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Altos níveis de micotoxinas no milho dos EUA

Amostras de milho colhidas nos Estados Unidos que foram submetidas a análises laboratoriais em 2018, mostram altos níveis de micotoxinas, particularmente desoxinivalenol (DON), zearalenona, ácido fusárico, fumonisina e HT- 2. Foi isso que informou o laboratório de serviços analíticos de micotoxinas Alltech 37+, que foi responsável pelas análises.

De acordo com Alexandra Weaver, responsável pelo suporte técnico global da equipe de gerenciamento de micotoxinas da Alltech, as micotoxinas são uma preocupação para os produtores de gado, já que possuem propriedades tóxicas que afetam a qualidade da ração, bem como a saúde e o desempenho dos animais. Segundo ela, todas essas questões estão resultando em uma série de mudanças no clima ao redor do mundo.

“As micotoxinas prosperam em condições variáveis, com falta de chuva, chuvas excessivas ou, às vezes, uma após a outra, causando uma perfeita tempestade de contaminação. Os eventos climáticos extremos que temos visto este ano em todo o mundo levaram ao aumento da ocorrência de micotoxinas em muitos países”, comenta.

As amostras coletadas nos Estados Unidos incluem grãos de milho contendo múltiplas micotoxinas, com uma média de 7,0 micotoxinas por amostra, mais de 3,9 micotoxinas a mais, em média, do que no mesmo período de 2017. As micotoxinas em amostras de silagem de milho dos EUA também são mostrando um aumento na ocorrência este ano, com uma média de 6,8 micotoxinas por amostra, em comparação com as 4,6 em média durante o mesmo período do ano passado.

Para Max Hawkins, nutricionista do programa de controle de micotoxinas da Alltech, “essas micotoxinas podem afetar o desempenho e a saúde dos animais, devido ao menor consumo de ração, saúde intestinal, reprodução e resposta imunológica. Testar rações e alimentos acabados é importante para os produtores de gado entenderem esses riscos”, conclui.

Fonte: Agrolink