Daily Archives

27 de março de 2019

  • Soja: Quem fez um manejo eficiente, agora, colhe mais

    É na colheita que verificamos se todas as operações que o produtor realizou durante o ciclo de desenvolvimento da soja, desde a escolha das sementes e a preparação do solo para o plantio, foram bem planejadas. Se todas as etapas foram tratadas adequadamente, aumentam muito as possibilidades de as colheitadeiras extraírem a máxima produtividade ao entrarem nas lavouras. O mesmo se espera da condição sanitária das plantas e dos grãos. “Quando pensamos em doenças, a ferrugem-asiática é a mais preocupante no final do ciclo da soja. Quando instalada, nessa fase ela já evoluiu, teve tempo de se multiplicar, por isso é muito importante o monitoramento constante da lavoura. É ainda uma fase difícil de manejar a doença, pois, com as entrelinhas fechadas, fica muito mais complicado levar um fungicida até os terços inferiores das plantas”, explica João Paulo Marinho, consultor de Marketing para Soja da BASF.

    Os recursos que o produtor brasileiro desembolsa para controlar doenças, e principalmente a ferrugem, doença fúngica que é um dos principais problemas do sojicultor, estão na casa dos bilhões de dólares, somando o investimento em fungicidas, equipamentos, mão de obra e as perdas propriamente ditas causadas à lavoura. E a conta sempre pode ficar mais salgada se não forem tomadas as medidas necessárias em tempo hábil. Segundo Marinho, quem não conseguiu fazer um manejo eficiente das lavouras desde o princípio certamente já contabiliza maiores perdas, pela queda na produtividade. “É de extrema importância que se realizem as aplicações de fungicidas de forma correta agora no final do ciclo para evitar ainda mais perdas”, diz o consultor.

    Há uma série de motivos que impedem o sojicultor de fazer o manejo com fungicidas no momento certo, como o excesso ou a falta de chuvas e até mesmo algum problema técnico com o maquinário. Daí a importância de ter um planejamento muito bem definido, pois ajuda a evitar ou amenizar esse tipo de situação. Mas, nessa reta final, ninguém pode descuidar. “Todos os produtores devem fazer o monitoramento e decidir sobre fazer essas últimas aplicações, mesmo aqueles que capricharam desde o início e vêm protegendo suas lavouras, seguindo as recomendações de um manejo eficiente”, orienta Marinho. “Ou podem colocar em risco todo o trabalho feito até agora, como respeitar o intervalo de aplicações de fungicidas, utilizar a dosagem correta, fazer a rotação de modos de ação, cuidar a tecnologia de aplicação, entre outras medidas.”

    Para essa etapa que antecede a colheita, a BASF recomenda duas soluções que contribuem para reduzir e controlar o forte impacto da ferrugem. Uma delas é o fungicida Versatilis®, que impede o avanço da doença e contribui para que a lavoura tenha um melhor rendimento. Em avaliações técnicas realizadas em campo pela BASF, lavouras tratadas com o produto tiveram incremento médio de 2,5 sacas por hectare, na comparação com o tratamento padrão das fazendas. Por conta de seu ingrediente ativo fenpropimorfe, uma morfolina, o fungicida auxilia no manejo contra a resistência da ferrugem.

    Outra recomendação da BASF para o combate à ferrugem no período final da safra é o fungicida multissítio Status®, que atua no bloqueio de diferentes pontos e fases do desenvolvimento do fungo. Essa característica também auxilia bastante no manejo de resistência da doença. Os ganhos no manejo com Status® vêm ainda por conta da baixa dosagem e pela ótima cobertura foliar, mais duradoura, resultado de sua fórmula diferenciada.

    A ação conjunta de Versatilis® e Status® traz grandes benefícios para o agricultor, nestas que são as últimas aplicações do manejo eficiente contra a ferrugem na soja. Essa integração de produtos, associada à correta orientação técnica sobre o melhor manejo das lavouras, garante resultados superiores nessa fase, visto que se obtém uma associação perfeita de um produto sistêmico que age nas fases de crescimento do fungo e outro que protege as plantas quanto à penetração do fungo.

    Fonte: BASF

     

  • “Google do Agro”, unicórnio Indigo dá primeiros passos no Brasil

    Tecnologia e agronegócio andam de mãos dadas há décadas no Brasil. Inteligência artificial (IA), big data, geolocalização e algoritmos tornaram-se tão comuns que é praticamente impossível falar em genética, análise de solo, defensivos ou fertilizantes sem usar essas ferramentas. Com centenas de startups na área, o que não havia ainda no Brasil, era a presença de uma empresa que unisse diversas tecnologias de ponta, ao mesmo tempo. Não havia. A startup americana Indigo está desde o início do ano oferecendo seus serviços no Brasil – e chega com vontade.

    Do desenvolvimento da lavoura, à plataformas de comercialização e contratos com blockchain e logística, ela é conhecida como o ‘Google do Agro’. Nem todos os produtos e serviços virão para o Brasil num primeiro momento, mas os tentáculos da empresa começam a se espalhar.

    Fundada em 2014, ainda sob o nome de Symbiota, a Indigo é um dos primeiros unicórnios das agritechs (startups do agronegócio). Hoje, a startup está avaliada em US$ 3,5 bilhões. É uma das poucas empresas do setor que alcançaram a marca e permanecem independentes – a primeira companhia a alcançar tal status foi a Climate Corporation, comprada pela Monsanto em 2013 por US$ 1,1 bilhão.

    Um dos primeiros serviços a ser oferecido no Brasil será o tratamento biológico de sementes com micróbios. É mais ou menos como se as sementes tomassem um banho de iogurte, personalizado por um robô que leu uma grande biblioteca de dados. Põe grande nisso. A plataforma de inteligência artificial lê informações sobre solo e clima de cada fazenda que requisita seus serviços e as une a um banco de dados de 70 mil cepas de micróbios, cujos DNAs foram sequenciados. Com as marcações genéticas, o algoritmo consegue indicar quais os melhores micro-organismos para aumentar a produtividade da soja, ou proteger milho contra doenças e clima.

    Dois mundos. “A indústria de biotecnologia avança com ajuda de inovações como barateamento do sequenciamento de DNA, aprendizado de máquina e computação em nuvem”, diz David Perry, presidente executivo da Indigo. “Não estamos fazendo coisas que não foram feitas antes: nós só a aplicamos na agricultura.”

    No mundo, a Indigo oferece tratamentos para soja, arroz, algodão, milho e trigo. Por enquanto, só a tecnologia voltada à soja está sendo oferecida no Brasil, por meio de sementeiros, profissionais que comercializam sementes para grandes fazendas. Em vez de vender os serviços, o acordo é que a empresa ficará com metade da produção extra gerada por seu tratamento – uma sofisticação do barter, método no qual o agricultor paga fornecedores com parte de sua produção. Segundo a Indigo, a expectativa é que, no Brasil ela seja capaz de aumentar a eficiência das lavouras em 3%. Nos EUA, onde está há mais tempo e já domina os dados, esse índice pode chegar a 10%.

    Além de dispensar testes demorados, a solução por meio de inteligência artificial pode resultar no aumento da produtividade e na redução do uso de produtos químicos, como fertilizantes e pesticidas.

    “No tratamento de sementes, o maior problema é selecionar os elementos mais eficazes”, diza José Otávio Menten, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP em Piracicaba. “A possibilidade de explorar rapidamente um grande número de dados aumenta as chances de êxito.”

    Cada vez que vai se estabelecer em um país, a empresa busca estudar exemplos de micro-organismos da região. No Brasil, a Indigo fez parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), enquanto fazendas como a Terra Santa cederam espaço para testes – ao todo, a companhia já tem mais de 200 acordos de colaboração para soja, arroz, milho e outros grãos.

    A empresa fechou ainda parcerias com startups locais, como a Agrosmart, que trabalha com imagens de satélite e sensoriamento. A Indigo também chega ao País oferecendo sua tecnologia de blockchain para investidores fecharem contratos de barter – a tecnologia permite que os acordos sejam menos burocráticos e mais seguros.

    Conectividade. O tratamento de sementes não é a única parte da Indigo a utilizar inteligência artificial. Nos EUA, a companhia tem uma plataforma de comércio, que conecta produtores e compradores de grãos. Permite que as negociações sejam feitas sem intermediários e também abre a possibilidade para que produtores ofereçam diferentes qualidades de grãos.

    “O comprador pode começar a especificar o que deseja na plataforma, como grãos com nível específico de proteína. Assim, fazendeiros podem produzir a colheita com valor agregado e lucrar mais”,diz Perry.

    Grãos especiais ou destinados para ração animal podem ser negociados a valores diferentes. É como um Tinder rural: o comprador “dá match” com o produto que melhor combina com suas necessidades.

    Para entregar essa produção, a Indigo tem também uma plataforma de logística que usa algoritmos para conectar caminhoneiros com as rotas mais eficientes. A Indigo planeja trazer os serviços para o Brasil até 2020, mas diz que antes precisa construir uma base junto aos caminhoneiros.

    Para fechar, a empresa também usa IA para analisar imagem de satélite – no fim de 2018, comprou a TellusLabs, uma startup do setor. A tecnologia será usada para gerar previsões sobre safras, uma arma na mão da empresa para convencer fazendeiros a adotar o tratamento de sementes ou atrair investidores.

    “A Indigo traz uma mudança de paradigma para o agro, que passa a ter uma plataforma de serviços”, avalia Guilherme Raucci, professor do MBA de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).

    Fonte: O Estado de S.Paulo 

  • Chicago estende tendência de ontem e milho tem leves quedas nessa quarta-feira

    A quarta-feira (27) começa com os preços futuros do milho internacional apresentando a mesma tendência do último pregão, leves quedas ainda próximas da estabilidade. As principais cotações registraram desvalorizações entre 2 e 2,25 pontos negativos por volta das 09h08 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,75, o julho/19 valia US$ 3,84 e setembro/19 era negociado por US$ 3,91.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho estão mais baixos do que nunca depois de serem negociados em uma faixa alguns centavos menores durante a maior parte da sessão da madrugada. Os futuros de maio romperam novamente com sua linha de suporte nas últimas três semanas.

    O site Barchart destaca também que o mercado segue aguardando os dados relatório de Intenção de Plantação que será divulgado nesta sexta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A expectativa é uma média de 91,332 milhões de acres de milho (36,9 milhões de hectares). Isso seria mais de 2 milhões de acres acima do ano passado (809.371 de hectares).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com pequenos recuos em Chicago nesta 4ª de olho nas relações China x EUA

    “Os traders querem novas notícias sobre a retomada das negociações em Pequim esta semana”, afirma a consultoria Allendale, Inc., para justificar o comportamento ainda estável das cotações da soja na Bolsa de Chicago por mais um dia nesta quarta-feira (27).

    Perto de 7h40 (horário de Brasília), os futuros da commodity perdiam pouco mais de 2 pontos, com o maio/19 valendo US$ 8,98 e o agosto, US$ 9,18 por bushel. O intervalo em que os preços operam na CBOT é o mesmo há meses, e seguem sem força suficiente para sair dele.

    As indefinições sobre as relações entre chineses e americanos, mesmo sem qualquer novidade efetiva, seguem como principal foco do mercado e dos traders, que permanecem mantendo sua cautela e se movimentando de forma ‘parcelada’, de olho na posição recorde dos fundos que ainda pode ser observada do lado da venda.

    “A especulação continua operando sob muita penumbra política frente a Guerra Comercial, pressionando as cotações aqui em Chicago. Apesar de representantes norte-americanos e chineses indicarem a proximidade da reconciliação econômica entra as nações, os importadores privados da China continuam concentrando as novas compras da soja para a América do Sul”, explica a ARC Mercosul.

    Outro ponto de especulação e espera do mercado se dá com o boletim que chega nesta sexta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com as primeiras projeções oficiais de área para a safra 2019/20 do país. Os estoques trimestrais também serão atualizados.

    Completando o quadro há ainda a questão climática nos EUA, com as enchentes que permanecem sobre o Meio-Oeste americano e no Delta do Mississipi. E os trabalhos do plantio de milho deverão começar – dentro da janela ideal – dentro de 2 a a 3 semana e os participantes do mercado também estão de olho nisso e nas decisões que terão de ser tomadas pelo produtor americana.

    Fonte: Notícias Agrícolas