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23 de janeiro de 2019

  • Treinamentos focam na sustentabilidade dos agroquímicos

    A atual demanda ambiental e também produtiva está exigindo que cada vez mais os produtores rurais e as empresas de tecnologia agrícola se dediquem para garantir uma produção que não agrida o meio ambiente. Nesse cenário, a Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agroquímicos (UR) formará uma turma de consultores com ênfase na Norma Regulamentadora 31.8 (N.R. 31.8) para realizar treinamentos relacionados a sustentabilidade na aplicação de agroquímicos.

    Os dois programas de treinamento presencial irão abordar temas como Tecnologia de Aplicação e a Norma Regulamentadora 31.8, buscando tornar cada vez mais seguras e sustentáveis as aplicações de agroquímicos nas lavouras. De acordo com o pesquisador científico Hamilton Ramos, do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC), os cursos são direcionados a engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas de empresas do agronegócio e da agroindústria.

    “A proposta central é preparar profissionais multiplicadores de informações, líderes que venham atuar como orientadores e estendam ao ambiente rural, nas diferentes regiões do Brasil, o domínio de práticas essenciais nas aplicações de agroquímicos. s programas da UR focam também no melhor aproveitamento dos agroquímicos nas lavouras, de maneira que o agricultor produza mais e melhor e torne sua atividade mais sustentável a cada safra”, comenta.

    Isso porque dados do CEA-IAC indicam que o mau uso de agroquímicos tem provocado perdas anuais de aproximadamente R$ 2 bilhões aos agricultores do País. “Resultante de uma parceria entre o CEA-IAC – órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP – e o setor privado, a Unidade de Referência tornou-se, em 2017, a primeira entidade de caráter público-privado do Brasil voltada à difusão de conhecimentos sobre uso de agroquímicos ou defensivos agrícolas”, disse a nota da assessoria do projeto.

    Fonte: Agrolink

  • Soja com menos folhas produz mais

    Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Biologia Genômica da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, indicou que as plantas de soja que possuem menos folhas acabam produzindo uma quantidade maior de grãos. Nesse cenário, os pesquisadores utilizaram técnicas de computação para auxiliar na simulação da atividade da planta.

    Os cientistas realizaram a experiência removendo aproximadamente um terço das folhas emergentes da soja e descobriram um aumento de 8% no rendimento de sementes nos ensaios replicados. Eles atribuem esse aumento no rendimento ao aumento da fotossíntese, à diminuição da respiração e ao desvio de recursos que seriam investidos em mais folhas do que sementes.

    Fonte: Agrolink 

  • Roberto Rodrigues: “Não existe progresso no agro sem tecnologia”

    Dados divulgados recentemente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram as projeções mundiais de aumento do consumo de água (+50%), energia (+40%) e alimentos (+35%) até 2030.

    Estes números são reflexos principalmente das tendências de maior longevidade e aumento do poder aquisitivo, particularmente na Ásia, África e América Latina, além da expansão populacional – segundo a ONU, a população mundial chegará a 8,6 bilhões de pessoas em 2030.

    Neste sentido, agricultura e alimentação estão no centro dessa agenda mundial. O Brasil deve estar preparado para desempenhar papel de destaque no alcance das metas estabelecidas, graças às novas tecnologias no campo.

    “Para se ter uma ideia, do Plano Collor até os dias de hoje, a área plantada com grãos no Brasil cresceu 61%, enquanto a produção cresceu 300%, ou seja, cinco vezes mais. Foram criadas novas variedades, sistemas de culturas diferentes, fertilizantes, defensivos, máquinas mais modernas e competitivas…tudo isso é tecnologia!”, ressalta Roberto Rodrigues.

    Fonte: RVTV

  • Soja amplia ganhos em Chicago nesta 4ª feira com recuperação e ajustes técnicos

    Nesta tarde de quarta-feira (23), os preços da soja vêm ampliando seus ganhos registrados na Bolsa de Chicago e, depois de iniciar o dia próximos da estabilidade, subiam entre 6,25 e 6,75 pontos nos principais vencimentos, por volta de 13h30 (horário de Brasília). Com isso, o março/19 tinha US$ 9,16 e o maio/19, US$ 9,29.

    O mercado recupera parte das pequenas baixas registradas na sessão anterior, com o mercado ainda sofrendo com a falta de dados e de direção. No entanto, os traders reconhecem que se trata de uma recuperação técnica e ainda frágil, uma vez que os preços não contam com subsídio para garantir um avanço consistente.

    “A questão não resolvida entre China e Estados Unidos continua sendo um fator de pressão e confusão no mercado de grãos”, diz o analista sênior do portal Farm Futures, Bryce Knorr.

    Ontem, o Financial Times informou que os EUA teriam recusado uma reunião com a China pré-encontro marcado dos dois países entre os dias 30 e 31 próximos e a atitude acabou assustando o mercado. Da mesma forma, os traders continuam especulando sobre como caminham as compras da nação asiática no mercado norte-americano, porém, ainda sem confirmações oficiais dada a paralisação do governo de Donald Trump que hoje entra em 33º dia.

    No entanto, como explica o diretor da Cerealpar, Steve Cachia, “comentários de que os EUA estavam rejeitando as propostas da China chegaram a pressionar, mas a quebra de safra no Brasil e Argentina e rumores que a China pode comprar mais soja dos EUA impedem quedas maiores. Em todo caso, continua muito claro que a direção do mercado em Chicago vai depender muito mais do desfecho da guerra comercial EUA/China do que da safra da América do Sul”.

    Fonte: Notícias Agrícolas