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14 de junho de 2019

  • Solo ainda é desconhecido, diz especialista

    A especialista Claire Guenat, uma pedologista e pesquisadora do Laboratório de Sistemas Ecológicos (ECOS) da Ecole Polytechnique Federale de Lausanne (EPFL), da Suíça, afirmou que o solo ainda é desconhecido para a maioria das pessoas. Para ela, como ele não está totalmente a vista, fica mais complicado de os leigos o analisarem.

    “Em primeiro lugar, porque o solo não é algo que realmente vemos, ao contrário da vegetação, por exemplo. Também tem conotações negativas em nossa sociedade. Por exemplo, quando somos jovens, aprendemos que a terra está suja, não devemos tocá-la ou comê-la. Mas é um ambiente cheio de vida, cheio de organismos que desempenham funções vitais e são cruciais para o nosso bem-estar”, comenta.

    Além disso, ela afirma também que as pessoas tendem a falar mais sobre a proteção da qualidade do ar e da água do que a qualidade do solo. “O solo é um dado adquirido: as pessoas não estão cientes de que é um recurso finito e valioso, numa altura em que a superfície do solo está a diminuir rapidamente, especialmente na Suíça, onde desaparecem aproximadamente 1 m2 de terra arável”, indica.

    “Todos os solos merecem atenção, mas o gerenciamento da terra nas cidades é agora uma questão crucial para as nossas sociedades cada vez mais urbanas. Os pisos urbanos são os pisos em parques, canteiros de flores e jardins, mas também os pisos sob edifícios e estradas. Estes solos têm um papel importante a desempenhar na regulação da água e do calor, à medida que o clima muda, resultando em chuvas, inundações e ondas de calor cada vez mais frequentes. Este é um grande problema de saúde pública”, conclui.

  • China expande o cultivo de soja e reduz a dependência

    A China vem expandindo a quantidade de terra usada para cultivar soja e diversificando sua fonte de importações para reduzir a dependência das Estados Unidos, seu segundo maior fornecedor, em meio a uma guerra comercial de um ano entre as duas maiores economias do mundo. No nordeste da China, a temporada de plantio de soja está chegando ao fim.

    Na província de Heilongjiang, região nordeste que responde por metade da produção total de soja da China, a área plantada de soja registrou crescimento constante desde o início de 2019, quando o governo central divulgou sua primeira declaração de política destacando os esforços para aumentar a produção de soja.

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    A tecnologia para o melhoramento e plantio de sementes de soja também tem sido aplicada para melhorar a produtividade e a produtividade do óleo de soja e proteína, segundo fontes do setor, que é um bom presságio para a China melhorar a autossuficiência da soja e reduzir as importações dos EUA.

    Mao Yugui, um fazendeiro de uma vila na cidade de Heilongjiang, uma tradicional base de produção de soja em Fujin, decidiu plantar soja em todas as suas áreas de terra este ano graças às medidas de estímulo do governo local e à recuperação dos preços da soja.

    “Muitos agricultores costumavam plantar milho porque a colheita gerava lucros maiores que a soja. Mas essa diferença vem diminuindo nos últimos dois a três anos, o que combinado a uma seca prolongada que atinge o nordeste da China cria incentivos para agricultores voltarem a cultivar soja “, Disse Mao.

  • Estudo diz que Spodoptera do milho pode refletir nos preços de produtos

    Um levantamento buscou observar a proliferação de pragas, redução de produtividade e aumento nos preços em função disso. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) mostram que os preços do milho, resultantes de perdas na lavoura tendem a impactar diretamente no varejo em produtos como fubá, leite, farinha de milho, carnes de suínos e frangos e ovos.

    O desenvolvimento e falta de controle da lagarta Spodoptera pode reduzir a produção brasileira em 40% e aumentar os preços do milho em até 13,6%, em função da falta do cereal. O percevejo pode reduzir a produção em 17,4% e aumentar o preço do milho em 5,9% e a cigarrinha causa redução de 6,6% na produção e aumento do preço em 2,2%.

    Os impactos nos produtos eleva em 5% o valor do fubá e 4,4% no leite. Os pesquisadores do Cepea indicam que “perdas agrícolas causadas pelo não tratamento de pragas e doenças na cultura do milho trariam impactos relevantes nos aumentos dos preços disponíveis aos consumidores, penalizando toda a sociedade com maiores taxas de inflação de alimentos. Claramente, o desempenho das safras agrícolas impacta toda a sociedade, via acesso a alimentos para a população, em termos de preços, principalmente às categorias de renda mais baixa, para as quais os alimentos respondem pela maior parcela de seu orçamento familiar”, concluem.