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8 de maio de 2019

  • Dúvidas sobre clima e plantio forçam leves quedas para o milho em Chicago nessa quarta-feira

    A quarta-feira (08) começa com leves baixas nos preços internacionais do milho futuro da Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam desvalorizações entre 2,25 e 3,00 pontos por volta das 09h11 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado à US$ 3,55, o julho/19 valia 3,63 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,71.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho estão caindo após o comércio bilateral durante a noite. A cobertura curta de atrasos de plantio e relatório do USDA da sexta-feira fornecem apoio, embora o clima negativo em outros lugares continue a pairar sobre o mercado também.

    “Os grandes pontos de interrogação do relatório virão na primeira estimativa mensal da agência para nova safra. Normalmente, a agência usa suas intenções de plantio de março e uma estimativa de rendimento com base no clima normal. Mas há uma ampla gama de estimativas no comércio porque alguns estão usando o que se espera que seja uma área menor com um corte nos rendimentos”, diz Knorr.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Agricultores brasileiros agora querem fim da guerra comercial

    Depois de lucrarem com a guerra comercial entre Estados Unidos e China no ano passado, os produtores brasileiros de soja agora torcem para uma trégua.

    Os prêmios pagos pela soja nos portos brasileiros não compensam a rápida queda dos preços globais da oleaginosa, provocada pelo impasse das negociações entre as duas superpotências. Enquanto os prêmios pagos para embarques em julho no porto de Paranaguá subiram 20 centavos de dólar por bushel desde meados de abril, os contratos futuros para entrega em julho despencaram 80 centavos de dólar por bushel na Bolsa de Chicago.

    “Neste momento a guerra comercial é ruim para o Brasil”, disse Daniele Siqueira, analista da AgRural. “Os agricultores brasileiros não podem mais torcer pela guerra comercial entre a China e os EUA.”

    Trata-se de uma situação bem diferente da do ano passado, quando os prêmios no Brasil atingiram um recorde devido à guerra comercial.

    Os preços no mercado brasileiro estão sendo afetados pelo enfraquecimento da demanda, disse Siqueira. As importações de soja da China devem cair 6 milhões de toneladas este ano, sob o impacto da febre suína africana. Na Argentina, onde a seca reduziu a produção em 2018, a safra de soja deve subir 45%. Ao mesmo tempo, os estoques nos EUA estão cheios.

    “A gente precisava que essa briga tivesse terminado”, disse Endrigo Dalcin, produtor de soja no município de Nova Xavantina, em Mato Grosso. “Acredito que o fim da guerra comercial poderia trazer ânimo ao mercado brasileiro.” Um acordo poderia provocar uma reação nos preços em Chicago e, como consequência, uma alta nos valores oferecidos aos agricultores brasileiros.

    Enquanto espera melhores preços para vender os 40% da produção deste ano que ainda não foram comercializados, Dalcin diz que as incertezas envolvendo o mercado de soja dificultam os preparativos para a próxima safra, cujo plantio começa em setembro.

    “Estou assustado com o planejamento da próxima safra. Os custos estão subindo, e os preços caindo”, disse. “Como podemos tomar decisões com tantas incertezas?”

    Fonte: Bloomberg/UOL

  • Cuidado na hora de comprar insumos com Dólar alto

    Referência em planejamento estratégico do agronegócio, o professor Marcos Fava Neves alerta para o “risco” da tomada de decisões de compras neste momento de Dólar alto. De acordo com o especialista, a situação da soja e do milho se complicou mais pela redução dos preços em Chicago e em Reais no Brasil, bem como a redução de volumes vendidos graças à crise chinesa, maiores custos do frente e outros problemas.

    “Fora o risco, que deve ser considerado e contornado, de se comprar os insumos da próxima safra com um câmbio a 4 reais e vender os produtos com o real mais valorizado no início de 2020, no caso de aprovação das reformas. Muito cuidado!”, aponta Fava Neves, que é professor titular das Faculdades de Administração da USP, em Ribeirão Preto, e da FGV, em São Paulo.

    Além disso, ele destaca os cinco principais pontos que requerem atenção neste mês de maio:

    1) acompanhar a conclusão da segunda safra de milho;

    2) a evolução da gripe suína africana na China e os impactos listados acima;

    3) o acordo comercial China e EUA;

    4) andamento do plantio da safra americana, áreas plantadas com cada cultura e os impactos climáticos, e;

    5) do lado Governamental, o caminhar (ainda lento) das reformas no Brasil, o Plano Safra 2019/20 e as ameaças de maior tributação que pairam sobre o agronegócio, sejam em Estados como na Federação.

    “Penso que para chegarmos aos US$ 100 bilhões em exportações outra vez neste ano precisaremos de boas surpresas em outros setores, principalmente nas carnes e milho, pois na soja repetir os quase US$ 41 bilhões será um desafio quase que impossível, pelos menores preços e menor demanda chinesa. A Abiove estima valor das exportações próximo a US$ 33 bilhões, com cerca de 70 m.t. (13,5 milhões a menos), impactados com a volta da Argentina (perdeu muita soja com seca no final da safra do ano passado) e um possível acordo EUA e China”, comenta.

    Fonte: Agrolink

  • Soja sobe em Chicago nesta 4ª feira, mas mantém foco na guerra comercial

    Nesta quarta-feira (8), os preços da soja sobem levemente na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h25 (horário de Brasília), subiam entre 2,50 e 2,75 nos contratos mais negociados, com o julho valendo US$ 8,33 por bushel.

    O que ainda motiva pequenas baixas no mercado internacional são as preocupações com o clima nos Estados Unidos e a cobertura tímida de posições por parte dos fundos, que se ajustam depois das perdas intensas do início da semana.

    A guerra comercial, todavia, permanece no centro das atenções e mantém o mercado sob pressão. “Os traders estão monitorando qualquer novidades nas negociações, principalmente em como elas irão influenciar na demanda chinesa por produtos americanos”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Ademais, os traders se ajustam – no meio da visita do vice-premier chinês Liu He a Washington entre quinta e sexta-feiras desta semana – à divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Este reporte traz ainda as primeiras estimativas para a temporada 2019/20 e já provoca as especulações do mercado.

    Fonte: Notícias Agrícolas