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21 de maio de 2019

  • Governo federal aprova registro de mais 31 agrotóxicos, somando 169 no ano

    O Ministério da Agricultura formalizou hoje (21/5) o registro de mais 31 agrotóxicos. No ano todo, já são 169 produtos autorizados.

    O número de defensivos registrados vem crescendo significativamente nos últimos três anos, fato que preocupa ambientalistas e profissionais da saúde. Em 2015, foram 139. Em 2018, 450.

    O registro de um agrotóxico é feito pelo Ministério da Agricultura (Mapa), que analisa se ele funciona no combate a pragas e doenças no campo. Mas o registro só é concedido quando o produto também é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia os riscos à saúde, e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que analisa os perigos ambientais. Sem o aval dos três órgãos, ele não é liberado.

    Segundo o Ministério da Agricultura, o aumento da velocidade dos registros se deve a ganhos de eficiência possibilitados por “medidas desburocratizantes” implementadas nos três órgãos nos últimos anos, em especial na Anvisa. A agência confirma esforços para diminuir a lista de produtos em análise.

    A lista dos 169 produtos, entretanto, não é homogênea. Ela contém desde um novo princípio ativo (produto técnico) e suas “cópias” quando caem as patentes (produto técnico equivalente) até o composto que chega ao agricultor (produto formulado) e os “genéricos” desse composto (produto formulado equivalente).

    Em 2019, ainda não houve o registro de nenhum princípio ativo novo. O último produto técnico registrado foi o sulfoxaflor, no fim do ano passado – ainda não foram liberados produtos formulados à base dessa substância e, portanto, ela ainda não chegou ao mercado para o agricultor. Esse princípio ativo é associado à redução do número de abelhas em estudos feitos fora do país.

    Dos 31 agrotóxicos registrados nesta terça-feira, 29 são produtos técnicos equivalentes, ou seja, reproduções de princípios ativos já autorizados, sendo três do polêmico glifosato, associado a um tipo de câncer em processos bilionários nos Estados Unidos.

    Os outros dois são produtos finais: Compass e Troia, à base de ametrina e mancozebe, respectivamente, substâncias que já usadas na composição de outros venenos.

    Somados todos os atos de registros de agrotóxicos publicados pelo Ministério da Agricultura em 2019, o número de produtos chega a 197. Isso acontece porque os registros de 28 produtos concedidos no ano passado foram formalizados em janeiro deste ano.

    Fonte: G1 Agro

  • Colheita da soja se encerra em Tupanciretã/RS com produtividade entre 49 e 50 sacas por hectare

    A colheita da soja já se encerrou em Tupanciretã no Rio Grande do Sul. Após um início de ciclo bastante conturbado, em que 20% da área teve que ser replantada, a média final de produtividade ficou entre 49 e 50 sacas por hectare.

    Segundo José Domingos Lemos Teixeira, coordenador do núcleo da Aprosoja RS em Tupanciretã, ainda restam 60% dessa produção para ser negociada no município e as tensões do mercado internacional e os preços de venda cerca de 10% menores do que os do ano passado estão prejudicando essa comercialização.

    Agora, os produtores da região apostam no cultivo de safras de inverno como trigo, aveia branca e aveia preta. De acordo com Teixeira, a área de trigo será maior do que a do ano passado, mas ainda sim pequena, uma vez que o agricultor está desanimado com o cenário de mercado dos últimos anos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho segue com altas em Chicago após USDA divulgar atraso no plantio americano

    A terça-feira (21) começa com valorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram altas entre 4,50 e 6,25 pontos por volta das 09h05 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,95, o setembro/19 valia US$ 4,02 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,09.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os contratos futuros de milho foram mais altos durante a noite, registrando novas valorizações na primavera, depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou um progresso recorde de plantio lento na segunda-feira.

    No fim da tarde da última segunda-feira o USDA divulgou que a área plantada de milho nos EUA passou, em uma semana, de 30% para 49%, contra 78% do ano passado e 80% de média das últimas cinco safras. O mercado esperava algo entre 42% e 61% e as médias eram de 50%; 51% e 54% entre os analistas e consultores americanos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja segue em alta nesta 3ª feira em Chicago refletindo plantio lento nos EUA

    O clima e o plantio da safra nova continuam sendo preocupações nos Estados Unidos e os preços da soja têm novas altas na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (21), dando continuidade às altas da sessão anterior. Perto de 7h30 (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 6 pontos nos principais contratos. O julho tinha US$ 8,38 e o agosto, US$ 8,45 por bushel.

    “O mercado continua refletindo o ritmo ainda lento do plantio e as próximas previsões mostrando mais chuvas para os próximos dias. A expectativa sobre muitos hectares serem destinados ao seguro do Prevent Plant também está no radar dos traders”, explicam os consultores da consultoria internacional Allendale, Inc.

    O plantio da soja evoluiu, em uma semana, de 9% para 19% da área americana, enquanto as projeções dos traders variavam de 17% a 25%. As médias esperadas por especialistas internacionais eram de 22%; 17% e 21%. No ano passado, nessa mesma época, os EUA já tinham 53% da semeadura concluída e a média dos últimos cinco anos é de 47%.

     

    Os traders permanecem também acompanhando a questão da guerra comercial – ainda sem uma solução no horizonte – e também nas novas informações sobre a situação da peste suína na China.

    A nação asiática informou outro caso da doença, reportada na província de Sichuan, em uma fazenda com 429 porcos. Ao mesmo tempo, nos EUA, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vai começar a fazer testes para a peste em animais mortos ou doentes.

    Fonte: Notícias Agrícolas