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fevereiro 2019

  • Robótica agrícola viverá “boom” nos próximos anos

    As empresas de tecnologia agrícola estão investindo cada vez mais para que a robótica cresça e consiga trazer inúmeros resultados positivos para o setor, segundo o portal espanhol eleconomista.es. O “boom” real a curto prazo já começou com estufas inteligentes e tratores autônomos que, unidos pela coleta de robôs, são capazes de fazer um maior controle das atividades do campo.

    Nas plantações de morangos extensas da Califórnia, por exemplo, o principal produtor desta fruta depois da China, a tecnologia resolveu o grave problema da falta de mão de obra que ameaçou esta cultura. A Huelva Agricultural Robotic Solutions (Agrobot) desenvolveu um harvester, um tipo de colheitadeira, equipado com braços robóticos capazes de identificar morangos prontos para serem colhidos.

    O surgimento de startups em robótica agrícola está produzindo o chamado efeito das grandes empresas, que buscam um posicionamento estratégico na nova revolução que o campo vivenciará. Não só os gigantes de máquinas, até agora focado principalmente no trator autônomo, mas as empresas também de engenharia, farmacêuticas para suas divisões de fundos fitofarmacêuticos e de investimento estão de olho nas possibilidades oferecidas pelas pequenas e médias empresas inovadoras em robôs em desenvolvimento capaz de fazer todos os tipos de tarefas.

    Um dos casos mais recentes é a aquisição pela John Deere, da Blue River Technology, que desenvolveu uma máquina capaz de fazer aplicações individualizadas de herbicidas em cada planta. “Você tem que levar em conta que é uma tecnologia transversal: quando você tem robôs capazes de manipular, visão artificial para reconhecer e uma plataforma móvel você pode fazer qualquer coisa, e é isso que está acontecendo, alguém que começa no tomate acaba em Pimenta ou pepino Em dois ou três anos, as grandes empresas vão liderar essa indústria emergente integrando essas startups “, diz o portal.

    O engenheiro industrial Antonio Barrientos, responsável pelo Centro de Automação e Robótica do Politécnico de Madri, garante que a robótica agrícola seja mais desenvolvida do que todo mundo imagina. “Na verdade, você pode robotizar uma boa parte da atividade, existem muitas experiências piloto que validam os desenvolvimentos para dizer que é viável, outra coisa é que agora é rentável”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Demanda começa a aumentar e preços da soja sobem no Brasil

    A valorização do dólar frente ao real no acumulado de fevereiro atraiu compradores de soja para o Brasil. No entanto, as negociações foram limitadas pelo baixo interesse de venda por parte de produtores, que estão com as atenções voltadas aos trabalhos de campo e às entregas de contratos.

    Além dos compradores externos, algumas indústrias brasileiras já sinalizam necessidade de adquirir novos lotes de soja para abastecer os estoques. Esse cenário impulsionou os prêmios de soja no Brasil, que, por sua vez, influenciaram as altas nos preços do grão no mercado doméstico.

    A alta nos preços do grão, no entanto, foi limitada pela baixa demanda por derivados. Alguns avicultores e suinocultores têm reduzido as aquisições do farelo, e fábricas de ração sinalizam diminuição nas vendas.

    o mercado interno, a retração de produtores continua atrelada às incertezas quanto ao volume a ser colhido na safra 2018/2019, devido ao clima desfavorável no período crítico de desenvolvimento dos grãos.

    Fonte: Canal Rural 

  • Soja em Chicago atua com estabilidade nesta 4ª e foca relações entre China e EUA

    Nesta quarta-feira (20), as cotações da soja trabalham com leve baixa na Bolsa de Chicago. Por volta de 9h (horário de Brasília), as perdas variavam entre 1,50 e 1,75 ponto, com o março valendo US$ 8,99 e o maio, US$ 9,12.

    O mercado segue no aguardo de novas informações sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos, atento ao novo encontro que acontece nesta semana em Washington com as delegações de ambos os países. Novidades concretas, porém, ainda não foram divulgadas.

    Entretanto, o ministro da Agricultura da China se posicionou afirmando que mantém sua posição de comprar mais soja americana, como já havia sido dito há algumas semanas. “Para alguns é uma tentativa fraca de amenizar as tensões comerciais entre os dois países, mas para outros é um sinal de que um acordo na guerra comercial ainda é possível”, explica o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Agora, o mercado espera por novos encontros entre os dois presidentes que serão realizados, possivelmente, em março. No dia 1º de março, afinal, termina o período de trégua firmado, em dezembro último, entre Donald Trump e Xi Jinping.

    Os traders se atentam ainda a todas as informações que chegam da conclusão da safra da América do Sul, com a colheita evoluindo bem no Brasil, apesar das perdas causadas pelas adversidades climáticas e de números que ainda divergem sobre qual será a produção real do país.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: quarta-feira começa com preços internacionais em alta de até 3 pontos

    Após encerra o último pregão com baixas de 5 pontos, os preços internacionais do milho pegaram o caminho contrário e abrem a quarta-feira (20) apresentando ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam valorizações entre 2,75 e 3,25 por volta das 09h11 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotada a US$ 3,73, o maio/19 valia US$ 3,81 e o julho/19 era negociado por US$ 3,89.

    Segundo a Agência Reuters, os preços do trigo no último pregão foram os menores desde o final de outubro e isso pressionou tanto o milho quanto a soja. A falta de demanda pelo trigo dos EUA está pressionando os preços. Em vez de optar pelo trigo dos Estados Unidos, o Estabelecimento Geral da Síria para processamento de cereais e comércio comprou 200.000 toneladas de trigo com origem no Mar Negro.

    Conforme análise de Bem Potter da Farm Futures, os preços do milho sofreram preção do trigo na última terça-feira, em uma rodada de vendas técnicas. As licitações à base de milho foram, em sua maioria, estáveis, mas misturadas na terça-feira, com queda de até 2 centavos em um processador de Iowa, mas chegando a subir até 7 centavos em um terminal do rio Iowa.

    Outra informação que atuou no mercado foi uma pesquisa realizada pela Agência Reuters, juntamente com 12 analistas, que apontou que a safra de milho 2018/19 do Brasil aumentou 21% em relação ao ano anterior, atingindo uma produção estimada de 2,571 bilhões de bushels, em parte devido ao maior plantio e clima mais agradável nesta temporada.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo: Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

    Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro. Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel (PR), o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab. Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha.

    Fonte Cepea

  • Robôs no campo: como a tecnologia afeta a agricultura

    São cada vez mais frequentes as notícias de que máquinas inteligentes estão corroendo empregos em todo o mundo. Estudos recentes antecipam que a metade de todas as atividades desempenhadas hoje por trabalhadores poderá ser automatizada até 2050. Isso equivaleria a deslocamentos na força de trabalho sem precedentes na história da humanidade.

    A boa notícia é que o mercado de trabalho seguirá evoluindo e certamente veremos a criação de novas oportunidades e novos tipos de ocupação no futuro. Empregos vão se deslocar para regiões, faixas etárias e indivíduos que adquirirem novos atributos e competências. Nesse mesmo sentido, a demanda por trabalhadores que precisem suportar longas horas de trabalho físico ou de esforço repetitivo e exaustivo deverá se reduzir.

    As mudanças esperadas no mundo do trabalho terão enorme impacto no futuro da produção de alimentos. Em 2050, sete em cada dez pessoas viverão nas cidades e já vemos agora a mão de obra tornar-se escassa no campo. Portanto, máquinas e equipamentos deverão se tornar imprescindíveis para garantir a segurança alimentar no futuro. E a automação digitalmente pilotada trará ganhos importantes em eficiência e precisão, ajudando a agricultura a superar práticas pouco sustentáveis.

    Os avanços em inteligência artificial (IA) já estão permitindo o surgimento de máquinas capazes de executar tarefas sem envolvimento ou orientação humana direta. Já vemos o surgimento de robôs projetados para executar tarefas complexas de forma autônoma, com velocidade e precisão. Tais máquinas poderão em breve povoar o campo, monitorando o desenvolvimento de lavouras e criações, medindo performance e detectando deficiências nutricionais, ocorrência de pragas, escassez hídrica, impactos ambientais, entre muitas outras tarefas.

    Neste momento, não é demais imaginar drones ou robôs, munidos de sensores sofisticados e sistemas inteligentes, capazes de percorrer ou sobrevoar lavouras levando defensivos a serem aplicados de forma autônoma, precisa e em baixos volumes sobre plantas daninhas, insetos-praga ou partes das plantas atacadas por doenças. Tal avanço reduzirá drasticamente muitos riscos relacionados ao uso de agroquímicos nas lavouras, pois volumes extremamente baixos e aplicação direcionada e precisa tornarão possíveis utilizar a quantidade correta, apenas no local requerido, no momento mais adequado.

    Esses poucos exemplos representam a ponta do iceberg no processo de mudanças que ocorrerá no campo, cada vez mais dominado pela digitalização e pela automação. Uma nova força de trabalho adaptável a essa nova realidade precisará ser formada. Por isso, é prudente que os países invistam agora no preparo de suas forças de trabalho, com especial ênfase na capacitação dos seus trabalhadores, em substituição à prática mais comum, que é a proteção de empregos apenas.

    O futuro exigirá, por exemplo, sofisticação das políticas fiscais e trabalhistas, que precisarão criar condições que estimulem as empresas a contratar e manter trabalhadores qualificados e bem treinados, que custam mais caro. Além disso, será preciso aprimorar as capacidades desse contingente de forma contínua.

    Tais mudanças exigirão pessoas capazes de fazer bom uso dos mais nobres atributos humanos: a inteligência e a criatividade. E poderão também fazer aflorar mais empatia, humanidade e sensibilidade no mundo do trabalho, qualidades que nos diferenciam e que dificilmente serão incorporadas pelas máquinas.

    Fonte: Globo Rural

  • Novas ferramentas para combate à ferrugem asiática e mosca-branca

    A Cropchem está com novidades no seu portfólio. Em janeiro, a empresa gaúcha de defensivos agrícolas obteve o registro do Kazan Max 750 WG (Mancozeb) e do Taura 200 EC (Piriproxifeno). Os produtos são destinados ao controle de dois dos principais problemas das lavouras no Brasil: a ferrugem asiática e a mosca-branca.

    Kazan Max 750 WG é um fungicida multissítio, ou seja, sua fórmula age em diversos pontos do metabolismo do fungo. O ingrediente ativo, o Mancozeb, é um dos produtos mais utilizados no manejo de resistência da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi).

    Já o Taura 200 EC combate ovos e ninfas da mosca-branca, uma das pragas mais nocivas das plantações de soja, algodão, tomate e citrus. O produto será comercializado com 200 g/L do ingrediente ativo Piriproxifeno, o dobro da concentração das ofertas convencionais do mercado brasileiro.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Após feriado americano, preços internacionais estáveis nesta terça-feira

    O mercado internacional ficou paralisado na última segunda-feira (18) em decorrência do feriado americano do dia do presidente, que interrompeu o funcionamento das principias bolsas de valores. Após esse dia sem movimentações, os preços internacionais do milho abrem a terça-feira (19) apresentando estabilidades na Bolsa de Chicago (CBOT).

    As principais cotações registravam flutuações máximas de 0,25 pontos negativos por volta das 08h53 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,74, o meio/19 valia US$ 3,82 e o julho/19 era negociado por US$ 3,90.

    O site Barchart destaca que o mercado volta a funcionar nessa terça-feira após encerrar a última semana com movimentações fracionadas em uma sexta-feira marcada pela divulgação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de uma venda privada de exportação de 205.744 milhões de toneladas de milho para entrega em 2018/19 a destinos desconhecidos.

    Já a Agência Reuters espera que o mercado reflita, no dia de hoje, o otimismo que vem crescendo com relação a um acordo comercial entre Washington e Pequim antes de uma visita à capital dos EUA pelo vice premier da China Liu He, que visitará Washington entre quinta e sexta-feira para continuar as negociações comerciais com o Estados Unidos, conforme disse o Ministério do Comércio em Pequim.

    Fonte Notícias Agrícolas

  • Mau uso de agroquímicos causa perdas de R$ 2 bilhões

    Pesquisas recentes revelam que o uso incorreto dos agroquímicos pode acarretar em perdas na ordem de R$ 2 bilhões para o agronegócio, pois são somados gastos com desperdícios e despesas de acidentes e intoxicações. Foi isso que afirmou o pesquisador científico Hamilton Ramos, coordenador da Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agroquímicos (UR).

    De acordo com ele, esse prejuízo pode afetar diretamente a cadeia de pequenos produtores e pessoas de baixa renda, que são maioria no Brasil, já que os dados compilados pela UR indicam que entre 25 milhões e 30 milhões de pessoas trabalham no agronegócio atualmente e, destes,5 milhões são analfabetas e 12 milhões exercem funções de contrato temporário. Além disso, 85% dos trabalhadores do setor não tem qualificação e estão trabalhando em pequenas propriedades.

    O especialista afirma que é preciso capacitar os profissionais da área “tendo em vista a sustentabilidade do uso de agroquímicos ou defensivos agrícolas. Capacitar esses profissionais, também, para transmitir conceitos-chave de tecnologia e segurança usando a linguagem simples do homem do campo. Nas pequenas propriedades, sobretudo, predomina a desinformação que leva à carência de recursos de suporte ao uso seguro de agroquímicos. Nesses locais, em geral, contatamos baixos índices de utilização de equipamentos de proteção individual, por exemplo”.

    Para finalizar, Ramos reconhece que existe uma polêmica discussão em torno do uso de defensivos agrícolas, mas ressalta que, na atualidade, é impossível praticar o agronegócio sem eles. Segundo o cientista, a extensão territorial do Brasil, que o faz ser um país tropical, torna inviável outra técnica de combate sem manejo químico de plantas daninhas, pragas e doenças que concorrem com as culturas.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Procura começa a aumentar e preços sobem no BR

    A valorização do dólar frente ao Real no acumulado de fevereiro atraiu compradores de soja para o Brasil. No entanto, as negociações foram limitadas pelo baixo interesse de venda por parte de produtores, que estão com as atenções voltadas aos trabalhos de campo e às entregas de contratos. Além dos compradores externos, algumas indústrias brasileiras já sinalizam necessidade de adquirir novos lotes de soja para abastecer os estoques. Esse cenário impulsionou os prêmios de soja no Brasil, que, por sua vez, influenciaram as altas nos preços do grão no mercado doméstico. A moeda norte-americana se valorizou 1,45% no mesmo período, na sexta. A alta nos preços do grão, no entanto, foi limitada pela baixa demanda por derivados. Alguns avicultores e suinocultores têm reduzido as aquisições do farelo, e fábricas de ração sinalizam diminuição nas vendas. No mercado interno, a retração de produtores continua atrelada às incertezas quanto ao volume a ser colhido nesta safra (2018/19), devido ao clima desfavorável no período crítico de desenvolvimento dos grãos.

    Fonte Cepea