereza Cristina

    Em entrevista exclusiva à Revista GLOBO RURAL, a deputada federal Tereza Cristina, que assume em janeiro o Ministério da Agricultura, disse que não se pode associar a imagem do produtor brasileiro ao desmatamento e à destruição da Amazônia. “O produtor rural não faz isto. Quem faz isso são pessoas que estão na ilegalidade. São bandidos que estão lá para roubar a floresta, para não pagar imposto. Essa não é uma característica do produtor brasileiro”, disse a futura ministra.

    Segundo ela, o que o Brasil ocupa para a agricultura e a pecuária é pouco se comparado à área preservada. “Só que tudo isso tem custo. Hoje o produtor brasileiro tem que preservar e não recebe nada por isto”, disse Tereza Cristina.

    Dados divulgados ontem (26/11) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com base em imagens de satélites, mostram um aumento de 13,7% da área desmatada na região, entre agosto de 2017 e julho de 2018 em comparação com o período anterior. Foram destruídos 7,9 mil quilômetros quadrados, a maior área registrada desde 2008.

    Fonte: Globo Rural