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16 de maio de 2019

  • USDA: Vendas semanais de soja e milho para exportação dos EUA ficam dentro do esperado

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe a atualização de suas vendas semanais para exportações nesta quinta-feira (16) com números dentro do esperado para a soja e o milho e acima para o trigo.

    Na semana encerrada em 9 de maio, os EUA venderam 370,9 mil toneladas de soja da safra 2018/19 e a Alemanha foi a maior compradora. O volume ficou dentro do intervalo esperado pelo mercado, de 300 mil a 1 milhão de toneladas. Da safra 2019/20, foram 303,4 mil toneladas.

    De milho, os EUA venderam 553,3 mil toneladas, contra projeções de 300 mil a 900 mil toneladas. Da safra 2018/19, o principal destino do cereal norte-americano foi a Colômbia. O volume é 925 maior do que o da semana anterior, mas 15% menor do que a média das últimas quatro semanas.

    As vendas semanais de trigo, por sua vez, foram de 114,5 mil toneladas, contra expectativas de 150 mil a 600 mil toneladas. A Indonésia foi a maior compradora do grão da safra velha. Os EUA venderam ainda 419,4 mil toneladas da safra nova, sendo a maior parte destinada à Coreia do Sul.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trump tenta tranquilizar agricultores dos EUA atingidos pela guerra comercial com a China

    Grandes exportadores de carne de porco e soja para a China, os produtores americanos estão na linha de frente na guerra comercial travada entre Washington e Pequim e, faltando 18 meses para as eleições presidenciais, Donald Trump procura tranquilizá-los.

    “Nossos formidáveis agricultores patriotas estarão entre os grandes beneficiários do que acontece hoje”, tuitou Trump na terça-feira (14/5), um dia após o anúncio de represálias da China após a adoção de tarifas mais elevadas por parte dos Estados Unidos na última sexta-feira (10).

    A agricultura americana exporta muito. E o mundo rural, considerado, em termos gerais, como favorável ao republicano Trump, tem sido desde o ano passado alvo de represálias não apenas de Pequim, mas também da União Europeia, Canadá e México.

    Por enquanto, muitos produtores permanecem leais ao presidente, mas “outros não estão tão seguros disso”, disse à AFP William Rodger, porta-voz da American Farm Bureau Federation, o principal sindicato do agronegócio americano.

    “Não temos números concretos que nos digam exatamente quão forte é o apoio, ou a oposição, mas nosso sentimento é que a maioria dos agricultores ainda apoia o presidente, porque aderem a muitas de suas políticas”, explicou.

    Sid Ready, produtor do estado de Nebraska, lamenta a guerra comercial, mas a entende. “Acho que os agricultores são bastante resistentes e devemos tolerar” esta situação “que, a longo prazo, valerá a pena”, opinou.

    Renda em queda
    Mas, admite Rodger, a paciência dos produtores tem limites, já que sua renda não para de cair há seis anos, devido à superprodução global.

    Dados do Departamento da Agricultura indicam que as receitas passaram do recorde de US$ 123,4 bilhões em 2013 para US$ 92 bilhões em 2014. No ano passado, foram de apenas US$ 63,1 bilhões.

    No momento em que os agricultores do centro do país tentam superar as inundações que atingiram suas plantações, ou impediram diretamente o cultivo, as tarifas adicionais não vão beneficiá-los em nada.

    A federação que reúne os produtores de soja (ASA) também apoia “em geral os objetivos da administração” Trump, mas critica seus procedimentos.

    Os afiliados da entidade dizem que estão “frustrados” com a incapacidade dos negociadores americanos e chineses de chegar a compromissos e acreditam que a tarefa à frente está ameaçada.

    “Os produtores de soja não têm vocação para serem vítimas colaterais de uma guerra comercial sem fim”, disse o presidente da ASA, Davie Stephens, acrescentando que foram necessários mais de 40 anos para construir o mercado de soja na China.

    Muitos temem que seus clientes chineses, que compravam um terço da soja americana antes do conflito, voltem-se para outros produtores, especialmente o Brasil.

    Quanto mais tempo durar o conflito, “será cada vez mais difícil para mim”, disse Stephens.

    “Vencemos sempre”
    “Esperamos que a China nos faça a honra de continuar comprando nossos formidáveis produtos agrícolas”, disse Trump na terça-feira. Se isso não acontecer, o governo comprará a soja não vendida à China, graças ao dinheiro gerado pelas tarifas.

    Na semana passada, Trump aludiu à possibilidade de que esses produtos adquiridos fossem então distribuídos entre os países pobres, ignorando as distorções comerciais.

    Washington também considera outras ajudas a seus produtores. Já em julho do ano passado destinou US$ 12 bilhões para compensar os prejudicados pela perda de mercados.

    Através de vários programas, os agricultores americanos recebem cerca de US$ 20 bilhões por ano em ajuda.

    O lobby da indústria de carne suína (NPPC) comemorou “a proposta de ajuda do presidente Trump”. “Estamos dispostos a trabalhar com o Ministério da Agricultura para facilitar as exportações de carne suína como ajuda alimentar”, disse o presidente do NPPC, David Herring.

    As exportações de carne suína são atualmente 26% da produção. Um volume significativo tem a China como destino.

    “Vocês querem saber uma coisa?”, disse Trump a repórteres, acrescentando: “Nós sempre vencemos”.

    Fonte: G1 Agro

  • Milho: Mercado inicia sessão desta 5ª feira com altas de 4 pts na CBOT

    Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta quinta-feira (16) do lado positivo da tabela. As principais posições da commodity exibiam valorizações de 4,00 pontos, por volta das 9h11 (horário de Brasília). O vencimento julho/19 era cotado a US$ 3,73 por bushel, enquanto o setembro/19 operava a US$ 3,82 por bushel.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho estão em alta, apesar de os futuros de julho estarem se mantendo em um dia após a sessão de ontem e ter parado em sua retração do gráfico de 61,8%. A previsão de chuvas significa que os agricultores dificilmente chegarão perto de atingir o percentual de 85% plantado no relatório Crop Progress, desta segunda-feira, reduzindo o potencial de rendimento.

    “As vendas de exportação na semana passada devem melhorar para cerca de 20 milhões de bushels, mas isso ainda estaria bem abaixo da taxa necessária a cada semana até agosto para alcançar a previsão do USDA para a safra de 2018”, diz Knorr.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja tem novas altas em Chicago nesta 5ª feira, como foco no clima e na demanda

    Os preços da soja têm leves altas na Bolsa de Chicago nesta manhã de quinta-feira (16). Os futuros da oleaginosa dão continuidade ao movimento de avanço iniciado na última terça-feira (14) e, por volta de 7h50 (horário de Brasília), subiam entre 5 e 5,75 pontos nos principais contratos. Assim, o julho tinha US$ 8,40 e o agosto, US$ 8,47 por bushel.

    O mercado segue focado nas adversidades climáticas registradas no Corn Belt, as quais provocam atrasos consideráveis no plantio da soja e do milho da safra 2019/20. Hoje e amanhã, de acordo com as previsões, poderão ser dias de tréguas das chuvas, mas elas voltam depois do dia 18, aproximadamente, e novamente interrompem os trabalhos de plantio em várias regiões.

    No entanto, nos radares dos traders estão também as coberturas de posições por parte dos fundos, que ainda acontecem, mesmo que de forma mais tímida, e as informações sobre a demanda. Nesta quinta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo reporte semanal de vendas para exportação.

    As expectativas para o mercado, depois de uma semana negativa no período anterior, variam entre 300 mil e 1 milhão de toneladas. “As margens grandes são reflexos dde resultados desapontadores nas últimas semanas”, diz a consultoria internacional Allendale, Inc.

    Fonte: Notícias Agrícolas