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janeiro 2019

  • Bolsonaro cogita anistia de dívidas do Funrural

    O novo presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que é favorável a anistia de dívidas com o Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural (Funrural). Foi isso que afirmou a atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante uma entrevista que concedeu para a Rádio Gaúcha, nesta segunda-feira (07.01).

    Na ocasião a ministra afirmou que essa é uma das principais demandas do setor, já que o perdão das dívidas que está sendo estudado por Bolsonaro representa um montante de R$ 17 bilhões nas contas públicas. Além disso, ela disse ainda que a decisão não depende apenas do Palácio do Planalto, sendo que o Congresso Nacional precisa também dar o aval positivo para a medida entrar em vigor.

    “Existe um grupo estudando, porque tem que estar no orçamento (…) Não é uma decisão do Executivo sozinho. Precisa saber como pode ser feito, se é por medida provisória, e encaminhar ao Congresso. Aí é o congresso que precisa entender que é uma pauta importante do agronegócio brasileiro e votar a favor. E o presidente com certeza não vetará, se ele mandar a medida provisória é porque ele tem certeza que não acarretará na Lei de Responsabilidade Fiscal”, comentou Tereza Cristina.

     Nesse cenário, ela lembrou também que a Câmara já havia aprovado pedido de urgência na tramitação de um projeto que trata justamente desta questão. “O governo anterior não fez a prorrogação porque teve impedimentos legais para isso, porque entrava no mandato do novo presidente e então não pode ser prorrogado até 30 de março, o que era pedido pelo setor”, conclui.
    Fonte: Agrolink
  • Soja: confira os fatos que vão mexer com os preços nesta semana

    Empresas estatais chinesas estariam dispostas a fazer grandes compras de soja dos EUA. Se essa informação se confirmar, deve trazer novo fôlego para a Bolsa de Chicago, que voltou a trabalhar acima da linha de US$ 9 por bushel. As possíveis perdas na atual safra brasileira também devem influenciar no preço do grão durante a semana.
    Confira estas e outras dicas produzidas pelo analista Luiz Fernando Gutierrez, da Safras & Mercado:
    O mercado permanece com as atenções voltadas para os novos capítulos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Paralelamente, sinais de demanda pela soja norte-americana deverão chamar a atenção, assim como os problemas climáticos que afetam a safra brasileira
    Após o presidente norte-americano indicar, nos últimos dias de 2018, que as negociações entre EUA e China estariam avançando, o mercado voltou a ficar otimista. Nesta semana, representantes do governo chinês confirmaram que uma nova rodada de negociações entre os países foi marcada para a próxima semana, em Pequim
    Paralelamente, notícias indicam que empresas estatais chinesas estão prestes a fechar novos carregamentos de soja dos EUA, que devem ser anunciados nos próximos dias. Todos esses fatores trazem novo fôlego para Chicago, que voltou a trabalhar acima da linha de US$ 9,00 por bushel. É importante que essas supostas compras sejam anunciadas o quanto antes para que o suporte permaneça e não haja espaço para especulações negativas
    No lado da oferta, os problemas climáticos na safra brasileira começam a ganhar destaque. Ainda é cedo para uma definição sobre o tamanho da safra brasileira, mas o fato é que há perdas importantes de produtividade nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Tais problemas, somados a outros menores e regionalizados, colocam em risco 10% da produção potencial do país. Apenas o avanço da colheita, a partir da segunda quinzena de janeiro, deverá trazer uma maior clareza quanto às perdas;
    É importante salientar que nada está definido. O clima pelos próximos 100 dias continua sendo fundamental para as lavouras semeadas tardiamente nos estados da faixa central e para as lavouras das regiões Sul, Norte e Nordeste, que estão no meio do desenvolvimento. Se o clima ajudar, pode haver compensação de parte das perdas esperadas. A atenção permanece redobrada sobre panorama climático brasileiro.
    Fonte: Soja Brasil
  • Milho: Bolsa de Chicago segue apresentando altas nessa terça-feira

    Os preços futuros do milho se fortificaram a tendência de alta apresentada desde o começo do dia na Bolsa de Chicago (CBOT) nessa terça-feira (08). As principais cotações se apresentaram valorizações entre 1,25 e 2 pontos por volta das 11h44 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a U$ 3,84 por bushel e o maio/19 apontava U$ 3,91 por bushel.

    Segundo a Agência Reuters, as baixas movimentações no mercado internacional seguem em decorrência da paralização parcial do governo norte americano, o que levou ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) adiar vários relatórios importantes sobre as colheitas domésticas e mundiais. Novas datas de lançamento para o relatório mensal de Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Mundial e outros dados originalmente programados para sexta-feira, 11 de janeiro, serão definidos assim que o financiamento do governo for restaurado, disse o USDA.

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Trigo: Importação deve se aquecer em 2019

    O mercado de trigo inicia 2019 com mais fatores que indicam sustentação de preços do que fundamentos que resultam em pressão. Internamente, deve ser verificada maior necessidade por importação, devido à perda da qualidade da produção nacional de 2018 – agentes consultados pelo Cepea relatam, inclusive, que há trigo sendo destinado à ração animal, substituindo parte do milho. Quanto ao mercado de derivados de trigo no Brasil, a maioria dos moinhos estão ausentes nas compras do cereal, de acordo com levantamento do Cepea, fator que deve continuar chamando atenção de parte das indústrias de ração, pelo menos nos primeiros meses do ano, enquanto não houver volume de milho suficiente para negociações a preços mais competitivos.

    Fonte: Cepea
  • Soja em Chicago opera com estabilidade nesta 3ª feira após altas consecutivas

    Nesta terça-feira (8), o mercado da soja na Bolsa de Chicago trabalha com estabilidade. Perto de 8h30 (horário de Brasília), as cotações trabalhavam com tímidas oscilações de menos de um ponto entre os principais vencimentos, porém, do lado positivo da tabela.

    Assim, o contrato março/19 tinha US$ 9,24 e o maio/19 US$ 9,37 por bushel.

    O mercado se ajusta à espera de novidades e após bater nas máximas em três semanas na CBOT, mas ainda assim, recua pela primeira vez após quatro sessões consecutivas. Os traders permanecem atentos às notícias que partem do encontro entre as delegações americana e chinesa que acontece nesta semana em Pequim.

    “Fontes chinesas da ARC já nos informaram que discussões iniciais entre os representantes de cada Governo apresentam sinais de que ambos os lados pretendem achar um consenso para o fim da Guerra Comercial”, diz o boletim da ARC Mercosul.

    Ao mesmo tempo, o mercado especula sobre todas as questões ao redor da nova safra brasileira. Em função do clima adverso, as perdas continuam se intensificando e chamando a atenção dos participantes em Chicago. As situações mais graves ainda são as do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

    No entanto, o quadro se agrava no Centro-Oeste e no Matopiba e também começam a ganhar mais espaço entre as notícias no cenário internacional.

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Soja: cuidados na fase de florescimento podem incrementar colheita em 30%

    O período de florescimento é uma etapa decisiva do plantio quando o assunto é produtividade. Nesta fase, a planta definirá a quantidade de flores geradas e fixadas, para que mais tarde cada uma delas se torne uma vagem. Por este motivo, a etapa está diretamente ligada a produtividade, sendo considerada crítica dentro do ciclo da cultura, onde cuidados durante o florescimento podem representar um grande ganho na colheita.

     Nesta safra, a fase vegetativa, que antecede o florescimento, sofreu inicialmente com momentos de bastante chuva, dias nublados, pouca luminosidade e agora com um período que chega a 20 dias sem chuvas em algumas regiões. De acordo com o gerente técnico especializado em grãos da Alltech Crop Science, Fransergio Batista, o produtor precisa ter um cuidado especial em momentos como o deste ano, em que a soja está se desenvolvendo em situações adversas. “Este cenário refletiu em menor acúmulo de energia, pela planta, reserva importante para que a soja floresça. Por isso, é necessário que o produtor esteja atento às práticas de manejo durante a fase”.
    Estudo elaborado pela Alltech Crop Science e a MCI Assessoria, em estação experimental em Jaboticabal (SP), mostrou que o uso de ferramentas à base de cálcio, magnésio e boro, é uma boa solução para recuperar o prejuízo e garantir boa fixação de flores na fase de florescimento, com aumento de produtividade de até 30%. “Por meio desse manejo, fornecemos nutrientes fundamentais para a planta nesse momento, trazendo novamente o equilíbrio nutricional. Além da disponibilização de aminoácidos e precursores hormonais que vão promover o balanço hormonal do vegetal”, afirma. Outro resultado positivo apontado no estudo foi o aumento de aproximadamente 3% no peso de mil sementes (PMS), quando comparado à área sem o tratamento.
    Fonte: Agrolink
  • Milho: Bolsa de Chicago opera próxima da estabilidade nessa segunda-feira

    Após abrir a semana praticamente sem registrar nenhuma movimentação, os preços futuros do milho se mantiveram próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT) nessa segunda-feira (07). As principais cotações se apresentaram entre 0,25 negativo e 0,50 positivo por volta das 11h44 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a U$ 3,83 por bushel e o maio/19 apontava U$ 3,91 por bushel.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho estão tentando se manter estáveis ​​enquanto a sessão avança, seguindo o comércio bilateral. Os futuros de março continuam a se manter acima das médias dos últimos 50 e 100 dias, mas correm o risco de uma reversão de baixa em um fechamento mais desvalorizado hoje.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Milho: Oferta deve aumentar na safra 2018/19

    A oferta de milho deve subir na temporada 2018/19 no Brasil, devido aos maiores patamares de preços do cereal nos últimos meses e ao rápido semeio da soja na primeira safra, que favorecerá o cultivo da segunda temporada de milho. Assim, de acordo com informações do Cepea, os excedentes internos devem aumentar, mesmo com o maior consumo, o que pode pressionar as cotações. A Conab estima que a safra verão brasileira deve totalizar 27,37 milhões de toneladas, 2,1% maior que a anterior, devido ao aumento de 0,8% na área e de 1,3% na produtividade média. Quanto ao consumo, é estimado em 62,5 milhões de toneladas, elevação de 4,4% no mesmo comparativo.

    Fonte: Cepea

  • Soja segue em alta na Bolsa de Chicago nesta 2ª feira e bate em suas máximas em três semanas

    A soja trabalha com leves altas em Chicago no pregão desta segunda-feira (7), e dá sequência ao movimento positivo da semana passada. Com poucas novidades concretas ainda neste início de 2019, os traders seguem trabalhando com especulações de uma melhor demanda da China nos EUA e dos efeitos da seca sobre a safra de soja do Brasil.

    Assim, por volta de 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 2,25 e 3,50 pontos, com o março valendo US$ 9,23 e o maio/19 com US$ 9,36 por bushel na CBOT. Com esses ganhos, os futuros da commodity batiam em suas máximas em três semanas.

    Nesta segunda, começa o encontro dos líderes americanos e chineses em Pequim para darem continuidade às negociações em torno das tarifas impostas por ambos e na tentativa de dar fim à guerra comercial iniciada no ano passado.

    Ao mesmo tempo, nos próximos dias, o mercado também recebe novas estimativas para a safra brasileira, o que também mexe com o mercado. Entretanto, como alerta a ARC Mercosul, “o  ímpeto desta alta vai depender do volume “real” de perdas. Caso a safra continue sendo reduzida, os preços devem continuar
    subindo”.

    No Brasil, como explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, os primeiros negócios do ano poderiam começar a ser registrados nesta semana.

    “Agora deverá ter crescimento no ritmo da colheita e espera-se por grandes volumes de soja chegando e assim os negócios poderão voltar a andar”, diz Brandalizze.

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Nematoides, a praga invisível da soja

    Mais de 100 espécies de nematoides já foram associadas à soja no mundo. Apenas quatro são motivo de maior preocupação para os sojicultores brasileiros: os nematoides formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis). Neste espaço, discutiremos apenas os nematoides de galhas, dos quais duas espécies (Meloidogyne incognita e M. javanica) se destacam, por serem amplamente distribuídas pelas regiões sojícolas do País e pelos danos que podem provocar à cultura.
    O ataque de Meloidogyne nas lavouras de soja é facilmente percebido arrancando as plantas e observando as deformações (galhas) nas raízes. Os sintomas na parte aérea nem sempre estão presentes. Quando ocorrem, manifestam-se em “reboleiras”, com plantas pequenas e com folhas exibindo manchas cloróticas ou necrose entre as nervuras (folha “carijó”). Em situação de déficit hídrico, pode haver intenso abortamento de flores e vagens. M. javanica ocorre de maneira generalizada pelas lavouras de soja do Brasil, enquanto que M. incognita está mais presente em áreas onde se cultivou extensivamente o café e o algodão, culturas multiplicadoras deste nematoide.
    Infelizmente, uma vez constatada a presença de “reboleiras”, típicas da presença de nematoides de galha na lavoura de soja, tudo o que o produtor pode fazer é prevenir-se para a próxima safra. O primeiro passo é a coleta de raízes de plantas atacadas, que devem ser enviadas para laboratório especializado para identificação da espécie. A partir dessa identificação, traça-se um programa de controle, que deve integrar várias estratégias: rotação e ou sucessão de culturas com espécies vegetais resistentes ou hospedeiras desfavoráveis, o uso de cultivares de soja resistentes, a adoção de boas práticas de manejo do solo e da cultura, dentre outras. O uso de nematicidas (biológicos ou químicos) para o controle de nematoides em lavouras de soja tem-se mostrado inviável, dado o custo elevado dos produtos e a inconsistência dos resultados quanto à redução das populações desses vermes no solo e o ganho em produtividade da cultura.
    Uma vez estabelecidos na lavoura, os nematoides de galha serão presença permanente. O que pode mudar é a quantidade deles na área, que pode ser reduzida ou aumentada em função das práticas culturais adotadas pelo produtor. Cuidado especial deve-se ter com a alternância de cultivos, de vez que a maioria das culturas multiplicam os nematoides de galha.
    Milho após a soja em área infestada com M. javanica pode ser conveniente, pois existem no mercado híbridos e variedades resistentes a M. javanica, o que não ocorre com relação a M. incognita. As braquiárias, em geral, não multiplicam ambas as espécies de Meloidogyne, por isso a semeadura das mesmas após a soja é uma ótima opção. O inconveniente da utilização das braquiárias é que, se cultivadas sucessivamente na mesma área, elas podem elevar a população do nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) no solo. Para contornar o problema, deve-se alternar o cultivo de braquiárias com o de crotalárias, que não multiplicam P. brachyurus e nem as duas espécies de nematoide de galhas.
    Plantas daninhas também podem ser multiplicadoras dos nematoides formadores de galha, como, por exemplo, guanxuma, capim pé de galinha, beldroega, caruru, mamona, as quais precisam ser combatidas para não incrementar o problema.
    Em áreas infestadas com Meloidogyne, o agricultor deve optar pelo uso de cultivares resistentes, sempre que disponíveis. Mais de 100 cultivares de soja resistentes ou moderadamente resistentes a Meloidogyne estão disponíveis no mercado brasileiro, embora ainda exista carência de cultivares resistentes adaptadas para todas as regiões de cultivo.
    Fonte: Blog da Embrapa Soja