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maio 2019

  • Colheita da soja se encerra em Tupanciretã/RS com produtividade entre 49 e 50 sacas por hectare

    A colheita da soja já se encerrou em Tupanciretã no Rio Grande do Sul. Após um início de ciclo bastante conturbado, em que 20% da área teve que ser replantada, a média final de produtividade ficou entre 49 e 50 sacas por hectare.

    Segundo José Domingos Lemos Teixeira, coordenador do núcleo da Aprosoja RS em Tupanciretã, ainda restam 60% dessa produção para ser negociada no município e as tensões do mercado internacional e os preços de venda cerca de 10% menores do que os do ano passado estão prejudicando essa comercialização.

    Agora, os produtores da região apostam no cultivo de safras de inverno como trigo, aveia branca e aveia preta. De acordo com Teixeira, a área de trigo será maior do que a do ano passado, mas ainda sim pequena, uma vez que o agricultor está desanimado com o cenário de mercado dos últimos anos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho segue com altas em Chicago após USDA divulgar atraso no plantio americano

    A terça-feira (21) começa com valorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram altas entre 4,50 e 6,25 pontos por volta das 09h05 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,95, o setembro/19 valia US$ 4,02 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,09.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os contratos futuros de milho foram mais altos durante a noite, registrando novas valorizações na primavera, depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou um progresso recorde de plantio lento na segunda-feira.

    No fim da tarde da última segunda-feira o USDA divulgou que a área plantada de milho nos EUA passou, em uma semana, de 30% para 49%, contra 78% do ano passado e 80% de média das últimas cinco safras. O mercado esperava algo entre 42% e 61% e as médias eram de 50%; 51% e 54% entre os analistas e consultores americanos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja segue em alta nesta 3ª feira em Chicago refletindo plantio lento nos EUA

    O clima e o plantio da safra nova continuam sendo preocupações nos Estados Unidos e os preços da soja têm novas altas na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (21), dando continuidade às altas da sessão anterior. Perto de 7h30 (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 6 pontos nos principais contratos. O julho tinha US$ 8,38 e o agosto, US$ 8,45 por bushel.

    “O mercado continua refletindo o ritmo ainda lento do plantio e as próximas previsões mostrando mais chuvas para os próximos dias. A expectativa sobre muitos hectares serem destinados ao seguro do Prevent Plant também está no radar dos traders”, explicam os consultores da consultoria internacional Allendale, Inc.

    O plantio da soja evoluiu, em uma semana, de 9% para 19% da área americana, enquanto as projeções dos traders variavam de 17% a 25%. As médias esperadas por especialistas internacionais eram de 22%; 17% e 21%. No ano passado, nessa mesma época, os EUA já tinham 53% da semeadura concluída e a média dos últimos cinco anos é de 47%.

     

    Os traders permanecem também acompanhando a questão da guerra comercial – ainda sem uma solução no horizonte – e também nas novas informações sobre a situação da peste suína na China.

    A nação asiática informou outro caso da doença, reportada na província de Sichuan, em uma fazenda com 429 porcos. Ao mesmo tempo, nos EUA, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vai começar a fazer testes para a peste em animais mortos ou doentes.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Alertas do Agronegócio leva demandas do setor para o Executivo e o Legislativo

    Ajudar os agropecuaristas a resolver problemas diários, contribuir para que os produtores rurais aumentem a rentabilidade e fortalecer o agronegócio. Estes são os principais objetivos do “Alertas do Agronegócio”, que reúne importantes demandas do setor.

    O projeto foi desenvolvido por Rodrigo Capella, diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing, com base na experiência dele (atua em agronegócio desde 2004), visitas a fazendas, conversas com produtores e prosas com profissionais deste relevante setor.

    Capella já entregou o “Alertas do Agronegócio” para representantes do Executivo e do Legislativo, como a senadora Mara Gabrilli, os deputados federais Nelson Barbudo e Tabata Amaral, o deputado estadual Frederico D´avila e para o Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira. Outros representantes receberão, em breve, o “Alertas do Agronegócio”.

    O projeto aborda temas importantíssimos, como, por exemplo, uso indiscriminado de antibiótico na pecuária, sementes piratas, logística, tecnologia e segurança no campo.

    Sobre a segurança no campo, é visível o constante roubo de gado, invasões de propriedade e destruição de cultivos. “Cabe ao governo, então, intensificar a segurança das propriedades rurais, com monitoramento intensivo e qualificado. É importante capacitar os profissionais do policiamento com cursos sobre as características rurais para ajudar nas práticas corretas e eficazes de defesa do campo, além de munir estes profissionais com os equipamentos necessários para tal prática ganhar constância”, sustenta Capella.

    Fonte: Ação Estratégica

  • Bolsa de Chicago atinge valores mais altos dos últimos meses para o milho nessa segunda-feira

    Semana começa com preços internacionais do milho futuro em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam valorizações entre 5,25 e 6,75 pontos por volta das 09h40 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 valia US$ 3,90, o setembro/19 valeu US$ 3,96 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,03 nessa segunda-feira (20).

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os futuros de milho miraram as altas de dois meses durante a noite. Dezembro ficou acima de US $ 4, enquanto julho atravessou a média móvel de 200 dias.

    O mercado segue apreensivo quanto ao plantio do milho americano, “o relatório do Progresso das Colheitas desta tarde será acompanhado de perto pelos comerciantes. O lento progresso do plantio poderia estar tirando mais de um bilhão de bushels do potencial de rendimento devido a menores rendimentos e área plantada e maior abandono”, diz Knorr.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Novas cultivares de soja resistentes a nematoides são lançadas na Agrobrasília 2019

    A Embrapa, em parceria com a Fundação Cerrados e a Fundação Bahia, lançou,durante a Agrobrasília 2019, duas cultivares de soja de alto potencial produtivo e com resistência a nematoides de galha (BRS 7481) e ao nematoide do cisto (BRS 7581RR). As cultivares têm ciclo precoce e são adaptadas a regiões produtoras do Brasil Central. Participaram do lançamento pesquisadores, técnicos e produtores.

    O secretário de Inovação e Negócios da Embrapa, Sebastião Pedro Neto, representou o presidente da Empresa, Sebastião Barbosa, no evento. Ele salientou o caráter estratégico da parceria com as duas fundações no desenvolvimento das cultivares de soja. “O trabalho de produção da semente básica é o elo entre a pesquisa e o mercado. Nos esforçamos para manter essa parceria, que é estratégica para o Brasil. O que selecionamos aqui no coração do Cerrado serve para todo o Bioma”, afirmou, citando o exemplo da cultivar BRS 8381, selecionada na Embrapa Cerrados (RR) e que atualmente representa 80% da soja plantada no Cerrado de Roraima.

    A Embrapa tem o maior banco de germoplasma de soja tropical do mundo, e o programa de melhoramento genético da Empresa mantém ensaios de seleção de cultivares em todos os pontos de produção do Bioma Cerrado. “Isso representa andar por praticamente metade do território brasileiro e por 60% da área de produção do País. É uma atividade custosa, que envolve cerca de 500 profissionais da Embrapa. Realizar esse trabalho e disponibilizar as cultivares ao mercado só é possível com as parcerias”, disse o secretário.

    Neto, ao falar sobre a cultivar BRS 7481, lembrou que os custos de produção de grãos estão cada vez mais altos, os preços estão estabilizados e a rentabilidade cada vez menor. “Conseguimos trazer um material convencional que permite ao agricultor trabalhar numa linha alternativa (soja livre de transgenia), capturando prêmios, manejando nematoides e não pagando royalties. É um dinheiro que fica aqui”, frisou.

    Sobre a BRS 7581RR, ele pontuou que o produtor já não paga royalties por um evento de transgenia que ainda funciona (resistência ao herbicida glifosato). “Isso dá ao agricultor alternativas de sustentabilidade, principalmente em termos de custo. E apesar do custo menor, esses materiais têm valor genético”, observou. Neto também comentou o caráter “quase participativo” do programa de melhoramento genético de soja da Embrapa: “Ao fazermos os testes nas fazendas dos produtores parceiros, eles nos ajudam a definir os materiais. Com este lançamento, estamos cumprindo parte da nossa missão, entregando soluções tecnológicas, no caso, cultivares de soja”, finalizou.

    O chefe-geral da Embrapa Cerrados, Claudio Karia, destacou o impacto do uso da tecnologia na produção agropecuária brasileira, citando trabalho do pesquisador Eliseu Alves que aponta que o fator tecnológico é o insumo que contribui com cerca de 67% no aumento da produção no setor. Ele destacou que a gestão das propriedades precisa saber escolher as tecnologias certas a serem adotadas para garantir lucratividade ao negócio. “É importante não só ter a informação, mas também estudar quais são as tecnologias adequadas”, disse.

    Ao comentar sobre os lançamentos, Karia lembrou que as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa são diferenciadas, pensando no encaixe aos sistemas de produção, assegurando-lhes mais sustentabilidade. “Estamos lançando duas cultivares que podem se encaixar muito bem aos sistemas dos produtores, um material RR resistente ao nematoide do cisto e um material convencional, resistente aos nematoides de galha, pensando nos mercados de soja livre”, afirmou, pedindo aos presentes que reflitam sobre as tecnologias que devem ser adotas para aumentar a lucratividade nas fazendas.

    O presidente da COOPA-DF, José Guilherme Brenner, lembrou-se dos dias de campo promovidos pela Embrapa de que participou, considerados importantes para sua formação como produtor. Também destacou o retorno à sociedade proporcionado pela Embrapa, citando o número do Balanço Social 2018 da Empresa – cada real investido gerou R$ 12,16 para o País. “Temos muito orgulho da Embrapa e da nossa agricultura. Ela tem um banco de germoplasma tropical dos mais completos e tenho certeza de que ainda terá muito sucesso”, declarou.

    Luiz Fiorese, presidente da Fundação Cerrados, destacou a contribuição da Embrapa para o desenvolvimento da região Centro-Oeste. “Não tem como medir o que a Empresa trouxe de desenvolvimento humano para a região”, disse, parabenizando as equipes. Fiorese salientou o caráter estratégico da localização de unidades como a Embrapa Cerrados no centro do Bioma Cerrado: “Por estarmos aqui, o que for bem feito vai ter sucesso. A Embrapa está do nosso lado, resolveu o problema do cancro da haste (doença fúngica que acomete a soja), por exemplo. E temos cultivares convencionais, que outras empresas não querem desenvolver”.

    O gestor executivo da Fundação Bahia, Nilson Vicente, defendeu o aporte cada vez maior de recursos para o programa de melhoramento genético de soja. Ele relatou um levantamento realizado nos últimos três anos no Oeste da Bahia em que foi detectado o avanço dos nematoides de galha e do nematoide do cisto na região. “A importância (da parceria) é justamente de poder ofertar ao nosso mercado materiais não apenas tolerantes, mas também resistentes aos nematoides para que o produtor tenha mais sustentabilidade na soja convencional e na transgênica”, comentou, acrescentando que o produtor da Bahia vem tentando se recapitalizar após as últimas safras. “A cobrança dos produtores é muito grande, mas os materiais estão chegando para atender às demandas que vêm do campo”, finalizou.

    Características
    O pesquisador André Ferreira, da Embrapa Cerrados, apresentou as características das novas cultivares. “São tecnologias que primeiro trazem produtividade, depois as demais características. Estamos preocupados com os problemas enfrentados pelos produtores ao longo da safra e com a entrega de materiais que garantam a sustentabilidade”, disse.

    Ele lembrou que a Empresa se preocupa com a relação direta com os parceiros e produtores, que trazem as demandas do setor produtivo. “Existe uma via de mão dupla, em que técnicos e produtores estão envolvidos no processo, gerando conhecimento”, afirmou.

    Desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Fundação Cerrados e a Fundação Bahia, a cultivar BRS 7481 atende ao nicho de mercado de soja convencional. Tem tipo de crescimento indeterminado, porte ereto e resistência ao acamamento.

    O material precoce (grupo de maturação 7.4) para a região de indicação (ciclo médio de 100 a 110 dias) agrega produtividade e resistência aos dois nematoides de galhas (Meloidogyne incognita e M. javanica). Pode ser usado no sistema produtivo com sucessão de culturas em regiões cujos solos têm histórico de problemas com esses nematoides.

    A população de plantas recomendada é de 220 mil a 260 mil plantas/ha. A produtividade alcançou 80sc/ha em uma propriedade do município de Guarda-Mor (MG). Por ser uma cultivar convencional, pode receber prêmios no preço de comercialização dos grãos nos mercados de Soja Livre. A cultivar é indicada para as regiões edafoclimáticas de adaptação REC 301 (GO e MS), REC 304 (DF e GO), REC 401 (GO e MT) e REC 402 (MT).

    Para Eduardo Vaz, coordenador administrativo do Instituto Soja Livre, também parceiro da Embrapa, lembrou que os custos com a soja convencional pode ser até 4% maior, mas os prêmios já chegaram a US$ 5 por saca. “A cultivar com certeza é promissora no Mato Grosso, uma vez que os materiais testados aqui costumam ir bem lá”, apostou, acrescentando que a área plantada com materiais convencionais no Estado representa 1 milhão de hectares ou 11% do total plantado com soja.

    Já a BRS 7581RR, desenvolvida em parceria com a Fundação Cerrados, é uma planta de arquitetura moderna e porte ereto, com hábito de crescimento indeterminado e precocidade (grupo de maturação 7.5), com ciclo médio de 85 a 117 dias. Tem resistência a quatro raças (1, 3, 5 e 14) do nematoide do cisto (Heterodera glycines), sendo indicada para uso em sistemas produtivos com sucessão de culturas em áreas contaminadas ou com risco de entrada do patógeno. Além disso, viabiliza a segunda safra. É uma cultivar RR que pode ser plantada como refúgio para cultivares com a tecnologia Intacta e ciclo semelhante.

    Segundo André Ferreira, foram relatados elevados tetos produtivos, acima de 70 sc/ha. Na competição de cultivares da Agrobrasília da última safra, a cultivar alcançou produtividade de 72 sc/ha. A população de plantas recomendada é de 220 mil a 260 mil plantas/ha. A cultivar é indicada para as regiões edafoclimáticas de adaptação REC 301 (GO e MS), REC 303 (GO e MG), REC 304 (GO e MT), REC 401 (GO e MT) e REC 402 (MT). As sementes são comercializadas pela empresas licenciadas da Fundação Cerrados.

    Fonte: Agrolink

  • Soja sobe em Chicago nesta 2ª feira com clima adverso no Meio-Oeste americano

    Os preços da soja sobem nesta segunda-feira (20) na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h45 (horário de Brasília), as cotações tinham ganhos de pouco mais de 10 pontos nos principais contratos, com o julho cotado a US$ US$ 8,31 por bushel. O agosto tinha US$ 8,36.

    Segundo analistas internacionais, o mercado continua encontrando suporte para as altas nas adversidades climáticas do Meio-Oeste americano. Os últimos dias não permitiram um bom avanço dos trabalhos de campo e as previsões seguem indicando muitas chuvas para os próximos dias.

    Assim, os números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no final do dia, depois do fechamento do pregão, sobre o progresso do plantio americano até este domingo (19) são muito aguardados. Os dados chegam às 17h (horário de Brasília).

    Entre as questões políticas e econômicas, o foco permanece sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos e as dificuldades crescentes das negociações entre os dois países.

    “A China acusou os Estados Unidos nesta segunda-feira de manterem “expectativas extravagantes” para um acordo comercial, destacando o abismo entre os dois lados no momento em que a ação dos EUA contra a gigante de tecnologia chinesa Huawei começa a afetar o setor de tecnologia global”, noticio a Reuters na manhã de hoje.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • USDA: Vendas semanais de soja e milho para exportação dos EUA ficam dentro do esperado

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe a atualização de suas vendas semanais para exportações nesta quinta-feira (16) com números dentro do esperado para a soja e o milho e acima para o trigo.

    Na semana encerrada em 9 de maio, os EUA venderam 370,9 mil toneladas de soja da safra 2018/19 e a Alemanha foi a maior compradora. O volume ficou dentro do intervalo esperado pelo mercado, de 300 mil a 1 milhão de toneladas. Da safra 2019/20, foram 303,4 mil toneladas.

    De milho, os EUA venderam 553,3 mil toneladas, contra projeções de 300 mil a 900 mil toneladas. Da safra 2018/19, o principal destino do cereal norte-americano foi a Colômbia. O volume é 925 maior do que o da semana anterior, mas 15% menor do que a média das últimas quatro semanas.

    As vendas semanais de trigo, por sua vez, foram de 114,5 mil toneladas, contra expectativas de 150 mil a 600 mil toneladas. A Indonésia foi a maior compradora do grão da safra velha. Os EUA venderam ainda 419,4 mil toneladas da safra nova, sendo a maior parte destinada à Coreia do Sul.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trump tenta tranquilizar agricultores dos EUA atingidos pela guerra comercial com a China

    Grandes exportadores de carne de porco e soja para a China, os produtores americanos estão na linha de frente na guerra comercial travada entre Washington e Pequim e, faltando 18 meses para as eleições presidenciais, Donald Trump procura tranquilizá-los.

    “Nossos formidáveis agricultores patriotas estarão entre os grandes beneficiários do que acontece hoje”, tuitou Trump na terça-feira (14/5), um dia após o anúncio de represálias da China após a adoção de tarifas mais elevadas por parte dos Estados Unidos na última sexta-feira (10).

    A agricultura americana exporta muito. E o mundo rural, considerado, em termos gerais, como favorável ao republicano Trump, tem sido desde o ano passado alvo de represálias não apenas de Pequim, mas também da União Europeia, Canadá e México.

    Por enquanto, muitos produtores permanecem leais ao presidente, mas “outros não estão tão seguros disso”, disse à AFP William Rodger, porta-voz da American Farm Bureau Federation, o principal sindicato do agronegócio americano.

    “Não temos números concretos que nos digam exatamente quão forte é o apoio, ou a oposição, mas nosso sentimento é que a maioria dos agricultores ainda apoia o presidente, porque aderem a muitas de suas políticas”, explicou.

    Sid Ready, produtor do estado de Nebraska, lamenta a guerra comercial, mas a entende. “Acho que os agricultores são bastante resistentes e devemos tolerar” esta situação “que, a longo prazo, valerá a pena”, opinou.

    Renda em queda
    Mas, admite Rodger, a paciência dos produtores tem limites, já que sua renda não para de cair há seis anos, devido à superprodução global.

    Dados do Departamento da Agricultura indicam que as receitas passaram do recorde de US$ 123,4 bilhões em 2013 para US$ 92 bilhões em 2014. No ano passado, foram de apenas US$ 63,1 bilhões.

    No momento em que os agricultores do centro do país tentam superar as inundações que atingiram suas plantações, ou impediram diretamente o cultivo, as tarifas adicionais não vão beneficiá-los em nada.

    A federação que reúne os produtores de soja (ASA) também apoia “em geral os objetivos da administração” Trump, mas critica seus procedimentos.

    Os afiliados da entidade dizem que estão “frustrados” com a incapacidade dos negociadores americanos e chineses de chegar a compromissos e acreditam que a tarefa à frente está ameaçada.

    “Os produtores de soja não têm vocação para serem vítimas colaterais de uma guerra comercial sem fim”, disse o presidente da ASA, Davie Stephens, acrescentando que foram necessários mais de 40 anos para construir o mercado de soja na China.

    Muitos temem que seus clientes chineses, que compravam um terço da soja americana antes do conflito, voltem-se para outros produtores, especialmente o Brasil.

    Quanto mais tempo durar o conflito, “será cada vez mais difícil para mim”, disse Stephens.

    “Vencemos sempre”
    “Esperamos que a China nos faça a honra de continuar comprando nossos formidáveis produtos agrícolas”, disse Trump na terça-feira. Se isso não acontecer, o governo comprará a soja não vendida à China, graças ao dinheiro gerado pelas tarifas.

    Na semana passada, Trump aludiu à possibilidade de que esses produtos adquiridos fossem então distribuídos entre os países pobres, ignorando as distorções comerciais.

    Washington também considera outras ajudas a seus produtores. Já em julho do ano passado destinou US$ 12 bilhões para compensar os prejudicados pela perda de mercados.

    Através de vários programas, os agricultores americanos recebem cerca de US$ 20 bilhões por ano em ajuda.

    O lobby da indústria de carne suína (NPPC) comemorou “a proposta de ajuda do presidente Trump”. “Estamos dispostos a trabalhar com o Ministério da Agricultura para facilitar as exportações de carne suína como ajuda alimentar”, disse o presidente do NPPC, David Herring.

    As exportações de carne suína são atualmente 26% da produção. Um volume significativo tem a China como destino.

    “Vocês querem saber uma coisa?”, disse Trump a repórteres, acrescentando: “Nós sempre vencemos”.

    Fonte: G1 Agro

  • Milho: Mercado inicia sessão desta 5ª feira com altas de 4 pts na CBOT

    Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta quinta-feira (16) do lado positivo da tabela. As principais posições da commodity exibiam valorizações de 4,00 pontos, por volta das 9h11 (horário de Brasília). O vencimento julho/19 era cotado a US$ 3,73 por bushel, enquanto o setembro/19 operava a US$ 3,82 por bushel.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho estão em alta, apesar de os futuros de julho estarem se mantendo em um dia após a sessão de ontem e ter parado em sua retração do gráfico de 61,8%. A previsão de chuvas significa que os agricultores dificilmente chegarão perto de atingir o percentual de 85% plantado no relatório Crop Progress, desta segunda-feira, reduzindo o potencial de rendimento.

    “As vendas de exportação na semana passada devem melhorar para cerca de 20 milhões de bushels, mas isso ainda estaria bem abaixo da taxa necessária a cada semana até agosto para alcançar a previsão do USDA para a safra de 2018”, diz Knorr.

    Fonte: Notícias Agrícolas