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30 de maio de 2019

  • Embrapa desenvolve tecnologia para produzir biofertilizantes à base de algas marinhas

    Quando o trator vem aplicando o biofertilizante na lavoura, já se sabe que aumentará a sua produtividade em torno de 10 a 15%. O que se quer é a produção nacional a partir da união entre empresa, pesquisa e aporte financeiro. Em uma parceria, a Dimiagro, a Embrapa Agroenergia, a Embrapii e o Sebrae promovem o desenvolvimento de uma pesquisa que iniciou em 2018 para a produção de biofertilizantes a partir de macroalgas encontradas na costa brasileira.

    O diretor comercial da Dimiagro, Gregori Vieira, explica que a grande vantagem para o investimento dessa tecnologia é a redução de custos da importação do extrato de algas oriundas de países com baixas temperaturas, como Canadá e países da Europa. De acordo com Gregori, essa tecnologia atuará na produção em larga escala de extrato de algas no País, reduzindo a dependência de importação de outros países.

    César Miranda, pesquisador da Embrapa Agroenergia, apresenta o funcionamento e como o produto age nas plantações. O extrato de algas é muito empregado em culturas perenes e também anuais, em países da Europa e nos Estados Unidos. “Queremos produzir um extrato de alga totalmente brasileiro, por isso buscamos a Embrapa. E, com o apoio da Embrapii, isso será possível”, conta Gregori.

    Essa pesquisa só foi possível por causa de uma grande parceria. Outras tecnologias também podem ser geradas dessa forma, por meio da Unidade Embrapii/Embrapa Agroenergia. Nesse modelo, a empresa parceira aporta 1/3 do valor, a Embrapa entra com seu quadro técnico e a sua estrutura, além de aportar valor equivalente, e o restante do recurso é proveniente da Embrapii. “São tecnologias personalizadas e que estão de acordo com o produto de interesse da empresa”, destaca Patrícia Abdelnur, pesquisadora da Embrapa Agroenergia e coordenadora dessa Unidade Embrapii.

    Fonte: Agrolink

  • 4 tendências que afetam o dia a dia do produtor rural

    Produção, mão de obra manual, produção sustentável, muitos são os fatores que influenciam atualmente o setor rural. Agora, o produtor não só conta com tecnologias avançadas, como também investe em produções orgânicas e em equipamentos de ponta.

    Atualmente, os produtores contam com uma variedade de processos e atualizações que facilitam o trabalho na área rural. Confira quais são eles:

    1. Tecnologia
    A evolução da tecnologia, por exemplo, é um dos principais fatores que contribuem para que o produtor que, antes tinha mão de obra um pouco mais lenta e, em muitos casos, totalmente manual, agora possa contar com o auxílio de máquinas totalmente conectadas e funcionais, que emitem desde alertas de erro até o monitoramento de operações por telemetria.

    Além disso, a evolução tecnológica do mercado agrícola é grande. Uma das principais tendências no setor é o avanço dos motores elétricos nos sistemas de acionamento de máquinas e implementos, em substituição aos mecânicos ou eletro-hidráulicos.

    2. Equipamentos
    A tecnologia é importante para o produtor rural e sua produção. No entanto, a escolha de equipamentos é essencial. Entre eles:
    Gerador de energia: é ideal para agricultura, principalmente para fazer manutenções em locais remotos, onde há ausência de energia através da rede elétrica, podendo ser abastecido com gasolina ou diesel. O Gerador de Energia, que conta com horímetro digital, calcula o tempo transcorrido de funcionamento. Robusto e de fácil manuseio, o Gerador de Energia oferece alto desempenho e versatilidade onde há necessidade emergencial de eletricidade.
    Motocultivador: também conhecido como Tratorito, além de ser indicado para revolver o solo em hortas e preparar o local para o plantio, esta ferramenta também é utilizada para a limpeza de cama de aviários. Acoplando acessórios adicionais é possível fazer transportes com carreta e capina. O Motocultivador é robusto, prático de manusear e com baixo consumo de combustível, além de garantir o aumento da produtividade com ótimo custo benefício.
    Motobomba: ideal para coleta e bombeamento de água em casas no campo e áreas suburbanas. Com excelente desempenho e alta durabilidade, a Motobomba praticamente não emite ruídos e vibrações. Além disso, é de fácil manutenção e manuseio.
    Motor: é o que você precisa para equipar bombas de água, rabetas, moendas de cana, equipamentos de construção civil, entre outros. Os Motores são oferecidos nas versões a gasolina (2 e 4 tempos) e diesel, em blocos de alumínio, refrigerados a ar e com opção de partida elétrica e/ou manual.
    Perfurador: é o equipamento perfeito para aberturas de covas visando a construção de cercas. O Perfurador de Solo também é indicado no plantio de mudas diversas e prestação de serviços em geral que te fará economizar tempo, esforço e ainda irá aumentar muito sua produtividade.

    3. Produção orgânica para a saúde
    O Brasil está se consolidando como um grande produtor de alimentos orgânicos. Já são, aproximadamente, 17 mil propriedades certificadas em todas as unidades da federação.

    Uma pesquisa realizada pelo Sebrae, mostra que 63% são produtores exclusivos de orgânicos e 25% trabalham essencialmente com produtos orgânicos. Estima-se que cerca de um milhão de hectares é cultivado organicamente no Brasil e que os principais produtos são: frutas, hortaliças, raízes, tubérculos, grãos e produtos agroindustrializados.

    Entre os atributos de qualidade, cada vez mais os produtos relacionados à preservação da saúde ganham força, tanto na qualidade ambiental dos processos de produção à proteção dos mananciais e da biodiversidade. Com a busca crescente dos consumidores por esses produtos, aumenta a certificação de qualidade e socioambiental também para atender a rastreabilidade do produto e dos respectivos sistemas produtivos.

    4. Sustentabilidade melhorando o planeta
    A sustentabilidade na agricultura se tornou um dos fatores mais importantes da produção agrícola nos últimos tempos. Essa estratégia se baseia na produção de incrementos significativos na produtividade das culturas, economia na aplicação de pesticida e maior segurança financeira para o produtor, proporcionando maior produtividade, além da conservação do solo e do meio ambiente.

    Fonte: G1

  • Milho se recupera das reversões de ontem e abre a 5ªfeira em alta na Bolsa de Chicago

    Após fecharem o última dia em queda, os preços internacionais do milho futuro abrem a quinta-feira (30) apresentando valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 3,50 e 4,25 pontos por volta das 08h56 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,22, o setembro/19 valia US$ 4,31 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,40.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, o milho é hoje mais alto, recuperando-se das reversões de quarta-feira. Os futuros de safras antigas e novas se mantêm em poucos dias, tentando consolidar seu aumento nas últimas duas semanas.

    “Os comerciantes estão lutando para definir quantos hectares serão perdidos para as inundações até as datas finais de plantio para a cobertura de seguro de safra integral na sexta-feira em Iowa e na maior parte de Minnesota e Wisconsin”, diz Knorr.

    Um fazendeiro no noroeste de Ohio disse nesta quarta-feira à noite que “está continuamente úmido desde o outono passado. Não recebi nenhum fertilizante de queda aplicado, imaginei que o conseguiríamos nesta primavera. Até agora sem fertilizantes, sem pulverização, sem trabalho de campo, sem plantio”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja opera estável após 4 sessões de fortes altas, mas mantém foco no clima dos EUA

    Após dias consecutivos de fortes altas e de um mercado bastante intenso, as cotações da soja registram estabilidade nesta manhã de quinta-feira (30). Os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago, por volta de 7h15 (horário de Brasília), tinham pequenas baixas de pouco mais de 1 ponto, com o julho valendo US$ 8,70 e o agosto, US$ 8,76 por bushel.

    Esta é a primeira baixa em quatro sessões para a soja na CBOT, com o mercado ainda muito focado no quadro climático norte-americano. Por conta do excesso de chuvas e de mais adversidades, o plantio norte-americano registra seu pior atraso na história dos EUA e dá um importante suporte aos preços no mercado internacional.

    “O mercado de grãos está tomando um fôlego. O recente avanço dos preços agora passa por uma realização de lucros, uma vez que é período de final de mês, quando os traders ajustam suas posições, mas as previsões mostrando mais chuvas para os próximos dias ainda segue no foco e limita as baixas”, dizem os especialistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Além disso, o mercado observa ainda as decisões que produtores americanos ainda têm a tomar sobre o prosseguimento do plantio. Muitos deverão deixar boa parte de sua área sem plantar diante da falta de condições adequadas para os trabalhos de campo e frente às datas limite para a semeadura. Em muitos locais, essa data já se encerrou para o milho.

    “Há muitas previsões indicando mais chuvas para o Meio-Oeste americano e isso pode impedir os produtores de plantar”, acredita Phin Ziebell, agroeconomista do Banco Nacional da Austrália em entrevista à Reuters Internacional.

    EUA chuvas 7 dias

    “Chuvas abundantes pelo centro, sul e leste do do Corn Belt seguirão por esta quinta-feira e ainda durante o final de semana, o que manterá o plantio ainda bem lento. No entanto, os volumes mais limitados nas áreas mais a nordeste do cinturão permitirão condições melhores, principalmente nas Dakotas, Minnesota e noroeste de Wisconsin”, diz o serviço internacional de clima Maxar também à Reuters Internacional.

    Os traders, no entanto, não deixam de acompanhar ainda as questões em andamento da guerra comercial entre China e Estados Unidos – o que ainda acaba por ser um peso para o mercado em Chicago.

    Ademais, os números das vendas semanais para exportação que seriam divulgados hoje só chegarão nesta sexta-feira (31) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em função do feriado desta segunda-feira (27) no país.

    Fonte: Notícias Agrícolas