Daily Archives

29 de novembro de 2018

  • Problemas exigem identificação de defensivos legais

    Os problemas da disseminação do uso de defensivos agrícolas ilegais nas lavouras brasileiras estão exigindo que os produtores saibam como identificar um pesticida que está registrado e não representa perigo para a lavoura e para o aplicador. Nesse cenário, a CropLife Latin America CLLA criou um vídeo que serve como um manual de identificação para auxiliar os agricultores.

    O primeiro passo, de acordo com as instruções publicadas pela CropLife, é verificar se o lacre da embalagem do defensivo agrícola não está alterado. Na sequência é necessário conferir se a etiqueta está bem colada no frasco do produto e se a mesma se encontra escrita obrigatoriamente na língua portuguesa.

    “Verifique a data de fabricação e a data de validade. Rejeite produtos sem registro no Ministério da Agricultura. Verifique na etiqueta o nome do fabricante e os dados do órgão registrante. Verifique os cuidados com o meio ambiente e as precauções de uso, primeiros socorros, e tratamento e atente-se aos pictogramas para preparo da calda e aplicação”, informa o vídeo.

    Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), é recomendável que o produtor só adquira esses produtos em locais de confiança, como cooperativas e revendas autorizadas. Além disso, é preciso suspeitar de produtos com um preço muito atrativo, que se encontram muito abaixo que está sendo disponibilizado atualmente no mercado.

    “Denuncie qualquer ilegalidade às autoridades brasileiras através do disque denúncia (0800 947-7030). Os produtos registrados aliados às boas práticas agrícolas protegem seus cultivos, o meio ambiente, a sua saúde e de sua família”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Após valorização média de 5 pontos, milho inicia pregão de Chicago em leve baixa nesta quinta-feira

    Os valores do milho futuro negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (29) registrando leve desvalorização. As principais posições apontam queda entre 0,25 e 0,50 pontos por volta das 08h47 (horário de Brasília). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,60 por bushel e março/19 apontava US$ 3,72 por bushel.

    As cotações retomam o patamar próximo da estabilidade, que vinha sendo regra na semana, após registrarem altas médias de 5 pontos no final da quarta-feira (28). A estabilidade é influenciada pela apreensão do mercado na véspera do início da reunião de cúpula do G20, onde os presidentes de Estados Unidos e China devem se encontrar.

    Outra expectativa é pela divulgação do relatório de vendas semanais para exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações. As projeções indicam algo entre 400 mil e 950 mil toneladas de milho.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Adubação verde diminui o uso de defensivos agrícolas na cultura

    A adubação verde intercalar é uma prática sustentável, que gera renda ao produtor e qualidade às plantações. Os pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, descobriram, por meio de pesquisas, que a adubação serve para a plantação de milho e, nesta cultura, melhora o solo e diminui os danos na espiga causados por pragas. Assim, reduz a utilização de agroquímicos e não é necessário fazer a adubação química e nem a correção do solo.

    “No estudo houve um aumento do Ph do solo de 5,6 para 6,0 quando usamos o feijão-de-porco, feijão-mungo e feijão caupi. Isto indica uma melhoria do solo e dispensa o uso de corretivos da acidez, uma vez que o adubo verde já corrigiu”, garantiu Edmilson Jose Ambrosano, pesquisador da Apta.

    No Polo Regional de Desenvolvimento dos Agronegócios do Centro-Sul, em Piracicaba, foram realizados estudos pela equipe de Edmilson Ambrosano com cultivos de adubos verdes, em sistemas de plantio direto. A adubação orgânica em cultivar de milho influencia nas características químicas do solo, favorecendo no aumento dos teores de micronutrientes, como o zinco. “Favorecido pela adubação verde, o milho, passou de 7,1 na fase de testes, para 10,2 quando usamos o feijão-mungo e 10,4 quando usamos outra espécie, a mucuna-anã”, destacou o pesquisador.

    Ambrosano revelou que a “adubação verde promove, primeiro, um equilíbrio sobre os insetos e doenças e, realizando a prática durante anos, também o equilíbrio do solo. Sendo assim, a prática traz sustentabilidade ao cultivo, dispensando o uso de agroquímicos e adubos químicos”.

    Segundo a pesquisa feita pela Apta, o milho orgânico que recebeu o tratamento de adubação verde, em rotação com leguminosas, não precisou de adubação com composto e adubo químicos.

    “A adubação verde no milho contribui com a sustentabilidade, a partir do momento em que diminui o ataque de pragas e melhora a fertilidade do solo”, concluiu o pesquisador Ambrosano.

    Fonte: Sec. de Agricultura de SP/Notícias Agrícolas

  • Soja: Antes do G20, mercado corrige últimos ganhos e recua em Chicago nesta 5ª feira

    Em uma correção já esperada para esta quinta-feira (29), os preços da soja trabalham em baixa na Bolsa de Chicago na manhã de hoje, após subirem mais de 1% no pregão anterior. As cotações, por volta de 8h45 (horário de Brasília), perdiam entre 4,50 e 5,25 pontos com o janeiro/19 valendo US$ 8,85 por bushel.

    O mercado segue na espera pelas novidades do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping que começa amanhã, na Argentina, durante a reunião do G20. Nenhum outro fator tem tido força para mudar o direcionamento dos preços até este momento.

    As expectativas sobre um acordo entre os dois líderes são as mais variadas e contribuem para manter o mercado ainda volátil. O objetivo dos traders tem sido, principalmente, o de estarem bem cobertos antes das definições.

    “Fundos de gestão ativa ainda possuem a maioria dos contratos abertos no lado da venda para a soja aqui em Chicago, sendo que a mentalidade de aversão ao risco traz as intenções de reversão parcial destas posições (reverter a venda é adicionar compras!). A ARC lembra que sempre será de alta complexidade prever política, principalmente em casos que relacionam uma personalidade excêntrica como de Trump”, explicam analistas da ARC Mercosul.

    Ainda nesta quinta, o mercado espera também pelo boletim semanal de vendas para exportação que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As expectativas são de 400 mil a 900 mil toneladas de soja em grão, 175 mil a 400 mil toneladas de farelo e 8 mil a 30 mil toneladas de óleo.

    Fonte: Notícias Agrícolas