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fevereiro 2019

  • Robô contador ajuda produtor rural a antecipar cálculo do imposto de renda

    A startup gaúcha Essent Agro desenvolveu um aplicativo, apelidado de robozinho, que importa notas fiscais eletrônicas e faz, mês a mês, o cálculo da prévia do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) a ser pago no ano seguinte. O aplicativo também organiza receitas e gastos do produtor rural.

    “Estamos nos antecipando ao que o produtor vinha fazendo de forma tradicional, que era comprar um insumo ou vender um produto, guardar a nota consigo e lá pelo mês de fevereiro ou março levar isso para o seu contador, que simplesmente inseria as informações no programa do governo e emitia um boleto para pagar o imposto de renda, ou seja, executar aquilo que ocorreu no ano fiscal anterior”, explica o CEO da Essent Agro, Giandrei Basso.

    O robô contador, por sua vez, além de automatizar todo o processo, lança a contabilidade dentro do próprio ano fiscal. “Ele busca a nota no momento da emissão, em tempo real, seja de uma receita ou de um gasto, traz para dentro da plataforma esses dados, que são conferidos, classificados e ao final de cada mês é feito um cálculo da prévia do imposto a pagar no ano seguinte. Por trabalhar dentro do ano vigente, é possível fazer o planejamento tributário, adotando estratégias legais para reduzir ou mesmo isentar o produtor do imposto de renda”, afirma.

    Uma dessas estratégias é antecipar os insumos que serão utilizados no ano seguinte, pagando dentro do regime de caixa daquele ano, o que permite abater como despesa no imposto, segundo Basso. Outra possibilidade é trocar o imobilizado em um maquinário agrícola, fazer uma reforma num armazém ou em uma UBS. “Em vez de você dar esse dinheiro para o governo você pode investir na propriedade”, diz o CEO da Essent Agro.

    Empresários rurais
    Segundo levantamento da consultoria e fundo de investimentos AgFounder, o Brasil possui hoje 338 startups com soluções tecnológicas voltadas para a agricultura. “Isso veio para ficar. Os produtores cada vez mais terão que se inserir nessas tecnologias para terem mais rentabilidade, tornando-se empresários rurais”, pontua Jhony Möller, analista de desenvolvimento técnico do Sistema Ocepar.

    De acordo com Möller, as ferramentas digitais estão mais acessíveis hoje em dia e com interfaces mais amigáveis, utilizando gráficos e imagens para ajudar o produtor a ter, de modo facilitado e compreensível, todos os dados sobre a produção da sua fazenda, dos seus recursos financeiros e da sua capacidade de investimento.

    Na lavoura, as tecnologias da agricultura 4.0, que agrega o uso de drones, estações meteorológicas, sensores em máquinas agrícolas e dados de satélite, também ajudam o produtor a melhorar o seu processo produtivo, otimizando o uso de insumos e implementos, segundo Möller. Plataformas que geram indicadores agronômicos e permitem a rastreabilidade completa da safra ainda permitem avaliar a condição das plantas na lavoura, como a sua densidade foliar, o estado nutricional e identificar qualquer tipo anomalia.

    Fonte: Gazeta do Povo 

  • Internet conecta equipamentos da fazenda e traz praticidade à rotina de produtores irrigantes

    Os benefícios que a internet pode trazer para facilitar o trabalho do produtor rural já são bem conhecidos, mas a evolução das tecnologias está dando origem a novos produtos que estão mudando a forma como a agricultura é executada e administrada, e o mesmo se aplica a atividades como a irrigação. Depois de anos conectando as pessoas, a internet passa agora para uma nova fase: a conexão das coisas. Ferramentas, sistemas e até grandes maquinários se conectam, deixando certos processos automáticos e controláveis a distância, aumentando a liberdade do usuário.

    A indústria de irrigação já está aproveitando os benefícios desta nova era tecnológica. A Valley, líder do setor de agricultura de precisão, está investindo em produtos inovadores que trazem a tecnologia para o campo, permitindo que o produtor exerça o controle sobre o seu sistema de irrigação sem precisar sair de casa, em qualquer momento. Foi assim que nasceu o AgSense, uma solução de gestão remota de equipamentos de irrigação, que abrange diversos produtos desenhados para aumentar a automatização dos pivôs e painéis de irrigação da empresa. Entre eles, destaca-se o Field Commander, uma ferramenta de monitoramento e controle de pivôs orientados por GPS, que fornece informações em tempo real e pode ser acessado por smartphone, computador ou tablet.

    “A automação permite que o produtor assuma o controle das operações dos equipamentos a qualquer momento, de qualquer lugar. Assim, ele economiza tempo e reduz os custos, contribuindo para que as decisões sejam tomadas de forma mais rápidas e assertiva. Além de controlar remotamente os pivôs e realizar programações, a tecnologia permite que o produtor acompanhe em tempo real as operações, garantindo que elas sejam realizadas conforme planejado. Caso algo não esteja conforme esperado, basta alguns cliques no smartphone ou computador para corrigir a situação, dispensando o deslocamento até o campo”, explica Andre Ramos Stanciola, Consultor de Tecnologia.

    Na fazenda Aliança, localizada no município de Nova Glória (GO), o AgSense constitui uma parte do sistema de irrigação desde a sua implantação, em 2015. A propriedade, onde se produz soja, milho semente e feijão, conta com 250 hectares irrigados, atendidos por seis pivôs Valley.

    O gerente geral da fazenda, José Félix Cintra Morais, observa que o sistema trouxe diversas vantagens para as atividades de irrigação da lavoura. “Um dos principais benefícios é a facilidade do manuseio do sistema de irrigação. Os nossos pivôs trabalham, geralmente, entre as 21h e as 6h; se eu não utilizasse o AgSense, eu teria que acompanhar pessoalmente o funcionamento dos equipamentos no campo, o que seria um grande obstáculo”, conta.

    Com o AgSense, o produtor pode programar os pivôs para funcionarem durante um determinado horário, interromper o funcionamento em caso de chuva, e monitorar o equipamento em tempo real. “Desde que passamos a usar a irrigação, tornou-se uma ferramenta absolutamente essencial para nós. Estamos muito satisfeitos com a Valley e sempre estamos interessados nas novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas para o campo”, ressalta.

    Para o futuro, a tecnologia continuará a fazer parte do dia a dia na fazenda Aliança. De acordo com o gerente, existe a previsão de ampliar o sistema de irrigação das lavouras nos próximos três anos. “Já sabemos que os novos pivôs farão uso do AgSense, e quaisquer outras tecnologias que a Valley apresente nesse tempo”, conta. Entre os produtos que interessam a equipe da fazenda, incluem-se os painéis inteligentes da linha Icon, que permitem a gestão da irrigação diretamente no pivô e são compatíveis com as ferramentas do AgSense.

    Fonte: http://tempuri.org/tempuri.html

  • Milho tem leve recuperação em Chicago nesta quarta após dois dias de baixa

    Os preços internacionais do milho abrem a quarta-feira (27) apresentando leves altas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registram valorizações entre 1,25 e 1,50 pontos por volta das 09h04 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,67, o maio/19 valia US$ 3,77 e o julho/19 era negociado por US$ 3,85.

    Segundo informações da Agência Reuters, o milho tem leves altas após fechar em baixa no pregão de ontem seguindo a tendência do trigo, que atingiu seu menor valor nos últimos 10 meses na terça-feira.

    “O trigo está recebendo algum apoio na compra de barganhas após sua queda de cerca de 10% desde o início de fevereiro. Já a soja e o milho, estão à deriva à medida que o mercado aguarda mais detalhes sobre as negociações comerciais dos Estados Unidos e China”, disse Michael Magdovitz, analista sênior de commodities agrícolas do Rabobank.

    Os comerciantes em Chicago estão procurando novas notícias sobre as negociações para acabar com a guerra comercial entre as duas potências. Donald Trump disse na segunda-feira que estava otimista de que um acordo final poderia ser alcançado, mas até o momento nada de concreto foi realizado.

    “Os mercados de soja estão aguardando mais detalhes sobre o próximo estágio das negociações na guerra comercial entre os EUA e a China. Também houve relatos de que a China prometeu comprar 10 milhões de toneladas de soja dos EUA, mas o mercado ainda está à espera de sinais de que essas compras realmente foram feitas”, disse Magdovitz.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja opera estável em Chicago nesta 4ª feira com “notícias insuficientes” sobre China e EUA

    Os preços da soja testam leves altas nesta quarta-feira (27) na Bolsa de Chicago. Por volta de 8h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,25 e 0,75 ponto, levando o maio a US$ 9,17 por bushel.

    “As manchetes são insuficientes, os mercados querem um acordo”, resumiram os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Além da espera por informações mais concretas sobre o que esperam China e Estados Unidos nos próximos capítulos desta disputa, o mercado da soja também se comporta de forma técnica, buscando recuperar parte das baixas registradas no pregão anterior.

    Além disso, fevereiro já está quase terminando e às vésperas do início de um novo mês, os traders buscam também estar bem posicionados na CBOT.

    “Uma reconciliação política entre os Estados Unidos e a China parece entrar em descrença pela especulação. Além do mais, a suposta promessa chinesa de adicionar um total de US$- 30bi em novas compras de produtos agrícolas estadunidenses neste ano, já tem sido questionada por especialistas asiáticos, que afirmam não haver a viabilidade técnica”, explicam os analistas de mercado da consultoria ARC Mercosul.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo: Retração vendedora sustenta preços

    Diferente do que foi registrado no mercado externo de trigo nos últimos dias, a forte retração vendedora tem sustentado os valores no Brasil, segundo afirmam pesquisadores do Cepea. Os produtores que ainda detêm estoques de trigo de melhor qualidade seguem retraídos, aguardando valorização do produto para retornar ao mercado. Além disso, muitos agricultores estão voltados aos trabalhos de campo da safra verão de soja e milho, cenário que mantém baixa a liquidez interna. Do lado comprador, agentes sinalizam ter estoques confortáveis para pelo menos dois meses. Outros demandantes realizam aquisições pontuais, apenas para atender à demanda de curto prazo.

    Fonte: Cepea

  • Mosca branca mais resistente a inseticidas é encontrada em MT

    A busca pela mosca branca (Bemisia tabaci) do biótipo Q em Mato Grosso aconteceu, segundo Rafael Pitta, pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, depois que ela foi identificada em plantios de flores no Estado de São Paulo. Como plantas daquela região são enviadas para todo o país, possivelmente já haveria indivíduos em outras regiões. E foi exatamente numa floricultura em Sinop que ela também foi encontrada no estado do Mato Grosso.

    O trabalho de identificação coordenado por Pitta contou com o auxílio de alunos de graduação do curso de Agronomia da UFMT, e contou com ajuda de pesquisadores da Unesp (Botucatu-SP), onde foi feita a identificação por meio da biologia molecular. A análise do DNA é a única forma de diferenciar as raças, uma vez que são visualmente idênticas.

    A mosca branca biótipo Q é originária da região do Mediterrâneo. Ela foi coletada e identificada pela primeira vez no Brasil no fim de 2013 por um grupo de pesquisadores em lavouras no Rio Grande do Sul. Desde então vem se espalhando pelo país, já sendo presente nos estados do Sul, em São Paulo e também em Goiás. Transmissora de viroses, a mosca branca causa danos em diversas culturas, com maior impacto econômico em pimentão, soja e algodão.

    Alunos de uma disciplina ministrada por Rafael no curso de Agronomia da UFMT coletaram moscas brancas em tomateiro, hibisco, rabo de gato, trombeta de anjo e lantana em uma floricultura e nos jardins das próprias residências. De todos os indivíduos analisados, dois dos cinco presentes na lantana eram do biótipo Q. As demais eram do biótipo B, mais comum na região.

    Segundo Pitta há necessidade de novas pesquisas para verificar se esta raça de mosca branca já está presente nas lavouras do estado. O risco maior é para as culturas da soja e do algodão.

    “Como esta raça é resistente a uma gama de inseticidas, a pulverização das lavouras poderá selecionar indivíduos desta raça, tornando mais difícil e mais caro o controle da mosca branca”, explica Rafael Pitta.

    E conclui: “O exagero nas aplicações aumenta a pressão de seleção desta raça, favorecendo o estabelecimento dela nas lavouras. O melhor a fazer é monitorar a lavoura e somente aplicar o inseticida quando a infestação atinge o nível de dano”, orienta o pesquisador da Embrapa.

    Fonte: Portal DBO

  • Milho: Preços internacionais abrem a terça-feira com leves baixas

    Os preços internacionais do milho abriram a terça-feira (26) apresentando leves baixas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam desvalorizações entre 1 e 1,25 pontos negativos por volta das 09h05 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,69, maio/19 valia US$ 3,78 e o julho/19 era negociado a US$ 3,87.

    Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho caíram após algumas vedas técnicas e influenciado pela queda do trigo. Esse movimento negativo do trigo que influenciou o milho se deu pelas preocupações que continuam a crescer, e as exportações neste ano de comercialização não serão compatíveis com as previsões do USDA.

    De acordo com informações da Agência Reuters, apesar de o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) noticiar que 693.964 toneladas de trigo dos EUA foram inspecionadas para exportação na semana passada, o que foi acima da expectativas do mercado, as inspeções atuais estão na casa das 1,4 milhões de toneladas atrás do ano anterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja devolve últimas altas e opera em queda nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago

    Os futuros da soja recuam nesta terça-feira (26) na Bolsa de Chicago, após bater em suas máximas em duas semanas na sessão anterior. As cotações, por volta de 8h (horário de Brasília), perdiam entre 4,25 e 4,75 pontos, com o maio cotado a US$ 9,20 por bushel.

    Segundo explicam analistas e consultores internacionais, o mercado realiza lucros e ainda espera pelas confirmações das notícias que chegaram, nos últimos dias, sobre a melhora nas relações comerciais entre China e Estados Unidos.

    Embora as informações sejam positivas, a falta de confirmação ainda mantém o mercado cauteloso, sem força para definir uma nova tendência de alta para os preços. Além disso, há ainda preocupações na disputa entre chineses e americanos sobre a questão da propriedade intelectual, que é o ponto mais polêmico da guerra que há tempos já deixou de ser comercial.

    Os olhos dos traders também se voltam, em partes, para a conclusão da safra da América do Sul, que tem mais de 48% da área colhida no Brasil e, na Argentina, atenta às condições de clima para o desenvolvimento completo das lavouras.

    Do mesmo modo, o avanço da peste suína na China e alguns outros países, como o Vietnã, também exige acompanhamento e atenção. Os impactos sobre essa situação, porém, parece ainda não ter chegado aos preços em Chicago.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: saiba o que pode mexer com o mercado do grão nesta semana

    Mercado de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) deve continuar guiado pela perspectiva de acordo comercial entre Estados Unidos e China. O otimismo em torno da assinatura de acordo justifica a recuperação dos preços, após um início de semana de fortes perdas. As dicas são do analista de Safras & Mercado,Gil Barabach.
    As negociações entre as duas potências comerciais avançam, mas têm na propriedade intelectual o seu ponto nevrálgico;
    A posição maio/19 na CBOT se afasta do fundo em US$ 9,10 e flerta com patamar de US$ 9,30 bu. A assinatura do acordo deve abrir espaço para novos ganhos da soja em Chicago. Tecnicamente, o mercado de enfrentar a resistência, além deUS$ 9,30 bu, também em 9,36 bue depois na referência de 9,40 bu. O objetivo de alta é o topo gráfico em US$ 9,45 bu;
    Não dá para se empolgar demais. Os estoques nos EUA e a sobra de soja no mundo devem continuar limitando um avanço mais consistente das cotações. As vendas norte-americanas abaixo do esperado e os estoques altos abrem um potencial de venda, que segura as investidas de alta;
    A melhora no clima da América do Sul interrompe a espiral de quebra aqui no Brasil, ajudando a consolidar safra brasileira em 115,4 milhões de toneladas (Safras), contra 121,66 em 17/18. Na Argentina, o USDA projeta safra de 55 milhões de toneladas (37,80 em 17/18). O saldo na América do Sul continua positivo, apesar da quebra no Brasil. A produção 18/19 na região é 10 milhões de toneladas mais que na temporada anterior. Isso traz tranquilidade ao abastecimento e ajuda a pressionar as cotações
    O panorama climático tranquilo no Brasil e Argentina, apesar de alguns temores com falta de chuva, remetem a América do Sul a um papel secundário em Chicago. Além da guerra comercial, os operadores já começam a olhar as primeiras ideias em torno próxima safra norte-americana. O Fórum do USDA indicou área de soja de 85 milhões de acres nos EUA em 2019, uma queda de 4,7% em relação a 2018. A queda já era esperada, por conta do preços fracos e dúvidas em relação a China;
    Internamente, o fluxo lento de venda preocupa, dado o baixo comprometimento do produtor. Safra maior na América do Sul e a concorrência com estoques dos EUA podem gerar um gargalo comercial na entrada da safra. Nesse sentido, é importante aproveitar as oportunidades, mesmo que modestas, para diluir risco e fixar margem.

    Fonte: projeto Soja Brasil/Canal Rural 

  • Fungos ajudam plantas a absorver nutrientes

    Um subgrupo de super fungos, descoberto por cientistas do Sciencenetwork Wa (UWA) em solos de dois milhões de anos ao longo das planícies costeiras da Austrália, pode ser a chave para a sobrevivência de plantas em solos com deficiência de nutrientes. Os pesquisadores sabem agora que a sobrevivência das plantas, mesmo nos solos mais pobres, é muitas vezes baseada na coexistência entre os fungos micorrízicos e as raízes de uma planta.

    Frequentemente organismos microscópicos fazem isso movendo-se através do solo, juntando-se às raízes das plantas e ajudando as plantas a remover os nutrientes do solo. A descoberta mais interessante do estudo foi que esse local de biodiversidade pode conter alguns super fungos, diz o ecologista de raiz da UWA, François Teste.

    “Esses fungos ajudam as plantas em ambientes difíceis, e apesar de sabermos disso há algum tempo, o interessante deste estudo foi que, como os nutrientes se tornaram extremamente escassos em solos mais antigos, vimos a primeira indicação de que os fungos também estavam lutando, e eles começaram a mostrar sinais de estresse”, comenta.

    Outros estudos examinando as limitações de fósforo em solos muito intemperados também apoiam o conceito de que pode haver um subconjunto de fungos micorrízicos com a capacidade de prosperar onde outros fungos lutam. No entanto, mais pesquisas são necessárias para isolar e identificar esses super fungos no laboratório ou em estufas.

    “O que temos que fazer é ver se podemos usá-los para fins administrativos ou outros, como a restauração. As plantas estão fazendo muitas coisas diferentes para lidar e sobreviver. Os solos da Austrália Ocidental são incrivelmente interessantes e valiosos, e eles podem nos ensinar o que está acontecendo à medida que os solos envelhecem e se empobrecem”, conclui.

    Fonte: Agrolink