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Agricultura 4.0, a um clique de distância

O mundo está cada vez mais conectado. No ambiente rural não é diferente. Por exemplo, com a tecnologia avançada, é possível ter o controle de toda a produção com dados precisos, tudo a partir de equipamentos modernos. Ao chegar no campo, além da brisa fresca e da incrível paisagem, as máquinas agrícolas também chamam atenção. Porém não é só a grandeza e beleza delas que conquistam, com suas inúmeras possibilidades elas facilitam e muito a vida do produtor. “A agricultura 4.0 é a conectividade entre a máquina, o homem e a tecnologia”, disse Bruno Trosdorf, coordenador de agricultura de precisão.

De acordo com o profissional, atualmente é possível obter, de forma fácil, todos os dados sobre a propriedade para aplicar o grão de forma correta e no lugar exato. “A maior vantagem disso tudo é a diminuição de custos e o aumento da produtividade. Quando mais ele aumenta a produtividade, mais ganhos vai ter”, comentou Trosdorf.

Em relação aos nutrientes e defensivos o avanço foi gigantesco. “Se a gente fazer uma análise, há dez ou vinte anos o produtor não sabia exatamente o que aplicar e onde isso deveria ser aplicado”, explicou. Hoje, Bruno diz que é possível, por meio de dados extraídos pelas máquinas, saber onde existe uma possível praga e aplicar o defensivo no tempo e lugar corretos. Tudo isso pelo celular.

Alexandre da Silva, que possui uma propriedade na região de Londrina, comentou que o investimento feito em seu pulverizador teve um retorno rápido, graças à economia que ele proporcionou. “O agricultor precisa mesmo ter um equipamento bom, pois 60% do custo da lavoura é com defensivos. Então ele vai economizar bastante”, afirmou Alexandre.

Além do fator econômico, investir em tecnologia colabora, e muito, na qualidade do alimento. Para a engenheira agrônoma Andressa Bridi, existe uma série de fatores que faz com que esse tipo de inteligência interfira no produto final. “O manejo correto dos produtos que está sendo aplicado na lavoura vai interferir num bom controle das pragas e das doenças da lavoura”, explicou.

Fonte: Folha de Londrina