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março 2019

  • Veja o que esperar do mercado da soja nesta semana

    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de Safras & Mercado, Gil Barabach:

    O relatório baixista do USDA ajuda a acentuar a inclinação negativa do preço da soja em Chicago. O corte no estoque dos EUA ficou, praticamente, dentro do esperado, enquanto os estoques mundiais ficaram acima do projetado pelo mercado. A safra brasileira é estimada pelo USDA em 116,5 milhões de t, acima do que o mercado projetava de 115,4 (Safras 115,7). E o departamento norte-americano manteve safra na Argentina em 55 milhões de t. Em linhas gerais, a oferta segue ampla e o abastecimento tranquilo;

    O foco do mercado deve continuar centrado nas notícias sobre o acordo comercial entre EUA e China. Em termos gerais, prevalece o otimismo para um acordo, mas a demora na assinatura e a falta de clareza nas negociações trazem dúvidas e alimentam ajustes negativos na curva de preços na CBOT;
    Lógico que o anúncio do acordo deve promover uma correção positiva, ainda mais que o mercado está muito achatado. Mas o cenário fundamental fraco deve continuar como contraponto de alta, inibindo ganhos mais expressivos em Chicago. De outra forma, não dá para par ao produtor se empolgar demais;

    Outro ponto de atenção e especulação é com o primeiro relatório de intenção de plantio da próxima safra norte-americana, que será divulgado dia 29 de março. O fórum do USDA antecipou queda na área de 4,7% para 2019. O andamento das negociações entre China e EUA pode confirmar ou não esse cenário preliminar;
    As vendas de soja dos EUA seguem abaixo do esperado, com compras chinesas arrastadas. Isso ajuda a limitar as investidas de alta na CBOT. As vendas acumuladas para a China seguem bem aquém das 10 milhões de projetadas a partir da trégua nas tarifas. Em linhas gerais, os silos continuam cheios nos EUA;

    Embora a cotação interna tenha reagido junto com o dólar e, com isso, favorecido a realização de negócios, ainda preocupa o baixo comprometimento interno com a safra nova. Até o último dia 08/mar as vendas dos produtores da safra 18/19 estavam em 42,9%, bem abaixo da média para o período (50,3%). A confluência de vendas mais lentas, produção cheia na Argentina e concorrência com os estoques dos EUA pode gerar um atrito comercial e jogar contra os preços ao longo do 1 semestre aqui no Brasil;
    Por isso, é interesse o produtor aproveitar repiques no dólar e na CBOT para ir fixando posições e defendendo sua margem, especialmente aqueles ainda mal vendidos com safra nova. A disparada do dólar, que volta a se aproximar da linha de R$ 3,90, pode servir de estímulo aos preços de soja e, com isso, melhorar a liquidez dos negócios;

    Fonte: Canal Rural 

  • Soja tem estabilidade em Chicago nesta 2ª feira e precisa de notícias reais para se direcionar

    O mercado da soja trabalha com estabilidade na manhã desta segunda-feira (11) na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos recuavam 0,50 ponto no maio e no julho, com o primeiro já atuando abaixo dos US$ 9,00 por bushel. O agosto subia 0,25 ponto para ser cotado a US$ 9,16.

    O mercado precisa de notícias verdadeiras. Com a guerra comercial ainda em curso, os especuladores estão saturados de rumores e boatos, e os fundos investidores evitando mudar bruscamente suas posições, ainda empilhados do lado da venda.

    Enquanto isso, em pequenas prestações, os preços da soja na Bolsa de Chicago seguem perdendo força, à espera de uma informação consistente e confirmada que possa mudar a direção do mercado. Na última semana, a notícia de que Donald Trump e Xi Jinping adiaram seu encontro previsto para 27 ou 28 de março mostraram o quão frágil continuam as relações comerciais entre chineses e americanos.

    O que tem dado algum suporte às cotações tem sido as pequenas compras feitas pela China nos EUA – por meio de suas estatais – como a de 664 mil toneladas da última sexta-feira (8) anunciada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A promessa é de que a nação asiática compre até 10 milhões de toneladas no mercado americano.

    Até que isso aconteça, porém, os EUA ainda têm de lidar com estoques finais de soja da temporada 2018/19 estimados em mais de 24 milhões de toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Aprendizado de máquina seleciona sementes inteligentemente

    O Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT) e o Instituto BioSense ganharam conjuntamente o Desafio da Plataforma CGIAR para Big Data no Agriculture Inspire Challenge em 2018 para aprendizado de máquina em uma seleção de sementes mais inteligente. Este projeto, que é testado com agricultores de milho no México, ajudará a garantir que os produtores obtenham a melhor variedade de sementes possível para sua fazenda, permitindo-lhes reduzir o risco, economizar dinheiro e melhorar sua produção e segurança alimentar.

    O Desafio Inspire é uma iniciativa para desafiar parceiros, universidades e outros a usar os dados do CGIAR para criar projetos piloto inovadores que serão depois aplicados na prática. O desafio premia projetos com abordagens inovadoras que democratizam insights orientados por dados para informar políticas e aplicações locais, nacionais, regionais e globais em agricultura e segurança alimentar em tempo real.

    Usando o aprendizado de máquina, os pesquisadores podem prever os rendimentos e os riscos associados a diferentes sementes em um local específico e selecionar as variedades ótimas, levando em consideração os dados climáticos e geográficos. Usando os dados do CIMMYT e de centenas de sites de estações agrícolas e experimentais e uma rede de empresas de sementes produzindo variedades para diversas agroecologias, a BioSense desenvolverá modelos de aprendizado de máquina que prevejam o desempenho de variedades de sementes em condições especiais para aconselhar os agricultores de milho no México sobre o que plantar.

    Fonte: Agrolink

  • “Perspectivas são boas para o milho em 2019”

    O Agrolink entrevistou o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sílvio Farnese. Ele fala sobre as perspectivas para milho neste ano, especialmente a segunda safra (ou popularmente chamada “safrinha”). Comenta ainda sobre “Guerra Comercial”, comércio exterior, o que esperar do novo governo e como vem a demanda pelo cereal.

    Agrolink – Que perspectiva vislumbra para o milho no Brasil em 2019?
    Sílvio Farnese – As perspectivas são boas. No quarto levantamento de safra, a Conab estima a safra de milho 2018/19 em 91.190,3 mil toneladas, um consumo de 62.500 mil toneladas e uma exportação de 31.000 mil t, restando um estoque final de 13.578 mil toneladas em 31 de janeiro/2020. Se confirmada, a safra 2018/19 será 12,9% maior que a safra 2017/18 e a segunda maior da história. No MT, maior produtor, com uma estimativa de 27.500 mil toneladas na 2ª safra, 36 % já foi comercializado antecipadamente, para entrega a partir de julho/19.

    Preocupa a projeção de aumento da área de milho nos Estados Unidos, resultado da retração da soja pós “Guerra Comercial”?
    Não, mas informações mais claras sobre esse movimento somente teremos após a divulgação do 1º levantamento de intenção de plantio nos Estados Unidos, em março/19, pelo USDA. No entanto, se ocorrer um aumento na área de milho ocorrerá uma redução na área de soja, favorecendo o produtor brasileiro.

    Com que previsão de clima e tempo vocês trabalham para a Segunda Safra?
    Há probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode provocar alterações nos níveis de chuvas no Brasil e demanda atenção quanto aos impactos na segunda safra de milho.

    Quais são as perspectivas quanto ao mercado externo já sob o Governo Bolsonaro?
    As perspectivas são boas, principalmente se ocorrer a ampliação dos investimentos em infraestrutura. Para a segunda safra deste ano, poderemos ter redução nos preços do milho em decorrência da variação cambial e de certa estabilidade das cotações em Chicago.

    Existe perspectiva de aumento da demanda interna em função do etanol de milho e aumento do consumo de carne?
    Sim. Pelo balanço de oferta e demanda da Conab a estimativa é de um consumo de 62.500 mil toneladas para a safra 2018/19, representando um aumento de 4,4% em relação ao ano safra anterior. Em 2018 foram esmagadas 2.000 mil toneladas para produção de etanol e com uma estimativa de 3.000 mil toneladas em 2019.

    Fonte: Agrolink 

  • Confira 3 dicas para proteger sua lavoura de soja de problemas climáticos

    A safra de soja do Brasil deve ter redução de 13,7 milhões de toneladas, atingindo 108,1 milhões de toneladas no ciclo 2018/2019. De acordo com a Aprosoja Brasil, essa queda é 11% menor que a estimativa inicial de produção, que chegou a atingir 121,8 milhões de toneladas . A queda está principalmente vinculada a problemas climáticos.

    O comentarista do Canal Rural Dejalma Zimmer preparou algumas dicas para o produtor rural evitar danos nas lavouras por conta do clima e ainda aumentar a produtividade. Confira!

    1- Investir em perfil físico, químico e biológico do solo
    Segundo o comentarista do Canal Rural, as áreas em todas as regiões do país que mais perderam produtividade nesta safra foram as áreas com presença de nematoides, com estrutura física e com perfil químico problemático.

    Isso pode ser resolvido com plantas de serviço na maior quantidade de área possível, cultivado como lavoura, por exemplo, braquiária ou mix de outras variedades mais indicadas na sua região.

    2 – Usar sementes de qualidade
    O ideal é procurar fazer o plantio de forma perfeita, usando semente de alta qualidade, com excelente tratamento de sementes e inoculação perfeita.

    “Fazendo isso, você começa o plantio com uma situação ideal, evitando problemas de solo sem condições e que atrapalham o plantio inicial”, afirmou.

    3 – Registrar dados da safra e investir em boa equipe
    É recomendado visitar mais a lavoura, fazer mais registros da safra e construir uma equipe mais comprometida com resultados.

    “Nós recebemos muitas tecnologias anualmente, isso dentro de uma cadeia estruturada de informações, com fornecedores, assistência técnica e consultorias. No entanto, recebemos também muita informação que está mais associada com mitos do que com a ciência, por isso é importante participar de dias de campo e feira agropecuárias”, observa.

    Ele ressalta ainda que o produtor precisa construir uma equipe dentro da própria casa e com parceiros comprometidos com a produtividade.

    “Isso vai evitar que ele entre em algumas canoas furadas e, fazendo o manejo equilibrado e com mais harmonia, ele vai estar se protegendo mais de problemas ambientais.”

    Fonte: Projeto Soja Brasil/Canal Rural

  • Soja: Mercado tem leves ganhos nesta 4ª feira, mas ainda sem sustentação em Chicago

    Os preços da soja, nesta quarta-feira (6) de cinzas no Brasil, trabalham com leves altas na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 7h30 (horário de Brasília), subiam entre 2 e 2,50 pontos nos contratos mais negociados, e assim o maio/19 vinha cotado a US$ 9,16 por bushel.

    Nada muda e o cenário ainda muito incerto sobre as relações entre China e Estados Unidos continuam limitando as variações da oleaginosa na CBOT. Embora na semana passada o mercado tenha recebido a notícia de que um acordo estaria próximo, pronto e prestes a ser assinado ainda este mês, os especialistas sabem da fragilidade das informações.

    Assim, as pequenas altas registradas hoje são nada mais do que uma correção técnica depois que tais incertezas derrubaram os futuros da soja na sessão anterior.

    Os fundos investidores mantêm sua cautela e vão, aos poucos, alinhando suas posições no intuito de estarem bem preparados na chegada efetiva de um consenso entre chineses e americanos ou até mesmo de um agravamento nessa disputa comercial que já dura um ano.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Agro gera mais de 8 mil empregos formais em janeiro

    Agropecuária brasileira encerrou o mês de janeiro com saldo positivo de 8,328 mil empregos com carteira assinada. Foram 83,026 mil contratações e 74,698 demissões no período, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (28/2) pela secretaria Especial do Trabalho, do Ministério da Economia.

    A produção de grãos em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da fruticultura, especialmente no Rio Grande do Sul, foram apontados como principais geradores de empregos no setor. Só a lavoura de soja, em fase de colheita, foi responsável por gerar 7,837 mil vagas formais.

    Fonte: Globo Rural

  • Soja testa leves altas em Chicago nesta 6ª feira recuperando partes das últimas perdas

    Nesta sexta-feira, 1º de março, os preços da soja operam com leves altas na Bolsa de Chicago. Depois de fechar o último pregão de fevereiro em queda, as cotações buscam alguma recuperação e, por volta de 7h50 (horário de Brasília), subiam entre 2,50 e 2,75 pontos nos principais vencimentos. O maio/19 valia US$ 9,13 por bushel.

    O cenário é o mesmo para os participantes do mercado e as especulações na CBOT permanecem limitadas pela falta de informações sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos. Apesar de algumas boas notícias nos últmos dias, as falta de confirmação ainda pesa sobre os negócios.

    O período de trégua entre os dois presidentes está chegando ao final e logo um acordo terá de ser divulgado ou a situação poderia ficar ainda mais grave. Os especialistas estão otimistas sobre um consenso, porém, apreensivos com alguns pontos-chave como a questão da propriedade intelectual.

    No entanto, até que essas notícias saiam e sejam fortes e consistentes, o mercado segue caminhando de lado, sem poder definir uma tendência ou intensificar as especulações. Nem mesmo as novidades que começam a surgir – principalmente as que se referem à nova safra dos EUA – ainda contam com espaço suficiente entre o radar dos traders para mudar o ambiente ou o humor dos players.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • EUA ganham da China disputa na OMC sobre subsídios

    Os Estados Unidos venceram uma disputa contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC) ontem (28/02), depois de contestarem o suporte de preços da China a grãos, desafiando um método de cálculo semelhante ao utilizado pela Índia.

    Um painel da OMC concordou com a queixa dos EUA de que a China pagou muito aos agricultores pelo trigo e arroz, entre 2012 e 2015, embora um questionado subsídio ao milho já tivesse expirado antes do início da disputa.

    “O suporte excessivo da China limita oportunidades para que agricultores dos EUA exportem seus produtos de classe mundial para a China”, afirmou em comunicado Robert Lightizer, representante de Comércio norte-americano. “Esperamos que a China cumpra rapidamente com suas obrigações na OMC.”

    O escritório do representante comercial registrou a reclamação em setembro de 2016, apontando que a China havia pago a agricultores cerca de 100 bilhões de dólares a mais do que o permitido pelas regras da OMC, o que gerou um incentivo artificial para que agricultores produzissem mais, reduzindo preços globais.

    O acordo de adesão da China à OMC permite subsídios que distorçam o mercado de até 8,5 por cento do valor total da produção.

    A China argumentou que não estava violando o limite porque apenas os grãos adquiridos pelo governo deveriam ser contabilizados como subsídios. Os EUA obtiveram sucesso argumentando que compras estatais a um preço garantido elevaram todo o mercado.

    A decisão, da qual a China pode recorrer, pode ter ramificações para a Índia, que fez argumentos semelhantes aos chineses.

    Em uma reunião do comitê agrícola da OMC na quarta-feira, os EUA e o Canadá rejeitaram a alegação da Índia de que seu suporte ao preço no mercado foi de 1,5 por cento do valor de produção, afirmando que foi, na verdade, de 31 a 85 por cento, muito acima dos limites permitidos.

    Fonte: Reuters

  • Fungicida microbiológico combate Rizoctoniose e Mofo branco

    Um novo fungicida microbiológico, formado pela junção de três organismos, consegue reduzir a capacidade de instalação das doenças, favorecendo o desenvolvimento de raízes sadias que irão explorar melhor o solo. De acordo com a Agrivalle, empresa desenvolvedora do “Shoker”, o produto é inédito no Brasil e poderá fazer com que as plantas usem ao máximo seu potencial produtivo.

    Segundo o diretor de pesquisa da Agrivalle, Eduardo Bernando, o Shoker é composto por duas bactérias e um fungo. “As bactérias Bacillus amyloliquefaciens e o fungo Trichoderma harzianum, reduzem o potencial de ocorrência das doenças já no primeiro cultivo, pois inibem e dificultam o crescimento dos patógenos”, explica.

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já concedeu o registro para esse novo fungicida microbiológico combater as doenças Rizoctoniose e Mofo branco, que atacam principalmente as culturas da soja, café, algodão e HF’s. Para o diretor de marketing da empresa, Wagner Coladel, esse “é o primeiro produto disponível ao agricultor brasileiro com essa composição. Essa inovação é resultado do pioneirismo da Agrivalle que investe em pesquisa e formulações de biológicos desde 2006”.

    Nesse contexto, Bernando explica que o produto tem três modos de ação que consiste em competição, antibiose e hiperparasitismo que, segundo ele, garantem mais segurança para a aplicação. Isso porque a competição reduz a presença do patógeno, a antibiose leva à produção de substâncias que os inibem e o hiperparasitismo, provoca interação entre duas espécies.

    Fonte: Agrolink