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14 de maio de 2019

  • Cientistas desenvolvem defensivo à prova de chuva para cultura da soja

    A ferrugem asiática da soja é conhecida por causar danos de até 80% da safra. Para proteger contra esta e outras pragas de plantas, os agricultores dependem de defensivos para proteger seus produtos. No entanto, a chuva pode facilmente lavar a maioria deles da superfície das plantas, o que significa que os agricultores precisam aplicar várias vezes o mesmo defensivo durante a estação de crescimento.

    Uma equipe de pesquisadores, liderada por Uwe Conrath e Ulrich Schwaneberg, da Universidade RWTH Aachen, na Alemanha, projetou um defensivo à prova de chuva. “Basicamente, fundimos dois peptídeos naturais. Um liga o outro à superfície da planta. O outro combate o fungo da ferrugem antes que ele penetre na planta hospedeira”, explica Conrath.

    O peptídeo de ancoragem, chamado thanatin, penetra na camada de cera da folha, o que impede a chuva de lavá-la. Ligada à thanatin está a dermaseptina, um peptídeo antimicrobiano, que fica voltado para fora da folha e interrompe o microrganismo responsável pela ferrugem asiática da soja de infectar a planta. Peptídeos antimicrobianos, como a dermaseptina, degradam naturalmente e, portanto, não poluem a água ou o solo.

    Cláudia Godoy, especialista em ferrugem asiática da soja, da Embrapa, descreve-a como uma tecnologia interessante. Este dipeptídeo bifuncional dermaseptina-thanatina parece funcionar como um adesivo natural. A eficiência em si não é alta o suficiente para o controle de doenças, mas pode substituir adesivos sintéticos”, ela acrescenta.

    A equipe testou apenas os peptídeos no laboratório, mas está atualmente negociando com uma empresa de produção de peptídeos para fabricá-los em uma escala maior. Eles também planejam desenvolver o sistema para combater pragas ainda maiores.

    Fonte: Chemistry World/Global Crop Protection 

  • Trigo: Maior produtividade deve compensar menor área na safra 19/20

    O semeio do trigo da safra 2019/20 avança no Brasil, mas a área destinada ao cereal deve diminuir em relação à do ano passado. Apesar disso, por enquanto, a previsão é de aumento na produção, devido à possível recuperação da produtividade. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é o oposto do observado em 2018, quando a área com trigo foi maior, mas o clima limitou a produtividade das lavouras de inverno. No Brasil, relatório divulgado pela Conab na semana passada indicou que a área de semeio do trigo pode ficar 3,3% inferior à da safra passada, somando 1,97 milhão de hectares – a maior redução vem do Paraná, que responde por 93,2% da área total no País. Já a produção e produtividade devem crescer, passando respectivamente para 5,46 milhões de toneladas (+0,71%) e para 2,7 mil toneladas/hectare (+4,2%).

    Fonte: Cepea

  • Cotações do milho em Chicago seguem em alta nessa terça-feira com dúvidas sobre o plantio americano

    A terça-feira (14) começa com valorizações presentes nos preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 7,25 e 8,50 pontos por volta das 09h07 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado à US$ 3,54, o julho/19 valia US$ 3,65 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,73.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho subiram durante a noite, com os contratos antigos e novos da safra avançando após as reversões de alta na segunda-feira, em relação às baixas dos contratos.

    O plantio de milho avançou apenas 7% na semana passada para 30%, com todos os 18 estados incluídos na pesquisa de progresso do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) abaixo da média. O estado de Illinois ficou em segundo lugar, com apenas 11% no solo, 71% a menos do que a média de cinco anos. O surgimento também é lento, em 10%, 19% abaixo da média.

    “Mesmo com um progresso recorde na próxima semana, o potencial de rendimento pode ser reduzido em quase 500 milhões de bushels. Isso não garante uma safra menor, no entanto. Os rendimentos ainda podem estar acima da média se as temperaturas frescas e a boa umidade neste verão prevalecerem”, diz Knorr.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Com clima adverso nos EUA, Chicago tem altas de dois dígitos nesta 3ª

    Os números sobre o avanço do plantio da soja nos EUA que foram divulgados ontem, após o fechamento do pregão, ajudam na recuperação dos preços nesta terça-feira (14) na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 7h45 (horário de Brasília), subiam mais de 15 pontos, com o julho já voltando aos US$ 8,17 por bushel.

    “O mercado recebe suporte de especuladores preocupados com o clima nos EUA. O plantio no centro-oeste americano continua bem atrasado”, diz Steve Cachia, diretor da Cerealpar.

    A semeadura da soja está concluída em apenas 9% da área no país, contra expectativas que variavam de 14% a 15%. Na semana anterior, o total era de 6%. No ano passado, a área plantada já era de 32% e a média dos últimos cinco anos é de 29%.

    As condições de clima ainda não permitem que os trabalhos de campo caminhem em seu ritmo normal e os atrasos já são consideráveis.

    No mais, a soja ainda passa por um movimento de recuperação técnica, ainda segundo Cachia, diante das baixas da sessão anterior.

    E mesmo focado no clima nesta terça, os traders não desviam seus olhos da guerra comercial entre China e EUA. As tensões foram intensificadas nos últimos dias e agora o mercado espera por um possível encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na cúpula do G20, no final de junho.

    “Com tanta coisa negativa pressionando o mercado de soja no momento – guerra comercial piorando, gripe suína reduzindo demanda da China e estoques americanos recordes – e derrubando as cotações ao menor nível em 11 anos, o mercado ensaia recuperação técnica”, completa o analista.

    Fonte: Notícias Agrícolas