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26 de fevereiro de 2019

  • Trigo: Retração vendedora sustenta preços

    Diferente do que foi registrado no mercado externo de trigo nos últimos dias, a forte retração vendedora tem sustentado os valores no Brasil, segundo afirmam pesquisadores do Cepea. Os produtores que ainda detêm estoques de trigo de melhor qualidade seguem retraídos, aguardando valorização do produto para retornar ao mercado. Além disso, muitos agricultores estão voltados aos trabalhos de campo da safra verão de soja e milho, cenário que mantém baixa a liquidez interna. Do lado comprador, agentes sinalizam ter estoques confortáveis para pelo menos dois meses. Outros demandantes realizam aquisições pontuais, apenas para atender à demanda de curto prazo.

    Fonte: Cepea

  • Mosca branca mais resistente a inseticidas é encontrada em MT

    A busca pela mosca branca (Bemisia tabaci) do biótipo Q em Mato Grosso aconteceu, segundo Rafael Pitta, pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, depois que ela foi identificada em plantios de flores no Estado de São Paulo. Como plantas daquela região são enviadas para todo o país, possivelmente já haveria indivíduos em outras regiões. E foi exatamente numa floricultura em Sinop que ela também foi encontrada no estado do Mato Grosso.

    O trabalho de identificação coordenado por Pitta contou com o auxílio de alunos de graduação do curso de Agronomia da UFMT, e contou com ajuda de pesquisadores da Unesp (Botucatu-SP), onde foi feita a identificação por meio da biologia molecular. A análise do DNA é a única forma de diferenciar as raças, uma vez que são visualmente idênticas.

    A mosca branca biótipo Q é originária da região do Mediterrâneo. Ela foi coletada e identificada pela primeira vez no Brasil no fim de 2013 por um grupo de pesquisadores em lavouras no Rio Grande do Sul. Desde então vem se espalhando pelo país, já sendo presente nos estados do Sul, em São Paulo e também em Goiás. Transmissora de viroses, a mosca branca causa danos em diversas culturas, com maior impacto econômico em pimentão, soja e algodão.

    Alunos de uma disciplina ministrada por Rafael no curso de Agronomia da UFMT coletaram moscas brancas em tomateiro, hibisco, rabo de gato, trombeta de anjo e lantana em uma floricultura e nos jardins das próprias residências. De todos os indivíduos analisados, dois dos cinco presentes na lantana eram do biótipo Q. As demais eram do biótipo B, mais comum na região.

    Segundo Pitta há necessidade de novas pesquisas para verificar se esta raça de mosca branca já está presente nas lavouras do estado. O risco maior é para as culturas da soja e do algodão.

    “Como esta raça é resistente a uma gama de inseticidas, a pulverização das lavouras poderá selecionar indivíduos desta raça, tornando mais difícil e mais caro o controle da mosca branca”, explica Rafael Pitta.

    E conclui: “O exagero nas aplicações aumenta a pressão de seleção desta raça, favorecendo o estabelecimento dela nas lavouras. O melhor a fazer é monitorar a lavoura e somente aplicar o inseticida quando a infestação atinge o nível de dano”, orienta o pesquisador da Embrapa.

    Fonte: Portal DBO

  • Milho: Preços internacionais abrem a terça-feira com leves baixas

    Os preços internacionais do milho abriram a terça-feira (26) apresentando leves baixas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam desvalorizações entre 1 e 1,25 pontos negativos por volta das 09h05 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,69, maio/19 valia US$ 3,78 e o julho/19 era negociado a US$ 3,87.

    Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho caíram após algumas vedas técnicas e influenciado pela queda do trigo. Esse movimento negativo do trigo que influenciou o milho se deu pelas preocupações que continuam a crescer, e as exportações neste ano de comercialização não serão compatíveis com as previsões do USDA.

    De acordo com informações da Agência Reuters, apesar de o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) noticiar que 693.964 toneladas de trigo dos EUA foram inspecionadas para exportação na semana passada, o que foi acima da expectativas do mercado, as inspeções atuais estão na casa das 1,4 milhões de toneladas atrás do ano anterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja devolve últimas altas e opera em queda nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago

    Os futuros da soja recuam nesta terça-feira (26) na Bolsa de Chicago, após bater em suas máximas em duas semanas na sessão anterior. As cotações, por volta de 8h (horário de Brasília), perdiam entre 4,25 e 4,75 pontos, com o maio cotado a US$ 9,20 por bushel.

    Segundo explicam analistas e consultores internacionais, o mercado realiza lucros e ainda espera pelas confirmações das notícias que chegaram, nos últimos dias, sobre a melhora nas relações comerciais entre China e Estados Unidos.

    Embora as informações sejam positivas, a falta de confirmação ainda mantém o mercado cauteloso, sem força para definir uma nova tendência de alta para os preços. Além disso, há ainda preocupações na disputa entre chineses e americanos sobre a questão da propriedade intelectual, que é o ponto mais polêmico da guerra que há tempos já deixou de ser comercial.

    Os olhos dos traders também se voltam, em partes, para a conclusão da safra da América do Sul, que tem mais de 48% da área colhida no Brasil e, na Argentina, atenta às condições de clima para o desenvolvimento completo das lavouras.

    Do mesmo modo, o avanço da peste suína na China e alguns outros países, como o Vietnã, também exige acompanhamento e atenção. Os impactos sobre essa situação, porém, parece ainda não ter chegado aos preços em Chicago.

    Fonte: Notícias Agrícolas