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março 2019

  • O futuro bilionário dos apps

    Estimado em US$ 809,6 milhões este ano, o mercado global de programas e aplicativos para a agricultura de precisão deve crescer cada vez mais. A projeção é de que o setor salte quase 15% anualmente, até 2025. Se as estimativas forem certeiras, em 2021, esse mercado estará faturando cerca de US$ 1,1 bilhão. O estudo é da consultoria indiana Wise Guy. Não por acaso, empresas têm apostado no segmento. A cada dia, o produtor tem um app diferente, para cada tipo de atividade: medir a produtividade, acompanhar as finanças, controlar a irrigação.

    EM TESTE
    Sistema faz indicações de sementes
    Dona da americana The Climate Corporation, a alemã Bayer acaba de anunciar novas funções do sistema desenvolvido por sua subsidiária, especialista em agricultura digital. Trata-se do Seed Advisor. Com base em informações da indústria e das variedades disponíveis, a ferramenta prediz quais são as sementes com maior potencial de desenvolvimento para cada região produtora. A ferramenta está em testes nos Estados Unidos, na cultura de milho, desde o ano passado. Até agora, os resultados demonstraram um crescimento de produtividade de 9,5 sacas de 60 quilos por hectare.

    PESQUISA
    O gene da apneia nas plantas
    Uma equipe de cientistas suecos e dinamarqueses identificou os genes que dão às plantas a tolerância à falta de oxigênio. O estudo abre caminho para o desenvolvimento de vegetais que resistam a inundações, mantendo a produtividade de alimentos nessas condições. A descoberta foi publicada recentemente, numa revista científica europeia. O próximo passo é investigar como as plantas reagem à falta de oxigênio se o gene for expressado com mais força. Numa fase mais avançada do estudo, a ideia é transferir esses genes a plantas importantes para a agricultura, como trigo, arroz, milho e soja.

    CLIMA
    Previsão do tempo
    O BoosterAgro é o mais novo aplicativo de previsão meteorológica para o campo. Entre as variáveis que o app fornece, destacam-se temperatura, chuva, direção, velocidade e rajadas do vento e umidade e ponto de orvalho para os dez dias seguintes. Gratuita, a nova ferramenta funciona off-line e está disponível para dispositivos Android e iOS. Desde que foi lançado, no final do ano passado, o BoosterAgro já superou os 50 mil downloads, cobrindo 100 mil fazendas, em cinco países: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

    APLICATIVO
    Calculadora portátil de produtividade
    A consultoria catarinense Agroconsult acaba de lançar o aplicativo Rally da Safra. A iniciativa é o maior projeto itinerante privado de acompanhamento da safra no País. Além de servir como uma plataforma para acompanhar o que acontece no Rally, o app terá uma interface interativa para o produtor: uma calculadora digital para mensurar sua produtividade de soja e milho, assim como é feito pela equipe do Rally. A ferramenta dá o passo a passo para essa conta. O aplicativo é gratuito e pode ser instalado em celulares com sistemas Android (Google) e iOS (Apple).

    INVESTIMENTO
    Unidos pela transformação digital
    A sueca Ericsson e as brasileiras Vivo e Raízen estão focadas na transformação digital do campo. No mês de janeiro, as três empresas firmaram uma parceria com a incubadora EsalqTec, de Piracicaba (SP), para acelerar startups de inovações para o agronegócio. O objetivo é estimular o desenvolvimento de tecnologias de internet das coisas. Seis empresas iniciantes foram
    selecionadas e devem trabalhar com soluções como o gerenciamento remoto e a mineração de dados de veículos e máquinas agrícolas, além de tecnologias para o controle de incêndio em máquinas de pulverização de fertilizantes e agroquímicos.

    AGRICULTURA 4.0
    tecnologia espacial no campo
    A Embrapa e a Visiona Tecnologia Espacial, uma joint-venture entre a Embraer e a Telebrás, assinaram um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento de sistemas inteligentes que combinam tecnologia espacial com sistemas informatizados aplicados à agricultura. Entre as inovações, está o primeiro nanosatélite brasileiro, previsto para ser lançado no espaço no primeiro semestre de 2020. Equipado com uma câmera de alta resolução e com elevada qualidade radiométrica,
    o equipamento ajudará a desenvolver sistemas de análise de imagens para a agricultura e sistemas de produção integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.

    ACELERAÇÃO
    O time de inovação da M. Dias Branco
    De um grupo de 11 startups, oito passam a compor o time de empresas iniciantes em tecnologia para atender diretamente à cearense M. Dias Branco, grande produtora de massas e biscoitos do País. O anúncio foi feito em janeiro. As startups foram selecionadas no Projeto Germinar, criado pela própria empresa. A iniciativa foi um piloto da companhia para buscar soluções tecnológicas inovadoras nas áreas de ingredientes e processos, embalagens, marketing e comunicação, fidelização de cliente e criação de novos negócios. Agora, essas oito startups estão aptas para futuras oportunidades e assinatura de novos contratos de negócios com a M. Dias Branco.

    Fonte: Dinheiro Rural

  • Sustentabilidade garante rentabilidade ao agronegócio

    O agronegócio tem a necessidade de, cada vez mais, ser sustentável, seja por conta da exigência para a exportação e dos anseios do consumidor final, seja pela percepção do próprio produtor. A agricultura sustentável é aquela que respeita o meio ambiente, é justa do ponto de vista social, é rentável e garante às gerações futuras a continuidade do cultivo.

    Ulisses Rocha Antuniassi, professor da Unesp Botucatu e doutor em agronomia, pontua que o momento atual da agricultura valoriza a consciência e o uso correto e seguro dos insumos. Tanto que vários projetos desenvolvidos por ele abrangem as Boas Práticas Agrícolas (BPA), que são princípios de recomendação técnica que devem ser adotados pelos produtores rurais a fim de obter produtos finais com mais qualidade, assegurando a saúde dos trabalhadores e consumidores e preservando o meio ambiente.

    “Manejo e uso controlado de defensivos agrícolas são questões que os produtores devem estar atentos. É cada vez mais importante que eles tenham ferramentas de gestão e monitoramento de tudo o que acontece no campo”, ressalta Ulisses. Ainda segundo o professor, garantir o uso ideal dos produtos resulta em uma safra com mais qualidade, menor custo e sem contaminação do ambiente.

    Diante desse cenário, crescem as startups de agronegócio no Brasil, conhecidas como agtechs, que visam trazer ferramentas tecnológicas aos empreendedores rurais. Uma delas é a Perfect Flight: “Nossa solução para a gestão da aplicação aérea de defensivos agrícolas partiu da percepção da falta de controle sobre a qualidade e assertividade da aplicação, além, é claro, da ausência de mapas exatos para preservar o entorno”, explica Leonardo Luvezutti, gestor de operações.

    Há quatro anos no mercado, a ferramenta oferecida pela Perfect Flight proporcionou melhores índices de assertividade na aplicação de defensivos aéreos, próximos a 90%, com a preservação de áreas ambientais. “Em alguns casos pode-se constatar que os índices de assertividade prévios ao monitoramento eram de 60%. Já monitoramos mais de dois milhões e meio de hectares e os resultados são efetivos”, diz Luvezutti.

    O Pulse, hub de inovação da Raízen ao qual a Perfect Flight faz parte do portfólio, firmou-se como peça-chave no ecossistema de inovação ao também fomentar soluções voltadas à sustentabilidade. No final de fevereiro, o hub organizou, em Piracicaba, um encontro que reuniu diversos parceiros e colaboradores do ecossistema de inovação e discutiu alguns temas relacionados à preocupação da Raízen com o meio ambiente e com a produção sustentável.

    “O crescimento sustentável é uma das diretrizes chaves da Raízen e ganhará uma importância ainda maior com o Pulse. Por meio das soluções socioambientais que já temos no nosso porfólio, a empresa consegue evoluir economicamente, sem deixar de atuar na preservação e na mitigação dos impactos ambientais. Além disso, também possibilita o desenvolvimento das comunidades em que suas atividades estão presentes”, afirma Fábio Mota, VP de tecnologia e head do Pulse.

    A agricultura é um dos pontos em que a sustentabilidade ambiental e a econômica são determinantes para o sucesso do produtor e da sociedade, conforme pontua o professor Ulisses. “Lavouras sadias e o meio ambiente preservado levarão o agronegócio para um caminho bem-sucedido e próspero, já que dependemos desse setor, que corresponde a mais de 20% do PIB do Brasil.”

    Fonte: Agrolink

  • Quinta-feira começa estável para o milho em Chicago

    O dia começa com a Bolsa de Chicago (CBOT) estável para os preços internacionais do milho futuro nesta quinta-feira (28). As principais cotações registravam movimentações máximas de 0,25 pontos negativos por volta das 09h07 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,73, o julho/19 valia US$ 3,83 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,90.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os futuros do milho fecharam o último pregão quebrando abaixo de sua linha de suporte de três semanas. Enquanto o tempo continua a ser uma preocupação para o plantio antes da estimativa de sexta-feira, a demanda também está na mistura hoje.

    As vendas de exportação na semana passada provavelmente melhoraram um pouco em relação aos 36,1 milhões de bushels da semana anterior, apesar das boas safras que estão surgindo na América do Sul proporcionarão concorrência durante o verão. A produção de etanol caiu 29.000 barris por dia na semana passada, com as enchentes fechando as usinas, mas os estoques aumentaram ligeiramente.

    O mercado também segue de olho nos negociadores dos Estados Unidos e da China que estão de volta à mesa de negociações em Pequim hoje, tentando finalmente fechar um acordo.

    De acordo com os analistas da ARC Mersocul, essa contínua falta de novidades sobre a reconciliação entre Trump e Jinping elevam as incertezas sobre o lado da especulação que apostava em um fim breve desta “guerra política”.

    Outro ponto de atenção passa a ser as questões sanitárias chinesas. “A crise sanitária na Ásia tem se intensificado com a dispersão da febre africana no rebanho de suínos. As estimativas mais conservadoras já apontam para um abate total de 1,5 milhão de cabeças na China, na tentativa de controle da doença. Os impactos para o consumo do farelo de soja no país asiático já são observados, e significantes”, dizem.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja volta a atuar com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta 5ª após baixas intensas

    A euforia e a ansiedade diminuíram na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (28) e as cotações voltaram a operar mais próximas da estabilidade depois das baixas de mais de 12 pontos no pregão anterior. Por volta de 7h45 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 3 e 3,25 pontos nos principais vencimentos, com o maio/19 valendo US$ 3,90 por bushel.

    O mercado internacional retoma sua cautela preparando-se para os relatórios que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta sexta-feira, 29 de março, atualizando a situação dos estoques trimestrais e as primeiras projeções oficiais de plantio da safra 2019/20.

    Além disso, são retomadas também as conversas entre China e Estados Unidos nesta quinta, o que mantém o mercado atento e na defensiva à espera de qualquer nova informação. Entretanto, é sabido também que o mercado está saturado de rumores que não se confirmam há mais de um ano sobre isso.

    Nesta quinta também, atenção aos dados de vendas semanais para exportação que o USDA traz. As expectativas do mercado variam de 500 mil a 1 milhão de toneladas.

    O mercado internacional está atento também ao andamento do dólar no Brasil. A disparada de ontem levou o país a realizar vários negócios dado a sua maior competitividade e atratividade frente aos importadores e ajudou a pressionar Chicago.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Quem fez um manejo eficiente, agora, colhe mais

    É na colheita que verificamos se todas as operações que o produtor realizou durante o ciclo de desenvolvimento da soja, desde a escolha das sementes e a preparação do solo para o plantio, foram bem planejadas. Se todas as etapas foram tratadas adequadamente, aumentam muito as possibilidades de as colheitadeiras extraírem a máxima produtividade ao entrarem nas lavouras. O mesmo se espera da condição sanitária das plantas e dos grãos. “Quando pensamos em doenças, a ferrugem-asiática é a mais preocupante no final do ciclo da soja. Quando instalada, nessa fase ela já evoluiu, teve tempo de se multiplicar, por isso é muito importante o monitoramento constante da lavoura. É ainda uma fase difícil de manejar a doença, pois, com as entrelinhas fechadas, fica muito mais complicado levar um fungicida até os terços inferiores das plantas”, explica João Paulo Marinho, consultor de Marketing para Soja da BASF.

    Os recursos que o produtor brasileiro desembolsa para controlar doenças, e principalmente a ferrugem, doença fúngica que é um dos principais problemas do sojicultor, estão na casa dos bilhões de dólares, somando o investimento em fungicidas, equipamentos, mão de obra e as perdas propriamente ditas causadas à lavoura. E a conta sempre pode ficar mais salgada se não forem tomadas as medidas necessárias em tempo hábil. Segundo Marinho, quem não conseguiu fazer um manejo eficiente das lavouras desde o princípio certamente já contabiliza maiores perdas, pela queda na produtividade. “É de extrema importância que se realizem as aplicações de fungicidas de forma correta agora no final do ciclo para evitar ainda mais perdas”, diz o consultor.

    Há uma série de motivos que impedem o sojicultor de fazer o manejo com fungicidas no momento certo, como o excesso ou a falta de chuvas e até mesmo algum problema técnico com o maquinário. Daí a importância de ter um planejamento muito bem definido, pois ajuda a evitar ou amenizar esse tipo de situação. Mas, nessa reta final, ninguém pode descuidar. “Todos os produtores devem fazer o monitoramento e decidir sobre fazer essas últimas aplicações, mesmo aqueles que capricharam desde o início e vêm protegendo suas lavouras, seguindo as recomendações de um manejo eficiente”, orienta Marinho. “Ou podem colocar em risco todo o trabalho feito até agora, como respeitar o intervalo de aplicações de fungicidas, utilizar a dosagem correta, fazer a rotação de modos de ação, cuidar a tecnologia de aplicação, entre outras medidas.”

    Para essa etapa que antecede a colheita, a BASF recomenda duas soluções que contribuem para reduzir e controlar o forte impacto da ferrugem. Uma delas é o fungicida Versatilis®, que impede o avanço da doença e contribui para que a lavoura tenha um melhor rendimento. Em avaliações técnicas realizadas em campo pela BASF, lavouras tratadas com o produto tiveram incremento médio de 2,5 sacas por hectare, na comparação com o tratamento padrão das fazendas. Por conta de seu ingrediente ativo fenpropimorfe, uma morfolina, o fungicida auxilia no manejo contra a resistência da ferrugem.

    Outra recomendação da BASF para o combate à ferrugem no período final da safra é o fungicida multissítio Status®, que atua no bloqueio de diferentes pontos e fases do desenvolvimento do fungo. Essa característica também auxilia bastante no manejo de resistência da doença. Os ganhos no manejo com Status® vêm ainda por conta da baixa dosagem e pela ótima cobertura foliar, mais duradoura, resultado de sua fórmula diferenciada.

    A ação conjunta de Versatilis® e Status® traz grandes benefícios para o agricultor, nestas que são as últimas aplicações do manejo eficiente contra a ferrugem na soja. Essa integração de produtos, associada à correta orientação técnica sobre o melhor manejo das lavouras, garante resultados superiores nessa fase, visto que se obtém uma associação perfeita de um produto sistêmico que age nas fases de crescimento do fungo e outro que protege as plantas quanto à penetração do fungo.

    Fonte: BASF

     

  • “Google do Agro”, unicórnio Indigo dá primeiros passos no Brasil

    Tecnologia e agronegócio andam de mãos dadas há décadas no Brasil. Inteligência artificial (IA), big data, geolocalização e algoritmos tornaram-se tão comuns que é praticamente impossível falar em genética, análise de solo, defensivos ou fertilizantes sem usar essas ferramentas. Com centenas de startups na área, o que não havia ainda no Brasil, era a presença de uma empresa que unisse diversas tecnologias de ponta, ao mesmo tempo. Não havia. A startup americana Indigo está desde o início do ano oferecendo seus serviços no Brasil – e chega com vontade.

    Do desenvolvimento da lavoura, à plataformas de comercialização e contratos com blockchain e logística, ela é conhecida como o ‘Google do Agro’. Nem todos os produtos e serviços virão para o Brasil num primeiro momento, mas os tentáculos da empresa começam a se espalhar.

    Fundada em 2014, ainda sob o nome de Symbiota, a Indigo é um dos primeiros unicórnios das agritechs (startups do agronegócio). Hoje, a startup está avaliada em US$ 3,5 bilhões. É uma das poucas empresas do setor que alcançaram a marca e permanecem independentes – a primeira companhia a alcançar tal status foi a Climate Corporation, comprada pela Monsanto em 2013 por US$ 1,1 bilhão.

    Um dos primeiros serviços a ser oferecido no Brasil será o tratamento biológico de sementes com micróbios. É mais ou menos como se as sementes tomassem um banho de iogurte, personalizado por um robô que leu uma grande biblioteca de dados. Põe grande nisso. A plataforma de inteligência artificial lê informações sobre solo e clima de cada fazenda que requisita seus serviços e as une a um banco de dados de 70 mil cepas de micróbios, cujos DNAs foram sequenciados. Com as marcações genéticas, o algoritmo consegue indicar quais os melhores micro-organismos para aumentar a produtividade da soja, ou proteger milho contra doenças e clima.

    Dois mundos. “A indústria de biotecnologia avança com ajuda de inovações como barateamento do sequenciamento de DNA, aprendizado de máquina e computação em nuvem”, diz David Perry, presidente executivo da Indigo. “Não estamos fazendo coisas que não foram feitas antes: nós só a aplicamos na agricultura.”

    No mundo, a Indigo oferece tratamentos para soja, arroz, algodão, milho e trigo. Por enquanto, só a tecnologia voltada à soja está sendo oferecida no Brasil, por meio de sementeiros, profissionais que comercializam sementes para grandes fazendas. Em vez de vender os serviços, o acordo é que a empresa ficará com metade da produção extra gerada por seu tratamento – uma sofisticação do barter, método no qual o agricultor paga fornecedores com parte de sua produção. Segundo a Indigo, a expectativa é que, no Brasil ela seja capaz de aumentar a eficiência das lavouras em 3%. Nos EUA, onde está há mais tempo e já domina os dados, esse índice pode chegar a 10%.

    Além de dispensar testes demorados, a solução por meio de inteligência artificial pode resultar no aumento da produtividade e na redução do uso de produtos químicos, como fertilizantes e pesticidas.

    “No tratamento de sementes, o maior problema é selecionar os elementos mais eficazes”, diza José Otávio Menten, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP em Piracicaba. “A possibilidade de explorar rapidamente um grande número de dados aumenta as chances de êxito.”

    Cada vez que vai se estabelecer em um país, a empresa busca estudar exemplos de micro-organismos da região. No Brasil, a Indigo fez parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), enquanto fazendas como a Terra Santa cederam espaço para testes – ao todo, a companhia já tem mais de 200 acordos de colaboração para soja, arroz, milho e outros grãos.

    A empresa fechou ainda parcerias com startups locais, como a Agrosmart, que trabalha com imagens de satélite e sensoriamento. A Indigo também chega ao País oferecendo sua tecnologia de blockchain para investidores fecharem contratos de barter – a tecnologia permite que os acordos sejam menos burocráticos e mais seguros.

    Conectividade. O tratamento de sementes não é a única parte da Indigo a utilizar inteligência artificial. Nos EUA, a companhia tem uma plataforma de comércio, que conecta produtores e compradores de grãos. Permite que as negociações sejam feitas sem intermediários e também abre a possibilidade para que produtores ofereçam diferentes qualidades de grãos.

    “O comprador pode começar a especificar o que deseja na plataforma, como grãos com nível específico de proteína. Assim, fazendeiros podem produzir a colheita com valor agregado e lucrar mais”,diz Perry.

    Grãos especiais ou destinados para ração animal podem ser negociados a valores diferentes. É como um Tinder rural: o comprador “dá match” com o produto que melhor combina com suas necessidades.

    Para entregar essa produção, a Indigo tem também uma plataforma de logística que usa algoritmos para conectar caminhoneiros com as rotas mais eficientes. A Indigo planeja trazer os serviços para o Brasil até 2020, mas diz que antes precisa construir uma base junto aos caminhoneiros.

    Para fechar, a empresa também usa IA para analisar imagem de satélite – no fim de 2018, comprou a TellusLabs, uma startup do setor. A tecnologia será usada para gerar previsões sobre safras, uma arma na mão da empresa para convencer fazendeiros a adotar o tratamento de sementes ou atrair investidores.

    “A Indigo traz uma mudança de paradigma para o agro, que passa a ter uma plataforma de serviços”, avalia Guilherme Raucci, professor do MBA de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).

    Fonte: O Estado de S.Paulo 

  • Chicago estende tendência de ontem e milho tem leves quedas nessa quarta-feira

    A quarta-feira (27) começa com os preços futuros do milho internacional apresentando a mesma tendência do último pregão, leves quedas ainda próximas da estabilidade. As principais cotações registraram desvalorizações entre 2 e 2,25 pontos negativos por volta das 09h08 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,75, o julho/19 valia US$ 3,84 e setembro/19 era negociado por US$ 3,91.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho estão mais baixos do que nunca depois de serem negociados em uma faixa alguns centavos menores durante a maior parte da sessão da madrugada. Os futuros de maio romperam novamente com sua linha de suporte nas últimas três semanas.

    O site Barchart destaca também que o mercado segue aguardando os dados relatório de Intenção de Plantação que será divulgado nesta sexta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A expectativa é uma média de 91,332 milhões de acres de milho (36,9 milhões de hectares). Isso seria mais de 2 milhões de acres acima do ano passado (809.371 de hectares).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com pequenos recuos em Chicago nesta 4ª de olho nas relações China x EUA

    “Os traders querem novas notícias sobre a retomada das negociações em Pequim esta semana”, afirma a consultoria Allendale, Inc., para justificar o comportamento ainda estável das cotações da soja na Bolsa de Chicago por mais um dia nesta quarta-feira (27).

    Perto de 7h40 (horário de Brasília), os futuros da commodity perdiam pouco mais de 2 pontos, com o maio/19 valendo US$ 8,98 e o agosto, US$ 9,18 por bushel. O intervalo em que os preços operam na CBOT é o mesmo há meses, e seguem sem força suficiente para sair dele.

    As indefinições sobre as relações entre chineses e americanos, mesmo sem qualquer novidade efetiva, seguem como principal foco do mercado e dos traders, que permanecem mantendo sua cautela e se movimentando de forma ‘parcelada’, de olho na posição recorde dos fundos que ainda pode ser observada do lado da venda.

    “A especulação continua operando sob muita penumbra política frente a Guerra Comercial, pressionando as cotações aqui em Chicago. Apesar de representantes norte-americanos e chineses indicarem a proximidade da reconciliação econômica entra as nações, os importadores privados da China continuam concentrando as novas compras da soja para a América do Sul”, explica a ARC Mercosul.

    Outro ponto de especulação e espera do mercado se dá com o boletim que chega nesta sexta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com as primeiras projeções oficiais de área para a safra 2019/20 do país. Os estoques trimestrais também serão atualizados.

    Completando o quadro há ainda a questão climática nos EUA, com as enchentes que permanecem sobre o Meio-Oeste americano e no Delta do Mississipi. E os trabalhos do plantio de milho deverão começar – dentro da janela ideal – dentro de 2 a a 3 semana e os participantes do mercado também estão de olho nisso e nas decisões que terão de ser tomadas pelo produtor americana.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Processamento de trigo no Brasil cresce 3,4% em 2018, diz Abitrigo

    SÃO PAULO (Reuters) – A indústria de moagem de trigo do Brasil processou 12,17 milhões de toneladas do cereal no ano passado, crescimento de 3,4 por cento ante os 11,77 milhões de 2017, informou nesta terça-feira a associação do setor Abitrigo.

    De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), a área Norte/Nordeste respondeu pela maior parte da moagem, com 3,71 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (3,47 milhões), Santa Catarina/Rio Grande do Sul (2,17 milhões), São Paulo (1,65 milhão) e Centro-Oeste/Minas Gerais/Rio de Janeiro/Espírito Santo (1,16 milhão).

    Fonte: Reuters

  • Tratar ou não tratar as sementes de milho, eis a questão

    Seguindo com dicas e conceitos sobre as Boas Práticas Agronômicas, hoje o assunto é o tratamento das sementes. Essa boa prática deve ser feita antes do plantio de milho porque o tratamento assegura o bom estabelecimento da nossa lavoura e um alto potencial produtivo.

    O tratamento de sementes, como o próprio nome já diz, é colocar na sua semente produtos químicos e/ou biológicos que vão agregar potencial produtivo ao material que você adquiriu. Esses produtos auxiliam na nutrição das plantas e/ou no combate a pragas e doenças que podem causar sérios danos logo no início da nossa lavoura. Outros benefícios do tratamento de sementes são a uniformidade da germinação, a menor necessidade de replantio e o melhor enraizamento e estabelecimento da lavoura.

    O milho segunda safra, na maioria das propriedades, vem logo depois da soja. Por isso, a presença de percevejos na área é bastante grande. Esse inseto, hoje, é uma das pragas que mais atacam o milho no Brasil e os danos que ele causa nos estágios iniciais da lavoura podem comprometer a produtividade e até matar a plântula. O monitoramento e o controle do percevejo devem ser feitos antes do plantio do milho e as sementes tratadas são uma das ferramentas que os produtores podem usar para isso.

    Basicamente o tratamento de sementes é realizado com fungicidas e inseticidas – são os mais comuns. Porém, outros produtos podem ser utilizados (micronutrientes, inoculantes, corantes) e a combinação deles também pode ser feita.

    Existem duas formas de se tratar as sementes: na fazenda (on farm) ou pelo sistema industrial (TIS). Se você optar por tratar sua semente na propriedade precisa tomar alguns cuidados e levar em conta todas as normas específicas para o tratamento, além de ter o maquinário para a função. O tratamento industrial de sementes faz parte das etapas do beneficiamento das sementes e é realizado com equipamentos de alta tecnologia.

    É muito importante lembrar que, depois de tratadas, as sementes só podem ser utilizadas para o plantio. Semente tratada NÃO PODE ser consumida por animais ou por nós, humanos.

    Recomendo o tratamento de sementes porque, além de todos os benefícios que vimos aqui, é importante considerar que ele tem custo baixo quando comparado às medidas de controle que devem ser tomadas em lavouras de sementes não tratadas. Não adianta investir em um material genético de alta qualidade e, na hora do plantio, ele não vingar, não é mesmo?

    Fonte: Canal Rural