Daily Archives

23 de maio de 2019

  • Sem tratamento, ferrugem da soja pode causar perda de quase R$ 12 bi ao setor

    Pragas e doenças na agricultura podem resultar em queda no volume de produção, em prejuízos à qualidade dos produtos, e, conforme a situação, até causar a morte das plantas e dizimar cultivos inteiros. A decadência do cacau no sul da Bahia, devido à vassoura-de-bruxa, é uma ilustração emblemática deste risco.

    A ausência de controle das pragas e doenças nos cultivos agrícolas teria como impacto direto o comprometimento das safras. Portanto, para o produtor, ao se defrontar com a presença desses organismos em suas culturas, é necessário adotar algum tipo de controle de modo a preservar seus investimentos e recursos alocados no cultivo, suas margens de lucro e a própria viabilidade socioeconômica de sua atividade produtiva.

    Além dos métodos de controle químico, há possibilidades de complementar ou substituir, em algumas situações, por métodos mecânicos, controle biológico, gestão da nutrição de plantas, uso de variedades resistentes às pragas, entre outros.

    O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), monitorou a evolução da ocorrência das principais pragas e doenças que atingiram as culturas de soja, milho e algodão nas safras 2014/15, 2015/16 e 2016/17 e os respectivos impactos econômicos para produtores e para o País. Para isso, o Cepea desenvolveu uma metodologia de avaliação econômica da incidência das principais pragas, baseada em dados obtidos nos levantamentos anuais de campo nas principais regiões produtoras.

    Mensuração econômica
    Nesta primeira parte do estudo, disponibilizado ontem (22/5) no site do Cepea, pesquisadores mostram que, na safra 2016/17, o custo dos produtores de soja com fungicidas foi de R$ 8,3 bilhões (96% para controle da ferrugem), de R$ 6,2 bilhões em inseticidas e de R$ 4,8 bilhões em herbicidas, totalizando R$ 19,3 bilhões.

    Este valor correspondeu a 16,5% do Custo Total (CT) com a produção de soja no Brasil naquela safra. O montante total para cultivar uma área de 33,9 milhões de hectares e produzir 114 milhões de toneladas de soja foi de R$ 117 bilhões na safra 2016/17.

    No caso da ferrugem da soja, especificamente, para avaliar a implicação econômica do controle da doença, pesquisadores do Cepea simularam uma situação em que os produtores não utilizassem fungicidas. Com isto, economizariam R$ 5,75 bilhões, mas a queda na oferta de soja é estimada em 30%.

    Supondo que os produtores pudessem compensar essa perda em produtividade, expandindo a área cultivada, gastariam R$ 33 bilhões em recursos adicionais para custear um aumento de quase 1/3 na área produtiva nacional. Esses custos referem-se apenas aos recursos terra, trabalho e capital privados dos produtores; não incluem custos de abertura de novas áreas e infraestrutura produtiva e logística etc.

    No cenário sem essa compensação da queda de produtividade pelo aumento da área cultivada, o modelo econômico estima um aumento de 22,9% no preço no mercado interno. Assim, nesse contexto, embora os produtores reduzissem os custos (sem o controle da ferrugem), a elevação dos preços não seria suficiente para evitar a queda da receita bruta, de 13,9%. Diante disso, o resultado econômico com o plantio de soja passaria de um lucro de R$ 8,32 bilhões para um prejuízo de R$ 3,37 bilhões para o segmento produtivo nacional. Logo, os produtores incorreriam em uma perda de R$ 11,7 bilhões.

    Para o país, em termos macroeconômicos, isto implicaria na queda de 30% em volume exportado, equivalente a perdas de US$ 4,5 bilhões em faturamento externo para os produtos do complexo da soja.

    Pesquisadores do Cepea estimam ainda que o aumento de 22,9% nos preços da soja, devido à perda na produção, teria um impacto de 0,57 ponto percentual no IPCA geral de 2017. Ou seja, o IPCA passaria de 2,95% para 3,52%. Este mesmo raciocínio aplicado ao IPCA de alimentos, implicaria em variação de 1,03 ponto percentual no índice, ou seja, saltaria de -1,87% para também negativos -0,84% no ano de 2017.

    Fonte: Agroemdia

  • Milho abre a quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago e dezembro atinge maior patamar em um ano

    A quinta-feira (23) começa com os preços internacionais do milho futuro apresentando valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 1,75 e 2,25 pontos por volta das 08h59 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,96, o setembro/19 valia US$ 4,05 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,15.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os futuros de milho estão um pouco mais elevados nesta manhã, consolidando o aumento recente e com dezembro liderando o caminho, passando para o seu nível mais alto em quase um ano.

    Enquanto os agricultores ponderam as decisões sobre o milho, um novo estudo da Farm Futures mostra que o produtor médio provavelmente pode empatar ao evitar a instalação, embora os pagamentos provavelmente não cubram todos os custos econômicos.

    “Enquanto isso, o clima continua a tornar o sistema fluvial uma bagunça, com o porto de St. Louis previsto para fechar hoje e talvez ficar inundado na primeira semana de junho. Compradores em terminais ainda capazes de entregar de Toledo ao Rio Ohio aumentaram as ofertas, já que os estoques estão escassos no Golfo”, aponta Knorr.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja opera estável nesta 5ª feira em Chicago ainda acompanhando o clima no Corn Belt

    Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham bem próximos da estabilidade nesta quinta-feira (23), testando ligeiras baixas. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h45 (horário de Brasília), perdiam entre 0,25 e 0,75 ponto.

    O mercado, segundo explicam analistas internacionais, segue acompanhando os mapas climáticos para os EUA – que ainda trazem muiats chuvas para os próximos dias – bem como as informações ainda do lado da política.

    A demanda da China também é acompanhada de perto, com mais atençaão ainda sobre as questões da Peste Suína Africana e em como a doença seguirá afetando o consumo de soja e derivados no país.

    Nesta quinta-feira também o mercado se mantém atento aos números das vendas semanais para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz. As expectativas variam entre 100 mil e 800 mil toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas