Daily Archives

27 de fevereiro de 2019

  • Robô contador ajuda produtor rural a antecipar cálculo do imposto de renda

    A startup gaúcha Essent Agro desenvolveu um aplicativo, apelidado de robozinho, que importa notas fiscais eletrônicas e faz, mês a mês, o cálculo da prévia do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) a ser pago no ano seguinte. O aplicativo também organiza receitas e gastos do produtor rural.

    “Estamos nos antecipando ao que o produtor vinha fazendo de forma tradicional, que era comprar um insumo ou vender um produto, guardar a nota consigo e lá pelo mês de fevereiro ou março levar isso para o seu contador, que simplesmente inseria as informações no programa do governo e emitia um boleto para pagar o imposto de renda, ou seja, executar aquilo que ocorreu no ano fiscal anterior”, explica o CEO da Essent Agro, Giandrei Basso.

    O robô contador, por sua vez, além de automatizar todo o processo, lança a contabilidade dentro do próprio ano fiscal. “Ele busca a nota no momento da emissão, em tempo real, seja de uma receita ou de um gasto, traz para dentro da plataforma esses dados, que são conferidos, classificados e ao final de cada mês é feito um cálculo da prévia do imposto a pagar no ano seguinte. Por trabalhar dentro do ano vigente, é possível fazer o planejamento tributário, adotando estratégias legais para reduzir ou mesmo isentar o produtor do imposto de renda”, afirma.

    Uma dessas estratégias é antecipar os insumos que serão utilizados no ano seguinte, pagando dentro do regime de caixa daquele ano, o que permite abater como despesa no imposto, segundo Basso. Outra possibilidade é trocar o imobilizado em um maquinário agrícola, fazer uma reforma num armazém ou em uma UBS. “Em vez de você dar esse dinheiro para o governo você pode investir na propriedade”, diz o CEO da Essent Agro.

    Empresários rurais
    Segundo levantamento da consultoria e fundo de investimentos AgFounder, o Brasil possui hoje 338 startups com soluções tecnológicas voltadas para a agricultura. “Isso veio para ficar. Os produtores cada vez mais terão que se inserir nessas tecnologias para terem mais rentabilidade, tornando-se empresários rurais”, pontua Jhony Möller, analista de desenvolvimento técnico do Sistema Ocepar.

    De acordo com Möller, as ferramentas digitais estão mais acessíveis hoje em dia e com interfaces mais amigáveis, utilizando gráficos e imagens para ajudar o produtor a ter, de modo facilitado e compreensível, todos os dados sobre a produção da sua fazenda, dos seus recursos financeiros e da sua capacidade de investimento.

    Na lavoura, as tecnologias da agricultura 4.0, que agrega o uso de drones, estações meteorológicas, sensores em máquinas agrícolas e dados de satélite, também ajudam o produtor a melhorar o seu processo produtivo, otimizando o uso de insumos e implementos, segundo Möller. Plataformas que geram indicadores agronômicos e permitem a rastreabilidade completa da safra ainda permitem avaliar a condição das plantas na lavoura, como a sua densidade foliar, o estado nutricional e identificar qualquer tipo anomalia.

    Fonte: Gazeta do Povo 

  • Internet conecta equipamentos da fazenda e traz praticidade à rotina de produtores irrigantes

    Os benefícios que a internet pode trazer para facilitar o trabalho do produtor rural já são bem conhecidos, mas a evolução das tecnologias está dando origem a novos produtos que estão mudando a forma como a agricultura é executada e administrada, e o mesmo se aplica a atividades como a irrigação. Depois de anos conectando as pessoas, a internet passa agora para uma nova fase: a conexão das coisas. Ferramentas, sistemas e até grandes maquinários se conectam, deixando certos processos automáticos e controláveis a distância, aumentando a liberdade do usuário.

    A indústria de irrigação já está aproveitando os benefícios desta nova era tecnológica. A Valley, líder do setor de agricultura de precisão, está investindo em produtos inovadores que trazem a tecnologia para o campo, permitindo que o produtor exerça o controle sobre o seu sistema de irrigação sem precisar sair de casa, em qualquer momento. Foi assim que nasceu o AgSense, uma solução de gestão remota de equipamentos de irrigação, que abrange diversos produtos desenhados para aumentar a automatização dos pivôs e painéis de irrigação da empresa. Entre eles, destaca-se o Field Commander, uma ferramenta de monitoramento e controle de pivôs orientados por GPS, que fornece informações em tempo real e pode ser acessado por smartphone, computador ou tablet.

    “A automação permite que o produtor assuma o controle das operações dos equipamentos a qualquer momento, de qualquer lugar. Assim, ele economiza tempo e reduz os custos, contribuindo para que as decisões sejam tomadas de forma mais rápidas e assertiva. Além de controlar remotamente os pivôs e realizar programações, a tecnologia permite que o produtor acompanhe em tempo real as operações, garantindo que elas sejam realizadas conforme planejado. Caso algo não esteja conforme esperado, basta alguns cliques no smartphone ou computador para corrigir a situação, dispensando o deslocamento até o campo”, explica Andre Ramos Stanciola, Consultor de Tecnologia.

    Na fazenda Aliança, localizada no município de Nova Glória (GO), o AgSense constitui uma parte do sistema de irrigação desde a sua implantação, em 2015. A propriedade, onde se produz soja, milho semente e feijão, conta com 250 hectares irrigados, atendidos por seis pivôs Valley.

    O gerente geral da fazenda, José Félix Cintra Morais, observa que o sistema trouxe diversas vantagens para as atividades de irrigação da lavoura. “Um dos principais benefícios é a facilidade do manuseio do sistema de irrigação. Os nossos pivôs trabalham, geralmente, entre as 21h e as 6h; se eu não utilizasse o AgSense, eu teria que acompanhar pessoalmente o funcionamento dos equipamentos no campo, o que seria um grande obstáculo”, conta.

    Com o AgSense, o produtor pode programar os pivôs para funcionarem durante um determinado horário, interromper o funcionamento em caso de chuva, e monitorar o equipamento em tempo real. “Desde que passamos a usar a irrigação, tornou-se uma ferramenta absolutamente essencial para nós. Estamos muito satisfeitos com a Valley e sempre estamos interessados nas novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas para o campo”, ressalta.

    Para o futuro, a tecnologia continuará a fazer parte do dia a dia na fazenda Aliança. De acordo com o gerente, existe a previsão de ampliar o sistema de irrigação das lavouras nos próximos três anos. “Já sabemos que os novos pivôs farão uso do AgSense, e quaisquer outras tecnologias que a Valley apresente nesse tempo”, conta. Entre os produtos que interessam a equipe da fazenda, incluem-se os painéis inteligentes da linha Icon, que permitem a gestão da irrigação diretamente no pivô e são compatíveis com as ferramentas do AgSense.

    Fonte: http://tempuri.org/tempuri.html

  • Milho tem leve recuperação em Chicago nesta quarta após dois dias de baixa

    Os preços internacionais do milho abrem a quarta-feira (27) apresentando leves altas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registram valorizações entre 1,25 e 1,50 pontos por volta das 09h04 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,67, o maio/19 valia US$ 3,77 e o julho/19 era negociado por US$ 3,85.

    Segundo informações da Agência Reuters, o milho tem leves altas após fechar em baixa no pregão de ontem seguindo a tendência do trigo, que atingiu seu menor valor nos últimos 10 meses na terça-feira.

    “O trigo está recebendo algum apoio na compra de barganhas após sua queda de cerca de 10% desde o início de fevereiro. Já a soja e o milho, estão à deriva à medida que o mercado aguarda mais detalhes sobre as negociações comerciais dos Estados Unidos e China”, disse Michael Magdovitz, analista sênior de commodities agrícolas do Rabobank.

    Os comerciantes em Chicago estão procurando novas notícias sobre as negociações para acabar com a guerra comercial entre as duas potências. Donald Trump disse na segunda-feira que estava otimista de que um acordo final poderia ser alcançado, mas até o momento nada de concreto foi realizado.

    “Os mercados de soja estão aguardando mais detalhes sobre o próximo estágio das negociações na guerra comercial entre os EUA e a China. Também houve relatos de que a China prometeu comprar 10 milhões de toneladas de soja dos EUA, mas o mercado ainda está à espera de sinais de que essas compras realmente foram feitas”, disse Magdovitz.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja opera estável em Chicago nesta 4ª feira com “notícias insuficientes” sobre China e EUA

    Os preços da soja testam leves altas nesta quarta-feira (27) na Bolsa de Chicago. Por volta de 8h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,25 e 0,75 ponto, levando o maio a US$ 9,17 por bushel.

    “As manchetes são insuficientes, os mercados querem um acordo”, resumiram os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Além da espera por informações mais concretas sobre o que esperam China e Estados Unidos nos próximos capítulos desta disputa, o mercado da soja também se comporta de forma técnica, buscando recuperar parte das baixas registradas no pregão anterior.

    Além disso, fevereiro já está quase terminando e às vésperas do início de um novo mês, os traders buscam também estar bem posicionados na CBOT.

    “Uma reconciliação política entre os Estados Unidos e a China parece entrar em descrença pela especulação. Além do mais, a suposta promessa chinesa de adicionar um total de US$- 30bi em novas compras de produtos agrícolas estadunidenses neste ano, já tem sido questionada por especialistas asiáticos, que afirmam não haver a viabilidade técnica”, explicam os analistas de mercado da consultoria ARC Mercosul.

    Fonte: Notícias Agrícolas