Daily Archives

24 de dezembro de 2018

  • Produtores inscritos na DAU podem liquidar débito até dia 27

    Termina no próximo dia 27 de dezembro o prazo para produtores rurais com débitos de operações de crédito rural ou fundiário, inscritos ou encaminhados para inclusão na Dívida Ativa da União (DAU), possam liquidar os passivos com descontos de 60% a 95%.

    Estes benefícios estão previstos no artigo 4º da Lei 13.340/16. “Aquele produtor que tiver condições de fazer a liquidação que faça até o dia 27”, explica o coordenador de Assuntos Estratégicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Joaci Medeiros.

    A regra vale para quem foi incluído ou encaminhado para inscrição na DAU até 31 de julho deste ano, que tiveram inadimplência ocorrida até 31 de dezembro do ano passado.

    Segundo o coordenador, os interessados podem regularizar a situação na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

    Fonte: CNA – CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL

  • Abrafrigo contesta valores da dívida do Funrural divulgados pela Receita

    A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) distribuiu nota contestando o valor de R$ 17 bilhões para o passivo do Funrural dos produtores rurais e frigoríficos e divulgado segundo dados da Receita Federal. “Este número não é verdadeiro e está sendo utilizado apenas para se atribuir culpa aos produtores rurais e frigoríficos pela existência de uma dívida que não é deles e que, por sinal, nem deveria existir”, afirmou o Presidente Executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar.

    Ele lembrou que quem criou o problema foi o Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2010, julgou inconstitucional a cobrança do Funrural e, com isso, que os produtores rurais ficaram desobrigados de fazer o recolhimento do imposto devido. “Em 2017, o STF reformulou esta decisão, voltando atrás e reconhecendo como constitucional essa cobrança. O setor aceitou isso e, desde então, os produtores rurais e frigoríficos vem cumprindo normalmente com este compromisso, num total de R$ 300 milhões mensais somente no setor da carne bovina.

    Mas, a bem da verdade, esta dívida que se aponta acumulada aponta nos sete anos em que o Funrural não foi exigido, não existe”, afirmou o Presidente Executivo da Abrafrigo.

    Fonte: Agrolink

  • FRAC contraria Aprosoja e defende calendário da soja

    O FRAC-Brasil (Comitê de Ação a Resistência de Fungicidas) se posicionou contrariamente à iniciativa de plantio próprio de sementes salvas fora do calendário técnico da soja. A quebra foi sugerida pelo atual presidente da Aprosoja MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso), Antônio Galvan.

    O dirigente mandou carta aberta aos produtores daquele estado afirmando que, pela “ausência de pesquisas que respaldem a manutenção da norma como está” recomendava aos seus associados que “não façam seus plantios para produção de sementes próprias agora em dezembro e sim a partir de 01/02/19”.

    O FRAC defendeu a manutenção do calendário atual da soja no Mato Grosso justificando que “o combate à resistência e a manutenção da vida útil dos fungicidas para o controle da ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) na cultura soja, somente será possível se mantidas boas práticas agronômicas que, dentre as diversas táticas, inclui o respeito às leis que estabelecem a data limite para semeadura ou calendarização de plantio”.

    “Com fundamentação técnica, portanto, o FRAC se posiciona CONTRÁRIO ao cultivo extemporâneo de soja, mais especificamente após o período de calendarização no Estado do Mato Grosso”, afirmou o Comitê. Confira os motivos apresentados:

    A calendarização de plantio é uma ferramenta que auxilia na regulação do período em que a cultura e patógeno estão disponíveis no campo. Considerando que o inoculo de ferrugem asiática da soja aumenta exponencialmente ao longo deste período e que quanto mais extenso for este período, maior será a exposição e pressão de seleção da resistência aos fungicidas (independentemente do modo de ação e do histórico de resistência do fungicida).
    Com base no constante do programa de monitoramento realizado pelos membros do FRAC, o mesmo dispõe de dados técnico-científicos que indicam que à medida que avançamos para plantios mais tardios, maior é a adaptação e seleção da ferrugem asiática da soja aos fungicidas (populações menos sensíveis, com maior dificuldade de controle).
    Estes dados reforçam o posicionamento do FRAC e comprovam que os plantios extemporâneos vão acelerar o problema da resistência, comprometer ainda mais a longevidade dos poucos modos de ação disponíveis e tornar o controle da ferrugem mais desafiador e mais dispendioso para o produtor.
    No plantio extemporâneo proposto possivelmente haverá um cenário de aplicação curativa, em função da infecção antecipada (elevada quantidade de inoculo) aliada a alta probabilidade de ocorrência de condições climáticas suficientes para o desenvolvimento da ferrugem, propiciando um ambiente de alta pressão de seleção (favorável à evolução de resistência, acarretando em perdas de controle e de produtividade).
    O FRAC apresentou seu posicionamento quanto a este assunto em várias ocasiões, incluído comunicados disponíveis em seu website (http://www.fracbr.org).

    O controle químico através do uso de fungicidas é a principal ferramenta de manejo da ferrugem asiática da soja. Todavia, não deve ser utilizado de forma isolada, mas sim integrado a boas práticas agrícolas como a calendarização de plantio e orientações técnicas proferidas por órgãos especializados e pelo FRAC.

    Estas recomendações são essenciais para se preservar a manutenção da eficácia dos fungicidas, tecnologia indispensável para o cultivo da soja no Brasil. Respeitosamente e em conjunto a maior parte da comunidade científica, o FRAC reforça sua posição contrária a alteração da instrução normativa conjunta SEDEC/INDEA – MT N 002/2015.

    O FRAC-BR coloca-se à disposição para esclarecimentos necessários. Para maiores informações consultar www.frac-br.org

    É a presente, portanto, a cumprir o seu objetivo, sobretudo técnico, nos termos dos objetivos e finalidades do FRAC-BR.

    Atenciosamente, FRAC Brasil

    Fonte: Agrolink

  • Inseticida Imidaclopride ganha registro no Brasil

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concedeu o registro para que o inseticida Imidaclopride, da empresa Hailir, seja comercializado no Brasil. De acordo com a empresa chinesa, desde o seu lançamento nos anos 80, a quota de mercado do imidaclopride cresceu rapidamente, graças ao seu excelente desempenho.

    O produto permaneceu como a 3ª maior variedade de inseticidas, em termos de vendas globais, tendo atingido US$ 1,02 bilhão em 2016. Nesse cenário, em 2017, o imidaclopride ficou em 9º lugar entre os 10 maiores agrotóxicos do Brasil. “É provável que a demanda por imidaclopride ainda cresça, impulsionada pelo aumento do plantio das principais culturas econômicas no Brasil e pela promoção de agentes de tratamento de sementes”, diz a empresa.

    Sendo assim, a empresa informou que possui uma capacidade de duas mil e quinhentas toneladas do inseticida que, segundo ela, é autossuficiente no fornecimento de intermediário, permitindo que a empresa tenha uma vantagem integrada, sendo que recebeu inscrições para este produto em mais de 60 países e regiões. “Espera-se que as vendas do produto aumentem significativamente no Brasil no próximo ano, o que reforçará ainda mais a posição dominante da Hailir no mercado para este produto”, indica.

    A Hailir dedica-se ao desenvolvimento da indústria e à implantação de negócios globais, sendo especialista em produtos técnicos de pesticidas, tais como o tiametoxam, clotianidina e dinotefurano. Nesse meio tempo, gerenciou inscrições independentes no Brasil, na Argentina e em Mianmar, bem como o estabelecimento da sua plataforma de serviços da cadeia de produtos agrícolas em destaque.

    Fonte: Agrolink