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29 de maio de 2019

  • USDA aponta plantio 32% menor do que a média e cotações do milho continuam subindo em Chicago

    A quarta-feira (29) começa com os preços internacionais do milho futuro apresentando grandes altas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principias cotações registravam valorizações entre 15,25 e 17,25 pontos por volta das 08h52 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,37, o setembro/19 valia US$ 4,46 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,53.

    Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho de Chicago aumentaram 4% nesta quarta-feira e atingiram o maior nível desde 2016.

    “Os mercados de grãos estão focados na mesma velha canção – o plantio que permanece bem atrás do ritmo médio, e uma previsão que não parece fornecer nenhum alívio”, disse a corretora Allendale.

    As valorizações se sustentam após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgar seu novo relatório de progresso de plantio de grãos no país, no fim da tarde da última terça-feira.

    Segundo o departamento, apenas 58% da área destinada ao milho havia sido semeada, o que representa o maior atraso de plantio da história americana. No mesmo período do ano passado, e na média histórica, 90% da área já deveria estar plantada.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • “O uso de dados vai salvar a agricultura”, diz cientista global da Microsoft

    Big data, inteligência artificial e internet das coisas (IoT) são algumas das tecnologias que estão revolucionando diferentes setores da economia. Mas, segundo Ranveer Chandra, cientista-chefe global da Azure, a plataforma de computação em nuvem da Microsoft, existe uma área que ainda resiste a essas transformações.

    “Um estudo mostra que, entre 23 setores, a agricultura está na última posição em termos de transformação digital – atrás até mesmo da caça”, diz Chandra. Para ele, o maior problema é a escassez de dados, fundamentais para criar algoritmos. “Conexão é o maior desafio do agronegócio. Precisamos desses dados para fazer uso das tecnologias disponíveis.”

    Chandra é responsável pela criação do FarmBeats, programa da Microsoft que coleta grandes quantidades de dados das fazendas usando sensores terrestres, drones, tratores, câmeras e espaços em branco de TV – ou seja, canais de TV que não são ocupados e onde normalmente só aparece uma tela em branco. Esses espaços podem ser usados para criar uma conexão semelhante ao wi-fi, mas com maior alcance e mais resistente. No Brasil essa tecnologia ainda não é permitida, mas em alguns países como Estados Unidos (EUA) e Cingapura, já é bastante comum.

    Segundo Chandra, o custo desse sistema de coleta é reduzido pela junção dos dados recolhidos por todos os dispositivos. “Os dados dos sensores se conectam com os dados dos drones e das câmeras, tornando mais fácil a criação de algoritmos.”

    Nos últimos quatro anos, o FarmBeats foi aplicado em fazendas nos EUA, Índia, Nova Zelândia e Quênia. Entre os resultados alcançados, estão a redução de 30% no consumo de água, e de 44% no tempo de controle de PH.

    A previsão é que, até o final do ano, o sistema comece a ser produzido comercialmente – e o Brasil não pode ficar de fora. “O Brasil é um dos primeiros países que vem a mente quando pensamos em agricultura”, afirma. “Desenvolvemos o FarmBeats de maneira que sua tecnologia pudesse ser aplicada aqui e em outros países em desenvolvimento”.

    De passagem pelo Brasil, Chandra conversou com Época NEGÓCIOS sobre as dificuldades de aplicar novas tecnologias no campo, e sobre como os dados devem mudar a agricultura do futuro.

    Como o uso de dados pode ajudar o agronegócio?
    A alimentação é um dos grandes problemas da humanidade. Até 2050, a produção precisa aumentar em 70%, para sermos capazes de alimentar a população mundial. Não só precisamos ser mais produtivos, mas também criar alimentos mais nutritivos e sustentáveis. O único caminho que vejo é por meio dos dados. Muito do trabalho feito na agricultura hoje toma como base apenas a experiência dos agricultores. Se combinarmos esse conhecimento com dados, poderemos desenvolver algoritmos de IA que tornem o agronegócio mais produtivo. Um campo mais conectado não só fornece dados para o agora, mas ajuda a criar previsões mais efetivas para o futuro.

    A tecnologia torna a produção mais sustentável?
    Sim, porque os dados ajudam a criar uma agricultura mais precisa. Por exemplo, ao mapear uma fazenda, você consegue medir a umidade, o índice de PH, a temperatura e os nutrientes do solo em cada área. Em vez do agricultor aplicar a mesma quantidade de água, fertilizantes e pesticidas de forma homogênea por todo o campo, aplica somente onde for necessário. Dessa forma, você aumenta o rendimento, reduz o custo e reduz o impacto ao meio ambiente.

    Como avalia o uso da tecnologia na agricultura brasileira?
    O Brasil, como o restante do mundo, precisa se transformar para chegar ao próximo estágio. O movimento tem sido lento. Muitos países estão usando satélites para recolher dados sobre o agronegócio. Mas essa opção não é acessível e por isso não pode ser aplicada em larga escala. Os governos precisam subsidiar a tecnologia, da mesma forma que fazem com fertilizantes e agricultura. Os órgãos públicos já entendem que esses produtos são necessários para a produtividade do agricultor, mas não perceberam que os dados precisam ser colocados no mesmo pacote.

    Qual a maneira mais ágil e eficiente para recolher os dados do agronegócio?
    É comum nas fazendas haver muitos canais de TV que não são ocupados. Por meio desses espaços de TV brancos, conseguimos criar uma rede de wi-fi que abrange largas distâncias. Dessa maneira, aproveitamos um sistema já existente nos campos e reduzimos os custos. Ao juntar essas informações com aquelas coletadas pelos sensores e pelos drones, conseguimos criar algoritmos que preveem acontecimentos em outras partes do campo. Assim você não precisa instalar muitos sensores, o que não é acessível para muitos agricultores. Além disso, os drones podem ser substituídos por balões de hélio. Em campos no Quênia, a câmera de um smartphone em um balão criou imagens aéreas de toda a fazenda.

    O uso de IA vai substituir o conhecimento dos agricultures?
    Acredito que não. Todos os agricultores com quais conversei têm um conhecimento único sobre a sua produção. Eles sabem dizer quais são as condições do solo apenas pegando a terra na mão. Nosso objetivo é combinar esse conhecimento com os dados que vamos recolher, para que ele possa tomar melhores decisões.

    Você ainda sente resistência por parte de agricultores em aplicar tecnologia?
    Pela minha experiência, agricultores de países desenvolvidos e em desenvolvimento realmente estão interessados em trabalhar conosco. Eles sabem que não têm dados suficientes e por isso estão abertos para esse relacionamento.

    Como expandir essa tecnologia levando em conta as diferenças dos meios de produção em cada país?
    Entendemos que a única maneira de levar essa tecnologia para todos os tipos de agricultores é por meio de parcerias. Para coletar os dados de maneira eficiente, o FarmBeats precisa ser customizado de acordo com cada região. Por isso é importante fazer parcerias com empresas e agritechs locais. Muitas vezes, essas empresas já têm um relacionamento com os agricultores, mas ainda sofrem com a falta de dados. Nós queremos preencher esse gap. Esse procedimento funcionará em fazendas grandes. Para as pequenas, ainda estamos estudando algumas possibilidades. Na Índia, por exemplo, trabalhamos com ONGs para criar um aplicativo que prevê quando o agricultor deve realizar a colheita.

    Fonte: Épopca Negócios

  • Milho registra alta de dois dígitos na Bolsa de Chicago e atinge mais alto nível em 3 anos

    Os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou ontem com grandes valorizações. As principais cotações registraram altas entre 16,00 e 17,25 pontos.

    O vencimento julho/19 foi cotado à US$ 4,20, o setembro/19 valeu US$ 4,29 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,37.

    Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os futuros de milho ficaram em alta desde o início da segunda-feira e nunca olharam para trás. Com dezembro subindo para seu patamar mais altos enquanto junho ficou mais alto do que a semana passada. “Os contratos futuros de milho estiveram no mais alto nível em quase três anos”.

    O mercado operou com a expectativa de que o relatório de progresso da colheita do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desta tarde mantenha o plantio de milho para a semana em uma baixa recorde, em torno de 68%.

    “A análise da Farm Futures sugere que 1,4 bilhão de bushels de potencial de produção foram perdidos, exigindo um perfeito remanejamento para o restante da estação de crescimento, a fim de evitar a queda dos estoques”, diz Potter.

    Mercado Interno
    Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria.

    As valorizações foram percebidas no Paraná em Ubiratã, Londrina, Cascavel, Castro e Pato Branco, Santa Catarina em Palma Sola e Rio do Sul, Goiás em Jataí e Rio Verde, Brasília e Assis/SP.

    A Radar Investimentos aponta que os preços do milho físico ganharam força na esteira das chuvas abundantes nos Estados Unidos. “Todo o mercado está de olho no relatório de progresso de plantio” que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja dispara em Chicago e sobe mais de 30 pts nesta 3ª com atraso recorde no plantio dos EUA

    Os preços da soja dispararam nesta terça-feira (29) na Bolsa de Chicago depois dos fracos números do avanço do plantio nos EUA atualizados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem. Perto de 7h20 (horário de Brasília), as cotações subiam mais de 30 pontos, levando o julho a US$ 8,89 por bushel. Os vencimentos mais distantes já voltavam a operar acima dos US$ 9,00, com o setembro a US$ 9,03 e o novembro, US$ 9,15 por bushel.

    A área norte-americana está apenas 29% semeada, contra 74% do ano passado, nesse mesmo período, e frente aos 66% da média das últimas cinco safras. As expectativas variavam entre 28% e 30% da área.

    Assim como no caso do milho, Illinois e Indiana também chamam a atenção, com o plantio em apenas 14% e 11%, respectivamente, enquanto em 2018 eram 89% e 85%. Na média dos dois estados, eram 70 e 63%.

    O USDA informou ainda que são somente 11% das lavouras de soja que já emergiram, contra 44% do mesmo período do ano passado, e 35% da média dos últimos cinco anos.

     

    “Os mercados de grãos estão focados no mesmo velho conhecido – o plantio, que permanece bem atrás do ritmo médio, e uma previsão que não parece trazer nenhum alívio. As questões a serem avaliada agora são quanto da área foi perdida e qual é o impacto no potencial de produção”, dizem os especialistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Ainda segundo a consultoria, os fundos investidores diante desta condições de clima tão ruins para a nova safra dos EUA continuam seu movimento na ponta compradora do mercado. Somente ontem, compraram 13,5 mil contratos de soja, 11 mil de trigo, 475 mil de milho, 9,5 mil de farelo e 4,5 mil contratos de óleo de soja.

    E atenção às previsões climáticas. Os mapas continuam mostrando muito mais chuvas para as próximas duas semanas no Corn Belt.

    Fonte: Notícias Agrícolas