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8 de janeiro de 2019

  • Soja: confira os fatos que vão mexer com os preços nesta semana

    Empresas estatais chinesas estariam dispostas a fazer grandes compras de soja dos EUA. Se essa informação se confirmar, deve trazer novo fôlego para a Bolsa de Chicago, que voltou a trabalhar acima da linha de US$ 9 por bushel. As possíveis perdas na atual safra brasileira também devem influenciar no preço do grão durante a semana.
    Confira estas e outras dicas produzidas pelo analista Luiz Fernando Gutierrez, da Safras & Mercado:
    O mercado permanece com as atenções voltadas para os novos capítulos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Paralelamente, sinais de demanda pela soja norte-americana deverão chamar a atenção, assim como os problemas climáticos que afetam a safra brasileira
    Após o presidente norte-americano indicar, nos últimos dias de 2018, que as negociações entre EUA e China estariam avançando, o mercado voltou a ficar otimista. Nesta semana, representantes do governo chinês confirmaram que uma nova rodada de negociações entre os países foi marcada para a próxima semana, em Pequim
    Paralelamente, notícias indicam que empresas estatais chinesas estão prestes a fechar novos carregamentos de soja dos EUA, que devem ser anunciados nos próximos dias. Todos esses fatores trazem novo fôlego para Chicago, que voltou a trabalhar acima da linha de US$ 9,00 por bushel. É importante que essas supostas compras sejam anunciadas o quanto antes para que o suporte permaneça e não haja espaço para especulações negativas
    No lado da oferta, os problemas climáticos na safra brasileira começam a ganhar destaque. Ainda é cedo para uma definição sobre o tamanho da safra brasileira, mas o fato é que há perdas importantes de produtividade nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Tais problemas, somados a outros menores e regionalizados, colocam em risco 10% da produção potencial do país. Apenas o avanço da colheita, a partir da segunda quinzena de janeiro, deverá trazer uma maior clareza quanto às perdas;
    É importante salientar que nada está definido. O clima pelos próximos 100 dias continua sendo fundamental para as lavouras semeadas tardiamente nos estados da faixa central e para as lavouras das regiões Sul, Norte e Nordeste, que estão no meio do desenvolvimento. Se o clima ajudar, pode haver compensação de parte das perdas esperadas. A atenção permanece redobrada sobre panorama climático brasileiro.
    Fonte: Soja Brasil
  • Milho: Bolsa de Chicago segue apresentando altas nessa terça-feira

    Os preços futuros do milho se fortificaram a tendência de alta apresentada desde o começo do dia na Bolsa de Chicago (CBOT) nessa terça-feira (08). As principais cotações se apresentaram valorizações entre 1,25 e 2 pontos por volta das 11h44 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a U$ 3,84 por bushel e o maio/19 apontava U$ 3,91 por bushel.

    Segundo a Agência Reuters, as baixas movimentações no mercado internacional seguem em decorrência da paralização parcial do governo norte americano, o que levou ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) adiar vários relatórios importantes sobre as colheitas domésticas e mundiais. Novas datas de lançamento para o relatório mensal de Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Mundial e outros dados originalmente programados para sexta-feira, 11 de janeiro, serão definidos assim que o financiamento do governo for restaurado, disse o USDA.

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Trigo: Importação deve se aquecer em 2019

    O mercado de trigo inicia 2019 com mais fatores que indicam sustentação de preços do que fundamentos que resultam em pressão. Internamente, deve ser verificada maior necessidade por importação, devido à perda da qualidade da produção nacional de 2018 – agentes consultados pelo Cepea relatam, inclusive, que há trigo sendo destinado à ração animal, substituindo parte do milho. Quanto ao mercado de derivados de trigo no Brasil, a maioria dos moinhos estão ausentes nas compras do cereal, de acordo com levantamento do Cepea, fator que deve continuar chamando atenção de parte das indústrias de ração, pelo menos nos primeiros meses do ano, enquanto não houver volume de milho suficiente para negociações a preços mais competitivos.

    Fonte: Cepea
  • Soja em Chicago opera com estabilidade nesta 3ª feira após altas consecutivas

    Nesta terça-feira (8), o mercado da soja na Bolsa de Chicago trabalha com estabilidade. Perto de 8h30 (horário de Brasília), as cotações trabalhavam com tímidas oscilações de menos de um ponto entre os principais vencimentos, porém, do lado positivo da tabela.

    Assim, o contrato março/19 tinha US$ 9,24 e o maio/19 US$ 9,37 por bushel.

    O mercado se ajusta à espera de novidades e após bater nas máximas em três semanas na CBOT, mas ainda assim, recua pela primeira vez após quatro sessões consecutivas. Os traders permanecem atentos às notícias que partem do encontro entre as delegações americana e chinesa que acontece nesta semana em Pequim.

    “Fontes chinesas da ARC já nos informaram que discussões iniciais entre os representantes de cada Governo apresentam sinais de que ambos os lados pretendem achar um consenso para o fim da Guerra Comercial”, diz o boletim da ARC Mercosul.

    Ao mesmo tempo, o mercado especula sobre todas as questões ao redor da nova safra brasileira. Em função do clima adverso, as perdas continuam se intensificando e chamando a atenção dos participantes em Chicago. As situações mais graves ainda são as do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

    No entanto, o quadro se agrava no Centro-Oeste e no Matopiba e também começam a ganhar mais espaço entre as notícias no cenário internacional.

    Fonte: Notícias Agrícolas