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Soja busca manter estabilidade nesta 6ª em Chicago à espera do USDA e de olho no G20

O dia é de novos relatórios do USDA e a reação do mercado internacional de grãos, como tradicionalmente acontece, é de estabilidade e cautela antes da chegada dos novos números. Na sessão desta sexta-feira (28), por volta de 8h15 (horário de Brasília), as cotações da soja subiam entre 1,75 e 2,50 pontos nos principais contratos.

Dessa forma, o vencimento julho tinha US$ 8,90 por bushel, enquanto o agosto valia US$ 8,96 e as posições mais distantes lutavam para manter-se acima dos US$ 9,00. O novembro tinha US$ 9,14.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos chegam com dois boletins de extrema importância nesta sexta, sendo um com os estoques trimestrais em 1º de junho nos EUA e o outro com os ajustes na área de plantio do país depois de uma difícil temporada de plantio, a qual ainda continua em alguns locais mesmo sendo quase julho.

EXPECTATIVAS PARA OS RELATÓRIOS

Área de Plantio – Se espera uma área de plantio a ser reportada no dia 28 em 34,14 milhões de hectares, enquanto no último dia 10 o USDA trouxe 34,24 milhões e, em março, 34,25 milhões de hectares.

Para o milho, a queda esperada é bem mais agressiva, uma vez que o plantio foi iniciado mais cedo – como tradicionalmente acontece – e foi ainda mais impactado pelo excesso de chuvas.

Estoques Trimestrais – Os números dos estoques trimestrais americanos em 1º de junho de 2019 podem bater o recorde, que foi registrado na mesma data em 2018, e ficar em 50,65 milhões de toneladas. Há um ano este número era de 33,18 milhões. O intervalo esperado pelo mercado é de 46,27 a 53,4 milhões de toneladas.

Confirmados, os estoques poderiam exercer uma pressão considerável sobre as cotações da oleaginosa na CBOT.

G20

Ainda nesta sexta-feira, teve início a reunião do G20, na cidade japonesa de Osaka. O encontro é a pauta dos mercados financeiros do mundo todo neste final de semana, já que estão reunidos os líderes das principais economias globais.

Entre eles, Donald Trump e Xi Jinping, presidentes das duas maiores potências do globo e que há travam um conflito comercial que há mais de uma ano trouxe uma enorme sombra de incerteza para todo o cenário ecnonômico mundial.

E para o agronegócio, as consequências têm sido bastante duras para os produtores norte-americanos, que esperam com atenção o encontro de seu presidente com Xi neste sábado (29). O mesmo acontece com os produtores brasileiros. Beneficiados desde o início do problema dada a demanda chinesa totalmente focada no mercado do Brasil.

Fonte: Notícias Agrícolas