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novembro 2018

  • Soja: até 2050 mundo precisará produzir 700 milhões de toneladas, o dobro do atual

    Até 2050, o mundo precisará de 700 milhões de toneladas de soja, o dobro da produção atual, informa nota técnica elaborada pela Embrapa e divulgada ontem (20/11). Na nota, a instituição de pesquisa observa que o Brasil, segundo maior produtor mundial da oleaginosa, poderá aproveitar a oportunidade desse mercado se investir em pesquisa, infraestrutura e política agrícola.

    Para os especialistas da Embrapa que elaboraram a nota técnica, os principais problemas a serem enfrentados são de ordem fitossanitária, como ferrugem asiática, percevejos e nematoides. Além disso, plantas estranhas à cultura e cada vez mais resistentes a herbicidas. E também o “manejo do solo, cuja degradação e perda de fertilidade provoca o encadeamento de uma série de problemas agronômicos, como surgimento de doenças e pragas”.

    Outro assunto que requer atenção são o desenvolvimento de tecnologias que permitam a produção, mesmo sob ambiente mais seco. “O aumento da frequência de extremos climáticos, com maior intensidade e abrangência, tem imposto prejuízos consideráveis à soja. Entre 2004 e 2014, somente a Região Sul do Brasil registrou perdas de cerca de R$ 27 bilhões por causa de eventos de seca. Em 37 safras brasileiras, entre 1976/1977 e 2013/2014, estima-se que o País somou US$ 79,6 bilhões em prejuízos provocados por seca.”

    A nota assinala também que outro aspecto a ser considerado é a forma pela qual ocorrerá o aumento da produção. “Ou seja, com maior ou menor expansão de área cultivada.” Sob este aspecto, países que optarem por aumentar a produtividade melhorarão sensivelmente sua posição no mercado.

    A Embrapa destaca que o País já dispõe de tecnologia de cultivo que permite obter produtividade muito acima da média atual de 3.394 kg/ha. “O Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) registrou o recorde de 8.944 kg/ha em uma propriedade no Paraná, volume próximo ao obtido por outros sojicultores da região, mostrando que há espaço para aumentar a produtividade. Para isso, os autores recomendam um esforço de transferência de tecnologia em larga escala.”

    Por Tânia Rabello
    Fonte: Broadcast Agro

  • As idas e vindas das tarifas argentinas nos grãos e os impactos ao Brasil

    O produtor argentino Santiago Rodriguez Ribas, de 47 anos, há 15 deixou a carreira de uma década como engenheiro industrial no setor automobilístico para administrar as duas fazendas do pai, Vicente Rodríguez Ribas, na província de Buenos Aires.

    O portenho partiu com a esposa e dois filhos pequenos (de 13 e 11 anos) para General Villegas, distante 500 quilômetros da Capital Federal. Diz que sofreu com as intempéries climáticas e a política econômica dos 12 anos de kirchnerismo. A exemplo de 51,34% da população argentina, em 2015 votou no presidente Mauricio Macri.
    Santiago crítica os erros do governo Macri, mas acha necessários os sacrifícios para que o presidente possar dar continuidade às mudanças.

    No início de setembro, com o trigo já plantado e a semeadura de milho começando a dar os primeiros passos, o governo surpreendeu o campo com alterações na tributação dos produtos agrícolas.

    Baixou as alíquotas das chamadas retenciones (retenções) de 25,5% para 18% para a soja e seus derivados, mas criou uma nova taxa no valor de 4 pesos para cada dólar exportado, elevando assim a taxação final da oleaginosa para cerca de 28% a 29%, conforme a variação da cotação da divisa. A medida atingiu também o trigo e o milho, cujo percentual da taxa giraria entre 10% e 11%.

    Os cereais e as oleaginosas pagarão retenção de 4 pesos por dólar, enquanto que os demais produtos agropecuários e industrializados foram taxados em 3 pesos por dólar: carnes, lácteos, frutas, óleos e gorduras, farinhas, vinhos e mostos, açúcar e bens industriais, como automóveis, siderurgia, minérios, farmacêuticos, etc.

    Idas e vindas
    Quando Macri assumiu, em dezembro de 2015, as retenções para soja, óleo e farelo eram de 35% e 32%, respectivamente. Uma das primeiras medidas foi baixar para 30% e 25% e estabelecer a meta de redução de 0,5% mensal até dezembro de 2019, quando terminaria em 18% e 15%, cada um. No caso de trigo e milho, cujas alíquotas eram de 23% e 20%, respectivamente, o imposto na época foi zerado.

    Em agosto deste ano, por problemas fiscais, o plano de redução gradual das alíquotas foi congelado e logo anunciado o novo modelo, que Macri afirma ser transitório, até conseguir reduzir o déficit fiscal em 2,7% em 2018 e perto de zero em 2019.

    “Garra”, “último esforço”, “tempestade”. Estas têm sido as palavras recorrentes do presidente para justificar as idas e voltas com a política fiscal para o setor agropecuário, principal responsável pela entrada de divisas. Depois de uma seca considerada a pior dos últimos 50 anos, que quebrou a safra de soja, os produtores apostaram com tudo no cultivo do trigo.

    “Viemos de uma safra tão ruim, mas com tantos sinais bons em termos de preços, clima e de política agrícola, que decidimos fazer um investimento muito grande no trigo”, contou Santiago Ribas, criador de gado angus e produtor de soja, milho e trigo. Junto ao irmão veterinário, Juan Benjamín, ele administra oito fazendas e, em cada uma, o impacto da seca foi muito diferente. “Alguns campos perderam tudo, outros tinham tido alagamentos e, portanto, uma grande reserva hídrica que ajudou a passar pela estiagem”, diz Vicente.

    Temores
    O temor no mercado e do governo é que as novas medidas levem os agricultores a “sentar” em cima de suas colheitas, à espera de melhores preços para vender seus produtos. O analista da consultoria Agritrend Gustavo López explicou que, com o passar do tempo, as retenções vão se diluindo justamente porque foram fixadas em pesos.

    Para o presidente da Sociedade Rural da Argentina (SRA), Daniel Pelegrina, o cenário é complicado e, por isso, os produtores rurais “vão colocar mais uma vez o ombro para apoiar o governo”. Porém, a insatisfação é visível quando afirma que “colocar a mão no bolso de novo dói, especialmente em um contexto de altíssima carga tributária”.

    Contudo, alguns produtores veem sinais atenuantes que indicam a transitoriedade das medidas. Pela primeira vez, as retenções foram impostas para todos os setores do comércio exterior. O governo está ligando para todos os líderes de suas regiões para explicar a situação e pedir apoio, algo inimaginável no passado recente. Também acreditam que a fórmula adotada em pesos permite diluir a carga ao longo do tempo de sua duração.

    O risco é que, diante de uma nova urgência, o governo eleve esse valor e o transitório passe a ser permanente. “Na hora de tomar decisão, me dá medo do risco de que isso aconteça, especialmente no próximo ano, quando vai haver eleições, e nos anos eleitorais o governo dá prioridade a outras coisas”, afirmou Santiago.

    No dia 15 de setembro, Vicente iniciou o plantio de milho e, no dia 20 de outubro, será a vez de começar a implantar soja. Ele lembra que as mudanças pegaram todos os produtores com decisões já tomadas.

    Contradição
    Daniel e Santiago explicaram que o setor vai acompanhar o governo porque “a linha traçada está no caminho certo”, já que tem trabalhado para inserir a Argentina no mundo, conseguir mais acessos aos mercados com alíquotas mais baixas e buscar a competitividade. “É claro que o imposto tira competitividade do setor. A política do governo é contraditória, mas é necessária”, resigna-se Daniel.

    E, por causa disso, a Bolsa de Comércio de Rosario (BCR) estima que o milho vai perder uma superfície de cultivo em torno de 200.000 hectares, que serão destinados à soja, segundo explicou a analista Patrícia Berguero.

    A expectativa inicial era de uma superfície total, entre grão e forragem, de 6,8 milhões de hectares. Agora, a estimativa está em 6,6 milhões de hectares. Em busca de minimizar o risco financeiro, a intenção de plantio de soja deve ficar em 17,9 milhões de hectares, um aumento de 1,3% em relação a 2017.
    Medidas afetam o Brasil

    A Argentina perde competitividade, por um lado, e ganha, por outro. O Brasil também. Os efeitos negativos da crise no país vizinho já podem ser observados com a queda de 23% nas exportações do Rio Grande do Sul, de janeiro a julho dete ano, para o mercado argentino, principalmente em calçados, o que afeta também a cadeia de couro, químicos e automóveis, segundo estudo da Federação de indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).

    “É possível que a volta das retenções provoque um aumento no preço do trigo e isso tenha um efeito cascata, chegando aos consumidores brasileiros”, comentou uma fonte do governo brasileiro. A preocupação tem razão de existir, afinal, 83% do trigo importado é proveniente da Argentina (entre 5,5 milhões e 6 milhões de toneladas por ano).

    Outro ponto negativo está vinculado ao mercado de carnes suínas in natura, que lidera as exportações do agro para a Argentina. “Em momentos de crise, a população consome menos carnes e os empresários brasileiros do setor estão preocupados com um cenário de menores vendas”, comentou a fonte oficial.

    Por Marina Guimarães
    Fonte: Globo Rural

  • Promoção: “Fim de ano premiado Superjuc”

    REGULAMENTO

    Promotora:

    Razão Social: Cooperativa Agropecuária de Júlio de Castilhos – COTRIJUC

    Endereço: Rua Coronel Severo Barros, 247 – Bairro Santa Isabel – Júlio de Castilhos – RS – Brasil – CEP: 98130-000.

    CNPJ: 91.023.168/0002-59          Telefone: (55) 3278-1047             Site: www.cotrijuc.com.br

     

    DISPOSIÇÕES GERAIS:

    Art 1° – Prêmios do sorteio:

    1º Prêmio – Um Rancho no valor de R$ 300,00;

    2º Prêmio – Um Rancho no valor de R$ 200,00;

    3º Prêmio – Um Micro-ondas

    4º Prêmio – Um Forno Elétrico

    5º Prêmio – Uma Batedeira

    6º Prêmio – Um Liquidificador

    7º Prêmio – Uma Panela elétrica

    8º Prêmio – Uma Torradeira

    9º Prêmio – Um Ventilador

    10º Prêmio – Uma térmica 1,8L

    + Prêmios surpresas

     

    Art 2° – Data de início: 29 de outubro de 2018; data de término: 31 de dezembro de 2018.

    Art 3° – O sorteio será realizado no Superjuc dia 31 de dezembro de 2018, às 18 horas.

    Art 4° – Caso o ganhador não esteja presente no momento do sorteio, será comunicado por telefone, descrito no cupom sorteado.

     

    PARTICIPAÇÃO:

    Art 5°– A cada R$ 50,00 (cinquenta reais) em compras no Superjuc o cliente/cooperado recebe um cupom para participar da promoção.

    Art 6°- O cliente/cooperado não pode juntar cupons ou notas fiscais para trocar pelos cupons da promoção, respeitando os artigos 3º e 5º.

    Art 7° – É de responsabilidade do cliente/cooperado preencher o cupom (com nome completo, endereço e telefone de contato) e depositá-lo na urna da promoção.

    Art 8° – É de responsabilidade do cliente/cooperado as informações contidas no cupom.

    Art 9° – A urna ficará disponível no Superjuc.

    Art. 10° – Será escolhido um representante da cooperativa para o sorteio do cupom.

    Art. 11° – Será verificada a validade do cupom após o sorteio, serão considerados válidos os cupons que constarem: carimbo do Superjuc, nome legível e telefone para contato.

    Art 12° – Cupom não validado será desclassificado no momento em que porventura seja sorteado, e não fará jus ao prêmio, sendo sorteado um novo cupom.

    Art 13° – Não é exigida a presença do ganhador no local de apuração, tendo em vista o que prevê o artigo 4° do presente regulamento.

    Art 14° – Não será permitida a troca do prêmio por moeda corrente e o mesmo deverá ser usado integralmente de uma única vez.

    Art 15°- O regulamento completo da presente promoção estará exposto nos murais, na rede social (facebook) e no site da Cooperativa (www.cotrijuc.com.br).

    Art 16°- A Comissão Organizadora em conjunto com o Comitê de Administração da Cotrijuc decidirão sobre impasses eventualmente ocorridos durante todo o processo do sorteio.

  • Soja: Com safra adiantada, país pode ter maior custo com ferrugem

    O Brasil tem visto focos do fungo da ferrugem asiática da soja em maior número e mais cedo neste ano, na esteira do plantio da oleaginosa mais rápido da história, o que indica a possibilidade de maiores custos para produtores controlarem a doença na safra 2018/19. Além disso, diante de uma maior presença da doença, o setor pode ficar mais sujeito a perdas pela ferrugem, caso erre nas aplicações, disse a pesquisadora Claudine Seixas, da unidade especializada em soja da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Londrina (PR).

    A ferrugem da soja é a doença que mais exige investimentos dos agricultores. Ao todo, o custo com o fungo gira em torno de 2 bilhões de dólares por ano, sendo a maior parte em gastos com aplicações de fungicidas e uma fatia menor de perdas de produtividade.

    “Este talvez seja um ano em que o gasto seja maior. Com a doença chegando mais cedo, corre-se o risco de ter um pouco mais de perda, mas são só hipóteses”, declarou Claudine à Reuters, por telefone.

    Até o momento, o chamado consórcio antiferrugem, uma parceria público-privada que envolve pesquisadores, já registrou 17 focos da ferrugem em áreas de cultivo comerciais, enquanto no mesmo período do ano passado havia somente uma ocorrência.

    A maior pressão da ferrugem no Brasil, maior exportador mundial, acontece em uma safra em que os Estados do Sul estão sendo atingidos por mais chuvas, em meio indicações de desenvolvimento do fenômeno climático El Niño, que traz mais umidade para tais regiões.

    O fungo avança com mais facilidade em anos mais chuvosos e quentes. No ano passado, ao contrário, a semeadura foi mais lenta especialmente no Paraná, segundo Estado produtor brasileiro, por conta de uma seca em setembro.

    Este ano, ao contrário, choveu bem mais cedo e depois as chuvas foram muito acima da média também em outubro. Foi tanta umidade que houve até uma reversão no ritmo de plantio, que passou a ficar mais lento.

    “Tivemos bastantes chuvas, o que favorece o fungo. Iniciamos a safra chuvosa, e quem conseguiu semear no intervalo das chuvas, conseguiu semear bem cedo… Se pensar em época do ano, em termos de data, foi a ferrugem que tivemos mais cedo. Nunca tivemos ocorrência (do fungo) em área comercial tão cedo no Paraná”, destacou Claudine.

    Ela explicou que, com o plantio de soja precoce este ano, de maneira geral a ferrugem apareceu em fases mais adiantadas das lavouras, quando ela costuma mesmo surgir.

    E alerta para possível maior pressão do fungo, com a “desuniformidade” na semeadura. Enquanto alguns produtores começaram muito cedo, em setembro, outros ainda estão plantando.

    “Isso acaba não sendo muito favorável, ela (ferrugem) já está produzindo inóculo do fungo para as regiões que semeiam mais tarde”, comentou a pesquisadora.

    Esse cenário de mais focos também dependerá das condições climáticas ao longo da safra. “Depende muito do clima, se houver um veranico (tempo mais seco), se não favorece a soja, desfavorece a ferrugem também.”

    Para a segunda quinzena de novembro, as condições climáticas devem seguir favoráveis para o disseminação do fungo na maior parte do país, cujas principais áreas agrícolas devem receber chuvas acima da média.

    No Paraná, que concentra os casos de ferrugem, com 13 focos, as precipitações ficarão praticamente dentro da média em parte do Estado e acima do histórico em outros, até o final do mês, de acordo com dados do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon.

    A pesquisadora disse ainda que os produtores deverão ficar atentos ao aparecimento da doença, para realizar as aplicações logo que surgir.

    “Uma safra como esta, em que ela apareceu mais cedo, pode ter pego o agricultor desprevenido. A primeira aplicação é de fato muito importante, e não é fácil acertar o momento.”

    Dessa forma, ela comentou que é importante que o produtor não queira “calenderizar” as aplicações, quando faz o trabalho apenas com base na fase da lavoura ou do período do ano.

    “O fungo é muito agressivo, o ciclo da doença é muito rápido, o ideal é pegar bem no comecinho…”

    Com o plantio já caminhando para a parte final dos trabalhos no Brasil, o mercado em geral aposta em uma safra recorde superior a 120 milhões de toneladas, um volume levemente acima do esperado pelo governo.

    O plantio da soja 2018/19 no Brasil chegou a 82 por cento da área total até quinta-feira, avanço de 11 pontos percentuais ante a semana passada, mantendo o ritmo como o mais rápido já registrado, disse a AgRural na sexta-feira (16/11).

    A safra está à frente dos 73 por cento no ano passado e dos 67 por cento na média de cinco anos, segundo a consultoria.

    Fonte: Reuters

  • Milho: À espera de novas informações, mercado inicia a semana próximo da estabilidade em Chicago

    As cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a semana com ligeiras altas, próximas da estabilidade. Na manhã desta segunda-feira (19), os principais vencimentos da commodity testavam ganhos entre 0,25 e 0,75 pontos. O dezembro/18 era cotado a US$ 3,65 por bushel, enquanto o março/19 operava a US$ 3,76 por bushel.

    De acordo com informações das agências internacionais, o mercado segue sem novidades, operando de maneira técnica. Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim de embarques semanais. O número é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações.

    O departamento ainda atualiza as informações sobre a safra dos Estados Unidos nesta segunda-feira. Até a semana anterior, cerca de 84% da área semeada já havia sido colhida.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Queda nos preços dos fertilizantes no mercado brasileiro

    A menor demanda por adubos neste período e o dólar em um patamar menor tiraram a sustentação dos preços dos fertilizantes no mercado interno em novembro. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na primeira quinzena, a tonelada da ureia agrícola ficou cotada, em média, em R$1.826,86 em São Paulo, sem o frete.

    Houve queda de 2,6% em relação ao fechamento de outubro, mas, ainda assim, o insumo está custando 41,1% mais em relação a novembro do ano passado. Para os adubos potássicos e fosfatados, os recuos médios foram de 1,0% e 0,2%, respectivamente.

    Em curto prazo, a expectativa é de menor movimentação no mercado de adubos. Além disso, os estoques de passagem das empresas deverão manter os preços mais frouxos. Por fim, continuamos monitorando o câmbio, que na primeira quinzena deste mês apresentou um cenário mais firme, frente a outubro.

    Fonte: SCOT CONSULTORIA 

  • Soja: Mantendo foco na disputa entre chineses e americanos, Chicago recua nesta 2ª feira

    A guerra comercial entre China e Estados Unidos permanece no foco dos participantes do mercado internacional da soja e até que um novo acordo seja firmado para mudar o atual cenário, as especulações continuam, assim como continua a caminhada lenta e de lado dos preços da commodity na Bolsa de Chicago.

    No pregão desta segunda-feira (19), o mercado devolvia parte dos ganhos registrados na última sexta (16) e, por volta de 7h50 (horário de Brasília), recuava entre 3,75 e 4,75 pontos nos principais contratos.

    As expectativas um pouco mais otimistas nos últimos dias parecem ter perdido um pouco de força com o vice-presidente americano Mike Pence dizendo que o país não irá recuar das tarifas até que os chineses anunciem mudanças. A China, porém, também tem se mostrado bastante resiliente.

    “Nós tomamos ação decisiva para lidar com o nosso desequilíbrio com a China. Colocamos tarifas sobre 250 bilhões de dólares em bens chineses, e podemos mais do que dobrar esse número”, disse durante a cúpula da Apec (Associação de Países da Ásia e do Pacífico para a Cooperação Econômica).

     

    Os traders permanecem bastante atentos também ao andamento do dólar, à conclusão da colheita americana e o bom avanço do plantio no Brasil. Esses fundamentos do mercado, porém, têm perdido peso nestes meses em que a guerra comercial, mesmo sem grandes novidades, domina as discussões nos bastidores do mercado.

    Afinal, a demanda pela soja norte-americana está bastante fraca, com um dos menores ritmos de exportações dos últimos anos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Agricultura de precisão ajuda no preparo do solo?

    Cultivar não é uma tarefa fácil. O produtor além de sua lavoura precisa monitorar centenas de variáveis que podem interferir no sucesso lá no fim da safra. Para este processo complexo, é preciso o auxílio de ferramentas que facilitem o seu trabalho com dados e números que serão fundamentais nas tomadas de decisões. A tendência nos últimos anos é o surgimento de soluções em agricultura de precisão. Podemos dizer que a agricultura de precisão é uma filosofia de manejo da fertilidade do solo utilizando-se de informações exatas e precisas sobre faixas ou porções menores do terreno, tendo por objetivo aumentar a eficiência do uso de corretivos e fertilizantes nas culturas agrícolas. E o que podemos dizer dessas novas ferramentas para a importância de um bom preparo de solo?

    Primeiro vamos destacar algumas dessas novas “armas” à disposição dos produtores. Podemos elencar os sistemas de posicionamento global (GPS), sistema de informações geográficas (SIG ou GIS), tecnologias de aplicação em taxa variável, monitoramento das áreas, sensoriamento remoto, monitores de colheita, amostradores de solo e balizadores de aplicação (aérea e tratorizada). Além disso, sensores de matéria orgânica, de plantas daninhas, de umidade de solo, de pH, de NO3 no solo, de compactação, pulverizadores de precisão, fotografias aéreas e outros.

    Já ficou claro para o agricultor que é fundamental o preparo do solo, bem feito, isso resulta em lavouras de alta produtividade. Nessa fase inicial é fundamental a mecanização e uso dessas novas tecnologias. O preparo do solo e, principalmente, as práticas corretivas como o uso correto do calcário, do gesso, e até mesmo do fósforo para corrigir o solo estão na lista obrigatória de sucesso.

    A Piccin Tecnologia Agrícola, por exemplo, é uma empresa especialista em desenvolver equipamentos voltados ao preparo do solo, em seu portfólio, conta com soluções tecnológicas com padrão ISOBUS para todo o ciclo produtivo. Ou seja, implementos que garantem comunicação total entre máquinas e tratores ISOBUS, resultando em transparência e liberdade aos produtores. Além disso, há a possibilidade também de utilizar os equipamentos com sistema de desligamento linha a linha para semeadoras, desligamento bico a bico para autopropelidos e taxa variável nas mais diversas operações.

    A empresa também tem parceria com a americana Ag Leader, que disponibiliza para a linha de distribuidores de adubo e materiais como calcário terminais do tipo InCommand 1200/800, com a plataforma, chamada de AgFinit. Essa opção é uma mão na roda e gerencia dados agronômicos, com taxa variável e transferência de informações para “Nuvem”, onde o agricultor pode ter acesso de qualquer lugar e em qualquer momento. Os dados ficam disponíveis em um local virtual, além disso, a sincronização de mapas e relatórios é realizada entre a nuvem e o dispositivo, utilizado pelo agricultor para gerenciar a safra.

    O uso dessas e de tantas outras ferramentas da agricultura de precisão é a redução dos custos de produção, principalmente dos agroquímicos, fertilizantes e/ou corretivos. Conforme aponta Rossato (2010), em média, é possível obter uma redução de 20-30% no custo de insumos como calcário, fósforo e potássio. Com a aplicação diferenciada de insumos consegue-se maior homogeneidade da lavoura e aumento de sua produtividade. É questão de avaliar quais ferramentas melhor se adaptam ao bolso e a necessidade da propriedade.

    Fonte: Grupo /Cultivar

  • Mosca Branca tem nova ação para combate

    Para garantir a produtividade da lavoura, os agricultores precisam adotar técnicas e tecnologias para que os altos índices sejam alcançados. O cuidado com as pragas, doenças e plantas daninhas precisam estar diariamente sob controle do produtor rural. A mosca branca é um dos grandes problemas enfrentados, um pequeno inseto que, somente nos tomateiros, pode representar perdas de 40% a 70% na condição de vetor de vírus, segundo dados da Embrapa.

    Atenta ao problema a ADAMA, obteve o registro para uma nova solução, voltada para o combate da mosca branca: o inseticida Trivor. O produto controla o desenvolvimento do inseto em todas as suas fases, tornando seus ovos inférteis e quebrando o seu ciclo de atividade nas plantas.

    “A mosca branca prejudica a saúde das lavouras em larga escala, pois, além de extrair os nutrientes das plantas, causa fumagina nas folhas inibindo a fotossíntese. Em determinadas culturas de hortifrúti, chega a transmitir viroses por meio do processo de sucção”, destaca Fabrício Pacheco, gerente de Produtos da ADAMA Brasil. “Para oferecer um controle efetivo do inseto, Trivor une praticidade e eficácia em sua ação de choque e residual, além de ser facilmente aplicável pelo fato de ser composto por uma mistura pronta”.

    Trivor chega com a força necessária no manejo do inseto por conta do grande alcance de culturas em que pode ser aplicado. Além de uma grande variedade de culturas de hortifrúti, como batata, tomate, cebola e outras, o inseticida também pode ser aplicado nas lavouras de soja e algodão, que sofrem constantes problemas com as toxinas liberadas pela mosca branca.

    Fonte: Agrolink

  • Seguro agrícola ameniza perdas da 2ª safra de milho

    As perdas na safra 2017/2018 causadas pela seca prolongada que castigou lavouras inteiras no sul do país estão sendo reparadas aos produtores que adquiriram o seguro agrícola.

    Segundo o GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE, que detém 70% do mercado de seguros rurais do país, a produção de milho safrinha no estado do Paraná foi uma das mais prejudicadas, representando 42% dos sinistros comunicados e 26% dos prejuízos apurados até o momento.

    “O cultivo de milho de segunda safra já estava menor em relação ao ano anterior e a falta de chuva afetou o desenvolvimento do cereal, o que comprometeu o processo de produção. Mais de 92% dos produtores rurais que tiveram perdas em suas plantações foram impactados pela estiagem, muito mais severa este ano”, explica Paulo Hora, diretor técnico de seguros rurais do GRUPO.

    A área indenizada chegou a 111 mil hectares e mais de R$ 56 milhões serão pagos aos produtores afetados no estado.

    A segunda safra de milho é a principal do país, uma vez que produtores têm apostado mais na soja na primeira safra.

    “Muitos agricultores têm acionado o seguro, uma vez que, em algumas propriedades, os prejuízos chegam a 100%. As vistorias já foram realizadas, os prejuízos apurados e estamos finalizando o pagamento dos sinistros aos produtores”, explica o diretor.

    Atualmente, o GRUPO disponibiliza aos produtores o produto BB Seguro Agrícola, que protege a lavoura de problemas com o clima como chuvas excessivas, incêndio, queda de raio, tromba d’água, ventos fortes, friagem, granizo, seca, geada e variações excessivas de temperatura.

    “As indenizações reforçam a importância do seguro, que é uma ferramenta estratégica para quem produz no campo. É um aliado do produtor, permitindo que ele recupere parte do capital investido em caso de intempéries climáticas”, ressalta.

    Fonte: Agrolink