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26 de dezembro de 2018

  • Exportações de milho cresceram nas duas primeiras semanas de dezembro

    Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou, em média, 231,1 mil toneladas de milho grão por dia em dezembro (até a segunda semana).

    O volume aumentou 15,6% em relação à média diária de novembro deste ano e foi 15,7% maior que o embarcado diariamente em dezembro de 2017.

    Para as duas semanas restantes, a expectativa é de que o ritmo dos embarques diminua, frente ao registrado na primeira quinzena, ainda assim, o país deverá exportar próximo de 4,0 milhões de toneladas no acumulado de dezembro.

    Se confirmado esse volume no último mês do ano, no total de 2018, o Brasil terá exportado 23,9 milhões de toneladas de milho, 18,3% menos em relação às 29,3 milhões embarcadas em 2017, recorde.

    Para 2019, os preços mais competitivos do milho brasileiro no mercado internacional e um câmbio ainda favorável às exportações são fatores que deverão puxar o crescimento das exportações nacionais.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima 31,0 milhões de toneladas de milho exportadas na temporada atual.

    Fonte: Scot Consultoria

  • Estudo da Embrapa desvenda história do cultivo do milho pela humanidade

    O milho tem uma história muito mais complexa do que o imaginado. Segundo um consórcio de pesquisadores americanos e brasileiros, a domesticação do grão não ocorreu apenas no México. A partir de dados genéticos e evidências arqueológicas, os investigadores descobriram que agricultores do sudoeste da Amazônia também trabalharam no melhoramento da colheita há mais 6.500 anos, dando os primeiros passos para uma das maiores culturas da atualidade. Detalhes do trabalho foram divulgados recentemente na revista Science.

    O ancestral selvagem do milho, chamado teosino, tinha espigas menores, poucos grãos e era protegido por uma espécie de capa extremamente dura, difícil de ser quebrada. Os primeiros agricultores foram selecionando características desejáveis e, com o tempo, começaram a surgir espigas maiores, com grãos macios e abundantes. Até então, geneticistas e arqueólogos acreditavam que essas transformações ocorreram apenas nas terras baixas tropicais — hoje, o sul do México — há cerca de 9 mil anos. “Podíamos dizer que parecia haver um único evento de domesticação no México e que, depois, indivíduos espalharam o milho domesticado”, resume, em comunicado, Logan Kistler, pesquisador do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, nos Estados Unidos.

    O trabalho atual, porém, coloca em xeque essa teoria. Os cientistas descobriram que, há cerca de 5 mil anos, os grãos não estavam totalmente domesticados em terras mexicanas. “Eles seguiram semidomesticados para Amazônia”, conta ao Correio Fabio Freitas, etnobotânico, pesquisador da Embrapa em Brasília e coautor do estudo. Os grãos chegaram às mãos de indivíduos que já cultivavam arroz e mandioca, entre outras culturas. Provavelmente, foi adotado como parte da agricultura local e continuou a evoluir sob influência humana até que, milhares de anos depois, se tornou uma cultura totalmente domesticada.

    A partir daí, o milho mudou-se para o leste, como parte de uma expansão e intensificação da agricultura. Segundo Kistler, análises arqueológicas mostram que, por volta de 4.000 anos atrás, o grão havia se espalhado amplamente pelas terras baixas da América do Sul. Evidências genéticas e arqueológicas também se alinham para sugerir que o cultivo se expandiu para o leste uma segunda vez, desde o sopé dos Andes até o Atlântico, cerca de 1.000 anos atrás.

    Ajuda indígena
    A equipe chegou às conclusões fazendo comparação genética de mais de 100 variedades do milho moderno que crescem nas Américas, incluindo 40 variedades recém-sequenciadas. Fabio Freitas ressalta que muitas dessas variedades foram coletadas em colaboração com agricultores indígenas nos últimos 60 anos. “É importante destacar o papel desses grupos indígenas. Sem eles não teríamos esses dados conservados”, diz o pesquisador da Embrapa.

    Os genomas de 11 plantas antigas, incluindo nove amostras arqueológicas recentemente sequenciadas, também fizeram parte da análise. A equipe mapeou as relações genéticas entre as plantas e descobriu várias linhagens distintas, cada uma com o próprio grau de semelhança com seu ancestral comum, o teosino.

    Os resultados reforçam que os estágios finais da domesticação do milho aconteceram em mais de um lugar. “Esse trabalho muda fundamentalmente a nossa compreensão das origens desse alimento. Mostra que o milho não tem uma história de origem simples”, ressalta Robin Allaby, pesquisadora da Escola de Ciências da Vida da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e coautora do trabalho.

    Futuro
    Para os cientistas, além de ajudar a recontar a história do milho, o estudo poderá ser usado no melhoramento dos cultivos atuais. “É a história evolutiva a longo prazo das plantas domesticadas que as torna aptas para o ambiente humano hoje. A história nos fornece ferramentas para avaliar o futuro do milho na medida em que continuamos a remodelar drasticamente o nosso ambiente global e a aumentar nossas demandas agrícolas”, explica Kistler.

    Os pesquisadores pretendem dar continuidade ao trabalho, já que uma série de informações colhidas ainda não foi completamente estudada. “Temos muitos dados a analisar nessa área genética. Eles, futuramente, também poderão ajudar a entender detalhes evolutivos de outras espécies semelhantes, como o amendoim”, aposta Freitas.

    Fonte: Correio Brasiliense

  • Cenário é positivo para grãos em 2019

    Para o próximo ano, as tendências são positivas para o mercado de grãos a nível interno”. A afirmação é o analista chefe de grãos da DATAGRO Consultoria, Flávio Roberto de França Júnior, que apresentou informações sobre o andamento da safra atual (2018/19) de soja e milho no Brasil e as tendências do mercado interno para 2019.

    De acordo com o especialista da consultoria, a forte demanda e as áreas menores de cultivo no Brasil, devem sustentar a Bolsa de Chicago, além dos câmbios e prêmios mais altos: “Os portos brasileiros registram demanda firme, fretes acomodados e melhores logísticas. Existem alguns fatores contrários, como as maiores áreas de cultivo na Argentina, as incertezas sobre a guerra comercial, o aumento dos custos de produção e os impasses dos fretes. As margens serão mais justas, porém, ainda positivas pelo 13º ano consecutivo e os produtores capitalizados”.

    A estimativa de crescimento de França Júnior neste mês é próxima à da realizada em novembro. As áreas de cultivo e produção deverão crescer 3% e 1%, respectivamente, nas duas principais culturas brasileiras. França Júnior destacou que o plantio está adiantado, com bom nível tecnológico, e que o padrão climático de La Niña está fraco, provocando um inverno e verão sem grandes anomalias.

    Segundo a DATAGRO, a soja possuía 35,2 milhões de hectares na safra 2017/18 e estima-se 36,1 milhões ha na safra atual. Já a produção saltará de 121,4 milhões de toneladas para 122,9 milhões de tons neste ano comercial. O milho possuía 17,3 milhões ha na safra anterior, passando a ter 16,8 milhões na safra 2018/19 e a produção aguardada é de 94,6 milhões de tons, frente as 81,1 milhões na safra anterior.

    “A instabilidade do câmbio com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, além de outros entraves econômicos como a taxa de juros do Fed e a preocupação com a desaceleração da economia global irão influenciar os próximos rumos das cotações’’, diz França. Ele finaliza dizendo que o mercado brasileiro está bastante entusiasmado com a montagem da nova equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro e, que 2019 será um ano de boa fluidez para o agronegócio.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil colhe a segunda maior safra de grãos da história, segundo a Conab

    A produção brasileira de grãos fechou o ciclo 2017/2018 com 228,3 milhões de toneladas colhidas. Foi a segunda maior safra de grãos, atrás apenas da safra anterior, conforme o 12º levantamento da safra divulgado em setembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    A produção de soja alcançou recorde de 119,3 milhões de toneladas (4,6% superior à safra passada). O milho registrou produção de 54,5 milhões de toneladas, o arroz, 12,07 milhões de toneladas, o algodão resultou em 2 milhões de toneladas de pluma, e o trigo, com aumento de 6,4% na área semeada em relação à safra anterior, resultou na produção de 5,2 milhões de toneladas.

    Apesar de a estiagem ter atrasado o plantio, a soja foi um dos destaques da safra. O espaço destinado ao grão nas lavouras cresceu, sobretudo em áreas destinadas anteriormente à produção de milho 1ª safra, devido à melhor rentabilidade proporcionada ao produtor.

    O desempenho da safra só não foi melhor devido à produtividade, que registrou queda nacionalmente de 5,2%, impulsionada, principalmente, pelo desempenho do milho segunda safra em quase todas as regiões brasileiras. A área plantada foi estimada em 61,7 milhões de hectares, com crescimento de 1,4%, ou 852,8 mil hectares, se comparada à safra 2016/17.

    Próxima safra
    Para a próxima safra (2018/2019), o 3º Levantamento divulgado neste mês, revela que o país deverá colher 238,4 milhões de toneladas, o que representa aumento de 10,6 milhões de toneladas ou de 4,6% de um ano para outro. Os principais produtos responsáveis pelo resultado são soja, milho, arroz e algodão, as maiores culturas do país, que juntas correspondem a 95% da produção total.

    Caso a estimativa se confirme, praticamente, se repetirá o resultado recorde da safra 2016/2017, de 238,8 milhões de toneladas.

    Fonte: UOL