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15 de maio de 2019

  • Brasil deve se tornar 2º maior exportador global de milho, diz FAO

    As primeiras indicações para a safra 2019-2020 mostram que as exportações de milho do Brasil chegaram a 29,5 milhões de toneladas, 15% a mais do que no biênio 2018-2019, de acordo com o mais recente panorama global da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Divulgada neste mês, a publicação revela que o volume exportado e as estimativas futuras tornariam o Brasil o segundo maior exportador de milho do mundo, atrás apenas dos EUA.

    De acordo com o levantamento da FAO, ao longo da última década, a produção e a exportação brasileiras de milho tiveram um boom fantástico. A produção total, por exemplo, aumentou de pouco menos de 52 milhões de toneladas em 2007-2008 para quase 98 milhões de toneladas em 2017-2018.

    O crescimento na produção permitiu que o país aumentasse suas exportações de milho quase continuamente, alcançando 36 milhões de toneladas em 2015-2016. Nessa época, os produtores brasileiros capturaram quase 26% de participação no mercado mundial. Uma década antes, o Brasil exportava apenas 6 milhões de toneladas — o que representava menos de 1% do total global.

    De fato, o Brasil se tornou — por um tempo — o maior exportador de milho do mundo em 2012-2013, quando uma estiagem severa prejudicou a safra de milho nos EUA.

    As remessas de milho do Brasil para a Ásia saltaram de 1,5 milhão de toneladas, em 2007-2008, para um pico de 27 milhões de toneladas em 2015-2016. O país sul-americano conseguiu fazer incursões notáveis ​​em mercados importantes como Irã, Japão, Coreia, Vietnã e Malásia.

    Na África, onde as exportações de milho do Brasil expandiram de zero para pouco menos de 5 milhões de toneladas em menos de uma década, cerca de 30 países se tornaram compradores do milho brasileiro. A clientela é liderada pelo Egito, Marrocos e Argélia.

    Causas do aumento
    De acordo com o relatório da FAO, as novas variedades de milho, a expansão da produção para regiões de maior produtividade em Mato Grosso, a capacidade climática do país de produzir duas safras no mesmo ano, as mudanças geográficas na alimentação do gado e o apoio governamental direcionado estão entre os principais fatores que contribuíram para um rápido aumento da produção de milho no Brasil na última década.

    A evolução dos mercados de câmbio também impulsionou a expansão robusta das exportações de milho. O contínuo enfraquecimento do real ajudou os exportadores a permanecerem competitivos e a expandir seus mercados muito além dos países vizinhos da América Latina, alcançando a Ásia e a África.

    Papel do Norte no escoamento da produção
    Durante a última década, outro fator que colaborou para o papel emergente do Brasil como principal exportador mundial de milho foi a forte estratégia de investimento, apoiada pelo governo, para desenvolver portos e infraestrutura de transporte.

    Segundo a FAO, as mudanças no marco regulatório do país favoreceram as parcerias público-privadas na expansão rodoviária e ferroviária, bem como na melhoria da capacidade dos portos. Os novos desenvolvimentos na fronteira agrícola centro-oeste, onde mais de dois terços da soja e milho do país são produzidos, impulsionaram o transporte de mercadorias para o Norte. Como o deslocamento para essa região envolvia uma distância muito menor do que para os portos mais ao sul, houve redução dos custos de exportação e do tempo de entrega.

    A agência da ONU lembra que, nos últimos anos, novos terminais se tornaram operacionais na chamada área do porto do Arco Norte. Isso aumentou a participação da região no transporte de grãos. Em 2017-2018, os embarques desses portos atingiram 10 milhões de toneladas, representando um aumento acentuado em comparação com os menos de 500 mil quilos registrados em 2011-2012 — biênio em que os terminais do Norte transportaram 9% do total de milho exportado do Brasil. Em 2017-2018, essa fatia subiu para 34%.

    Os novos terminais no Norte oferecem oportunidades de mercado muito melhores para os compradores da América Central, Ásia e África, reduzindo custos de frete e aumentando a competitividade do milho cultivado em Mato Grosso, Tocantins e Pará — todas importantes áreas produtoras no Norte e Centro-Oeste do país.

    Ciclos sazonais e exportações
    As exportações de milho do Brasil também mudaram seu padrão sazonal. Desde 2010, uma parte crescente do milho foi exportada de agosto para janeiro, o que coincide com os meses de colheita do milho da segunda safra (a “safrinha”), quando os estoques do Hemisfério Norte estão normalmente no auge. Isso gerou uma competição mais acirrada com outros grandes exportadores — em particular, os EUA.

    No Brasil, os embarques de março a julho permanecem relativamente pequenos, representando pouco mais de 2% das exportações anuais, enquanto o período de agosto a janeiro agora responde pela maior parte da atividade comercial do país. Nesse intervalo, as exportações a cada mês chegam a representar mais de 12% do total.

    Fonte: Nações Unidas Brasil

  • 3 coisas sobre mercado de soja para saber hoje

    Com Guerra Comercial, EUA planejam disponibilizar US$ 15 bi para compra de produtos dos agricultores norte-americanos.
    O governo de Donald Trump planeja disponibilizar cerca de US$ 15 bilhões em auxílio para produtores agrícolas norte-americanos que possam ser atingidos por tarifas da China em meio a um aprofundamento na disputa comercial. Segundo o analista de mercado da Terra Agronegócio, Enio Fernandes, se forem confirmados os recursos para compra de produtos agrícolas haveria impacto em demanda mas com pouco potencial para elevar os preços na bolsa de Chicago.

    “Se o governo americano só ajudar subsidiando o produtor americano, o impacto é muito pequeno, porque o problema ainda está lá, vão lidar ainda com estoques altos nos Estados Unidos”explica.

    Os preços da soja negociados na bolsa de Chicago encerraram o pregão desta terça-feira com altas superiores a 3%, estimulados pela incerteza climática e atraso no plantio da safra americana.

    Mercado Climático: Plantio segue atraso e há previsão de mais chuvas para Corn Belt
    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reportou atraso na semeadura da safra 2019/2020. Para a soja, 9% da área foi plantada até agora, contra 32% na mesma época do ano passado e 29% na média histórica dos últimos 5 anos. Para o milho, 30% da área semeada até agora, contra 59% da mesma época do ano passado e 66% da média histórica.

    De acordo com o meteorologista da Somar Meteorologia, Desirée Brandt, há previsão de mais chuva para os próximos dias no cinturão agrícola, o que pode dificultar ainda mais o avanço dos trabalhos em campo.

    Puxado por alta de fertilizantes, custo de produção da safra 2019/2020 já é, em média, 10% maior
    Levantamento feito pela CNA revelou que em algumas regiões, como o sudoeste de Goiás, o custo está 12% maior do que na safra passada. O fertilizante é apontado como o vilão, já que em áreas do centro-oeste o aumento variou de 25% a 32%, no sul a variação ficou entre 15% a 22%. Para o assessor técnico da CNA, Alan Malinski, além do fertilizante há outros itens puxando o custo para cima.

    “O fertilizante está sendo o principal vilão no aumento dos custos. Em seguida, a gente vê um aumento considerável nos herbicidas que chegaram a aumentar 12%, a mão de obra também está pesando um pouco no aumento, assim, como a semente. Então, fazendo uma compilação desses custos todos, a gente vê que a variação do custo operacional, o custo e desembolso, ele está sendo de 8% a 12% mais alto”, explica.

    Fonte: Canal Rural 

  • Previsões de chuvas para os EUA sustentam novas altas para o milho em Chicago nesta quarta-feira

    A quarta-feira (15) começa com mais valorização para os preços internacionais do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 10,75 e 11,25 pontos por volta das 08h53 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,76, o setembro/19 valia US$ 3,84 e o dezembro/19 era negociado por US$ 3,94.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho ampliaram os ganhos durante a noite, ajudando os futuros de julho a testar a linha de tendência dos máximos do mês passado.

    “Enquanto mais chuvas se dirigem para o sistema fluvial neste fim de semana, alguns reboques podem estar se movendo para o sul em breve. Os níveis do rio em St. Louis podem cair abaixo do gatilho para a reabertura do porto hoje e três reboques com 39 barcaças desceram pela última eclusa ao norte de St. Louis ontem”, diz Knor.

    Os analistas da Allendale aponta ainda que “As preocupações com o clima e o plantio nos EUA continuam, bem como a esperança de um acordo – em algum momento – entre China e Estdos Unidos”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja tem novas e boas altas em Chicago nesta 4ª com excesso de chuvas nos EUA

    O movimento de alta forte continua no mercado da soja nesta quarta-feira (15). As cotações, por volta de 7h50 (horário de Brasília), subiam entre 11 e 12 pontos nos principais vencimentos, com o julho de volta aos US$ 8,40 por bushel.

    “As preocupações com o clima e o plantio nos EUA continuam, bem como a esperança de um acordo – em algum momento – entre China e Estdos Unidos”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale.

    Além disso, o mercado começa a especular sobre estas adversidades no Corn Belt e seus impactos reais sobre a área. Com as janelas ideais de plantio se fechando – a do milho termina já neste dia 20 -, diminui o sentimento de que o produtor vá migrar para a soja, podendo buscar com o governo americano seu seguro de não plantio, o chamado Prevent Plant.

    “Ou seja, diante dos preços baixos de soja, a probabilidade agora passou a ser que o produtor americano pode optar por abandonar área de milho e pegar o dinheiro do seguro, ao invés de transferir área de milho para soja”, diz Steve Cachia, diretor da Cerealpar.

    O mapa atualizado do NOAA para o período de 15 a 22 de maio mostra a continuidade das chuvas intensas no Corn Belt. Estados como o Nebraska, Missouri, Iowa e a Dakota do Sul poderiam registrar acumulados de 75 a 100 mm, podendo atrasar ainda mais o avanço dos trabalho de campo.

    Fonte: Notícias Agrícolas