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25 de junho de 2019

  • Nitrogênio complementar e irrigação como ferramenta para aumento de produtividade na cultura da soja

    O experimento foi realizado em Guarapuava-PR, com o objetivo de avaliar os efeitos da aplicação de nitrogênio complementar na produtividade e nos componentes de rendimento da cultura da soja na ausência ou presença de estresse hídrico.

    O trabalho foi conduzido no delineamento experimental de blocos casualizados com quatro repetições em esquema fatorial 2 x 2, sendo dois sistemas de condução da lavoura (com e sem irrigação) e dois manejos de N complementar (com e sem adubação nitrogenada complementar).

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    As variáveis analisadas foram: produtividade, massa de mil grãos, número de ramos produtivos por planta, número de vagens por planta e número de grãos por planta.

    Autor: Fabiano Pacentchuk, Itacir Eloi Sandini, Margarete Kimie Falbo, Mikael Neumann, Felipe Pozzan

    Veja na integra clicando aqui.

  • Anvisa aprova herbicida com novo ingrediente ativo

    A Corteva Agriscience confirmou a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o produto técnico Rinskor no Brasil. De acordo com informações do Portal chinês Agropages, trata-se de um novo ingrediente ativo, com um modo de ação totalmente diferente dos atuais disponíveis no mercado, e que será a base do novo herbicida Loyant.

    De acordo com a Corteva, o Rinskor será uma “ferramenta importante para o controle das principais plantas daninhas resistentes no arroz e de difícil controle”. O herbicida terá sua recomendação para aplicação em pós-emergência, apresentando um controle altamente eficaz sobre espécies de capim-arroz, cyperaceas, aquáticas e folhas largas em geral.

    “Esse conjunto de benefícios está aliado a um perfil toxicológico favorável com relação ao impacto para a saúde humana e meio ambiente, sendo classificado como faixa azul pela agência regulatória brasileira. Além disso, o produto recebeu reconhecimentos internacionais, como o Green Chemistry Challenge e o Agro Awards 2018, sendo eleito por esta última o melhor herbicida do mundo”, observa a Corteva.

     

    A novidade foi apresentada aos associados plantadores de arroz da Coopersulca (Cooperativa Regional Agropecuária Sul Catarinense). Segundo os técnicos da Corteva, o produto é resultado de uma ampla pesquisa realizada o Centro Americano de Pesquisa Internacional de Ervas Daninhas Resistentes a Herbicidas. O herbicida Loyant, de acordo com eles, possui amplo espectro de controle de gramíneas, folhas largas, ciperáceas e ervas daninhas aquáticas no arroz.

    “Sabemos que resistência das ervas daninhas é o maior desafio para os produtores de arroz. Esses desafios associados ao controle resistente de ervas daninhas criaram uma demanda por tecnologia inovadora e Loyant chega para acabar com a resistência crescente nos campos de arroz”, afirma o Luiz Fernando Bendo, do Marketing da Coopersulca.

    De acordo com Bendo, a resistência aos herbicidas inibidores da ALS é cada vez um desafio maior para os produtores de arroz: “A resistência das ervas daninhas e outras gramíneas a ALS está se tornando um problema real. O herbicida Loyant, com o princípio ativo Rinskor, controla biótipos resistentes a ALS, glifosato, ACCase, PPO e triazina, bem como outras ervas daninhas resistentes ao Grupo 4 no arroz.  O ativo Rinskor, presente no Loyant, é uma alternativa de herbicidas do Grupo 4, isso significa que ele é capaz de controlar qualquer espécie de praga, por mais resistente que ela seja”.

    Ele completa dizendo que o capim-arroz é uma das ervas daninhas mais problemáticas dessa cultura. Pesquisas recentes da University of Arkansas Extension, a infestação de capim-arroz pode resultar em uma redução de 30% no rendimento na colheita de arroz.

    A Corteva destaca que o produto formulado ainda passa por aprovação dos órgãos reguladores, estando em fase final de registro no Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) do Brasil. A previsão é de que o novo herbicida deve estar disponível aos produtores nos próximos anos.

  • Alternativas de irrigação para alface podem mitigar clima

    Um estudo realizado pelo Instituto de Investigações Agropecuárias do Chile (INIA) sobre a resposta à irrigação de alface descobriu que algumas alternativas podem mitigar as mudanças climáticas. A pesquisa concentrou-se na região metropolitana, sendo que 79% da área cultivada desse vegetal está localizada em todo o país.

    A alface é o vegetal mais popular do mundo e o Chile não é a exceção a essa tendência. Suas qualidades nutricionais e a opção de consumi-lo ao longo do ano fazem dele a hortaliça mais consumido e de maior relevância econômica. Entretanto, o déficit hídrico e a mudança de temperatura, como consequência das mudanças climáticas, poderiam limitar seu cultivo e, portanto, afetar a resposta a uma demanda que busca alimentos saudáveis, seguros e de qualidade.

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    Isto foi explicado pelo especialista em irrigação do INIA La Platina, Dr. Alejandro Antunez, que junto com o pesquisador Carlos Blanco, especialista em vegetais no mesmo centro, por dois anos estudou os fatores que afetam o rendimento e qualidade da alface ou escarola iceberg no Chile (Lactuca sativa L. var capitata), no clima semi-árido do vale do Maipo.

    “Tendo pequenas raízes este vegetal é vulnerável à falta de água. Portanto, a quantidade de água aplicada é altamente relacionada ao crescimento, produtividade e qualidade desta espécie. Por um lado, é sensível ao excesso, porque aumenta o desenvolvimento de doenças fúngicas e, por outro lado, é extremamente sensível ao déficit, a redução do número de deformidades e instabilidade de alface “, disse Antunez.

  • Plano Safra: veja o que mudou em relação ao ano passado

    O Ministério da Agricultura anunciou, na última terça-feira (18), os recursos para o Plano Safra 2019/2020. Foram anunciados R$ 225,59 bilhões, sendo R$ 10 bilhões vão para subvenção de juros. Desse total, R$ 222,74 bilhões são para crédito rural, sendo R$ 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização. Outros R$ 53,41 bilhões para investimento.

    Uma das novidades é o aumento de verbas para o seguro rural, que praticamente dobrou, alcançando R$ 1 bilhão. A decepção ficou por conta do Moderfrota, principal linha de investimento. O volume será de R$ 9,6 bilhões, valor bem menor do que esperava a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    As taxas de juros ficaram em 3 a 10,5 % ao ano. Agricultores que se enquadram no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)  terão taxas de juro entre 3% e 4,6% ao ano. Para pequenos (que estão fora do Pronaf) e médios, o índice é de 6% ao ano. Os demais terão juros de 8% ao ano.
    Muitas entidades se manifestaram a respeito:

    Nei César Manica – Presidente da Cotrijal/ Não-Me-Toque -RS

    “O anúncio ficou dentro da expectativa e seguiu a realidade da economia brasileira. O governo entendeu que o produtor necessita de um seguro rural robusto, com garantia de custeio da produção, com renda. O que para esse ano conseguimos um bom avanço”.

    Paulo Pires – presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS)

    Pires destacou que o seguro rural é uma política pública importante porque hoje o produtor tem um custo elevado de investimento. “Temos que ter um modelo de seguro como qualquer país desenvolvido em agricultura possui. A agricultura é uma indústria a céu aberto, por isso há riscos de ocorrer perdas e estas devem ser pagas através de um fundo ou de uma equalização por parte do governo federal”. Para Pires um aspecto negativo desse Plano Safra é o aumento na taxa de juros para o grande produtor de 7% para 8%, assim como para o programa de armazéns. No entanto, Pires enfatizou que o governo sempre sinalizou que tinha a intenção de manter o mesmo volume de recursos e que para isso seria necessário elevar os juros. “Mesmo assim, foram anunciados incentivos importantes como, por exemplo, o financiamento para a assistência técnica”.

    Henrique Dornelles – Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)

    Destacou a linha de crédito para a construção de moradias para a agricultura familiar e, especialmente, o Fundo de Aval com uma linha para renegociações, anunciados durante o Plano Safra. “Eu vejo este Fundo como uma inovação muito forte que contempla as renegociações, inclusive como uma ferramenta inteligente e desafiadora, porque não sabemos como será a adesão e como se fará entre os produtores”. Sobre o setor arrozeiro, o dirigente avaliou que infelizmente não há novidades, com exceção do aumento do preço mínimo na ordem de 9%. “Houve este aumento, mas não traz qualquer alento aos sérios problemas que temos com a influência do Mercosul e elevado custo de produção.

    Acreditamos que o arroz seguirá em processo de reconversão, a área cultivada deverá seguir caindo de forma consistente”.

    José Mário Schreiner – presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg)

    “Isso é muito significativo porque se ampliarmos o seguro rural, estaremos atraindo mais investimentos privados, inclusive investimentos internacionais”, ressaltou. Ele ainda destaca que o Plano Safra vai ao encontro dos anseios apresentados pelos produtores em reuniões regionais realizadas pela CNA. No entanto, ponderou, “ainda é preciso vencer a burocracia do sistema financeiro para que os produtores tenham acesso ao crédito”.

    Antonio Galvan – presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e vice-presidente da Aprosoja Brasil

    “Tendo em vista o momento que o país passa, foi o melhor Plano que o governo pode oferecer e temos que agradecer. Fica nosso alerta para que o produtor fique cauteloso, sabe dessas dificuldades e precisa procurar se alavancar e tentar reduzir custo da produção”.

    Júlio Cézar Busato – presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Vice-Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

    “Uma das grandes inovações do Plano Safra foi o Patrimônio de Afetação. Antes, para conseguir um financiamento, o produtor tinha que comprometer todo o seu patrimônio como garantia, mesmo que o valor do bem fosse muito maior do que o recurso tomado. Dessa forma, o acesso ao crédito é ampliado. Este Plano Safra tem o grande mérito de tratar o agronegócio como um só, pela primeira vez, entendendo que pequenos, médios e grandes agricultores se somam e não são conflitantes”.

    Dos cerca de R$ 10 bilhões que serão destinados para a subvenção de juros no Plano Safra 2019/2020, R$ 4,975 milhões serão disponibilizados para subvenção do Programa de Agricultura Familiar (Pronaf). O anúncio dividiu entidades ligadas ao setor.

    O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Carlos Joel da Silva,  disse que“é considerado  razoável, já que atende necessidades dos produtores, desde que seja aplicado em sua totalidade. Porém, houve aumento dos juros, o que acaba elevando os custos, o que não é positivo para quem produz”. Joel considera importante a inclusão dos recursos para habitação rural (R$ 500 milhões) assim como o aumento de recursos para o seguro agrícola, que dobrou de valor em relação ano passado.

    O presidente completa dizendo que “a não inclusão do crédito fundiário, é considerada como fator negativo na divulgação. Também esperávamos o aumento da porcentagem da subvenção por parte do governo sobre o seguro agrícola, o que também não aconteceu. Agora esperamos que as resoluções do Banco Central saiam nos próximos dias, para que no dia 1° de julho, o plano possa ser executado em sua plenitude”.

    Para Antoninho Rovaris, secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o Plano Safra “não reconhece o protagonismo da agricultura familiar. Apesar de o valor ser insuficiente para a demanda apresentada pela Contag, que seria de R$ 3 bilhões, entendemos que será uma boa opção para alguns agricultores e agricultoras familiares de garantir uma moradia digna no meio rural brasileiro”. Algumas questões deixaram a entidade insatisfeita, como o aumento de juros nos financiamentos. “É um aumento pequeno, porém não havia necessidade de aumentar para a agricultura familiar, principalmente num cenário de recessão no país”.

    O Plano Safra 19/20 ainda tem outras novidades:
    MODERINFRA – 732 milhões

    -Irrigação – individual (de R$ 2 milhões R$ 3,3 milhões) e coletivo (de R$ 6,6 milhões para R$ 9,9 milhões)
    -PRONAF CUSTEIO – R$ 18,288 bilhões (juros de 3 a 4,6% ano)
    -PRONAF INVESTIMENTO – R$ 12,927 bilhões (juros de 3 a 4,6% ano)
    -MODERAGRO – financia erva-mate e cana-de-açúcar para cachaça
    -CASAS RURAIS – R$ 500 milhões
    -PESCA E AQUICULTURA – poderão financiar comercialização
    -Fundo de Aval Fraterno – renegociação de dívidas dos produtores. O BNDES já dispõe de R$ 5 bilhões.

  • Local interfere na resposta das plantas ao calor

    Um estudo realizado pelo Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha (CSIC) no Centro Nacional de Biotecnologia, indicou que a resposta das plantas ao calor depende muito do local onde elas cresceram.

    Os especialistas afirmam que plantas estão sujeitas a flutuações de temperatura diárias e sazonais que causam mudanças em seus padrões de expressão gênica.

    Em seu mais recente trabalho, publicado na revista celular The Plant , os investigadores identificaram na planta modelo  Arabidopsis thaliana  dois genes duplicados,  ICARUS1  e  ICARUS2  ( Ica1  e  ICA2 ), que estão envolvidos na regulação da resposta térmica de desenvolvimento plantas.

    Os resultados do estudo, realizado em colaboração com Monash University (Austrália), demonstram que a interação genética entre Ica1  e  ICA2  regula o ciclo de divisão das células, alterando assim o tamanho da célula e, consequentemente, o crescimento de plantas em áreas de alta temperatura.

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    “Em espécies de plantas com uma ampla distribuição geográfica, as variedades de diferentes regiões do mundo têm diferentes tipos de temperatura plasticidade, que são um reflexo de adaptações a diferentes ambientes naturais”, explica o pesquisador Carlos Alonso-Blanco.

    “Encontraram-se uma ligação entre as mutações naturais na sequência ICA2 e temperatura ambiente em variedades de  Arabidopsis  em diferentes localizações geográficas, o que indica que este gene pode estar envolvido na adaptação das plantas aos diferentes climas”, acrescenta.

    A duplicação genética é um mecanismo evolutivo que aumenta a diversidade das plantas. As análises genéticas e funcionais deste trabalho mostraram que ICA1 e ICA2, muito próximas no genoma, se comportam como um  locus  complexo. Em algumas variedades naturais, a função conjunta desses genes produz um defeito de crescimento que é condicionado pelo aumento da temperatura em que as plantas crescem.