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25 de fevereiro de 2019

  • Soja: saiba o que pode mexer com o mercado do grão nesta semana

    Mercado de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) deve continuar guiado pela perspectiva de acordo comercial entre Estados Unidos e China. O otimismo em torno da assinatura de acordo justifica a recuperação dos preços, após um início de semana de fortes perdas. As dicas são do analista de Safras & Mercado,Gil Barabach.
    As negociações entre as duas potências comerciais avançam, mas têm na propriedade intelectual o seu ponto nevrálgico;
    A posição maio/19 na CBOT se afasta do fundo em US$ 9,10 e flerta com patamar de US$ 9,30 bu. A assinatura do acordo deve abrir espaço para novos ganhos da soja em Chicago. Tecnicamente, o mercado de enfrentar a resistência, além deUS$ 9,30 bu, também em 9,36 bue depois na referência de 9,40 bu. O objetivo de alta é o topo gráfico em US$ 9,45 bu;
    Não dá para se empolgar demais. Os estoques nos EUA e a sobra de soja no mundo devem continuar limitando um avanço mais consistente das cotações. As vendas norte-americanas abaixo do esperado e os estoques altos abrem um potencial de venda, que segura as investidas de alta;
    A melhora no clima da América do Sul interrompe a espiral de quebra aqui no Brasil, ajudando a consolidar safra brasileira em 115,4 milhões de toneladas (Safras), contra 121,66 em 17/18. Na Argentina, o USDA projeta safra de 55 milhões de toneladas (37,80 em 17/18). O saldo na América do Sul continua positivo, apesar da quebra no Brasil. A produção 18/19 na região é 10 milhões de toneladas mais que na temporada anterior. Isso traz tranquilidade ao abastecimento e ajuda a pressionar as cotações
    O panorama climático tranquilo no Brasil e Argentina, apesar de alguns temores com falta de chuva, remetem a América do Sul a um papel secundário em Chicago. Além da guerra comercial, os operadores já começam a olhar as primeiras ideias em torno próxima safra norte-americana. O Fórum do USDA indicou área de soja de 85 milhões de acres nos EUA em 2019, uma queda de 4,7% em relação a 2018. A queda já era esperada, por conta do preços fracos e dúvidas em relação a China;
    Internamente, o fluxo lento de venda preocupa, dado o baixo comprometimento do produtor. Safra maior na América do Sul e a concorrência com estoques dos EUA podem gerar um gargalo comercial na entrada da safra. Nesse sentido, é importante aproveitar as oportunidades, mesmo que modestas, para diluir risco e fixar margem.

    Fonte: projeto Soja Brasil/Canal Rural 

  • Fungos ajudam plantas a absorver nutrientes

    Um subgrupo de super fungos, descoberto por cientistas do Sciencenetwork Wa (UWA) em solos de dois milhões de anos ao longo das planícies costeiras da Austrália, pode ser a chave para a sobrevivência de plantas em solos com deficiência de nutrientes. Os pesquisadores sabem agora que a sobrevivência das plantas, mesmo nos solos mais pobres, é muitas vezes baseada na coexistência entre os fungos micorrízicos e as raízes de uma planta.

    Frequentemente organismos microscópicos fazem isso movendo-se através do solo, juntando-se às raízes das plantas e ajudando as plantas a remover os nutrientes do solo. A descoberta mais interessante do estudo foi que esse local de biodiversidade pode conter alguns super fungos, diz o ecologista de raiz da UWA, François Teste.

    “Esses fungos ajudam as plantas em ambientes difíceis, e apesar de sabermos disso há algum tempo, o interessante deste estudo foi que, como os nutrientes se tornaram extremamente escassos em solos mais antigos, vimos a primeira indicação de que os fungos também estavam lutando, e eles começaram a mostrar sinais de estresse”, comenta.

    Outros estudos examinando as limitações de fósforo em solos muito intemperados também apoiam o conceito de que pode haver um subconjunto de fungos micorrízicos com a capacidade de prosperar onde outros fungos lutam. No entanto, mais pesquisas são necessárias para isolar e identificar esses super fungos no laboratório ou em estufas.

    “O que temos que fazer é ver se podemos usá-los para fins administrativos ou outros, como a restauração. As plantas estão fazendo muitas coisas diferentes para lidar e sobreviver. Os solos da Austrália Ocidental são incrivelmente interessantes e valiosos, e eles podem nos ensinar o que está acontecendo à medida que os solos envelhecem e se empobrecem”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Semana começa com altas de até 2,50 pontos na Bolsa de Chicago

    A semana começa com a Bolsa de Chicago (CBOT) apresentando altas nos preços internacionais do milho nessa segunda-feira (25). As principais cotações registram valorizações entre 2 e 2,25 pontos por volta das 08h56 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,77, o maio/198 valia US$ 3,86 e o julho/19 era negociado por US$ 3,94.

    Segundo informações da Agência Reuters, os preços do milho começam o dia elevados na esteira do otimismo do mercado sobre uma resolução do conflito entre China e Estados Unidos. O presidente americano Donald Trump disse no domingo que ele estenderia a data limite para o aumento das tarifas norte-americanas sobre produtos chineses graças às negociações comerciais produtivas entre ele e o presidente chinês Xi Jinping, que devem se reunir para selar um acordo se o progresso continuar.

    Outra demonstração de que um acordo pode acontecer em breve, é que a China comprometeu-se a comprar mais 10 milhões de toneladas de soja dos EUA em reunião no Salão Oval na última sexta-feira, conforme afirmou o secretário de agricultura americano, Sonny Perdue, no Twitter.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja bate em suas máximas em 2 semanas em Chicago nesta 2ª com esperança de acordo ChinaxEUA

    A semana começa com os preços da soja em alta na Bolsa de Chicago e registrando seus mais altos patamares em quase duas semanas. O avanço é subsidiado pelos bons avanços das conversas entre China e Estados Unidos nos últimos dias, com executivos dos dois lados buscando costurar um acordo antes do fim do período da trégua entre os dois países em 1º de março.

    Assim, perto de 6h55 (horário de Brasília), os futuros da commodity subiam entre 9,75 e 10,25 pontos, com o maio já sendo cotado acima dos US$ 9,30 eo agosto valendo US$ 9,52 por bushel.

    De acordo com o próprio presidente Donald Trump anunciou, mais uma vez, pela sua conta no Twitter, a nação asiática teria se comprometido com os americanos em comprar mais cerca de 10 milhões de toneladas de soja. O presidente americano, na última sexta, se reuniu com o 1º ministro chinês, Liu He, braço direito de Xi Jinping quando o assunto é economia.

    O objetivo agora é também fazer com que as tarifas sobre US$ 200 bilhões dos EUA sobre produtos chineses importados previstas para entrarem em vigor com valor mais alto – de 10% para 25% – não sejam efetivadas em 2 de março. Conseguido isso, os dois países teriam um pouco mais de tempo para discutir os pontos que ainda estão em desacordo.

     

    Nesse contexto, as informações sobre a nova safra dos Estados Unidos – prevista pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) – e a conclusão da safra atual na América do Sul acabam perdendo espaço entre os radares dos traders no mercado internacional.

    Fonte: Notícias Agrícolas