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21 de janeiro de 2019

  • Produtor rural deve escolher forma de pagamento do FUNRURAL até 31 de janeiro

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) orienta os produtores rurais catarinenses a escolherem a forma com que desejam recolher o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (FUNRURAL) para o exercício de 2019, de acordo com as mudanças estabelecidas na Lei Federal 13.606/2018. O prazo para escolha é até o dia 31 de janeiro.

    O assessor jurídico da Faesc, Clemerson José Argenton Pedrozo, explica que existem duas opções de recolhimento: a que calcula sobre o valor da folha de pagamento dos empregados, inclusive quanto aos avulsos, e a outra sobre o valor da comercialização dos produtos agropecuários.

    “A nossa orientação é que os produtores procurem o Sindicato Rural mais próximo, contador ou advogado para fazer a análise de qual opção de recolhimento é mais vantajosa, de acordo com cada caso específico. Estamos preparados para ajudar nessa escolha”, destaca o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

    A Secretaria da Receita Federal deve publicar, nos próximos dias, uma Instrução Normativa estabelecendo os procedimentos que o produtor rural deve adotar para fazer a escolha da modalidade de recolhimento do FUNRURAL. “Apesar da lei que estabelece as opções de pagamento ter sido publicada em janeiro de 2018, até agora a Receita Federal ainda não disciplinou como as opções serão manifestadas, em que pese toda a pressão exercida pela CNA e por outras entidades do agro no sentido de que tal normativa já deveria ter sido publicada há muito tempo” destaca Pedrozo.

    CONHEÇA AS OPÇÕES

    Opção 1: Cálculo sobre a folha de pagamento (art. 22 da lei 8.212/91)

    – O produtor rural deve fazer uma projeção, em reais, do valor total da folha de pagamentos para o ano de 2019 (de 1º de janeiro a 31 de dezembro), inclusive quanto aos avulsos e incluindo o valor do 13º salário, gratificações, etc.

    – O resultado deve ser multiplicado por:

    a) 20% (inciso I do art. 22 da Lei 8.212/91);

    b) 1% a 3% de acordo com o risco de acidente de trabalho da atividade (inciso II do art. 22 da Lei 8.212/91);

    – O produtor deve somar os dois resultados das multiplicações acima, sendo o valor encontrado a estimativa do FUNRURAL para o exercício de 2019, se optar pelo cálculo sobre a folha de pagamentos.

    Opção 2: Cálculo sobre a comercialização da produção rural (art. 25 da Lei 8.212/91)

    – O produtor rural deve fazer uma projeção, em reais, da expectativa de receita com a comercialização da produção rural no ano de 2019 (de 1º de janeiro a 31 de dezembro);

    – O produtor deve subtrair os valores referentes às expectativas de receitas, no mesmo período, da venda de animais a outros produtores rurais pessoa física;

    – O produtor deve subtrair, ainda, os valores referentes às expectativas de receitas, no mesmo período, da venda de mudas e sementes a outros produtores (essa isenção é condicionada à inscrição do estabelecimento vendedor como produtor de sementes e mudas junto ao MAPA);

    – O resultado da conta acima deve ser multiplicado por 1,3% (alíquotas previstas nos incisos I e II do art. 25 da Lei 8.212/91). O valor alcançado será a estimativa do FUNRURAL para o exercício de 2019, se optar pelo cálculo sobre o valor da comercialização da produção.

    Após fazer as estimativas com base nas duas opções elencadas na legislação, conforme acima explicitado, a opção que resultar menor valor de pagamento será a melhor para o produtor referente ao exercício de 2019.

    No caso de o produtor não fazer a escolha até o dia 31 de janeiro corrente, caso nada mude em termos de regramento, o desconto do FUNRURAL será com base no valor da comercialização de sua produção agropecuária, somente podendo tal situação ser alterada no mês de janeiro de 2020, cuja opção valerá para aquele exercício.

    IMPORTANTE

    CONTRIBUIÇÃO SENAR – O valor da contribuição de 0,2% sobre a comercialização, destinado ao SENAR, continua vigente e não se altera, qualquer que seja a opção do produtor (pela folha ou pela comercialização).

    PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA – O produtor rural pessoa jurídica também tem o direito de optar por qualquer das formas de contribuição descritas (art. 25, §7º da Lei 8.870/94).

    NUNCA OPTAR SEM ANTES SIMULAR – A Faesc aconselha que nenhum produtor faça opção, por uma ou por outra forma de recolhimento do FUNRURAL, sem antes fazer uma simulação muito próxima de sua realidade.

    Fonte: Agrolink

  • Agricultura 4.0, a um clique de distância

    O mundo está cada vez mais conectado. No ambiente rural não é diferente. Por exemplo, com a tecnologia avançada, é possível ter o controle de toda a produção com dados precisos, tudo a partir de equipamentos modernos. Ao chegar no campo, além da brisa fresca e da incrível paisagem, as máquinas agrícolas também chamam atenção. Porém não é só a grandeza e beleza delas que conquistam, com suas inúmeras possibilidades elas facilitam e muito a vida do produtor. “A agricultura 4.0 é a conectividade entre a máquina, o homem e a tecnologia”, disse Bruno Trosdorf, coordenador de agricultura de precisão.

    De acordo com o profissional, atualmente é possível obter, de forma fácil, todos os dados sobre a propriedade para aplicar o grão de forma correta e no lugar exato. “A maior vantagem disso tudo é a diminuição de custos e o aumento da produtividade. Quando mais ele aumenta a produtividade, mais ganhos vai ter”, comentou Trosdorf.

    Em relação aos nutrientes e defensivos o avanço foi gigantesco. “Se a gente fazer uma análise, há dez ou vinte anos o produtor não sabia exatamente o que aplicar e onde isso deveria ser aplicado”, explicou. Hoje, Bruno diz que é possível, por meio de dados extraídos pelas máquinas, saber onde existe uma possível praga e aplicar o defensivo no tempo e lugar corretos. Tudo isso pelo celular.

    Alexandre da Silva, que possui uma propriedade na região de Londrina, comentou que o investimento feito em seu pulverizador teve um retorno rápido, graças à economia que ele proporcionou. “O agricultor precisa mesmo ter um equipamento bom, pois 60% do custo da lavoura é com defensivos. Então ele vai economizar bastante”, afirmou Alexandre.

    Além do fator econômico, investir em tecnologia colabora, e muito, na qualidade do alimento. Para a engenheira agrônoma Andressa Bridi, existe uma série de fatores que faz com que esse tipo de inteligência interfira no produto final. “O manejo correto dos produtos que está sendo aplicado na lavoura vai interferir num bom controle das pragas e das doenças da lavoura”, explicou.

    Fonte: Folha de Londrina

  • Milho: Colheita da safra de verão inicia no Brasil

    As atividades de colheita da safra de verão do milho começaram em algumas localidades de São Paulo e de Minas Gerais, de acordo com informações do Cepea. No Rio Grande do Sul, a colheita está um pouco mais avançada. Em São Paulo, apenas as regiões que têm irrigação iniciaram as atividades. Esse cenário e a proximidade da colheita em outras praças paulistas têm resultado em quedas nos preços. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), caiu 1,21% entre 11 e 18 de janeiro, fechando a R$ 38,31/saca de 60 kg na sexta-feira. Quanto à segunda safra, alguns produtores já iniciaram os trabalhos de semeio. No Paraná, até o dia 14, 9% da área havia sido cultivada. Em Mato Grosso, de acordo com o Imea, o semeio chegou em 1,37% até o dia 11, contra 1,28% no mesmo período do ano passado.

    Fonte: Cepea

  • Soja: Preços internos, FOB e prêmios recuam com menor demanda internacional

    As cotações da soja recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, segundo pesquisas do Cepea. A baixa esteve atrelada à queda nos prêmios de exportação do grão e também nos valores FOB, devido à possível redução na demanda internacional pela soja brasileira. Este cenário fez com que sojicultores se afastassem das vendas no spot e dessem prioridade ao cumprimento de contratos. Do lado da indústria, algumas estão recebendo lotes negociados antecipadamente, outras estão em manutenção, à espera da maior entrada de grão para processamento. É interessante analisar que, diante da queda do grão, a Crush Margin, calculada para o embarque fevereiro/19, teve significativo aumento de 35% entre 11 e 18 de janeiro, indo para US$ 43,8/t. Isso indica melhora nas margens das indústrias e aponta uma possível retomada dos esmagamentos nas próximas semanas. No campo, 10% da área de soja no Paraná já foi colhida até o dia 14, segundo dados do Deral. Em Mato Grosso, o Imea indica que 5,62% da área foi colhida até o dia 11.

    Fonte: Cepea