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11 de fevereiro de 2019

  • Transformação digital pode ajudar preservação do solo

    O especialista Diego Siqueira, engenheiro agrônomo, afirmou que a transformação digital pode auxiliar a preservação do solo através da chamada “governança do solo”. De acordo com ele, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o uso inadequado desse recurso natural causa perdas da ordem de 5 a 7 milhões de hectares anualmente “e já perdemos metade dos solos férteis do planeta nos últimos 150 anos”.

    Segundo ele, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) classifica a governança do solo como um “conjunto de políticas, estratégias e processos para balizar e orientar a tomada de decisão sobre uso e ocupação do solo dentro de um país, estado ou cidade. Porém, a governança vai mais além, promovendo a agricultura sustentável e garantindo a segurança alimentar, por meio da ciência, tecnologia e da transformação digital”.

    Nesse cenário, o Brasil já iniciou algumas discussões sobre a utilização da transformação digital na conservação dos solos, movimentando várias iniciativas públicas que podem ajudar a apurar os riscos e as oportunidades da governança. “Porém, existe pouca ou nenhuma integração de informações, é o que aponta auditoria realizada pelo TCU. Em 2014, foi aplicado cerca de R$ 1,7 bilhão em programas nessa área. A transformação digital pode contribuir significativamente para essa integração de informações, data analytics, ações transdisciplinares e tomada de decisão multissetorial”, comenta.

    “Em outros países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Estônia e Nova Zelândia, desde 2009 já ocorrem debates sobre dados governamentais abertos e governo eletrônico (e-gov). No movimento M-gov, plataformas permitem o acesso a serviços e informações públicas para diferentes setores e aplicações, dentre elas governança do solo”, completa.

    Para finalizar, Siqueira afirma é necessária uma maior conscientização e melhora na percepção pública sobre as atividades de pesquisa e desenvolvimento para geração de indicadores representativos do solo. “A governança do solo impulsionada pela transformação digital pode ainda contribuir para elevar a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, através de programas e certificação de atividades agrícolas e industriais em âmbito nacional e internacional”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Guerra comercial ainda preocupa indústria da soja

    As incertezas da disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos ainda causam preocupação e ansiedade entre os membros da indústria global da soja. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o efeito da redução da China nas compras de soja deverá ser uma diminuição de 16 milhões de toneladas em uma base anualizada.

    Nesse cenário, isso equivaleria a cerca de US$ 5,2 bilhões em receitas de exportação, com base nos preços atuais da soja exportada pelos EUA. O advogado da Dorsey & Whitney, Dave Townsend, que faz parte do Grupo Corporativo da empresa e de seus grupos de práticas de segurança e comércio tecnológico, revelou que o Congresso dos EUA e a administração de Donald Trump estão oferecendo US$ 3,6 bilhões em pagamentos aos produtores de soja dos EUA para compensar parcialmente a perda.

    “As exportações de soja dos EUA têm sido lentas porque a China era o maior comprador”, disse Brett Cooper, diretor da Divisão de Commodities da Pacific INTL FCStone, afirmando que no início de dezembro, os EUA exportaram 13,3 milhões de toneladas, quase 10 milhões a menos do que no ano passado.

    Para o ano comercial de 2018/2019, que termina em agosto desse ano, o USDA espera que os EUA tenham estoques de 25,99 milhões de toneladas, que é o maior já registrado. Nos 10 anos anteriores, a quantidade média de estoques de soja foi de apenas 5,5 milhões. “Os fazendeiros dos EUA estão em uma posição difícil porque acabaram de colher a maior safra de soja de todos os tempos (125 milhões de toneladas) e o maior cliente de exportação não está comprando a soja”, completa.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Avanço da colheita não impede sustentação de preços

    As cotações de milho continuam firmes no mercado brasileiro, sustentadas pelo bom ritmo das exportações, segundo afirmam pesquisadores do Cepea. Além disso, vendedores estão cautelosos em negociar grandes volumes. Esse cenário de alta tem sido observado na maior parte das praças acompanhadas, com exceção do Rio Grande do Sul, mesmo com o avanço da colheita. Entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro, Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas, apresentou aumento de 1,68%, fechando a R$ 39,99/saca de 60 kg na sexta-feira, 8. Quanto à exportação, em janeiro, o volume foi de 4,22 milhões de toneladas, 40% superior ao embarcado no primeiro mês de 2018 – dados da Secex.

    Fonte Cepea

  • Soja tem início de semana estável e à espera de informações sobre EUA e China

    Nesta segunda-feira (11), os futuros da soja trabalham com leves altas na Bolsa de Chicago. As cotações subiam entre 0,50 e 0,75 ponto, por volta de 7h20 (horário de Brasília), e ainda mantinham a já conhecida cautela adotada pelos traders há tantos meses.

    Assim, o contrato março/19 tinha US$ 9,15 e o maio/19, US$ 9,29 por bushel na manhã de hoje.O mercado ainda sente a falta de subsídios para operar de forma mais agressiva e começa uma nova semana ainda caminhando de lado na CBOT.

    Após o relatório do USDA – e uma reação bem limitada das cotações dos grãos em Chicago – as atenções estão ainda mais voltadas para a guerra comercial entre China e EUA, principalmente como o fim do feriado do Ano Novo Lunar na Nação Asiática.

    “Com a China retornando do feriado de uma semana, traders aguardam noticias em relação a guerra comercial EUA/China e/ou novas compras de soja americana pela China”, diz Steve Cachia, diretor da Cerealpar.

    O executivo chama a atenção também para o dólar neste início de semana.

    “O dólar pode ter uma semana nervosa, com investidores preocupados com o fato do presidente do Brasil ainda estar hospitalizado e os rumores de que a reforma da Previdência pode demorar mais que o esperado. Tudo isso deixa um viés para um dólar mais valorizado, a não ser que haja atuação do BC brasileiro ou avanços positivos nos assuntos mencionados”, completa Cachia.

    Fonte Notícias Agrícolas