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4 de janeiro de 2019

  • Nematoides, a praga invisível da soja

    Mais de 100 espécies de nematoides já foram associadas à soja no mundo. Apenas quatro são motivo de maior preocupação para os sojicultores brasileiros: os nematoides formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis). Neste espaço, discutiremos apenas os nematoides de galhas, dos quais duas espécies (Meloidogyne incognita e M. javanica) se destacam, por serem amplamente distribuídas pelas regiões sojícolas do País e pelos danos que podem provocar à cultura.
    O ataque de Meloidogyne nas lavouras de soja é facilmente percebido arrancando as plantas e observando as deformações (galhas) nas raízes. Os sintomas na parte aérea nem sempre estão presentes. Quando ocorrem, manifestam-se em “reboleiras”, com plantas pequenas e com folhas exibindo manchas cloróticas ou necrose entre as nervuras (folha “carijó”). Em situação de déficit hídrico, pode haver intenso abortamento de flores e vagens. M. javanica ocorre de maneira generalizada pelas lavouras de soja do Brasil, enquanto que M. incognita está mais presente em áreas onde se cultivou extensivamente o café e o algodão, culturas multiplicadoras deste nematoide.
    Infelizmente, uma vez constatada a presença de “reboleiras”, típicas da presença de nematoides de galha na lavoura de soja, tudo o que o produtor pode fazer é prevenir-se para a próxima safra. O primeiro passo é a coleta de raízes de plantas atacadas, que devem ser enviadas para laboratório especializado para identificação da espécie. A partir dessa identificação, traça-se um programa de controle, que deve integrar várias estratégias: rotação e ou sucessão de culturas com espécies vegetais resistentes ou hospedeiras desfavoráveis, o uso de cultivares de soja resistentes, a adoção de boas práticas de manejo do solo e da cultura, dentre outras. O uso de nematicidas (biológicos ou químicos) para o controle de nematoides em lavouras de soja tem-se mostrado inviável, dado o custo elevado dos produtos e a inconsistência dos resultados quanto à redução das populações desses vermes no solo e o ganho em produtividade da cultura.
    Uma vez estabelecidos na lavoura, os nematoides de galha serão presença permanente. O que pode mudar é a quantidade deles na área, que pode ser reduzida ou aumentada em função das práticas culturais adotadas pelo produtor. Cuidado especial deve-se ter com a alternância de cultivos, de vez que a maioria das culturas multiplicam os nematoides de galha.
    Milho após a soja em área infestada com M. javanica pode ser conveniente, pois existem no mercado híbridos e variedades resistentes a M. javanica, o que não ocorre com relação a M. incognita. As braquiárias, em geral, não multiplicam ambas as espécies de Meloidogyne, por isso a semeadura das mesmas após a soja é uma ótima opção. O inconveniente da utilização das braquiárias é que, se cultivadas sucessivamente na mesma área, elas podem elevar a população do nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) no solo. Para contornar o problema, deve-se alternar o cultivo de braquiárias com o de crotalárias, que não multiplicam P. brachyurus e nem as duas espécies de nematoide de galhas.
    Plantas daninhas também podem ser multiplicadoras dos nematoides formadores de galha, como, por exemplo, guanxuma, capim pé de galinha, beldroega, caruru, mamona, as quais precisam ser combatidas para não incrementar o problema.
    Em áreas infestadas com Meloidogyne, o agricultor deve optar pelo uso de cultivares resistentes, sempre que disponíveis. Mais de 100 cultivares de soja resistentes ou moderadamente resistentes a Meloidogyne estão disponíveis no mercado brasileiro, embora ainda exista carência de cultivares resistentes adaptadas para todas as regiões de cultivo.
    Fonte: Blog da Embrapa Soja
  • Soja dá continuidade às altas em Chicago nesta 6ª feira; China e América do Sul em foco

    O mercado internacional da soja dá continuidade às altas registradas no pregão anterior e trabalha do lado positivo da tabela nesta manhã de sexta-feira (4) na Bolsa de Chicago. Por volta de 8h (horário de Brasília), a commodity subia mais de 4 pontos entre suas posições mais negociadas.

    Assim, o contrato janeiro/19 tinha US$ 9,05 por bushel, enquanto o maio/19, quie segue como importante referência para os negócios no Brasil, tinha US$ 9,30. Com os ganhos registrados desde o início de 2019, as cotações batem em seus melhores patamares em duas semanas.

    As atenções do mercado seguem divididas entre as perdas que se avolumam no Brasil em razão das adversidades climáticas, bem como algumas incertezas que rondam também as safras da América do Sul, e as especulações sobre uma melhora na relação entre China e Estados Unidos.

    “Um fator que pode aumentar os preços é a possível quebra de produção na América do Sul. As estimativas da safra argentina vêm sofrendo com cortes, sendo de 2MT para soja e milho e um total de 18 MT para o trigo. No Brasil, fala-se em uma safra de soja de 116-118 milhões de toneladas. Esse cenário, se confirmado, não vai fazer com que as cotações explodam (a menos que a quebra seja maior), mas irá dar sustentação para as cotações futuras nas próximas semanas”, explica o boletim da ARC Mercosul.

    A nação asiática já estaria, inclusive, de volta às compras no mercado americano e líderes dos dois países voltam a se encontrar pessoalmente nos próximos dias 7 e 8, em Pequim, para retomar suas negociações. E as expectativas são bastante positivas para o encontro, segundo especialistas.
    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Plantio de milho no Rio Grande do Sul atinge 98% do total da área

    A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio Grande do Sul (Emater RS) divulgou seu informativo conjuntural com a atualização do estágio das principais safras do estado até esta quinta-feira (03).

    Segundo o levantamento da Emater RS, o plantio de milho já atingiu 98% do total da área prevista para esta safra. Aproximadamente 15% dessa área já está pronta para a colheita, 39% em enchimento de grãos, 17% em floração e 25% em germinação e 4% já foi colhido no estado.

    No relatório divulgado no último dia 27 de dezembro o índice plantado era de 97% e apenas 1% já havia sido colhido. No mesmo período da safra anterior a área plantada já totalizava 100% do total e 3% já estavam colhidos.

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Milho: Bolsa de Chicago permanece com leves altas próximas da estabilidade

    Após abrir o dia registrando leves altas, os preços futuros do milho se mantiveram próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT) nessa sexta-feira (04). As principais cotações se movimentam com valorizações entre 0,50 e 1,25 pontos por volta das 11h44 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a U$ 3,81 por bushel e o maio/19 apontava U$ 3,88 por bushel.

    De acordo com a Agência Reuters, o milho segue apresentando leves elevações durante a semana. Os agricultores americanos, já atingidos pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, estão enfrentando crescente ansiedade como o governo parcialmente fechado nas últimas duas semanas.

    Fonte: Notícias Agrícolas