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11 de março de 2019

  • Produção de trigo da Rússia pode chegar até 80 mi t em 2019

    Como informou o Ministério da Agricultura da Rússia em um comunicado, a colheita de trigo deste país poderia ficar entre 75 a 78 milhões de toneladas em 2019, um aumento de 4% em relação à colheita do ano passado.

    O Ministério destaca que, em caso de mais condições favoráveis, o prognóstico poderia ser elevado até as 80 milhões de toneladas.

    Quanto à colheita total de cereais em 2019, o órgão prevê um número de 118 milhões de toneladas, um aumento de 5% em relação às 113,25 milhões de toneladas de 2018 mas abaixo das 135,4 milhões de toneladas de 2017.

    Esse crescimento irá ajudar a assegurar o mercado interno e, por sua vez, aumentar as exportações, permitindo que o país se mantenha no top 3 dos principais exportadores de trigo do mundo.

    Fonte: Grupo Trigo

  • Brasil exporta recorde de soja em fevereiro e mais de 80% tem destino China

    O Carnaval passou e o ano finalmente deve começar no Brasil, o que pode puxar também mais negócios com a soja, segundo acredita o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. Para ele, novos fechamentos da safra nova, que vinham escassos nas últimas semanas, podem se intensificar nos próximos dias.

    “Tenderemos a ver mais pressão de fechamento na safra nova brasileira via trocas por insumos. A safra velha pode dar mais movimentação se houver notícias novas e positivas da disputa entre os EUAe China, já que poderá trazer apelo de alta em Chicago”, explica o executivo.

    No entanto, caso o caminhar das relações entre chineses e americanos continuar acontecendo na corda bamba, “vamos de fechamentos internos para indústria, que deve voltar às compras e agora com atividade de esmagamento forte”, completa Brandalizze.

    Entre as exportações, o ritmo também deverá continuar forte, segundo ele, e podendo, inclusive trazer prêmios melhores nestes próximos dias. “E assim estamos no ano novo comercial”, diz Brandalizze.

    Desde o início de março, em Paranaguá, a posição de entrega março/19 tem 35 cents de dólar sobre os valores de Chicago, enquanto o junho já carrega 52 centavos para a soja brasileira.

    Em fevereiro, por mais um mês, as exportações brasileiras de soja bateram recorde e chegaram a 6.091,1 milhões de toneladas, segundo números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). O volume é bem maior do que o de fevereiro passado, quando o Brasil exportou 3.509,4 milhões de toneladas. Em todo o complexo soja, o acumulado das exportações do Brsil são de 10,56 milhões de toneladas.

    Como explica o consultor, os compradores chineses, mesmo que em um ritmo mais comedido, seguem focados no produto brasileiro com a guera comercial com os EUA ainda em curso, o que muda a cena do comércio global de soja neste ano. “Normalmente, os primeiros dois meses do ano são fracos para a soja em grão, mas neste ano o acelerador está puxado porque a China segue agressiva, comprando nos nossos portos”.

    Segundo o Cepea, do total exportado pelo Brasil em fevereiro, 82,4% – 5,02 milhões de toneladas – foi destinado à China. Ainda segunfo a instituição, estes embarques acelerados da soja no Brasil ajudaram a puxar os preços no cenário nacional. “Além da entrega de contrato a termo, agora, as negociações no mercado spot também começaram a ganhar força, especialmente devido à valorização do dólar frente ao Real, que torna o produto nacional mais atrativo aos importadores”, explicaram os pesquisadores da instituição.

    Na última sexta-feira (8), o Notícias Agrícolas divulgou uma imagem do sistema Refinitiv Eikon, da Reuters, mostrando uma considerável fila de navios carregados com soja – e outros produtos – seguindo do Brasil para a China. Estas são cargas de compras feitas há alguns meses, com os embarques previstos para este período do ano.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Veja o que esperar do mercado da soja nesta semana

    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de Safras & Mercado, Gil Barabach:

    O relatório baixista do USDA ajuda a acentuar a inclinação negativa do preço da soja em Chicago. O corte no estoque dos EUA ficou, praticamente, dentro do esperado, enquanto os estoques mundiais ficaram acima do projetado pelo mercado. A safra brasileira é estimada pelo USDA em 116,5 milhões de t, acima do que o mercado projetava de 115,4 (Safras 115,7). E o departamento norte-americano manteve safra na Argentina em 55 milhões de t. Em linhas gerais, a oferta segue ampla e o abastecimento tranquilo;

    O foco do mercado deve continuar centrado nas notícias sobre o acordo comercial entre EUA e China. Em termos gerais, prevalece o otimismo para um acordo, mas a demora na assinatura e a falta de clareza nas negociações trazem dúvidas e alimentam ajustes negativos na curva de preços na CBOT;
    Lógico que o anúncio do acordo deve promover uma correção positiva, ainda mais que o mercado está muito achatado. Mas o cenário fundamental fraco deve continuar como contraponto de alta, inibindo ganhos mais expressivos em Chicago. De outra forma, não dá para par ao produtor se empolgar demais;

    Outro ponto de atenção e especulação é com o primeiro relatório de intenção de plantio da próxima safra norte-americana, que será divulgado dia 29 de março. O fórum do USDA antecipou queda na área de 4,7% para 2019. O andamento das negociações entre China e EUA pode confirmar ou não esse cenário preliminar;
    As vendas de soja dos EUA seguem abaixo do esperado, com compras chinesas arrastadas. Isso ajuda a limitar as investidas de alta na CBOT. As vendas acumuladas para a China seguem bem aquém das 10 milhões de projetadas a partir da trégua nas tarifas. Em linhas gerais, os silos continuam cheios nos EUA;

    Embora a cotação interna tenha reagido junto com o dólar e, com isso, favorecido a realização de negócios, ainda preocupa o baixo comprometimento interno com a safra nova. Até o último dia 08/mar as vendas dos produtores da safra 18/19 estavam em 42,9%, bem abaixo da média para o período (50,3%). A confluência de vendas mais lentas, produção cheia na Argentina e concorrência com os estoques dos EUA pode gerar um atrito comercial e jogar contra os preços ao longo do 1 semestre aqui no Brasil;
    Por isso, é interesse o produtor aproveitar repiques no dólar e na CBOT para ir fixando posições e defendendo sua margem, especialmente aqueles ainda mal vendidos com safra nova. A disparada do dólar, que volta a se aproximar da linha de R$ 3,90, pode servir de estímulo aos preços de soja e, com isso, melhorar a liquidez dos negócios;

    Fonte: Canal Rural 

  • Soja tem estabilidade em Chicago nesta 2ª feira e precisa de notícias reais para se direcionar

    O mercado da soja trabalha com estabilidade na manhã desta segunda-feira (11) na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos recuavam 0,50 ponto no maio e no julho, com o primeiro já atuando abaixo dos US$ 9,00 por bushel. O agosto subia 0,25 ponto para ser cotado a US$ 9,16.

    O mercado precisa de notícias verdadeiras. Com a guerra comercial ainda em curso, os especuladores estão saturados de rumores e boatos, e os fundos investidores evitando mudar bruscamente suas posições, ainda empilhados do lado da venda.

    Enquanto isso, em pequenas prestações, os preços da soja na Bolsa de Chicago seguem perdendo força, à espera de uma informação consistente e confirmada que possa mudar a direção do mercado. Na última semana, a notícia de que Donald Trump e Xi Jinping adiaram seu encontro previsto para 27 ou 28 de março mostraram o quão frágil continuam as relações comerciais entre chineses e americanos.

    O que tem dado algum suporte às cotações tem sido as pequenas compras feitas pela China nos EUA – por meio de suas estatais – como a de 664 mil toneladas da última sexta-feira (8) anunciada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A promessa é de que a nação asiática compre até 10 milhões de toneladas no mercado americano.

    Até que isso aconteça, porém, os EUA ainda têm de lidar com estoques finais de soja da temporada 2018/19 estimados em mais de 24 milhões de toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas