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6 de fevereiro de 2019

  • Milho: quarta-feira começa com preços internacionais estáveis

    O dia começa com os preços internacionais do milho não registrando movimentações nesta quarta-feira (06) na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações apresentaram estabilidade, com apenas uma desvalorização de 0,25% por volta das 09h00 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,80, o março/19 valia US$ 3,89 e o julho/19 era negociado a US$ 3,96.

    Segundo análise de Bem Potter da Farm Futures, os preços do milho continua tendo movimentações modestas em rodadas de compras técnicas enquanto os comerciantes seguem aguardando os dados do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que deve ser divulgado nesta sexta-feira.

    Conforme divulgado pela Agencia Reuters, o presidente da U.S. Commodities disse que “As vendas de soja já estavam prontas e agora estamos ansiosos para receber notícias sobre o relatório da safra que será divulgado na sexta-feira. Depois disso, vamos procur o que acontece com a próxima reunião entre Trump e Xi. É um mercado que acabou de ser algemado agora”, disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Sistema CNA inicia mapeamento de startups do agronegócio

    O Sistema CNA/Senar/ICNA realizou durante dois dias um evento preparatório para as equipes que vão mapear, a partir de hoje (6/01), as startups existentes em todo o País voltadas para o agro.

    O primeiro passo foi nivelar a equipe técnica das Administrações Regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e das Federações de Agricultura e Pecuária da Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rondônia.

    Os representantes desses cinco estados, onde serão feitos os primeiros levantamentos, conheceram a metodologia de trabalho em workshop realizado na sede do Sistema CNA, em Brasília.

    “Estamos começando o mapeamento do ecossistema de inovação das startups e o workshop servirá para nivelar as equipes para entenderem como funciona a metodologia e como será o trabalho realizado em cada estado”, explicou Paulo Araújo, coordenador de Inovação da Diretoria de Conhecimento e Inovação do Senar.

    Cada estado representa uma região do Brasil. A intenção é conhecer o grau de maturidade das agtechs e, posteriormente, ampliar para o resto do País, trazendo a metodologia de mapeamento para o Instituto CNA.

    “Queremos identificar a estrutura das startups no País para fomentar o desenvolvimento de tecnologia em cada região onde há ecossistemas favoráveis”, ressaltou o coordenador técnico do ICNA, Carlos Frederico Dias.

    A programação do workshop englobou temas como fundamentos e estrutura de ecossistemas e mapeamento, análise das agtechs brasileiras, pensamento ecossistêmico, cultura, financiamento, parcerias, metas, identificação de riscos, papéis, responsabilidades e prioridades para o desenvolvimento.

    Segundo o vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), Guilherme Moura, o estado já deu o primeiro passo promovendo um Hackathon em Juazeiro, mas a intenção é aprofundar o mapeamento.

    “Nosso objetivo agora é fazer um diagnóstico exato do ecossistema no estado e a partir daí definir uma estratégia assertiva para o desenvolvimento de startups. Entendemos que o fomento de startups e a transformação digital é a próxima revolução do segmento agropecuário.”

    “Estamos começando. Ainda não existe nenhuma startup em Rondônia, mas o conhecimento adquirido no workshop é importante para somar os demais projetos que existem no estado como a Assistência Técnica e Gerencial”, afirmou o supervisor de campo do Senar Rondônia, Kennio Freire Pessoa.

    O evento também contou com a participação das unidades estaduais do Sebrae. Débora Chagas, coordenadora de TI e Startups do Sebrae Rio Grande do Sul, afirmou que o estado já possui em torno de 20 startups voltadas para o setor agropecuário devido, principalmente, à demanda do produtor rural.

    “O mapeamento vai nos ajudar a posicionar o estado como forte e colocar mais ação em cima disso porque trabalhamos algumas startups, mas não o ecossistema como um todo.”

    O workshop foi ministrado pelos consultores Valto Loikkanen e Óscar Ramírez, da Startup Commons, especializada em treinamentos de inovação e consultoria de desenvolvimento de ecossistema. A empresa é sediada na Finlândia e tem escritórios nos Estados Unidos, Hong Kong e Estônia.

    “Estamos discutindo ideias para esse projeto com o Sistema CNA/Senar/ICNA para mapear o sistema de inovação de agtechs no Brasil e este é o ponto de partida para entender o que acontece em diferentes níveis no País, descobrir o que atende o setor e então planejar o que pode ser feito” destacou Óscar Ramíres, CEO da Startup Commons.

    Fonte: Notícias Agrícolas 

  • Grupo analisa nanotecnologia para reduzir agrotóxicos

    Um grupo de pesquisadores de sete instituições nacionais e uma internacional, coordenado pelo professor Leonardo Fraceto do Instituto de Ciência e Tecnologia de Sorocaba, da Universidade Estadual Paulista (ICTS-Unesp), aprovou o projeto Agricultura, micro/nanotecnologia e ambiente: da avaliação dos mecanismos de ação a estudos de transporte e toxicidade junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O objetivo é avaliar as potencialidades de sistemas micro/nanoestruturados para controle de pragas em agricultura a partir da abordagem de avaliação de atividade biológica em organismos alvos, bem como dos destinos e potencial de toxicidade desses sistemas para o ambiente.

    Fraceto destaca que o projeto tem uma grande importância, pois congrega pesquisadores altamente qualificados em diferentes temas de atuação que contribuirão em muito para o desenvolvimento de alternativas mais seguras para o controle de pragas em agricultura, já que a equipe propõe alternativas mais sustentáveis para o controle de pragas, baseadas em sistemas micro/nanoestruturados. Serão utilizadas diferentes estratégias para encapsular agentes de controle, como agrotóxicos sintéticos e inseticidas/repelentes de origem botânica, além do uso de fungos e bactérias como agentes biológicos de controle encapsulados em micropartículas.

    A partir do desenvolvimento desses sistemas, serão feitos estudos de transporte e toxicidade de diferentes tipos de micro e nanopartículas com potencialidades para aplicações em agricultura. Dentre os desafios, destaca-se o fato de poucos estudos terem avaliado questões relativas ao mecanismo de ação de agentes de controle de pragas em associação com micro/nanotecnologia.

    Outro aspecto diz respeito ao destino e efeitos em organismos não alvos, de extrema importância para agricultura, uma vez que o uso de sistemas micro/nanoestruturados visa não somente aumentar a eficácia biológica de agentes de controle, mas também a minimização de impactos ambientais ocasionados pelo uso de agrotóxicos.

    Nesse cenário, serão propostos o estudo de potenciais mecanismos de ação, destino e toxicidade, utilizando como modelo diferentes organismos e tipos de sistemas micro e nanopartículas (poliméricos, lipídicos, metálicos), bem como diferentes agentes de controle, dentre eles compostos sintéticos, naturais e microrganismos. Dessa forma, a partir de estudos de especificidade (atividade biológica) e seletividade (destinos e toxicidade), será possível a obtenção de dados de forma a produzir conhecimento científico para a compreensão dos fenômenos e processos que governam a atividade biológica desses sistemas.

    Algumas atividades já foram realizadas. Em especial, destaca-se um sistema baseado em nanopartículas poliméricas carreadoras de atrazina, um herbicida largamente utilizado em cultivos de milho e cana-de-açúcar. Essas formulações mostraram-se mais eficientes que a formulação convencional de atrazina no controle de plantas daninhas. Dessa forma, foi possível reduzir em 10 vezes a dosagem do herbicida sem afetar sua atividade biológica, o que implicaria menor contaminação ambiental. Por outro lado, as mesmas formulações não levaram a efeitos persistentes no milho, que é uma cultura resistente à atrazina, bem como reduziram a toxicidade da atrazina em células humanas. Como esses ensaios foram realizados em casa de vegetação, o próximo passo que já está em andamento é a avaliação da eficiência desse produto em condições de campo.

    Ainda em relação a esse sistema, têm sido conduzidos estudos de mecanismos de ação para elucidar como as nanocápsulas potencializam a atividade da atrazina. Dessa forma, análises anatômicas de microscopia eletrônica de varredura e de transmissão fornecem informações importantes sobre como ocorrem os danos causados pelo herbicida atrazina e como a nanocápsula é capaz de modificar essa resposta nos tecidos foliares, tornando o herbicida 10 vezes mais eficiente. Somado a isso, análises em microscopia confocal (que acentua o contraste e produz imagens tridimensionais) das folhas tratadas com os nanopesticidas permitem a visualização e o acompanhamento do transporte das nanocápsulas marcadas com fluorescência diretamente no tecido vegetal.

    Também, para estudos de toxicidade, o grupo já evidenciou a interação de nanopartículas formadas pelo polímero sintético PCL (poli-ε-caprolactona) em nematoides C. elegans e foi possível observar que tais partículas causaram problemas no desenvolvimento dos organismos. Por outro lado, em estudos com outros tipos de partículas poliméricas (zeína, uma proteína de milho), foi observado que tais partículas apresentaram menor toxicidade nos vermes, indicando uma melhor biocompatibilidade do organismo com esse tipo de nanocarreador e possivelmente menor impacto no bioma do solo.

    O mercado do controle biológico vem crescendo em média 15% ao ano em todo o mundo, porém, esses organismos são mais suscetíveis a fatores abióticos quando comparados aos inseticidas convencionais. Nesse contexto, a micro (estruturas com tamanho entre 1 e 1000 μm) e mais recentemente a nanotecnologia (estruturas com pelo menos uma dimensão entre 1 e 1.000 nm – 1 nanômetro equivale a 1 bilhonésimo do metro) tem apresentado grande potencial para o desenvolvimento de novas formulações com compostos ativos de interesse agrícola.

    Como exemplo, temos a utilização de nanopartículas produzidas com materiais poliméricos (macromoléculas formadas pela união de substâncias simples, chamadas de monômeros) ou lipídicos, contendo agentes de controle (agrotóxicos sintéticos e inseticidas/repelentes de origem botânica), que visam aumentar a solubilidade desses ingredientes ativos, liberá-los de uma forma lenta ou protegê-los da degradação. Dessa maneira, é possível liberar uma quantidade menor do ingrediente ativo ao longo do tempo, mantendo níveis desejáveis do composto por longos períodos no ambiente. Essa característica resulta em aumento de eficiência e seletividade, não prejudicando os organismos não alvos, e por consequência gerando menor contaminação ambiental. Além disso, no caso de encapsulação de microrganismos, tal estratégia favorece sua proteção contra fatores ambientais, como degradação pela luz e drásticas mudanças de temperatura.

    No entanto, cabe destacar que essas novas tecnologias, devem ser avaliadas antes de chegarem ao mercado, visando prevenir riscos ao ambiente e à saúde humana. Em relação à nanotecnologia, o transporte, o destino e a biodisponibilidade (porcentual de aproveitamento por um organismo de uma data substância) são altamente dependentes dos meios aos quais são expostos; logo, alterações relativamente sutis nas características físico-químicas da água, por exemplo, podem alterar a morfologia e a hidrofobicidade (resistência à água) desses nanomateriais, que por sua vez afetam a sua biodisponibilidade e o seu potencial de toxicidade.

    Assim, a investigação desses materiais considerando diferentes ecossistemas, como os de água doce, salgada, sedimento e solo, já que os diferentes organismos podem responder de forma diferenciada quando em contato com um mesmo nanomaterial, é essencial, como o conhecimento dos riscos que os nanomateriais podem causar ao ambiente, importante para sua regulamentação, produção, comercialização e descarte, garantindo que estes sejam realizados de forma adequada e sustentável.

    Conforme a pesquisadora Vera Castro da Embrapa Meio Ambiente, as ações a serem desenvolvidas pelos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente pretendem avaliar a ecotoxicidade destes agentes em diferentes organismos e condições ambientais. Para tanto, serão adequadas estratégias de estudos de toxicidade para avaliação do potencial tóxico de micro/nanoestruturas a fim de contribuir para desenvolvimento de alternativas mais seguras e sustentáveis para o agronegócio associado à minimização de impactos ambientais.

    Participam do projeto Leonardo Fernandes Fraceto e Gerson Medeiros (Unesp Sorocaba), Ricardo Polanczyk (Unesp Jaboticabal), Juliana Mayer e Marcelo Jesus (Unicamp), Renato Grillo (Unesp Ilha Solteira), Renata de Lima (Uniso), Vera Castro e Claudio Jonsson (Embrapa Meio Ambiente), Alejandra Bravo (Unam, México) Daiana Avila e Luciana Pinto (UFLA), Claudia Martinez e Halley Oliveira (UEL) e Daiana Avila (Unipampa).

    Fonte: Embrapa/Massanews

  • Perdas com o clima? Veja dicas para prorrogar parcelas de custeio da soja

    Para ajudar os produtores que tiveram perdas por conta do clima, a Aprosoja Brasil lançou um manual para prorrogação de parcelas de custeio e investimento

    O clima realmente trará perdas significativas para a produção de soja do país. E mais do que isso, pois alguns produtores chegaram a perder mais da metade de suas lavouras, como relatado no Rio Grande do Sul, na região da Fronteira Oeste, ou no oeste do Paraná. Para tentar ajudar esses produtores a Aprosoja Brasil reeditou um documento dando dicas para quem precisa prorrogar as parcelas de custeio e de investimentos.

    Segundo o documento, os produtores que passaram por problemas de estiagem ou excesso pluviométrico e que estejam colhendo abaixo das expectativas, podem pedir a prorrogação do financiamento de custeio ou investimento. Entretanto há pré requisitos:

    1 – Ter as perdas devidamente comprovadas por documentos (laudos agronômico e financeiro, ofício com formalização de pedido de prorrogação);

    2 – O financiamento deve estar vinculados ao chamado crédito oficial

    3 – Não estar inadimplente com o financiamento que se pretende prorrogar.

    “Produtor, não deixe para solicitar os laudos ou pedidos de prorrogação próximos ao vencimento dos contratos porque, caso haja vencimento da data de pagamento, impedirá futuras negociações pela inadimplência que já estará ocorrendo”, afirma a entidade.

    Fonte: Projeto Soja Brasil/Canal Rural