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6 de dezembro de 2018

  • FPA defende mais incentivo para pesquisa de produção em larga escala sem pesticidas

    A Frente Parlamentar Agropecuária explicou sobre a nova proposta incentiva a redução da utilização de pesticidas ao mesmo tempo em que estimula a pesquisa para desenvolver novas alternativas de combate a pragas e doenças na agricultura tropical brasileira, no manejo de recursos naturais e na redução de impacto ao meio ambiente. O texto foi apresentado pelo coordenador de Meio Ambiente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Valdir Colatto (MDB/SC), na última terça-feira (13).

    “Temos uma grande preocupação com o assunto e acreditamos que a pesquisa é a saída para encontrarmos tecnologias novas. O que queremos é garantir uma redução desses produtos, mas com alternativas palpáveis para que o controle de pragas e doenças continue sendo eficiente e seguro para os consumidores”, destaca Colatto.

    Na justificativa da proposta, Colatto explica que o balanço entre o benefício alimentar, o preço dos alimentos, o panorama econômico brasileiro e o poder aquisitivo devem ser levados em consideração quando se é proposto mudanças ao modelo produtivo nacional. “Um excesso de proibição e imposições podem gerar o efeito contrário ao pretendido, aumentando a ilegalidade e marginalizando a utilização da tecnologia em questão. Hoje não temos um substituto viável que garanta os mesmos parâmetros de produtividade, produção e preço. A conscientização é a nossa melhor arma”, defende o parlamentar.

    Para o deputado Adilton Sachetti (PRB/MT), vice-presidente da FPA na Região Centro-Oeste, qualquer produtor é favorável à redução porque quanto menor o uso de pesticidas, menor o gasto na lavoura. “Ninguém usa pesticidas porque quer. Custa caro. No entanto, é preciso discutir com a ciência, ver quais pesquisas até hoje foram feitas aqui no Brasil para dizer qual é o volume de redução e como reduzir os agroquímicos”, destaca Sachetti.

    O parlamentar lembra ainda de um projeto de lei de sua autoria apresentado recentemente na Câmara dos Deputados para utilização e incentivo da agricultura de precisão (PL 10.879/2018), que também corrobora com a redução do uso de defensivos agrícolas. “Se nós integrarmos o uso dessas novas tecnologias, iremos gastar muito menos. Vamos utilizar os produtos com mais controle, com mais qualidade”, afirma o deputado.

    A presidente da FPA, deputada Tereza Cristina (DEM/MS), afirmou que a bancada vai contribuir para que a proposta promova a saúde e a sustentabilidade ambiental com a produção de alimentos saudáveis e seguros à população. “Somos favoráveis à redução. Incentivar a pesquisa certamente será o melhor caminho para alcançarmos um novo patamar na agricultura”, defende.

    Entenda a proposta

    O texto propõe que a redução seja feita a partir do fortalecimento da fiscalização e do monitoramento do uso e manejo adequado para cada tipo de produto químico, conforme o Manual de Boas Práticas Agrícolas (BPA).

    Estimular o financiamento de instituições públicas e privadas para desenvolverem pesquisas sobre o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com enfoque no controle biológico e o cumprimento de normas estabelecidas em convenções internacionais também são sugestões apresentadas pelo substitutivo.

    Além disso, a proposta defende a incorporação do Código Internacional de Conduta para a Distribuição e Utilização de Praguicidas, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), nas Boas Práticas Agrícolas (BPA) difundidas pelas entidades públicas e privadas de pesquisa, extensão e assistência técnica.

    A medida deverá ser apreciada nesta quarta-feira (21), na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que trata da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara), a partir do projeto de lei (PL 6670/2016).

    Fonte: Agrolink

  • Cenário para 2019 é de safra maior de grãos, alta do PIB e do faturamento do agro

    O cenário para 2019 é de uma safra maior de grãos, com clima mais favorável, um crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio e uma alta de 4,3% no Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da atividade agropecuária dentro da porteira.

    As estimativas são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciadas nesta quarta (5), em Brasília, durante entrevista coletiva na sede da entidade. A CNA também divulgou dados que mostram o Brasil como o líder mundial em agropecuária sustentável.

    De acordo com a CNA, o setor agropecuário foi prejudicado em 2018 pelo ambiente institucional, em razão da greve dos caminhoneiros e do tabelamento do frete, fatores que provocaram a alta dos preços dos alimentos e dos fertilizantes. Os produtores também conviveram com o clima desfavorável, o aumento dos custos de produção e a queda dos preços e de rentabilidade.

    No entanto, o setor foi destaque nas exportações, com receita de US$ 93,3 bilhões de janeiro a novembro, alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, respondendo por 42% das vendas externas totais do país. A agropecuária também deu importante contribuição na geração de empregos, com um saldo positivo de 74,5 mil postos de trabalho, 10% do total, sendo o quarto segmento que mais ofertou vagas no país.

    Greve, tabelamento e inflação – Os dados da CNA mostram que, em maio, antes da paralisação e do tabelamento, o setor vinha contribuindo de forma expressiva para a queda dos preços dos alimentos, com deflação de 3,8% e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2,86%, bem abaixo da meta estipulada pelo governo.

    Depois do movimento de paralisação dos caminhoneiros, a partir de junho o grupo de alimentos em domicílio passou a ter altas consecutivas e o IPCA naquele mês foi de 1,26%, a maior taxa para o período desde 1995 e no período de 12 meses até junho a inflação saltou para 4,39%.

    De lá para cá, a inflação passou a ficar mais próxima da meta de 4,5% para 2018 e o grupo de alimentos em domicílio (no qual estão incluídos os produtos agropecuários) tem inflação superior a 3%.

    Meio ambiente – A CNA também apresentou dados que mostram o compromisso do Brasil com a proteção do meio ambiente e que o país é líder mundial em agropecuária sustentável, com 66,3% de seu território preservado com vegetação original. Os produtores preservam dentro das propriedades rurais um quarto do território nacional e adotam uma produção cada vez mais climaticamente resiliente.

    Na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-24), que ocorre em Katowice, na Polônia, a CNA vai mostrar como o produtor rural brasileiro preserva com iniciativas voltadas para a baixa emissão de carbono, como o Programa ABC Cerrado, e segue a legislação ambiental mais completa do mundo.

    Cenário internacional – De janeiro a novembro, as exportações chegaram a US$ 93,3 bilhões, elevação de 4,6% em relação ao mesmo período de 2017. Neste ano, o setor responde por 42% das vendas externas totais do país e por 7,2% das exportações mundiais do agro, consolidando o Brasil na terceira posição entre os maiores fornecedores de alimentos.

    Os produtos de maior destaque em 2018 foram soja em grãos, celulose, farelo de soja, carne de frango e açúcar de cana. Os destinos principais das exportações do agro brasileiro foram China (29%), União Europeia (17,2%) e Estados Unidos (6,7%).

    Culturas – Culturas como algodão, soja, etanol, celulose e flores agrícolas tiveram bom desempenho em 2018 no que se refere à produção, preços e exportações.

    O milho, apesar dos preços melhores, teve queda de produção e nas exportações. Na pecuária, apenas o segmento de carne bovina registrou crescimento na produção, nos preços e nas exportações.

    PIB – O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve fechar 2018 com queda de 1,6% em relação a 2017. O setor foi bastante prejudicado pela paralisação dos caminhoneiros, que encareceu o preço dos insumos agropecuários e afetou a comercialização da produção primária (dentro da porteira), que deve ter recuo de 4,2% por causa de problemas climáticos e da queda dos preços.

    O setor de distribuição tem estimativa de recuo de 2,7%. Dentro da cadeia do agronegócio, apenas o segmento de insumos terá resultado positivo, puxado pela alta de 19% dos preços dos fertilizantes neste ano. Apesar do câmbio mais alto, houve crescimento de demanda a partir de agosto por conta das boas perspectivas de safra para 2019.

    Perspectivas 2019

    As expectativas para o próximo ano são de uma safra de grãos maior que a deste ano, cuja colheita totalizou 228 milhões de toneladas, por conta do clima favorável e a incidência do El Niño. A produção de soja na safra 2018/2019 deve crescer 6% em relação à safra anterior, com boas condições climáticas em praticamente todos os estados. As previsões da CNA também são otimistas para o milho segunda safra e algodão.

    No cenário político, a CNA avalia ser necessária a conclusão das reformas tributárias e da previdência no novo governo para permitir o crescimento do setor. Outros pontos importantes para 2019 são a melhoria nas condições de infraestrutura e logística, segurança no campo, introdução de marcos regulatórios e a ampliação da assistência técnica e gerencial para produtores com o objetivo de propor a melhoria da renda do setor agropecuário.

    Na parte internacional, a Confederação volta suas expectativas na conclusão dos acordos comerciais em negociação com Coreia do Sul, México, Canadá e outros mercados, com medidas que promovam a facilitação do comércio, remoção de barreiras sanitárias e fitossanitárias e a redução de tarifas.

    Outras prioridades no comércio exterior são: a diversificação da pauta exportadora; a inclusão de pequenos e médios produtores no processo de exportação; celeridade em negociações de acordos fitossanitários e fortalecimento das relações comerciais com países asiáticos.

    Fonte: CNA

  • Milho: Bolsa de Chicago opera com preços do milho estáveis nessa quinta-feira

    Os valores do milho futuro negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (06) registrando variações próximas da estabilidade. As principais posições apontavam flutuações entre 0,50 negativo e 0,25 positivo por volta das 08h38 (horário de Brasília). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,74 por bushel e março/19 apontava US$ 3,83 por bushel.

    O milho segue a tendência de estabilidade após operar desta maneira também na quarta-feira. O mercado aguarda a divulgação do relatório da World Agricultural Supply and Demand Estimativa (WASDE) da próxima terça-feira, os analistas esperam que a agência apresente um relatório de 1,738 bilhão de bushels de estoques de milho, o que seria um pouco à frente do total de novembro de 1,736 bilhão de bushels. Os estoques finais mundiais também são projetados ligeiramente acima das previsões de novembro, com 307,59 milhões de toneladas métricas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Mercado recua em Chicago nesta 5ª feira e, sem novidades, corrige os últimos ganhos

    O mercado da soja trabalha em queda na Bolsa de Chicago no pregão nesta quinta-feira (6). Perto de 7h50 (horário de Brasília), os preços perdiam de 3,50 a 4,25 pontos, com o janeiro/19 valendo US$ 9,09 e o maio/19, US$ 9,34 por bushel.

    As cotações corrigem as altas do início da semana que, apesar de tímidas, permitiram a retomada de alguns patamares importantes. No entanto, com a falta de novidades, principalmente sobre as próximas ações de China e Estados Unidos em sua trégua da guerra comercial, o ritmo de especulações na CBOT é bem baixo neste momento.

    “Mesmo as tão usadas redes sociais de Trump já não trazem um movimento tão agressivo. Nesta quarta, tweets do presidente estadunidense afirmando com que a China
    estará comprando soja norte-americana nos próximos dias, até trouxe um suporte fraco aos preços, porém a volatilidade se manteve baixa”, disseram os analistas da ARC Mercosul.

    Além disso, afirmam ainda que o mercado precisa de mais notícias concretas do que vem adiante para se movimentar com mais substância. Os americanos têm dado mais informações do que os chineses neste momento e o ambiente ainda é de bastante incerteza sobre como serão os próximos 90 dias. “A especulação necessita confirmações do lado chinês, para que credibilidade seja adicionada”, diz a ARC.

    Ademais, na América do Sul, tudo caminha bem até este momento, em mais algumas semanas a nova safra já começa a ser colhida em alguns pontos de Mato Grosso e, com sua chegada ao mercado, o produto brasileiro vai se tornando cada vez mais competitivo.

    Fonte: Notícias Agrícolas