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março 2019

  • Defensivos biológicos rendem economia de 30% nos custos da soja

    O combate às pragas nas lavouras tem sido um problema constante na vida dos produtores rurais. Além dos tradicionais métodos, o uso de biológicos vem ganhando adeptos nas plantações de soja. Confira como um produtor de Mato Grosso tem conseguido altas produtividades com o uso dos defensivos biológicos.

    Os biológicos tem sido há algum tempo um aliado no combate às pragas das lavouras, mas muitos agricultores têm um pé atrás, por acharem que o custo para este manejo seria muito elevado. Um produtor de Canarana, interior de Mato Grosso, começou a aplicar produtos à base de vírus e bactérias há 15 anos e hoje nem pensa em trocar pelos produtos químicos.

    O sojicultor Alex Wich conta que, em um primeiro momento, o contato com o biológico na lavoura não foi dos melhores, mas com tempo e paciência a opinião mudou.

    “Foi até engraçada a situação, pois a gente aplicou e em três dias a lagarta não morreu. Fiquei desesperado, mas falaram que esse produto vai levar de cinco a seis dias para fazer efeito. Depois de seis dias, voltamos e a lavoura estava limpa. Realmente tivemos um efeito bom, vamos ver até onde vai. Naquela ocasião, aguentou 29 dias”, afirma.

    Os produtos aplicados na plantação de soja de Wich são à base de fungos, vírus e bactérias. Se tem umidade, o produto é ainda mais eficiente. A ideia é combater as pragas usando a própria natureza.

    “Estes produtos têm muitas vantagens. Não poluem o meio ambiente, não contaminam o lençol freático e não matam inimigos naturais. Mas eu diria que hoje o principal fator é que o produto funciona a um preço competitivo”, ressalta o engenheiro agrônomo Gustavo Shiomo.

    Outras pragas
    Os biológicos ajudam também no combate aos nematoides, que são vermes microscópicos que ficam no solo e prejudicam a produtividade da soja. Há cinco anos, uma talhão da propriedade de Wich foi atingido pelo problema e rendeu apenas 28 sacas por hectare. Agora, com o tratamento com biológicos e o manejo adequado do solo, a produtividade é de 60 sacas por hectare.

    Sem falar que os gastos com a produção caíram até 30%, só diminuindo o número de aplicações e não dependendo de produtos químicos. “Não só com as lagartas, mas a gente conseguiu baixar aplicações com percevejo, por exemplo. Usando biológicos, não matamos os inimigos naturais e acabo economizando aplicação de percevejos”, diz o produtor.

    A produtividade da plantação tratada com os biológicos é de 60 sacas por hectare. Além dos produtos industrializados, insetos como joaninhas e besouros também são eficientes no combate às pragas. O produtor enfrenta inimigos naturais, mas podem ganhar amigos também.

    “Se o produtor perceber, ele tem muito mais amigo dentro da lavoura do que inimigos. Então porque não dar oportunidade para eles ajudarem, já que não cobram nada por isso?”, comenta o pesquisador da Embrapa Ivan Cruz.

    Fonte: Canal Rural 

  • BASF lança Ecossistema AgroStart com duas grandes parcerias para aproximar startups de empresas de diversos setores

    Imagine um ambiente onde o empreendedor tem parceiros de diferentes segmentos com especialistas e infraestrutura para desenvolver um produto ou serviço de forma rápida e escalável. Este é o Ecossistema AgroStart, uma iniciativa liderada pela BASF, com parcerias de grandes empresas de diversos segmentos. O objetivo é oferecer experiências, ferramentas e visibilidade aos empreendedores que buscam criar soluções competitivas para a agricultura.

    As primeiras grandes empresas parceiras do Ecossistema AgroStart são a Bosch e a Samsung, que vão contribuir com suas expertises para impulsionar o empreendedorismo agtech. “As mentorias, os treinamentos e toda a infraestrutura disponibilizada por esses parceiros vão potencializar os resultados das startups. Este é um ambiente colaborativo onde todos saem ganhando“, comenta Almir Araújo, responsável pela área de Agricultura Digital da BASF para América Latina.

    O AgroStart é o programa de aceleração de startups da BASF, realizado em parceria com a ACE. Desde 2016, mais de 350 startups já se registraram no programa, que foi pioneiro na América Latina.

    A participação de empresas parceiras permite que as startups busquem em outros setores novos conhecimento e tecnologias paradesenvolver soluções para o agronegócio. Em breve, mais parceiros devem se juntar à inciativa, mantendo o Ecossistema AgroStart cada vez mais completo para os empreendedores.

    Guilherme Selber, gerente de Inovação da Samsung América Latina, considera a parceria uma possibilidade de ampliar o apoio a startups já praticado pela companhia. “A Samsung pretende incentivar uma nova geração de empreendedores ligados ao agronegócio por meio de mentorias em tecnologia, facilitando, inclusive, o acesso aos nossos produtos e especialistas”, explica Selber. “Já atuamos estimulando o empreendedorismo em diversas áreas, por meio de programas como Samsung Ocean e Samsung Creative Startups, e estamos muito satisfeitos com essa iniciativa. Esperamos que as startups envolvidas e suas soluções inovadoras possam desenvolver ainda mais este setor no Brasil.”

    A Bosch ressalta que a parceria com o AgroStart é mais uma forma da empresa ultrapassar suas tradicionais áreas de atuação e contribuir para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. “A aproximação com as startups será uma oportunidade de ampliar ainda mais a nossa atuação nesse segmento ao mesmo tempo em que buscaremos integrar a nossa expertise em sensores, softwares e serviços para atender as necessidades da cadeia do agronegócio em suas mais variadas vertentes, com o uso de novas metodologias e inovações tecnológicas baseadas, especialmente, na Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) ”, ressalta Bruno Bragazza, gerente de Inovação da Bosch América Latina.

    Fonte: BASF

  • Com poucas operações registradas, milho tem resultados misturados em Chicago

    A quarta-feira (20) começa com a Bolsa de Chicago (CBOT) apresentando resultados misturados para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registravam movimentações entre 0,50 pontos negativos e 0,25 pontos positivos por volta das 08h54 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,71, o julho/19 valia US$ 3,80 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,87.

    Segundo analistas da ARC Mercosul, o mercado em Chicago opera sem um expressivo volume de operações desde o início da semana. Entretanto, ao longo das últimas horas, a pressão nos preços diante da falta de novidades da Guerra Comercial, foi levemente revertida.

    A oferta total sul-americana de grãos em 2019 ainda possui uma perspectiva robusta, o que limita a capacidade de ganhos das cotações internacionais. Mesmo com as quebras da safra-verão no Brasil, a produção final para o milho continua atrelada na casa das 93,5 milhões de toneladas.

    Na Argentina, números entre 44-47 MT para o milho continuam entre os mais discutidos na indústria privada. Já nos Estados Unidos, um início de safra úmido tem colocado preocupações diante do potencial de plantio do milho.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira de olho na guerra comercial

    A estabilidade no mercado internacional da soja continua. As cotações trabalhavam, por volta de 7h40 (horário de Brasília) desta quarta-feira (20) com leves baixas, as quais variavam entre 1 e 2,25 pontos. Assim, o maio valia US$ 9,01, enquanto o agosto era negociadoa a US$ 9,22 por bushel.

    O mercado e os traders seguem cautelosos e na defensiva à espera de novidades sobre a disputa comercial entre China e Estados Unidos. Até que uma decisão efetiva seja tomada, a lateralização dos futuros da commodity continua.

    “Os traders esperam para ver o que virá das negociações, equanto têm um olho nas previsões climáticas para o Meio-Oeste, que está extremamente úmido ao passo em que o plantio está se aproximando”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    As atenções, todavia, estão voltadas também para a agressiva e recorde posição vendida que os fundos carregam não só na soja, mas nos grãos de uma forma geral. E qualquer notícia mais consistente poderia provocar uma mudança do sentido de suas operações.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Terça-feira começa com milho próximo da estabilidade, mas positivo em Chicago

    A Bolsa de Chicago (CBOT) apresenta movimentações modestas no início dessa terça-feira (19) com os preços internacionais do milho futuro registrando leves ganhos. As principais cotações atingiam valorizações máximas de 0,25 pontos por volta das 08h52 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,71, o julho/19 valia US$ 3,81 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,87.

    Os analistas da ARC Mercosul (AGResource) apontam que desde o início da Guerra Comercial a especulação mostra mais sensibilidade nas reações às novidades políticas do relacionamento entre Estados Unidos e China do que outros mercados.

    O noticiário internacional foi tomado por indicativos de que a reconciliação comercial entre Trump e Jinping poderia ser postergada para junho. Entretanto, ninguém de Washington confirmou o boato.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo: como superar os desafios fitossanitários para atingir alta produtividade

    O trigo é um típico cereal de inverno. Apesar de o plantio começar somente em maio, o produtor rural já pode se preparar para garantir boa safra e com alta produtividade. “A cultura do trigo adapta-se bem em climas mais amenos e com chuvas mais espaçadas, sendo um grande risco chuvas próximas da colheita, pois os grãos perdem qualidade e, consequentemente, preço de mercado. Além disso, é uma cultura exigente nos tratos culturais, desde o controle de pragas e doenças até a nutrição. Sendo esses, fatores fundamentais para que o agricultor atinja altas médias de produtividade e qualidade dos grãos”, explica Samuel Guerreiro, diretor técnico da Brandt no Brasil.

    O Paraná é o maior produtor de trigo do Brasil, com 63,2% da produção total, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 24,6%. Juntos, os dois estados respondem por 87,8% da safra, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somados à produção de 2,2% em Santa Catarina, a região Sul concentra 90% da produção do país. Os outros 10% estão concentrados em São Paulo e Minas Gerais com, respectivamente, 4,6% e 3,9% de participação. O restante está distribuído entre Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Bahia. “Apesar de poder representar uma boa renda aos produtores, temos observado redução na área plantada de trigo no Brasil desde 2014, por se tratar de uma cultura de alto risco, elevado investimento e competição com o trigo argentino”, enfatiza Samuel Guerreiro.

    Entre os principais desafios fitossanitários que afetam o cultivo do trigo, ganham destaque as doenças foliares, como as manchas e a ferrugem, e as doenças na espiga, que podem reduzir a produtividade a quase zero. “O tratamento requer aplicações de fungicidas. Mas outros problemas requerem a atenção dos produtores, como lagartas, percevejos e pulgões, que também podem ocasionar perdas significativas, e assim como as doenças, exigem aplicações específicas para controle. A parte nutricional que muitas vezes é feita de forma simplista pelo produtor, além de ter uma relação direta com altas produtividades, também está relacionada à resistência natural das plantas contra os ataques de pragas e doenças, que, por sua vez, deve ser feita via solo e complementada via foliar”, informa o diretor técnico da Brandt.

    “Estudos recentes comprovam que a nutrição foliar está ligada mais à qualidade dos nutrientes e tecnologias envolvidas para garantir a absorção e translocação dos nutrientes do que propriamente à quantidade aplicada. Sendo assim, é possível observar melhores resultados com quantidades menores de nutrientes aplicados por área, desde que estejam prontos para serem absorvidos e, o mais importante, translocados”, finaliza Samuel Guerreiro.

    Fonte: Agrolink

     

  • Soluções tecnológicas garantem sustentabilidade e rentabilidade ao agronegócio

    Agtechs despontam com soluções tecnológicas no campo que permitem práticas de preservação ambiental, com maior eficiência na aplicação de defensivos agrícolas.

    O agronegócio tem a necessidade de, cada vez mais, ser sustentável, seja por conta da exigência para a exportação e dos anseios do consumidor final, seja pela percepção do próprio produtor. A agricultura sustentável é aquela que respeita o meio ambiente, é justa do ponto de vista social, é rentável e garante às gerações futuras a continuidade do cultivo.

    Ulisses Rocha Antuniassi, professor da Unesp Botucatu e doutor em agronomia, pontua que o momento atual da agricultura valoriza a consciência e o uso correto e seguro dos insumos. Tanto que vários projetos desenvolvidos por ele abrangem as Boas Práticas Agrícolas (BPA), que são princípios de recomendação técnica que devem ser adotados pelos produtores rurais a fim de obter produtos finais com mais qualidade, assegurando a saúde dos trabalhadores e consumidores e preservando o meio ambiente.

    “Manejo e uso controlado de defensivos agrícolas são questões que os produtores devem estar atentos. É cada vez mais importante que eles tenham ferramentas de gestão e monitoramento de tudo o que acontece no campo”, ressalta Ulisses. Ainda segundo o professor, garantir o uso ideal dos produtos resulta em uma safra com mais qualidade, menor custo e sem contaminação do ambiente.

    Diante desse cenário, crescem as startups de agronegócio no Brasil, conhecidas como agtechs, que visam trazer ferramentas tecnológicas aos empreendedores rurais. Uma delas é a Perfect Flight: “Nossa solução para a gestão da aplicação aérea de defensivos agrícolas partiu da percepção da falta de controle sobre a qualidade e assertividade da aplicação, além, é claro, da ausência de mapas exatos para preservar o entorno”, explica Leonardo Luvezutti, gestor de operações.

    Há quatro anos no mercado, a ferramenta oferecida pela Perfect Flight proporcionou melhores índices de assertividade na aplicação de defensivos aéreos, próximos a 90%, com a preservação de áreas ambientais. “Em alguns casos pode-se constatar que os índices de assertividade prévios ao monitoramento eram de 60%. Já monitoramos mais de dois milhões e meio de hectares e os resultados são efetivos”, diz Luvezutti.

    O Pulse, hub de inovação da Raízen ao qual a Perfect Flight faz parte do portfólio, firmou-se como peça-chave no ecossistema de inovação ao também fomentar soluções voltadas à sustentabilidade. No final de fevereiro, o hub organizou, em Piracicaba, um encontro que reuniu diversos parceiros e colaboradores do ecossistema de inovação e discutiu alguns temas relacionados à preocupação da Raízen com o meio ambiente e com a produção sustentável.

    “O crescimento sustentável é uma das diretrizes chaves da Raízen e ganhará uma importância ainda maior com o Pulse. Por meio das soluções socioambientais que já temos no nosso porfólio, a empresa consegue evoluir economicamente, sem deixar de atuar na preservação e na mitigação dos impactos ambientais. Além disso, também possibilita o desenvolvimento das comunidades em que suas atividades estão presentes”, afirma Fábio Mota, VP de tecnologia e head do Pulse.

    A agricultura é um dos pontos em que a sustentabilidade ambiental e a econômica são determinantes para o sucesso do produtor e da sociedade, conforme pontua o professor Ulisses. “Lavouras sadias e o meio ambiente preservado levarão o agronegócio para um caminho bem-sucedido e próspero, já que dependemos desse setor, que corresponde a mais de 20% do PIB do Brasil” (Assessoria de Comunicação, 18/3/19).

    Fonte: BrasilAgro

  • Soja tem pequenas baixas em Chicago nesta 3ª feira e segue estável à espera de mudanças

    Segue o recuo das cotações da soja na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (19). Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h50 (horário de Brasília), perdiam entre 1,75 e 2,50 pontos, levando o maio a US$ 9,03 e o agosto a US$ 9,23 por bushel.

    Apesar das pequenas baixas, a estabilidade permanece. O mercado ainda não conta com notícias que possam mudar o atual quadro dos negócios, principalmente frente à continuidade da novela da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

    As últimas informações dão conta de que Donald Trump e Xi Jinping deverão se encontrar possivelmente em abril ou estender isso até junho, segundo agências internacionais de notícias. Até lá, segue tudo como está.

    No paralelo, o excesso de chuvas nos EUA também está sendo acompanhado, por conta das inundações e enchentes que chegam a estados como Iowa, Missouri, Nebraska, Kansas e as Dakotas. Embora o plantio ainda não esteja em andamento, as condições começam a alertar os produtores.

    “Os traders se preocupam agora com as previsões de mais tempo úmido para os próximos dias e novas cheias no Meio-Oeste, Planícies e Delta podendo atrasar o plantio do milho, encorajando alguns produtores a migrarem para a soja”, explicam os analistas da Allendale, Inc.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Guerra comercial e safra na América do Sul: qual o futuro do preço da soja?

    A consultoria Safras&Mercado indica que semana foi de certa recuperação nos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) com o retorno do otimismo em relação às negociações entre Estados Unidos e China rumo a um acordo comercial.

    Embora notícias recentes indiquem que o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping ocorrerá apenas em abril, as negociações continuam evoluindo entre representantes do alto escalão dos governos de ambos os países. A sinalização de um avanço na questão envolvendo a propriedade intelectual, fator-chave das discussões, é bastante positivo.

    Apesar de mercado renovar as esperanças, apenas fatos concretos irão trazer fôlego para os preços. A promessa de compras chinesas de soja norte-americana, totalizando 10 milhões de toneladas, precisa evoluir para anúncios oficiais. Até agora, apenas 1 milhão de toneladas foi confirmada.

    De acordo com a Safras, é provável que novos anúncios ocorram na próxima semana, o que deverá ser positivo para as cotações, mesmo que de forma limitada. Não ocorrendo anúncios, voltaremos a ver Chicago pressionado.

    A safra da América do Sul, que caminha para a reta final de seu desenvolvimento, também é fator de atenção.

    A melhora climática registrada desde o início de fevereiro no Brasil parece ter impedido o aumento das perdas produtivas, trazendo um panorama favorável para as lavouras semeadas tardiamente ao redor do país. A expectativa é que não se tenha mais cortes relevantes e safra brasileira deve se consolidar entre 115 milhões de toneladas e 116 milhões de toneladas.

    Na Argentina, a safra se encaminha para ser cheia ou com perdas pouco expressivas, devendo totalizar 55 milhões de toneladas. Neste contexto, a oferta sulamericana deverá ser superior à do ano passado, fator que pesa sobre as cotações internas de Brasil e Argentina.

    Fonte: Canal Rural

  • Impacto do acordo EUA-China sobre o agro brasileiro pode ir além da soja

    O acordo comercial em negociação entre os Estados Unidos e a China pode ter reflexo não apenas sobre as exportações brasileiras de soja para o país asiático. O fortalecimento do comércio bilateral EUA-China também tem potencial para afetar as vendas de milho, algodão, etanol e carnes (bovina, suína e de frango) do Brasil para o mercado chinês.

    A avaliação é de Marcos Jank, especialista em questões globais do agronegócio, e André Soares, senior fellow do CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) Em artigo publicado sábado (16) na Folha de S.Paulo, os dois especialistas dizem:

    “O acordo pode representar o fim de uma era em que o comércio se expandia baseado essencialmente na competitividade dos países, sem grande esforço. Ele traz novos elementos para a equação: pressionados por imenso déficit comercial de US$ 420 bilhões, os EUA deram início a uma guerra mercantilista com a China impondo elevadas tarifas sobre US$ 250 bi em importações. O gigante asiático retrucou impondo tarifas sobre US$ 110 bi dos EUA, o que atingiu em cheio a soja americana.”

    Jank e Soares observam que a disputa trouxe US$ 8 bi adicionais para exportações brasileiras de soja para a China. Agora, entretanto, assinalam os dois especialistas, os EUA tentam fazer a China ampliar suas compras de produtos agropecuários americanos em R$ 30 bilhões anuais. Esse montante, acrescentam, deve ser somar aos US$ 14 bilhões comprados no ano passado.

    “Acreditamos que as exportações mundiais de soja voltarão ao seu curso normal pré-2017, com os chineses se beneficiando plenamente da alternância das safras americana (EUA) e sul-americana (Brasil e Argentina), que ocorrem em diferentes momentos do ano. Essa complementariedade garante estabilidade de oferta e menor risco para a China”, pontuam Jank e Soares.

    Segundo eles, para alcançar os US$ 30 bi adicionais, a China precisará oferecer acesso privilegiado aos EUA em outros produtos, como milho, algodão, etanol e todas as carnes. “A China certamente tem meios para atender à forte pressão dos EUA, ampliando o acesso de soja e de outros produtos agropecuários. Resta saber se isso será feito à luz das regras da OMC, se ela vai forçar a barra na flexibilização das barreiras técnicas e sanitárias e se usará a sua estrutura estatal (estoques estratégicos e empresas públicas) para operacionalizar o acordo.”

    Fonte: AGROemDIA