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9 de abril de 2019

  • “Dá para produzir sem destruir o meio ambiente”, diz Graziano

    Ponta Grossa recebe hoje (9/4) a quarta edição do projeto CBN Agro, promovido em oito cidades do Paraná e na capital do Mato Grosso do Sul. Neste primeiro ciclo de palestras o tema “Sustentabilidade e desenvolvimento: 10 desafios para o futuro do agronegócio” será discutido por Xico Graziano, engenheiro agrônomo mestre em Economia Agrária e doutor em Administração.

    Em entrevista ao jornal Diário dos Campos o especialista destaca que os desafios que serão trabalhados são provenientes de diversas naturezas. “Alguns ligados a mercado, negócios, tecnologia, comportamento, cultura… eles foram identificados em função do momento político e econômico do nosso país, frente ao que está acontecendo ao mundo”, aponta Graziano.

    Segundo ele, após a apresentação dos pontos considerados como tendências será discutida a preparação do público para as novas demandas do setor. “Na sequência da palestra quero provocar quem estiver ouvindo para saber se eles estão preparados para enfrentar esses desafios. Por exemplo: estão preparados para o avanço tecnológico? O que tem sido feito nesse sentido? Novas ferramentas vão se impondo, e ou você acompanha ou não sobrevive na sua atividade – e isso vale para áreas além do agronegócio”, pondera Xico Graziano.

    O engenheiro agrônomo já publicou oito livros sobre temas da questão agrária, agricultura, sustentabilidade e democracia e destaca a motivação como fator imprescindível para a atualização do negócio. “As pessoas devem entender o que têm para enfrentar e se sentir motivadas para acompanhar esse novo ritmo”, diz ele.

    Sobre a produção agropecuária da região dos Campos Gerais, Graziano, que é professor credenciado do curso de MBA/FGV em Gestão do Agronegócio, destaca a bacia leiteira. “Conheço a produção de leite de Carambeí e considero a cooperativa e seus aspectos como uma das coisas mais espetaculares que existe no Brasil em termos de nível de tecnologia, produtividade e organização. Gosto muito do trabalho deles”, analisa o palestrante.

    Outra característica da região dos Campos Gerais que chama a atenção de Xico é a Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana. “Também acompanho um pouco o fato de que há uma divergência antiga na região entre a preservação ambiental e a ocupação agrícola. Não sei como está essa polêmica no momento, mas ela tem que ser sempre vencida no sentido de que é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Dá pra preservar e dá pra produzir sem destruir o meio ambiente; essa é a agricultura que a gente quer pro nosso Brasil”, analisa Graziano.

    Fonte: Diário dos Campos

  • Trigo: Volume importado em março é maior desde julho/18

    Apesar da oferta elevada de trigo no segundo semestre de 2018 e das expectativas de maiores estoques de passagens, as importações de trigo seguem firmes. De acordo com pesquisadores do Cepea, a qualidade do produto colhido no ano passado ficou abaixo da expectativa, justificando a necessidade de importação, mesmo com as cotações externas em alta. Segundo a Secex, em março, foram importadas 659,53 mil toneladas do grão, volume 8,9% superior ao de fevereiro e o maior desde julho de 2018. Deste total, 91,5% vieram da Argentina, 4,3%, do Paraguai e 4,2%, dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo que ocorrem as importações, o excedente interno favorece as exportações. Em março, foram exportadas 125,27 mil toneladas, tendo como principais destinos a Indonésia e as Filipinas.

    Fonte: Cepea

  • Mercado aguarda novo relatório do USDA e milho tem leves quedas no começo da terça-feira

    A terça-feira (09) começa com a Bolsa de Chicago (CBOT) operando com leves baixas para os preços internacionais do milho, mantendo a tendência do final do pregão de segunda-feira. As principais cotações registravam desvalorizações entre 1,25 e 1,50 pontos por volta das 09h05 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado à US$ 3,58, o julho/19 valia US$ 3,67 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,76.

    Segundo informações da Agência Reuters, os preços do milho estão sob pressão da queda do trigo e as expectativas de que o USDA aumentará sua visão de oferta no relatório dessa terça-feira, que se apoia a partir da previsão da chuva e campos lamacentos, que provavelmente causarão atrasos de plantio nas principais áreas de cultivo dos EUA.

    Bryce Knorr, analista da Farm Futures, aponta também que o milho pode ser a grande surpresa desse relatório do USDA, uma vez que a estimativa de estoques da agência em 1º de março era de 300 milhões de bushels ou mais acima das expectativas

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha em campo misto e com tímidas variações à espera do USDA nesta 3ª

    A terça-feira (9) é de novo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e o mercado da soja em Chicago opera com estabilidade à espera destes novos números. Assim, por volta de 8h (horário de Brasília), as cotações operavam em campo misto com variações de 0,25 ponto nos principais contratos. O maio trabalhava com US$ 8,98 por bushel.

    “As estimativas não deverão nos dizer nada do que já não saibamos, mesmo assim mantemos os olhos sobre elas. É apenas uma ‘formalidade’ de abril”, diz o analista de mercado do portal americano DTN The Progressive Farmer, Todd Hultman. Os novos números chegam às 13h (horário de Brasília).

    O mercado espera um ligeiro aumento nos estoques finais de soja em comparação aos números de março. A média das projeções é de 24,85 milhões de toneladas contra 24,49 milhões do mês passado. Os números variam entre 23,05 e 28,9 milhões.

    Paralelamente, os traders seguem de olho nas relações comerciais entre China e Estados Unidos, bem como a questão climáticas nos EUA. As previsões seguem indicando muitas chuvas para os próximos dias no Corn Belt, deixando os produtores americanos em alerta.

    Ontem, o USDA trouxe os primeiros números sobre o plantio 2019/20 do milho que vieram em 2%, em linha com a média dos últimos anos e do índice do ano passado.

    Fonte: Notícias Agrícolas