Monthly Archives

novembro 2018

  • Estudo traz nova visão sobre relação entre plantas e o frio

    Um estudo recente da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e da Universidade Técnica de Gebze, na Turquia, trouxe uma nova forma de ver a relação entre as plantas e sua sobrevivência no frio. De acordo com Gustavo Caetano-Anollés, professor do Departamento de Ciências da Cultura e um dos autores do estudo, em vez de abordar a experiência em um único gene, o novo formato analisa toda a coleção de genes, metabólitos, vias e reações envolvidas na resposta ao estresse.

    “As chances são pequenas de que os criadores possam modificar com sucesso um único gene e alcançar maior tolerância ao frio. Precisamos entender todo o sistema, não apenas o gene de interesse, mas todos os genes relacionados que afetam determinadas vias e outras atividades biológicas envolvidas na resposta ao estresse de uma planta. Nosso estudo identifica metabólitos significativos associados a características importantes e é um passo adiante nas técnicas de perfil metabólico”, comenta.

    A equipe de pesquisa examinou pontos de dados coletados de Arabidopsis thaliana, uma pequena planta comumente estudada para entender os processos genéticos e fisiológicos, em quatro momentos durante a resposta ao estresse pelo frio. Usando um banco de dados que anota genes e produtos genéticos, a equipe foi capaz de construir uma rede de genes, metabólitos e caminhos, identificando todos os processos envolvidos na resposta ao estresse da planta pelo frio.

    “Nossas análises revelaram metabólitos associados ao estresse em inúmeras vias que não acreditamos que responderiam ao estresse pelo frio, incluindo aminoácidos, carboidratos, lipídios, hormônios, energia, fotossíntese e vias de sinalização. Isso mostra como é importante ver a resposta ao estresse no nível dos sistemas. Descobrimos que o estresse pelo frio primeiro desencadeou uma explosão de energia, seguido por um desvio de carbono em aminoácidos e metabolismo lipídico”, explica.

    Fonte: Agrolink

  • Palha, a melhor amiga da soja

    Em Carazinho, no Noroeste do Rio Grande do Sul, o produtor Rogério Pacheco não esconde o segredo de anos sucessivos de altas produtividades. “Palha”, diz o agricultor, orgulhoso ao mostrar com as mãos as minhocas num solo extremamente fértil. No ano passado, ele obteve uma média de 75 sacas de soja por hectare, marca que pretende passar neste ciclo.

    Defensor do plantio direto,Pacheco destaca que a cobertura do solo com palha protege contra a erosão, ajuda no controle de ervas daninhas e recicla nutrientes. Ele também é adepto da rotação de culturas. Neste ano, dos 850 hectares da área total, 650 estão sendo ocupados com a oleaginosa e o restante com milho. “A rotação é fundamental. E o milho verão também é um bom negócio. Ano passado tive uma média de 225 sacas por hectare”, diz. O produtor não planta trigo, que segundo ele, só trouxe dor de cabeça no passado, por causa do preço, além de não render uma boa cobertura. “Prefiro uma boa palhada com centeio, aveia e outros forrageiros para uma excelente safra de verão”.

    Tecnificado e adepto às novidades, ele conta que poderia comprar um caminhão, mas preferiu investir na inoculação(bactérias fixadoras de nitrogênio adicionadas às sementes) através de sulco nas plantadeiras. “É um investimento que vai me trazer muito mais resultado no futuro”, conta. “Espero uma safra muito boa. Vejo que os produtores gaúchos estão investindo cada vez mais em tecnologia, e isso é muito bom para aumentar a produtividade”, aposta.

    No ciclo 2017/18, se não fosse a quebra da safra na região Sul do estado, o Rio Grande do Sul teria colhido a maior safra de soja da história. Nas regiões mais consolidadas, como Noroeste, Norte, Vale do Rio Uruguai, as médias foram acima de 70 sc/ha. No Sul, houve lavouras que não colheram 20 sc/ha. Segundo dados da Expedição Safra, no ano passado, a média de produtividade do estado foi de 3,1 mil kg/ha. Neste ano, se tudo correr bem, a média esperada é de 3,3 mil kg/ha. Um crescimento estimado de 4%. Nenhum outro estado do país deve registrar uma oscilação tão positiva.

    O estudo “Produtividade da soja no Rio Grande do Sul: genética ou manejo?”, publicado no ano passado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), revela que a produtividade média de soja no estado teve significativo aumento nos últimos 40 anos devido a importantes mudanças nos padrões e sistemas de cultivo e no manejo da adubação, que proporcionaram um ambiente mais adequado ao desenvolvimento da cultura.

    Mas não foi só isso. “A disponibilidade de genótipos de soja mais adaptados e responsivos aos fatores de produção, com maior resistência a pragas e doenças, elevou a produtividade média da cultura, que era de 1 mil a 1,6 mil kg/ha em 1970 para 3,5 mil kg em 2017”, afirma o estudo.

    Segundo o engenheiro agrônomo e supervisor técnico da Cooperalfa no Alto Uruguai, região com 32 municípios no Norte do estado, Juliano Mezzalira, os produtores realmente estão investindo em tecnologia para essa safra de verão. “Em Erechim e em cidades da região, nós tivemos produtores com médias superiores a 75 sacas por hectare. E neste ano, o investimento é grande para repetir o feito”. Atualmente, apenas 5% dos 240 mil hectares dedicados a soja na região foram plantados. “A colheita do trigo está um pouco atrasada, mas assim que for retirado, as plantadeiras entram com força. A expectativa é de um plantio e uma safra muito boa”, complementa.

    Em Erechim, maior cidade do Alto Uruguai, 10% dos 9.770 hectares foram plantados. Segundo dados da Emater, o plantio está dentro do padrão e em ótimas condições. “Ainda dependemos do trigo para a semeadura, mas tudo leva crer que será uma boa safra”, diz o gerente da Emater na cidade, Gilmar Tonello.

    Fonte: Gazeta do Povo

  • Aplicação inicial preventiva de fungicidas: conheça o conceito da Aplicação Zero

    A pulverização feita na fase vegetativa, nos primeiros trinta dias após a emergência, ajuda a controlar diversas doenças em todo o ciclo da cultura.

    Quando devem ser realizadas as primeiras aplicações na soja? Se você, em algum momento, já fez esta pergunta, saiba que a dúvida é mais comum do que se imagina. E ela tem uma boa razão para existir. Cada vez mais, doenças como oídio, antracnose e todo o complexo de manchas, inclusive a mancha-alvo, têm campo livre para causar prejuízos na lavoura.

    “Como a entrada destas doenças acontece logo no início do ciclo da cultura, é importante protegê-la desde o estádio vegetativo e não somente nos períodos de floração e enchimento dos grãos”, explica Henrique Mourão, gerente de produtos da Syngenta.

    O maior problema é que estas doenças já se encontram na palhada no momento do plantio. Ou seja, quando a planta emerge, já está em meio à doença. Por isso, em relação à pergunta inicial, a resposta mais correta é: o quanto antes. Para esses casos existe o conceito de “Aplicação Zero”.

    Como – e quando – é feito o controle
    A primeira aplicação acontece ainda no estádio vegetativo da planta, com até 30 dias após a emergência. As aplicações seguintes já acontecem no estádio reprodutivo, com até 45 dias, e não conseguem proteger a soja da ameaça presente na palhada, por isso o conceito de Aplicação Zero é tão importante. “O problema é que muitos produtores desconsideram essa Aplicação Zero e só fazem as seguintes. Não é o ideal. Esse primeiro controle na fase vegetativa, dentro destes 30 dias, é essencial para garantir a proteção efetiva e o controle eficiente de diversas doenças importantes que ocorrem na soja”, explica Mourão.

    Para proteger a soja neste estádio inicial da cultura, seguindo o preceito de Aplicação Zero, a Syngenta possui em seu portfólio o Score Flexi, uma mistura de dois triazóis que agregam um amplo espectro de controle de manchas que podem surgir justamente neste início. “Na segunda aplicação de fungicidas (ou primeira do reprodutivo), 45 DAE, ou até o pré-fechamento da cultura, é recomendada a aplicação foliar de Elatus combinada com Cypress e, 14 dias depois, Elatus junto com multissítios como o Bravonil, para garantir a proteção efetiva e o controle eficiente em todo o ciclo”, diz Mourão.

    Características das doenças
    A antracnose causa a morte de plântulas, manchas de coloração escura nas folhas, hastes e vagens, queda total das vagens ou deterioração das sementes. As vagens infectadas também ficam retorcidas. Entre o complexo de manchas destaca-se a mancha-alvo, que causa lesões que se iniciam por pontuações pardas e evoluem para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 2 cm de diâmetro e, em alguns casos, desfolha. Já o oídio apresenta estruturas de coloração branca ou cinza nas folhas. Com o progresso da doença observa-se também pontuação escura.

    Em conjunto com Score Flexi, você também pode seguir as dicas para os 10 principios do Manejo Consciente: – Inicie as aplicações de fungicidas preventivamente; – Use os quatro modos de ação de fungicidas nos programas; – Aumente a eficácia dos programas com multissítios e triazóis; – Faça ao máximo duas aplicações de carboxamidas, com parceiros e no início do ciclo; – Use doses, adjuvantes e intervalos recomendados pelos fabricantes; – Siga o vazio sanitário; – Busque o escape plantando na época certa; – Privilegie a variedade de ciclos mais curtos; – Explore a tolerância genética das variedades; – Use uma tecnologia eficiente de aplicação.

    Estádio vegetativo: plantas entre 18 cm a 30 cm de altura

    Fonte: Agrolink