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janeiro 2019

  • Soja dá continuidade às últimas altas em Chicago e sobe ligeiramente nesta manhã de 5ª feira

    Os preços da soja sobem levemente nesta manhã de quinta-feira (31) na Bolsa de Chicago e dão continuidade aos ganhos observados na sessão anterior. Por volta de 8h50 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 2 e 2,50 pontos nos principais contratos.

    Assim, o vencimento março/19 valia US$ 9,23 por bushel, enquanto o maio/19, que é importante referência para os preços no Brasil, era cotado a US$ 9,37.

    O mercado segue na expectativa pelas informações que devem chegar da reunião enrtre China e Estados Unidos que foi iniciada nesta quarta-feira (30) e ainda se estende por esta quinta. E as especulações sobre o encontro dão um “suporte psicológico” aos preços, como explica o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    “É muito provável que o mercado esqueça momentaneamente a situação de safra na América do Sul e deve focar no fator guerra comercial. Mas, dependendo das informações divulgadas no decorrer, a quebra de safra no Brasil, Paraguai e talvez Argentina possa servir de combustível para sentimentos positivos/otimistas/altistas em relação à direção dos preços”, explica o executivo.

    Ademais, os traders se atentam também às informações que começam a ser divulgadas, novamente, pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira sobre as vendas semanais para exportação. O último reporte saiu no final de 2018.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Novo governo deverá priorizar temas de inovação e tecnologia

    Essa é a expectativa de Marcio Albuquerque, presidente da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), órgão consultivo do Ministério da Agricultura

    Qual é a importância da agricultura de precisão para o agronegócio?
    A agricultura de precisão é fundamental para o agronegócio brasileiro seguir crescendo em produtividade com o uso de informações concretas. É possível tomar decisões baseados em números e não só em percepções.

    Como está a adesão dos produtores?
    Temos produtores com um nível de adoção elevado, mas a taxa varia conforme o produtor e a região agrícola. A estimativa é que apenas 20% dos produtores aderiram à agricultura de precisão. Há alguns anos, a comissão vem tentando que o governo faça um levantamento oficial da adoção, mas não foi possível. Mas temos esperança com a nova ministra. Em vários momentos, ela demonstrou apoio ao uso da tecnologia no agronegócio.

    O que a CBAP tem feito para estimulara adoção do uso da tecnologia?
    Tem buscado crédito. Uma das linhas do Plano Safra, o Inova Agro, permite que o produtor pegue financiamento para comprar equipamentos e instalar na máquina que tem. Ele também consegue financiar o consultor que vai ajudá-lo a fazer o mapeamento da agricultura de precisão.

    A agricultura de precisão ajuda na tomada de decisão?
    O produtor rural, muitas vezes, toma decisões com menos informações. A agricultura de precisão veio para ajudá-lo a decidir sobre a adubação e aplicação de insumos. Ela permite a tomada de decisão baseada nos mapas e dados da lavoura e não no que é recomendado para a região. Numa fazenda, um talhão pode ser bastante diferente do outro.

    A agricultura de precisão pode ser um diferencial na hora de contratar um seguro rural?
    Com certeza. O produtor que consegue demonstrar o seu nível tecnológico, sua maturidade na gestão, sem dúvida representa um risco menor para as seguradoras. Como comissão, já abrimos algumas frentes de conversas e negociação com elas.

    Como está a conversa da CBAP com as seguradoras?
    Nosso desafio é convencê-las da validade dos dados de agricultura de precisão. Nas últimas reuniões da comissão, a Federação das Seguradoras participou para entender como funciona a coleta de dados e qual é a confiabilidade. A partir disso, as áreas técnicas das seguradoras vão analisar a viabilidade de seguros diferenciados para quem trabalha com agricultura de precisão.

    Fala-se de agricultura digital, mas apenas 20% dos produtores aderiram à agricultura de precisão.
    Não existe uma definição consensual do que venha a ser a agricultura digital, mas sem dúvida a agricultura de precisão é a base de todas essas técnicas que envolvem usos de ferramentas de informática na agricultura. Nenhuma dessas novas técnicas vai conseguir fazer uma revolução no campo antes de convencer o produtor da importância de se gerir com base em dados. Nenhum produtor vai entregar o controle de sua fazenda para um software, se não confiar que softwares podem ajudá-lo a tomar decisões melhores do que tomaria sozinho. Temos uma diferença na agricultura que é o papel do agricultor. Ele não é o passageiro no processo, é a peça-chave na tomada de decisão.

    A CBAP tem alguma meta para este ano?
    Estamos trabalhando na difusão da informação. A CBAP é um órgão consultivo, não tem poder de decisão. A gente tem se colocado à disposição do novo governo para ajudar na definição de políticas públicas que auxiliem na tomada de investimentos em novas técnicas. Temos olhado a reestruturação do Ministério da Agricultura com bastante otimismo. Os primeiros movimentos mostram um espaço maior para inovação, inclusive com uma nova secretaria focada na inovação no agro.

    Estão confiantes?
    A expectativa é que o governo priorize temas de inovação e tecnologia. Está em tramitação no Congresso um projeto de lei de apoio à agricultura de precisão. Esperamos apoio do novo governo e temos indícios que deva apoiar, porque a relatora do projeto na Câmara era a atual ministra Tereza Cristina. Medidas que beneficiem e priorizem o agricultor que queira investir em tecnologia são uma das formas de o produtor seguir crescendo em produtividade sem depender exclusivamente do aumento de terras.

    Fonte: Estadão 

  • Brasil ocupará lugar de destaque na produção de milho, mas terá desafios

    O milho é a única cultura no mundo a ultrapassar 1 bilhão de toneladas produzidas em um ano. As aplicações do cereal já ultrapassam 3.500 usos, que vão da alimentação humana à animal, passando ainda por combustível, bebidas e até polímeros.

    O crescimento da produção tem sido rápido, sendo que há duas décadas o volume colocado no mercado ficava abaixo de 600 milhões de toneladas.

    A participação brasileira nessa cultura é crescente, e o destaque do Brasil será cada vez maior. O país tem pela frente, porém, uma série de desafios, segundo pesquisadores da Embrapa.

    Entre os obstáculos que o Brasil precisa vencer para obter maior dinamismo e uma consolidação desse mercado estão a falta de clareza na formação dos preços, entraves nos financiamentos privados e empecilhos na comercialização, principalmente no processo de escoamento do produto.

    O país está entre os três principais produtores de milho do mundo e é o segundo maior exportador. A participação brasileira deverá crescer ainda mais, mas um dos principais desafios é o aumento de produtividade.

    Os produtores brasileiros colhem, em média, 5 toneladas do cereal por hectare. Os americanos produzem 11.

    José Gasques, do Ministério da Agricultura, prevê que o país, após ter atingido o pico de produção de 98 milhões de toneladas na safra 2016/17, poderá atingir até 182 milhões de toneladas em dez anos.

    Na avaliação dos pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo e da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, o país tem a seu favor um bom potencial de área, principalmente na safrinha e na incorporação de pastagens degradadas.

    Outra vantagem é o aumento da disponibilidade de novas variedades, adaptadas às diversas regiões produtoras do país.

    Manejo e controle de pragas e de doenças, porém, desafiam o avanço da produtividade.

    Essas correções serão necessárias porque o país terá aumento de demanda interna, devido à produção de proteínas, e externa. Na avaliação do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país colocará pelo menos 45 milhões de toneladas do cereal no mercado externo.

    A solução dos desafios de manejo da cultura será essencial para que o país evite perdas de qualidade e de quantidade de produto, segundo os pesquisadores da Embrapa. Além disso, as exigências dos consumidores serão cada vez maiores.

    Entre as recomendações de manejo estão a utilização de cultivares mais resistentes e o plantio em épocas adequadas. A utilização de sementes de qualidade e tratadas, além de rotação de cultura, também estão entre as recomendações dos pesquisadores.

    Por ter uma agricultura tropical e fazer de duas a três safras ao ano, a infestação de pragas se torna cada vez mais preocupante. Esses desafios vão do combate aos insetos às plantas invasoras e resistentes aos agroquímicos.

    O desafio à pesquisa agrícola se intensifica com o plantio do milho logo após o da soja. Este facilitou o aparecimento e a proliferação de novas pragas e doenças.

    Segundo os pesquisadores, a solução de muitos dos problemas passa pela educação e comprometimento dos produtores e de empresas do setor agrícola em relação às boas práticas.

    Fonte: Folha de S.Paulo/Portos e Navios

  • Agricultura e inteligência artificial serão inseparáveis

    Um artigo publicado pelo portal especializado www.muyinteresante.es, da Espanha, listou uma série de exemplos do uso da inteligência artificial na agricultura e os motivos que levarão os produtores e as empresas especializadas a investirem cada vez mais nessa tecnologia com o passar do tempo. De acordo com a publicação, as soluções podem ser benéficas tanto para os agricultores e para as culturas, bem como para o meio ambiente.

    “Através de dispositivos inteligentes e tecnologias de inteligência artificial (IA), os agricultores em Aragão (cidade espanhola) podem fazer um uso mais eficiente dos recursos naturais, especialmente da água. O equipamento de Internet das Coisas (IoT) instalado no campo e a análise de dados na nuvem, no caso o Microsoft Azure, oferecem informações sobre o melhor momento para plantar, regar, fertilizar ou colher culturas, de uma forma que os agricultores podem obter maior rastreabilidade da produção de suas fazendas”, diz o texto.

    Além disso, as informações sobre o estado das lavouras são obtidas em tempo real para analisar a evolução de indicadores como temperatura ambiente e do solo, umidade do solo, pressão atmosférica, vigor das plantas, precipitação registrada ou velocidade do vento. “Isso facilita a tomada de decisões em cada um dos momentos do ciclo de produção”, completa.

    Outro exemplo de incorporação de soluções de inteligência artificial no campo da agricultura é encontrado na empresa norte-americana Intel. Especialistas dizem que, até 2050, o mundo terá que produzir 50% a mais de alimentos do que é produzido hoje, mas com menos recursos e sendo mais eficiente. Gayle Sheppard, vice-presidente da Intel, diz que “a inteligência artificial pode ajudar os agricultores a obter mais da terra usando recursos de forma mais sustentável”.

    Fonte: MassaNews

  • Perdas por clima afetam 11 estados, estima a Aprosoja Brasil

    As perdas na safra 2018/2019 na cultura da soja em decorrência de problemas climáticos em 11 estados devem chegar a 15 milhões de toneladas, estima a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil).

    O volume representa 12,5% da expectativa inicial de 120 milhões de toneladas para a safra atual, que foi oficialmente aberta na quinta-feira (24) em Apucarana (PR).
    “Esse é o montante até o momento, mas a quebra ainda pode ser maior”, afirmou o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Bartolomeu Braz, após reunião da entidade.

    O Paraná é o estado mais atingido, com perdas de 30%, seguido da Bahia e Piauí (20% cada), Mato Grosso do Sul e Goiás (15% cada).
    São Paulo contabiliza prejuízos em 10% da safra. Mato Grosso e Tocantins perderam 8%, seguido do Maranhão (7%) e Rio Grande do Sul (5%), onde o problema é o excesso de chuvas.

    A Aprosoja Brasil já fez pedido à ministra da Agricultura Tereza Cristina para garantir a prorrogação dos custeios e investimentos, mas que “infelizmente para alguns produtores”, isso não vai ser suficiente, como informa o presidente da entidade.

    “Já estamos pensando uma estratégia para repactuação das dívidas, inclusive pensando em securitização. Já estamos em conversas para ver se é criada uma linha especial de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) junto com algum auxílio do governo federal para reduzir o custo com juros para garantir saúde financeira desses produtores”, destacou.

    Fonte: RVTV 

  • Milho: terça-feira começa com pequenas valorizações na Bolsa de Chicago

    Após encerrar o último dia com leves baixas, os preços internacionais do milho se mantem próximos da estabilidade, porém iniciam a terça-feira (29) com leves altas na Bolsa do Chicago (CBOT). As principais cotações registravam valorizações entre 0,25 e 0,75 pontos por volta das 08h58 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,80 e o maio/19 valia US$ 3,88.

    Segundo análise de Bem Potter da Farm Futures, os preços do milho diminuíram em algumas vendas técnicas ao longo da segunda-feira, mas sofreram apenas perdas fracionárias para começar a semana. As ofertas de base de milho seguem, em sua maioria, estáveis apoiadas por vendas de fazendeiros lentas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo: perspectiva de sustentação de preços para 2019

    O mercado de trigo inicia 2019 com expectativa de sustentação de preços. De acordo com pesquisadores do Cepea/USP, existem mais fatores que indicam esta possibilidade de manutenção que fundamentos que resultam em pressão.

    De acordo com a perspectiva traçada pelo centro de estudos, internamente deve ser verificada maior necessidade por importação, devido à perda da qualidade da produção nacional de 2018. Agentes relatam que há trigo sendo destinado à ração animal, substituindo parte do milho.

    A Argentina, principal fornecedora de trigo do Brasil, deve registrar crescimento na oferta, mas também maior interesse de compradores externos, o que tende a elevar os preços. Em termos mundiais, a oferta de 2018/19 será menor e o consumo ligeiramente maior, reduzindo a relação estoque final/consumo, fator de sustentação de preços.

    “Resta saber como o produtor brasileiro reagirá a este contexto e, consequentemente, qual será o impacto sobre a área destinada à cultura no primeiro semestre de 2019”, avalia o levantamento.

    Para 2018, dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicam que a produção do cereal foi de 5,47 milhões de toneladas, bem maior que a do ano anterior. A qualidade, no entanto, foi bastante prejudicada pelo clima desfavorável. Assim, não haverá espaço para redução das compras externas.

    Importação

    A Conab estima necessidade de importações de 6,3 milhões de toneladas entre agosto/18 e julho/19. Essa demanda pelo produto vindo de fora vai encontrar restrição na taxa de câmbio e nos preços internacionais. Para o dólar, tomando-se como base as negociações de contratos futuros na B3, entre 17 de dezembro de 4 de janeiro último, observa-se tendência de apreciação do Real em relação à moeda norte-americana.

    Quanto aos preços externos, na Argentina, os valores FOB oficiais divulgados pela Secretaria de Agroindústria do Ministério de Produção e Trabalho, para o trigo tipo pão, indicam alta de 10% entre dezembro/18 e dezembro/19, chegando a US$ 250,00/t. A Bolsa de Cereais também indica elevação das cotações, já chegando a US$ 239,00/t em abril/19.

    Nos Estados Unidos, as cotações nas Bolsas de Chicago (CME Group) e de Kansas já antecipam a redução da oferta mundial em importantes países exportadores, o que deve resultar em aumento nas vendas norte-americanas. Segundo o USDA, os Estados Unidos deverão ter crescimento de 25,7% nas exportações, passando a representar 16,3% dos embarques mundiais em 2018/19, contra 12,6% em 2017/18.

    Demanda x Oferta

    A produção mundial de trigo para a safra 2018/19, de acordo com dados do USDA, deverá ser de 733,4 milhões de toneladas, redução de 3,9% frente ao volume da safra anterior. O aumento na produção do cereal na Argentina, Canadá e Estados Unidos não deverão compensar os menores volumes disponíveis na Austrália, China, União Europeia e Rússia. Já o consumo mundial de trigo está previsto em 743,68 milhões de toneladas, 0,2% maior em relação a 2017/18. Assim, os estoques mundiais do cereal deverão ceder 4,2%, pressionando a relação estoque final/consumo para 36,1%, contra 37,7% na temporada anterior.

    Por: SNA – SOCIEDADE NACIONAL DE AGRICULTURA

  • Soja trabalha ainda em queda na Bolsa de Chicago nesta 3ª feira ainda na espera de dados

    Os futuros da soja operam em queda nesta manhã de terça-feira (29) na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h25 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 3,25 e 3,75 pontos nos principais contratos, mas com o março ainda mantendo os US$ 9,20 e o maio/19, importante vencimento para a formação dos preços no Brasil, sendo cotado a US$ 9,33 por bushel.

    Embora o governo norte-americano tenha sido reaberto, o mercado internacional ainda carece de informações que possam direcioná-lo de forma mais consistente. Os traders começam a recuperar os dados para que possam voltar a especular sobre eles.

    As atenções estão divididas também com as expectativas sobre a guerra comercial e a nova safra da América do Sul.

    “Sem novidades na guerra comercial EUA/China, traders ansiosos para a divulgação dos dados USDA, agora que os escritórios do governo americano voltaram a operar por periodo indeterminado. No entanto, enquanto a expectativa era que todos os números atrasados seriam conhecidos ainda esta semana, os comentários são de que dados de exportações americanas poderão sim ser divulgados nos próximos dias, mas números oficiais de oferta e demanda americana e mundial serão conhecidos apenas no dia 8 de fevereiro”, explica o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Afinal, é para o próximo dia 8 que está previsto o novo boletim mensal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que o mercado espera que seja, de fato, divulgado.

    Ademais, se espera ainda o reporte das primeiras intenções de plantio nos EUA nas próximas semanas, bem como a volta das informações diárias sobre as vendas para exportação, bem como das vendas semanais.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Veja o que pode influenciar o mercado nesta semana

    Acompanhe os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que se inicia neste dia 28 de janeiro. As dicas são do analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque:
    Sem grandes novidades, as atenções do mercado permanecem voltadas para o desenrolar da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A questão envolvendo a produção da safra da América do Sul também deve chamar a atenção, assim como sinais de demanda pela soja dos EUA e a paralisação do governo norte-americano.
    A próxima rodada de negociações entre representantes dos governos dos EUA e da China continua marcada para a próxima semana, mas maiores detalhes não foram divulgados. É importante que a reunião aconteça, de fato, e que alguns avanços sejam anunciados para que o mercado continue demonstrando certo otimismo, o que mantém Chicago acima da linha de US$ 9,00. Não havendo novidades positivas, Chicago tem espaço para ajustes negativos, com possibilidade do teste da linha de US$ 9,00 na posição spot março/19.
    A paralisação do governo norte-americano parece estar impedindo que novas vendas de soja dos EUA para a China sejam anunciadas. Atenção a este ponto. É importante que haja anúncios nos próximos dias também para a manutenção dos patamares em Chicago. A falta de vendas limita movimentos positivos nos contratos futuros.
    No lado da oferta, o fator safra sulamericana ainda é secundário, embora as perdas no Brasil chamem a atenção. O avanço da colheita começa a trazer maior clareza com relação ao verdadeiro potencial produtivo do país. O panorama climático ainda é peça-chave para as lavouras do Brasil e da Argentina.

    Fonte:Soja Brasil 

  • Solo fértil para a inovação

    O tradicional e bilionário mercado de fertilizantes está mudando. Onde antes imperavam sozinhas multinacionais como a norueguesa Yara Internacional e a americana Mosaic – além de brasileiras como a Fertipar, do Paraná, e a Heringer, de Minas Gerais –, estão cada vez mais em evidência empresas de pequeno e médio porte, caso das paranaenses Superbac e Redi, e das mineiras Yoorin e Geociclo. O motivo? Uma onda de inovação de fórmulas em nutrição vegetal, desenvolvidas por essas empresas, passou a atrair o produtor.

    Nessa competição com as formulações sintéticas, entram os chamados fertilizantes biotecnológicos, organominerais, orgânicos e biológicos. “Somos classificados como fertilizantes especiais, mas estamos na briga por espaço na agricultura de grande escala”, afirma o administrador de empresas Luiz Chacon, 43 anos, CEO e fundador da Superbac. “A nossa tecnologia pode competir por igual com a das grandes.” O executivo está atrás de uma fatia dos R$ 29 bilhões movimentados pelo setor de fertilizantes no ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

    A oportunidade é grandiosa para um setor formado prioritariamente por formulações importadas. Dos 34,4 milhões de toneladas vendidos ao produtor rural no ano passado, 76,5% vieram de fora do País, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Com sede em Mandaguari (PR) e especializada em biotecnologia, a Superbac atende, além do agronegócio, os setores de higiene, saneamento e óleo e gás. “O agronegócio é o carro-chefe da companhia.” O campo responde por 80% do faturamento da empresa. No ano passado, a receita foi de R$ 286,2 milhões. Este ano, a expectativa é faturar R$ 450 milhões e, em 2019, a projeção é chegar a R$ 740 milhões.

    Fonte: Dinheiro Rural – veja reportagem completa: http://tempuri.org/tempuri.html