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maio 2019

  • Embrapa desenvolve tecnologia para produzir biofertilizantes à base de algas marinhas

    Quando o trator vem aplicando o biofertilizante na lavoura, já se sabe que aumentará a sua produtividade em torno de 10 a 15%. O que se quer é a produção nacional a partir da união entre empresa, pesquisa e aporte financeiro. Em uma parceria, a Dimiagro, a Embrapa Agroenergia, a Embrapii e o Sebrae promovem o desenvolvimento de uma pesquisa que iniciou em 2018 para a produção de biofertilizantes a partir de macroalgas encontradas na costa brasileira.

    O diretor comercial da Dimiagro, Gregori Vieira, explica que a grande vantagem para o investimento dessa tecnologia é a redução de custos da importação do extrato de algas oriundas de países com baixas temperaturas, como Canadá e países da Europa. De acordo com Gregori, essa tecnologia atuará na produção em larga escala de extrato de algas no País, reduzindo a dependência de importação de outros países.

    César Miranda, pesquisador da Embrapa Agroenergia, apresenta o funcionamento e como o produto age nas plantações. O extrato de algas é muito empregado em culturas perenes e também anuais, em países da Europa e nos Estados Unidos. “Queremos produzir um extrato de alga totalmente brasileiro, por isso buscamos a Embrapa. E, com o apoio da Embrapii, isso será possível”, conta Gregori.

    Essa pesquisa só foi possível por causa de uma grande parceria. Outras tecnologias também podem ser geradas dessa forma, por meio da Unidade Embrapii/Embrapa Agroenergia. Nesse modelo, a empresa parceira aporta 1/3 do valor, a Embrapa entra com seu quadro técnico e a sua estrutura, além de aportar valor equivalente, e o restante do recurso é proveniente da Embrapii. “São tecnologias personalizadas e que estão de acordo com o produto de interesse da empresa”, destaca Patrícia Abdelnur, pesquisadora da Embrapa Agroenergia e coordenadora dessa Unidade Embrapii.

    Fonte: Agrolink

  • 4 tendências que afetam o dia a dia do produtor rural

    Produção, mão de obra manual, produção sustentável, muitos são os fatores que influenciam atualmente o setor rural. Agora, o produtor não só conta com tecnologias avançadas, como também investe em produções orgânicas e em equipamentos de ponta.

    Atualmente, os produtores contam com uma variedade de processos e atualizações que facilitam o trabalho na área rural. Confira quais são eles:

    1. Tecnologia
    A evolução da tecnologia, por exemplo, é um dos principais fatores que contribuem para que o produtor que, antes tinha mão de obra um pouco mais lenta e, em muitos casos, totalmente manual, agora possa contar com o auxílio de máquinas totalmente conectadas e funcionais, que emitem desde alertas de erro até o monitoramento de operações por telemetria.

    Além disso, a evolução tecnológica do mercado agrícola é grande. Uma das principais tendências no setor é o avanço dos motores elétricos nos sistemas de acionamento de máquinas e implementos, em substituição aos mecânicos ou eletro-hidráulicos.

    2. Equipamentos
    A tecnologia é importante para o produtor rural e sua produção. No entanto, a escolha de equipamentos é essencial. Entre eles:
    Gerador de energia: é ideal para agricultura, principalmente para fazer manutenções em locais remotos, onde há ausência de energia através da rede elétrica, podendo ser abastecido com gasolina ou diesel. O Gerador de Energia, que conta com horímetro digital, calcula o tempo transcorrido de funcionamento. Robusto e de fácil manuseio, o Gerador de Energia oferece alto desempenho e versatilidade onde há necessidade emergencial de eletricidade.
    Motocultivador: também conhecido como Tratorito, além de ser indicado para revolver o solo em hortas e preparar o local para o plantio, esta ferramenta também é utilizada para a limpeza de cama de aviários. Acoplando acessórios adicionais é possível fazer transportes com carreta e capina. O Motocultivador é robusto, prático de manusear e com baixo consumo de combustível, além de garantir o aumento da produtividade com ótimo custo benefício.
    Motobomba: ideal para coleta e bombeamento de água em casas no campo e áreas suburbanas. Com excelente desempenho e alta durabilidade, a Motobomba praticamente não emite ruídos e vibrações. Além disso, é de fácil manutenção e manuseio.
    Motor: é o que você precisa para equipar bombas de água, rabetas, moendas de cana, equipamentos de construção civil, entre outros. Os Motores são oferecidos nas versões a gasolina (2 e 4 tempos) e diesel, em blocos de alumínio, refrigerados a ar e com opção de partida elétrica e/ou manual.
    Perfurador: é o equipamento perfeito para aberturas de covas visando a construção de cercas. O Perfurador de Solo também é indicado no plantio de mudas diversas e prestação de serviços em geral que te fará economizar tempo, esforço e ainda irá aumentar muito sua produtividade.

    3. Produção orgânica para a saúde
    O Brasil está se consolidando como um grande produtor de alimentos orgânicos. Já são, aproximadamente, 17 mil propriedades certificadas em todas as unidades da federação.

    Uma pesquisa realizada pelo Sebrae, mostra que 63% são produtores exclusivos de orgânicos e 25% trabalham essencialmente com produtos orgânicos. Estima-se que cerca de um milhão de hectares é cultivado organicamente no Brasil e que os principais produtos são: frutas, hortaliças, raízes, tubérculos, grãos e produtos agroindustrializados.

    Entre os atributos de qualidade, cada vez mais os produtos relacionados à preservação da saúde ganham força, tanto na qualidade ambiental dos processos de produção à proteção dos mananciais e da biodiversidade. Com a busca crescente dos consumidores por esses produtos, aumenta a certificação de qualidade e socioambiental também para atender a rastreabilidade do produto e dos respectivos sistemas produtivos.

    4. Sustentabilidade melhorando o planeta
    A sustentabilidade na agricultura se tornou um dos fatores mais importantes da produção agrícola nos últimos tempos. Essa estratégia se baseia na produção de incrementos significativos na produtividade das culturas, economia na aplicação de pesticida e maior segurança financeira para o produtor, proporcionando maior produtividade, além da conservação do solo e do meio ambiente.

    Fonte: G1

  • Milho se recupera das reversões de ontem e abre a 5ªfeira em alta na Bolsa de Chicago

    Após fecharem o última dia em queda, os preços internacionais do milho futuro abrem a quinta-feira (30) apresentando valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 3,50 e 4,25 pontos por volta das 08h56 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,22, o setembro/19 valia US$ 4,31 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,40.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, o milho é hoje mais alto, recuperando-se das reversões de quarta-feira. Os futuros de safras antigas e novas se mantêm em poucos dias, tentando consolidar seu aumento nas últimas duas semanas.

    “Os comerciantes estão lutando para definir quantos hectares serão perdidos para as inundações até as datas finais de plantio para a cobertura de seguro de safra integral na sexta-feira em Iowa e na maior parte de Minnesota e Wisconsin”, diz Knorr.

    Um fazendeiro no noroeste de Ohio disse nesta quarta-feira à noite que “está continuamente úmido desde o outono passado. Não recebi nenhum fertilizante de queda aplicado, imaginei que o conseguiríamos nesta primavera. Até agora sem fertilizantes, sem pulverização, sem trabalho de campo, sem plantio”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja opera estável após 4 sessões de fortes altas, mas mantém foco no clima dos EUA

    Após dias consecutivos de fortes altas e de um mercado bastante intenso, as cotações da soja registram estabilidade nesta manhã de quinta-feira (30). Os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago, por volta de 7h15 (horário de Brasília), tinham pequenas baixas de pouco mais de 1 ponto, com o julho valendo US$ 8,70 e o agosto, US$ 8,76 por bushel.

    Esta é a primeira baixa em quatro sessões para a soja na CBOT, com o mercado ainda muito focado no quadro climático norte-americano. Por conta do excesso de chuvas e de mais adversidades, o plantio norte-americano registra seu pior atraso na história dos EUA e dá um importante suporte aos preços no mercado internacional.

    “O mercado de grãos está tomando um fôlego. O recente avanço dos preços agora passa por uma realização de lucros, uma vez que é período de final de mês, quando os traders ajustam suas posições, mas as previsões mostrando mais chuvas para os próximos dias ainda segue no foco e limita as baixas”, dizem os especialistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Além disso, o mercado observa ainda as decisões que produtores americanos ainda têm a tomar sobre o prosseguimento do plantio. Muitos deverão deixar boa parte de sua área sem plantar diante da falta de condições adequadas para os trabalhos de campo e frente às datas limite para a semeadura. Em muitos locais, essa data já se encerrou para o milho.

    “Há muitas previsões indicando mais chuvas para o Meio-Oeste americano e isso pode impedir os produtores de plantar”, acredita Phin Ziebell, agroeconomista do Banco Nacional da Austrália em entrevista à Reuters Internacional.

    EUA chuvas 7 dias

    “Chuvas abundantes pelo centro, sul e leste do do Corn Belt seguirão por esta quinta-feira e ainda durante o final de semana, o que manterá o plantio ainda bem lento. No entanto, os volumes mais limitados nas áreas mais a nordeste do cinturão permitirão condições melhores, principalmente nas Dakotas, Minnesota e noroeste de Wisconsin”, diz o serviço internacional de clima Maxar também à Reuters Internacional.

    Os traders, no entanto, não deixam de acompanhar ainda as questões em andamento da guerra comercial entre China e Estados Unidos – o que ainda acaba por ser um peso para o mercado em Chicago.

    Ademais, os números das vendas semanais para exportação que seriam divulgados hoje só chegarão nesta sexta-feira (31) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em função do feriado desta segunda-feira (27) no país.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • USDA aponta plantio 32% menor do que a média e cotações do milho continuam subindo em Chicago

    A quarta-feira (29) começa com os preços internacionais do milho futuro apresentando grandes altas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principias cotações registravam valorizações entre 15,25 e 17,25 pontos por volta das 08h52 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,37, o setembro/19 valia US$ 4,46 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,53.

    Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho de Chicago aumentaram 4% nesta quarta-feira e atingiram o maior nível desde 2016.

    “Os mercados de grãos estão focados na mesma velha canção – o plantio que permanece bem atrás do ritmo médio, e uma previsão que não parece fornecer nenhum alívio”, disse a corretora Allendale.

    As valorizações se sustentam após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgar seu novo relatório de progresso de plantio de grãos no país, no fim da tarde da última terça-feira.

    Segundo o departamento, apenas 58% da área destinada ao milho havia sido semeada, o que representa o maior atraso de plantio da história americana. No mesmo período do ano passado, e na média histórica, 90% da área já deveria estar plantada.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • “O uso de dados vai salvar a agricultura”, diz cientista global da Microsoft

    Big data, inteligência artificial e internet das coisas (IoT) são algumas das tecnologias que estão revolucionando diferentes setores da economia. Mas, segundo Ranveer Chandra, cientista-chefe global da Azure, a plataforma de computação em nuvem da Microsoft, existe uma área que ainda resiste a essas transformações.

    “Um estudo mostra que, entre 23 setores, a agricultura está na última posição em termos de transformação digital – atrás até mesmo da caça”, diz Chandra. Para ele, o maior problema é a escassez de dados, fundamentais para criar algoritmos. “Conexão é o maior desafio do agronegócio. Precisamos desses dados para fazer uso das tecnologias disponíveis.”

    Chandra é responsável pela criação do FarmBeats, programa da Microsoft que coleta grandes quantidades de dados das fazendas usando sensores terrestres, drones, tratores, câmeras e espaços em branco de TV – ou seja, canais de TV que não são ocupados e onde normalmente só aparece uma tela em branco. Esses espaços podem ser usados para criar uma conexão semelhante ao wi-fi, mas com maior alcance e mais resistente. No Brasil essa tecnologia ainda não é permitida, mas em alguns países como Estados Unidos (EUA) e Cingapura, já é bastante comum.

    Segundo Chandra, o custo desse sistema de coleta é reduzido pela junção dos dados recolhidos por todos os dispositivos. “Os dados dos sensores se conectam com os dados dos drones e das câmeras, tornando mais fácil a criação de algoritmos.”

    Nos últimos quatro anos, o FarmBeats foi aplicado em fazendas nos EUA, Índia, Nova Zelândia e Quênia. Entre os resultados alcançados, estão a redução de 30% no consumo de água, e de 44% no tempo de controle de PH.

    A previsão é que, até o final do ano, o sistema comece a ser produzido comercialmente – e o Brasil não pode ficar de fora. “O Brasil é um dos primeiros países que vem a mente quando pensamos em agricultura”, afirma. “Desenvolvemos o FarmBeats de maneira que sua tecnologia pudesse ser aplicada aqui e em outros países em desenvolvimento”.

    De passagem pelo Brasil, Chandra conversou com Época NEGÓCIOS sobre as dificuldades de aplicar novas tecnologias no campo, e sobre como os dados devem mudar a agricultura do futuro.

    Como o uso de dados pode ajudar o agronegócio?
    A alimentação é um dos grandes problemas da humanidade. Até 2050, a produção precisa aumentar em 70%, para sermos capazes de alimentar a população mundial. Não só precisamos ser mais produtivos, mas também criar alimentos mais nutritivos e sustentáveis. O único caminho que vejo é por meio dos dados. Muito do trabalho feito na agricultura hoje toma como base apenas a experiência dos agricultores. Se combinarmos esse conhecimento com dados, poderemos desenvolver algoritmos de IA que tornem o agronegócio mais produtivo. Um campo mais conectado não só fornece dados para o agora, mas ajuda a criar previsões mais efetivas para o futuro.

    A tecnologia torna a produção mais sustentável?
    Sim, porque os dados ajudam a criar uma agricultura mais precisa. Por exemplo, ao mapear uma fazenda, você consegue medir a umidade, o índice de PH, a temperatura e os nutrientes do solo em cada área. Em vez do agricultor aplicar a mesma quantidade de água, fertilizantes e pesticidas de forma homogênea por todo o campo, aplica somente onde for necessário. Dessa forma, você aumenta o rendimento, reduz o custo e reduz o impacto ao meio ambiente.

    Como avalia o uso da tecnologia na agricultura brasileira?
    O Brasil, como o restante do mundo, precisa se transformar para chegar ao próximo estágio. O movimento tem sido lento. Muitos países estão usando satélites para recolher dados sobre o agronegócio. Mas essa opção não é acessível e por isso não pode ser aplicada em larga escala. Os governos precisam subsidiar a tecnologia, da mesma forma que fazem com fertilizantes e agricultura. Os órgãos públicos já entendem que esses produtos são necessários para a produtividade do agricultor, mas não perceberam que os dados precisam ser colocados no mesmo pacote.

    Qual a maneira mais ágil e eficiente para recolher os dados do agronegócio?
    É comum nas fazendas haver muitos canais de TV que não são ocupados. Por meio desses espaços de TV brancos, conseguimos criar uma rede de wi-fi que abrange largas distâncias. Dessa maneira, aproveitamos um sistema já existente nos campos e reduzimos os custos. Ao juntar essas informações com aquelas coletadas pelos sensores e pelos drones, conseguimos criar algoritmos que preveem acontecimentos em outras partes do campo. Assim você não precisa instalar muitos sensores, o que não é acessível para muitos agricultores. Além disso, os drones podem ser substituídos por balões de hélio. Em campos no Quênia, a câmera de um smartphone em um balão criou imagens aéreas de toda a fazenda.

    O uso de IA vai substituir o conhecimento dos agricultures?
    Acredito que não. Todos os agricultores com quais conversei têm um conhecimento único sobre a sua produção. Eles sabem dizer quais são as condições do solo apenas pegando a terra na mão. Nosso objetivo é combinar esse conhecimento com os dados que vamos recolher, para que ele possa tomar melhores decisões.

    Você ainda sente resistência por parte de agricultores em aplicar tecnologia?
    Pela minha experiência, agricultores de países desenvolvidos e em desenvolvimento realmente estão interessados em trabalhar conosco. Eles sabem que não têm dados suficientes e por isso estão abertos para esse relacionamento.

    Como expandir essa tecnologia levando em conta as diferenças dos meios de produção em cada país?
    Entendemos que a única maneira de levar essa tecnologia para todos os tipos de agricultores é por meio de parcerias. Para coletar os dados de maneira eficiente, o FarmBeats precisa ser customizado de acordo com cada região. Por isso é importante fazer parcerias com empresas e agritechs locais. Muitas vezes, essas empresas já têm um relacionamento com os agricultores, mas ainda sofrem com a falta de dados. Nós queremos preencher esse gap. Esse procedimento funcionará em fazendas grandes. Para as pequenas, ainda estamos estudando algumas possibilidades. Na Índia, por exemplo, trabalhamos com ONGs para criar um aplicativo que prevê quando o agricultor deve realizar a colheita.

    Fonte: Épopca Negócios

  • Milho registra alta de dois dígitos na Bolsa de Chicago e atinge mais alto nível em 3 anos

    Os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou ontem com grandes valorizações. As principais cotações registraram altas entre 16,00 e 17,25 pontos.

    O vencimento julho/19 foi cotado à US$ 4,20, o setembro/19 valeu US$ 4,29 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,37.

    Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os futuros de milho ficaram em alta desde o início da segunda-feira e nunca olharam para trás. Com dezembro subindo para seu patamar mais altos enquanto junho ficou mais alto do que a semana passada. “Os contratos futuros de milho estiveram no mais alto nível em quase três anos”.

    O mercado operou com a expectativa de que o relatório de progresso da colheita do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desta tarde mantenha o plantio de milho para a semana em uma baixa recorde, em torno de 68%.

    “A análise da Farm Futures sugere que 1,4 bilhão de bushels de potencial de produção foram perdidos, exigindo um perfeito remanejamento para o restante da estação de crescimento, a fim de evitar a queda dos estoques”, diz Potter.

    Mercado Interno
    Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria.

    As valorizações foram percebidas no Paraná em Ubiratã, Londrina, Cascavel, Castro e Pato Branco, Santa Catarina em Palma Sola e Rio do Sul, Goiás em Jataí e Rio Verde, Brasília e Assis/SP.

    A Radar Investimentos aponta que os preços do milho físico ganharam força na esteira das chuvas abundantes nos Estados Unidos. “Todo o mercado está de olho no relatório de progresso de plantio” que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja dispara em Chicago e sobe mais de 30 pts nesta 3ª com atraso recorde no plantio dos EUA

    Os preços da soja dispararam nesta terça-feira (29) na Bolsa de Chicago depois dos fracos números do avanço do plantio nos EUA atualizados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem. Perto de 7h20 (horário de Brasília), as cotações subiam mais de 30 pontos, levando o julho a US$ 8,89 por bushel. Os vencimentos mais distantes já voltavam a operar acima dos US$ 9,00, com o setembro a US$ 9,03 e o novembro, US$ 9,15 por bushel.

    A área norte-americana está apenas 29% semeada, contra 74% do ano passado, nesse mesmo período, e frente aos 66% da média das últimas cinco safras. As expectativas variavam entre 28% e 30% da área.

    Assim como no caso do milho, Illinois e Indiana também chamam a atenção, com o plantio em apenas 14% e 11%, respectivamente, enquanto em 2018 eram 89% e 85%. Na média dos dois estados, eram 70 e 63%.

    O USDA informou ainda que são somente 11% das lavouras de soja que já emergiram, contra 44% do mesmo período do ano passado, e 35% da média dos últimos cinco anos.

     

    “Os mercados de grãos estão focados no mesmo velho conhecido – o plantio, que permanece bem atrás do ritmo médio, e uma previsão que não parece trazer nenhum alívio. As questões a serem avaliada agora são quanto da área foi perdida e qual é o impacto no potencial de produção”, dizem os especialistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Ainda segundo a consultoria, os fundos investidores diante desta condições de clima tão ruins para a nova safra dos EUA continuam seu movimento na ponta compradora do mercado. Somente ontem, compraram 13,5 mil contratos de soja, 11 mil de trigo, 475 mil de milho, 9,5 mil de farelo e 4,5 mil contratos de óleo de soja.

    E atenção às previsões climáticas. Os mapas continuam mostrando muito mais chuvas para as próximas duas semanas no Corn Belt.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • A cotação do milho vai continuar subindo? Veja perspectivas para a semana

    A previsão de chuva extra no cinturão produtor dos Estados Unidos nos próximos 15 dias, o que deve atrasar ainda mais o plantio, fez os preços futuros do milho atingirem os patamares mais altos em um ano.

    Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho tiveram alta de 3,72% na sexta-feira, dia 24, fechando a US$ 4,04 por bushel. Mas como as cotações vão se comportar na semana? O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias elenca fatos que merecem a atenção dos produtores. Confira:

    Os norte-americanos não devem plantar toda a área projetada, cerca de 92,8 milhões de acres (37,5 milhões de hectares). A perda de 4 milhões de acres — ou 1,6 milhão de hectares — já é evidente e está precificada;
    A expectativa é de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indique, em seu relatório semanal, que o plantio atingiu entre 58% e 62% nesta semana. Falta uma semana para o fechamento da área;

    O que ainda não foi contabilizado pelo mercado internacional é o clima no Meio-Oeste até 10 de junho, que deve continuar péssimo, atrapalhando os trabalhos de campo;

    Os Estados Unidos devem racionar a exportação para manter a oferta interna na safra 2019/2020. Com isso, o Brasil pode aproveitar o momento e vender o máximo de volume possível para os embarques no segundo semestre;

    A questão do plantio atrasado não quer dizer produtividade menor na colheita. Mas a continuidade do excesso de chuvas deve atrasar a germinação, provocar falhas no número de plantas, reduzir a população por hectare e evidenciar um corte de potencial de produtividade;

    O atraso também cria tensão adicional sobre o clima no verão. Qualquer tempo quente e com pouca chuva na polinização vai adicionar problemas às lavouras;

    Contudo, estamos entrando no processo de colheita, destaca Iglesias. Quase 70 milhões de toneladas serão colhidas nos próximos 90 dias;

    A ordem é aproveitar a liquidez de exportação ao máximo e possibilitar um bom escoamento da segunda safra 2019. Para junho, é esperado recorde, com 1,7 milhões de toneladas programadas.

    Fonte: Canal Rural

  • Milho: Retração vendedora e demanda aquecida mantêm preços firmes

    Até o início de maio, as boas projeções para a temporada 2018/19 vinham pressionando as cotações de milho. Já nesta segunda quinzena do mês, a retração vendedora e a demanda mais aquecida passaram a dar suporte aos preços, que estão em ritmo de recuperação, de acordo com levantamento do Cepea. Nos portos, os valores também estão em alta. Neste caso, as recentes elevações do dólar frente ao Real, as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, as dificuldades no semeio norte-americano e a disponibilidade elevada no Brasil favorecem as exportações nacionais.

    Fonte: Cepea