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6 de março de 2019

  • Aprendizado de máquina seleciona sementes inteligentemente

    O Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT) e o Instituto BioSense ganharam conjuntamente o Desafio da Plataforma CGIAR para Big Data no Agriculture Inspire Challenge em 2018 para aprendizado de máquina em uma seleção de sementes mais inteligente. Este projeto, que é testado com agricultores de milho no México, ajudará a garantir que os produtores obtenham a melhor variedade de sementes possível para sua fazenda, permitindo-lhes reduzir o risco, economizar dinheiro e melhorar sua produção e segurança alimentar.

    O Desafio Inspire é uma iniciativa para desafiar parceiros, universidades e outros a usar os dados do CGIAR para criar projetos piloto inovadores que serão depois aplicados na prática. O desafio premia projetos com abordagens inovadoras que democratizam insights orientados por dados para informar políticas e aplicações locais, nacionais, regionais e globais em agricultura e segurança alimentar em tempo real.

    Usando o aprendizado de máquina, os pesquisadores podem prever os rendimentos e os riscos associados a diferentes sementes em um local específico e selecionar as variedades ótimas, levando em consideração os dados climáticos e geográficos. Usando os dados do CIMMYT e de centenas de sites de estações agrícolas e experimentais e uma rede de empresas de sementes produzindo variedades para diversas agroecologias, a BioSense desenvolverá modelos de aprendizado de máquina que prevejam o desempenho de variedades de sementes em condições especiais para aconselhar os agricultores de milho no México sobre o que plantar.

    Fonte: Agrolink

  • “Perspectivas são boas para o milho em 2019”

    O Agrolink entrevistou o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sílvio Farnese. Ele fala sobre as perspectivas para milho neste ano, especialmente a segunda safra (ou popularmente chamada “safrinha”). Comenta ainda sobre “Guerra Comercial”, comércio exterior, o que esperar do novo governo e como vem a demanda pelo cereal.

    Agrolink – Que perspectiva vislumbra para o milho no Brasil em 2019?
    Sílvio Farnese – As perspectivas são boas. No quarto levantamento de safra, a Conab estima a safra de milho 2018/19 em 91.190,3 mil toneladas, um consumo de 62.500 mil toneladas e uma exportação de 31.000 mil t, restando um estoque final de 13.578 mil toneladas em 31 de janeiro/2020. Se confirmada, a safra 2018/19 será 12,9% maior que a safra 2017/18 e a segunda maior da história. No MT, maior produtor, com uma estimativa de 27.500 mil toneladas na 2ª safra, 36 % já foi comercializado antecipadamente, para entrega a partir de julho/19.

    Preocupa a projeção de aumento da área de milho nos Estados Unidos, resultado da retração da soja pós “Guerra Comercial”?
    Não, mas informações mais claras sobre esse movimento somente teremos após a divulgação do 1º levantamento de intenção de plantio nos Estados Unidos, em março/19, pelo USDA. No entanto, se ocorrer um aumento na área de milho ocorrerá uma redução na área de soja, favorecendo o produtor brasileiro.

    Com que previsão de clima e tempo vocês trabalham para a Segunda Safra?
    Há probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode provocar alterações nos níveis de chuvas no Brasil e demanda atenção quanto aos impactos na segunda safra de milho.

    Quais são as perspectivas quanto ao mercado externo já sob o Governo Bolsonaro?
    As perspectivas são boas, principalmente se ocorrer a ampliação dos investimentos em infraestrutura. Para a segunda safra deste ano, poderemos ter redução nos preços do milho em decorrência da variação cambial e de certa estabilidade das cotações em Chicago.

    Existe perspectiva de aumento da demanda interna em função do etanol de milho e aumento do consumo de carne?
    Sim. Pelo balanço de oferta e demanda da Conab a estimativa é de um consumo de 62.500 mil toneladas para a safra 2018/19, representando um aumento de 4,4% em relação ao ano safra anterior. Em 2018 foram esmagadas 2.000 mil toneladas para produção de etanol e com uma estimativa de 3.000 mil toneladas em 2019.

    Fonte: Agrolink 

  • Confira 3 dicas para proteger sua lavoura de soja de problemas climáticos

    A safra de soja do Brasil deve ter redução de 13,7 milhões de toneladas, atingindo 108,1 milhões de toneladas no ciclo 2018/2019. De acordo com a Aprosoja Brasil, essa queda é 11% menor que a estimativa inicial de produção, que chegou a atingir 121,8 milhões de toneladas . A queda está principalmente vinculada a problemas climáticos.

    O comentarista do Canal Rural Dejalma Zimmer preparou algumas dicas para o produtor rural evitar danos nas lavouras por conta do clima e ainda aumentar a produtividade. Confira!

    1- Investir em perfil físico, químico e biológico do solo
    Segundo o comentarista do Canal Rural, as áreas em todas as regiões do país que mais perderam produtividade nesta safra foram as áreas com presença de nematoides, com estrutura física e com perfil químico problemático.

    Isso pode ser resolvido com plantas de serviço na maior quantidade de área possível, cultivado como lavoura, por exemplo, braquiária ou mix de outras variedades mais indicadas na sua região.

    2 – Usar sementes de qualidade
    O ideal é procurar fazer o plantio de forma perfeita, usando semente de alta qualidade, com excelente tratamento de sementes e inoculação perfeita.

    “Fazendo isso, você começa o plantio com uma situação ideal, evitando problemas de solo sem condições e que atrapalham o plantio inicial”, afirmou.

    3 – Registrar dados da safra e investir em boa equipe
    É recomendado visitar mais a lavoura, fazer mais registros da safra e construir uma equipe mais comprometida com resultados.

    “Nós recebemos muitas tecnologias anualmente, isso dentro de uma cadeia estruturada de informações, com fornecedores, assistência técnica e consultorias. No entanto, recebemos também muita informação que está mais associada com mitos do que com a ciência, por isso é importante participar de dias de campo e feira agropecuárias”, observa.

    Ele ressalta ainda que o produtor precisa construir uma equipe dentro da própria casa e com parceiros comprometidos com a produtividade.

    “Isso vai evitar que ele entre em algumas canoas furadas e, fazendo o manejo equilibrado e com mais harmonia, ele vai estar se protegendo mais de problemas ambientais.”

    Fonte: Projeto Soja Brasil/Canal Rural

  • Soja: Mercado tem leves ganhos nesta 4ª feira, mas ainda sem sustentação em Chicago

    Os preços da soja, nesta quarta-feira (6) de cinzas no Brasil, trabalham com leves altas na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 7h30 (horário de Brasília), subiam entre 2 e 2,50 pontos nos contratos mais negociados, e assim o maio/19 vinha cotado a US$ 9,16 por bushel.

    Nada muda e o cenário ainda muito incerto sobre as relações entre China e Estados Unidos continuam limitando as variações da oleaginosa na CBOT. Embora na semana passada o mercado tenha recebido a notícia de que um acordo estaria próximo, pronto e prestes a ser assinado ainda este mês, os especialistas sabem da fragilidade das informações.

    Assim, as pequenas altas registradas hoje são nada mais do que uma correção técnica depois que tais incertezas derrubaram os futuros da soja na sessão anterior.

    Os fundos investidores mantêm sua cautela e vão, aos poucos, alinhando suas posições no intuito de estarem bem preparados na chegada efetiva de um consenso entre chineses e americanos ou até mesmo de um agravamento nessa disputa comercial que já dura um ano.

    Fonte: Notícias Agrícolas